Comentários em “Teta dos Santos Enganado da Treta Beija Mexidos”: “Capítulo 1”

Zusaky

[SBLAN — PROJETO CRITIQUE-ME]

Olá, Belatityy, espero que esteja tudo certo contigo. Eu fui a pessoa designada para avaliar sua história nessa rodada. Primeiramente, quero lembrar que tudo o que eu falar aqui é minha opinião acerca da história, não precisa enxergar tudo o que eu disser como verdade absoluta. Se eu me equivocar em algo, pode questionar, ok? Dito isso, vamos à história!

Eu não entendi muito bem o título da história em um primeiro momento. Na verdade, fiquei muito confusa, pois sou leiga no assunto de futebol. Depois que li a história e vi algumas referências contidas no título, ah, fiquei mais aliviada. Não sei se consegui entender 100%, e talvez isso tenha acontecido com mais pessoas, pois causa um certo “estranhamento” à primeira vista, entende?

A capa é simples, mas não acho que precisava de toda uma elaboração, considerando que ela deixa bem claro o tema da história (sobre o futebol). Talvez a adição do título a ela seja de grande valia. A sinopse é um trecho da história, mas não vi como um ponto negativo nesse caso, pois é algo que intriga o leitor, que faz ele se perguntar o que o protagonista fez.

Quanto à história em si, eu notei que você possui um probleminha com vírgulas. Não é nada muito sério, mas senti a necessidade de falar, até porque você pediu que esse fosse um dos focos da crítica, certo? Olha só esse trecho que separei:

“Parecia que ele havia sofrido amnésia, pois, simplesmente, o velhote, se esqueceu...”

Seria bom você ler essa parte em voz alta, pausando nas partes em que colocou a vírgula. Com isso nós já podemos notar que há algo errado, além de quebrar o ritmo de leitura completamente. Por exemplo, você acabou separando o sujeito do predicado aqui (o velhote, se esqueceu), quando não podemos fazer isso dessa maneira.

Também vi um problema relacionado à crase. Também separei duas partes aqui para você dar uma olhada.

“Logo voltei a ativa.”

“Ouvi a minha esquerda/direita.”

Quem volta, volta A algum lugar. Já o outro, veja, se você não especificasse e apenas colocasse “lado”, iria ser “Ouvi AO meu lado”, certo? Quando pudermos usar o AO em uma palavra masculina equivalente, então na feminina podemos usar o acento grave no A.

Eu também vi, logo no finalzinho, que você usou dois pontos de interrogação em uma pergunta. Isso não é necessário; um só já basta. Mesmo que queira mostrar que a personagem estava realmente confusa, por exemplo, não é preciso exagerar.

Eu fiquei feliz porque vi que você pontuou os diálogos de maneira correta, o que é algo que não encontramos sempre por aí. Então, parabéns por isso!

Agora, falando sobre a escrita, eu achei ela ideal para esse tipo de história. Foi em primeira pessoa, o que ajudou o leitor a conhecer mais o protagonista, pois o tempo todo nós podemos ver o que ele estava pensando sobre determinada situação, como se comportaria se as circunstâncias fossem outras, toda a sua raiva e frustração pela demora para entrar em campo, etc. Você explorou bem esse campo.

Você também utilizou uma linguagem mais informal, o que eu acho importante nesses casos. Seria difícil ler uma história dessa temática em um tom mais formal, na minha opinião, então isso é um ponto positivo para você.

Em suma, eu acho que ficou bem legal, descontraído e cumpriu bem o objetivo a que você se dispôs a alcançar. Espero que eu tenha lhe ajudado de alguma forma com meus comentários, mas qualquer dúvida, pode me chamar em privado sem medo, certo? E se não for pedir muito, você poderia preencher o nosso feedback (http://migre.me/w50P5)? Ajuda muito a saber como podemos melhorar nosso projeto.

Até!