Comentários em “Nós”: “Deus não deu asa à cobra, mas Léo deu”

Anathema

Sobre a situação do Brasil, em primeiro lugar, fora Temer, em segundo, o Aécio e...

Ok, não.

Sorry.

História .

Eu sou simplesmente apaixonada por histórias assim. Os personagens não são intensos demais, fortes ou fracos demais, não-sei-o-que demais. São mais gente como a gente e possíveis, e reais (quem nunca teve um ataque de rinite por causa do perfume forte de um cara que atire o primeiro antialérgico). É uma história que, pelo menos eu, consigo imaginar realmente acontecendo.

Tá bem no começo ainda, então não vou dar um feedback completo e fervoroso, maaaaaas eu tô gostando bastante. Tanto da narrativa (esse ar de amorzinho e rotina, com uma gramática certinha... *suspiro sonhador*) quanto dos personagens. E da passagem de tempo também, porque deusmelivreeguarde de histórias apressadinhas.

Então eu vou acompanhar do meu jeito meio torto (faculdade infernal + fases de eu-não-estou-afim-de-ler não me tornam uma leitora muito constante). Tenho bons pressentimentos com essa daqui...

Bjks (:

Matheus Gama
Matheus Gama Autor

Fora Temer e Aécio sim!!! HAHAHA

Ah, como eu adorava me deparar com gente que saca exatamente a minha proposta com essa história! Hoje em dia tá cada vez mais comum encontrar histórias onde as características foram potencializadas pra contrastar bem (não que eu ache que seja um recurso errado, até porque eu amo essa coisa de um ser o oposto do outro, mas quando fica sendo muito usado ou muito apoiado nisso, simplesmente não rola), então fiquei um pouco inseguro de começar a postar essa história, com um medo de ninguém ler, porque não tem aquela coisa de opostos, nem de vilões, nem nada assim, sabe?

Mas acabei pensando que assim como eu gosto de histórias mais "intimistas" assim, outras pessoas também podem gostar e procurar. E aí postei. xD

Essa coisa do cotidiano + personagens amorzinhos é a coisa mais linda, né? Às vezes eu mesmo fico encantado como se tivesse sido outra pessoa que escreveu - e não me gabando por escrever bem, só tem a ver com a fofura mesmo que é sempre linda e bem-vinda.

Entendo completamente esse seu lado de leitora "irregular", porque tenho meus momentos também. Ainda mais pra quem estuda, é super normal estar atarefado e deixar pra ler depois, ou até ler e deixar passar sem comentar ou deixar pra comentar depois e acabar esquecendo... quem nunca? Mas, olha, não tô querendo te dar ideia não, viu? A senhora pode aparecer nem que seja pra comentar um "oi, passando pra dizer que gostei/não gostei, bjs". hahaha

Enfim... muito obrigado por ter comentado. É muito importante receber esse apoio! ❤

Le petit prince egoiste

Céus, por onde eu começo? Ok, ok, vou dar uma respirada... Teve muita coisa - e você, como sempre, soube dosar tudo. Eu fico impressionado com a sua capacidade de extrair magia do cotidiano. É sério! Esse capítulo poderia ter ficado um tédio - afinal, aparentemente, trata-se apenas de uma ida ao mercado, um casal preparando o jantar, a casa, e os pais chegando. Mas, sério, que pessoa incrível você é, que conseguiu me prender aqui no meio de uma gripe horrorosa, fiquei tão feliz com os detalhes que você colocou. Não vi nenhum errinho gramatical.

Acho que você cada vez mais está dando substância à história, e isso de uma maneira que não é maniqueísta, afinal, somos todos gente, e gente tem lado bom e lado ruim, lado forte e lado frágil. A questão é que de tanto esses lados brigarem, um acaba ganhando vez ou outra - por experiência, talvez. Ninguém é vilão de ninguém na vida, nem de nós mesmos. Isso aqui é uma escola, e todos estamos aprendendo. Não que eu não goste (por exemplo, quem não adora Soraya Montenegro ou Paola Bracho?), mas acho que na sua história isso não se encaixa e você parece perceber isso. Você trata suas crias de uma forma tão humana que eles quase são palpáveis.

Falando nisso, se você não conhece, devia procurar saber sobre a escritora de novelas Lícia Manzo, ela já escreveu pra Rede Globo A vida da gente e Sete Vidas. É simplesmente minha escritora de novelas favorita porque ela trabalha com o cotidiano de uma maneira que não é pedante, que pelo contrário, prende e emociona. Os personagens são cativantes, profundos, ela vai desenrolando a história sem pressa de uma forma que desperta curiosidade, e os diálogos, SANTOS DIÁLOGOS? Gruda na Lícia Manzo (gosto mais dela que do próprio Manoel Carlos, de quem dizem que ela é pupila, o Manoel também tem isso de cotidiano e tal, mas a diferença é que ele não se atualiza e a Lícia tá sempre atenta aos temas sociais).

Será que super me identifiquei com o Léo? Tímido? Não sabe andar de bicicleta? Bom, tem toda uma história do porque eu nunca aprendi, mas ainda tem gente que tira sarro, eu fico ahaha, muito engraçado, jovem. O Léo é meu favorito, acho, o jeito contido, dengoso dele é todo meu. Já vou protegê-lo de qualquer coisa que aconteça com meu bebê.

Essa coisa de mercado sempre dá pano pra manga. Eu sempre fico atento às pessoas, o que dizem, como se comportam, e às vezes invento diálogos pras situações. Não é questão de fofoca. É que se você escreve sobre gente, tem que estar atento à gente. Sempre rola comentários assim e eu fico uma arara. Uma vez rolou no grupo da família, sobre aquele comentário da Valadão sobre o comercial da C e A, quase brigo com a minha tia super religiosa, sendo que ela não tem uma moral pra falar sobre e já super deu mancada na vida e quer pagar de puritana, enfim... Deixei pra lá. Tem gente, Felipe, que é um saco furado. Felipe é seu nome verdadeiro?

Amei a troca de mensagens! Isso é tão comum! E já se vê a intimidade deles até pela forma como mandam "nudes". Hahaha. Primeiro o banheiro limpo depois a sedução kkkkk imaginei a cena da Soraya entrando no quarto, naquela cena da novela, gritando PORQUE VOCÊ ESTÁ MOLHANDO MEU BANHEIRO??? Amei essa cena do capítulo e sorri horrores.

É aquela questão, né benzinho... Se você acha que não tem porque lutarmos por nossos direitos, o que você acha de trocar os seus direitos pelos meus? Aposto que não seria nada agradável. Temos que reconhecer nossos privilégios e ter o mínimo de empatia.

Não sei o que dizer sobre a mãe ainda e sobre os pais em geral, mas no fundo, apesar de algumas atitudes, ela só quer o bem do filho, embora de um jeito torto. Acho que vai ser um climão quando os pais do Léo chegarem. Tadinho do meu bebê.

Fê, as relações humanas se baseiam pouco em mudar pelo outro. Tem isso, claro, porque a gente aprende convivendo, mas acho que o princípio de tudo é perceber. Autopercepção também. Mais do que mudar pelo outro, trata-se de mudar por causa do outro, meio que o outro como um catalisador pra você perceber coisas que você JÁ tinha e não percebia, de bom e ruim, não simplesmente inventar algo em você do nada só porque alguém gosta ou não gosta, sabe? O seu casal percebe. É por isso que gosto deles.

Rachei com essa história do lençol sujo. Eu acreditaria na história do xixi se o Beto não tivesse me contado a versão dele, a verdade. O que não deixa de ser triste. E acontece muito. Pessoas que vivem mentiras pela "verdade" dos outros. Muito ruim e eu só consigo lamentar que a sociedade nos oprima tanto por dentro e por fora.

Ansioso pelo jantar em si, pela chegada dos pais do Léo e tudo mais. Você tá arrasando! Pode demorar, mas você manda bem. Fico todo dia por aqui procurando atualização, hahaha. Por isso, caso tenha alguma coisa truncada no comentário ou erro gramatical, é que digitei meio que tremendo. Adoro a intercalação dos pontos de vista.

É isso aí. Até a próxima, certo? Nos vemos.

Bessitos,

Adê.

Matheus Gama
Matheus Gama Autor

Oi, oi, Dê! Enfim tomei coragem de te responder.

Não sei se já te falei ou se já deu pra perceber que eu me cobro muito em tudo o que eu faço, e isso inclui até no jeito que eu trato as pessoas - e mais ainda na questão de retribuir. Levo a gratidão muito a sério e sempre fico me cobrando de sempre tratar as pessoas tão bem quanto elas me tratam, ou até melhor, se possível. Aqui, provavelmente, não vai ser... mas eu não poderia responder esse review gigante sem ao menos tentar, né?

O fato do capítulo ser quase inteiro uma ida ao mercado + preparativos pro almoço foi algo que me incomodou bastante. Embora eu não seja o tipo de autor que prepara diversas coisas para um mesmo capítulo - e acho que já deve ter dado pra notar isso -, quando acabei de escrever esse, fiquei tipo "caraca. só enchi linguiça?". E isso porque esse capítulo já estava 80% pronto há dias, e eu nunca conseguia colocar nada para dar uma encorpada no texto e deixar o resultado final satisfatório a ponto de postar e prosseguir com o mesmo ritmo da história. Então, você destacar que eu podia ter dado uma derrapada por causa disso, mas que consegui prender sua atenção mesmo você estando gripado (espero que já esteja melhor, inclusive!) já me deixa com aquela sensação de dever cumprido. Aquela coisa tipo "ok, passei no teste de qualidade e agora vamos pensar no próximo pra continuar assim".

Somos todos gente, mesmo, e é sempre nisso que eu penso enquanto escrevo e fico editando o capítulo antes de postar. É claro que uma pessoa é diferente da outra, uma vai acertar mais que a outra, vai ser mais paciente, ou sei lá, egoísta... mas o ser humano é bem complexo e eu acredito, como você, que todos tenhamos inúmeras facetas para o bem e para o mal, o que nos difere é as que você usa com mais frequência ou deixa os outros perceberem a existência. Inclusive, uma outra leitura elogiou justamente o fato dos personagens serem bem reais, gente como a gente, porque não são fortes ou fracos demais, nem nada demais.

Também acredito que a vida é uma escola e estamos aqui para aprender e evoluir, embora isso não seja fácil. Eu adoro um vilão ou uma vilã (mais ainda, porque em tudo eu geralmente prefiro mulher do que homem), mas aqui não cabe mesmo. Isso foi até um dos meus motivos de insegurança para postar a história... todas por aqui tem plots grandiosos, reviravoltas, acontecimentos bombásticos em todos os capítulos, vilões pra movimentar a história... fiquei com muito medo da minha história ser completamente ignorada por causa dessa abordagem mais relax de um romance. Não que a história esteja bombando, mas um leitor que fosse já seria o bastante para eu me sentir realizado... e, além do mais, qualidade é melhor do que quantidade. Como você foi o meu primeiro leitor aqui, mesmo que fosse o único eu ainda estaria aqui, me sentindo ótimo e pleno, porque tu é demais! HAHAHA

Como te disse no privado, eu não sou de acompanhar os autores de novela (e ultimamente eu nem tenho assistido nenhuma, pra falar a verdade), mas já conhecia essas novelas que você citou. Não posso dizer que as tenho como referências, mas lembro que elas realmente tinham uma coisa bem do cotidiano, uma coisa mais bem elaborada e que não é aquela coisa que você já sabe que vai conquistar a massa, porque é diferente da maioria das coisas que costumam fazer sucesso, né?

Não sei se estou equivocado, mas tem um pequeno teor da religião espírita nessas novelas, não? Eu acho o espiritismo uma crença tão iluminada, até mesmo as pessoas que seguem a religião geralmente tem um ar mais sereno do que os evangélicos, por exemplo. Não tô doutrinando, porque nem religião eu tenho, é só algo que observei há um tempo atrás.

Eu também sou bem tímido. Falo demais pela net porque ninguém está me vendo, mas pessoalmente... sou um desastre. Tenho vergonha de encarar as pessoas, não sei puxar assunto, penso demais e faço de menos... e, olha, eu também não sei andar de bicicleta!

Tô um pouco surpreso por você preferir o Léo. Não que ele não mereça seu amor, mas é que já me falaram que o personagem preferido era o Beto, e eu fiquei com isso na cabeça. Depois desse capítulo mais ainda, porque a personalidade dele é mais fácil de fazer com que ele se sobressaia, porque ele é menos tímido e inseguro, mais preguiçoso e engraçado que o Léo. Mais um motivo pra eu ficar inseguro (e sim, sou um poço de insegurança): como controlar pro Beto não ofuscar o Léo?

Acho meio chato quando são dois pontos de vista, mas só um é querido/interessante. Tenho trauma de Will e Will por isso, inclusive. Eu praticamente passava os capítulos quando era do ponto de vista do Will que eu não gostava... mas, já que tu gosta do Léo, acredito que ele não esteja tão apagadinho quanto eu temia não. ❤

Pessoas são pessoas. Logo, se abrirem a boca, merdas vão sair. Pode esperar que é sempre assim! Eu confesso que não sou tão de observar as pessoas, mas seu ponto sobre estar atento às pessoas porque são sobre elas que escrevemos é muito válido. Até começarei a me policiar mais pra fazer isso, porque - apesar das barbaridades que a gente pode e certamente vai ouvir/ver - é algo que acrescenta bastante. Conhecimento nunca é demais, né?

Nossa, nem me lembre daquele caso da #SantaIndignação da Valadão! Quando há esses movimentos dos religiosos que bombam eu fico completamente assustado com os absurdos que leio, e bem irritado pela hipocrisia das pessoas. Sua tia, infelizmente, é só uma parcela minúscula da quantidade de pessoas que agem assim. Aliás, acho que isso é algo muito forte nas religiões (principalmente evangélica e católica), né? As pessoas se esquecem que quando você aponta o dedo pra alguém, três são apontados para si mesmo.

Ah, meu nome não é Felipe não, é Matheus! Felipe é meu segundo nome. Na verdade eu acho que era, porque agora estou morto com a Soraya e o banheiro. HAHAHAHA

A mãe do Beto tem um jeito bem torto mesmo, ainda vai piorar. E, sim, vai ter climão... mas ainda estou pensando bem sobre como vai ser, porque eu sou muito intenso e me jogo de cabeça em tudo. Imagina só começar uma fase dark pelaqui? Quero não!!!! hahaha

Fiquei aqui todo besta, lendo seu review inteiro várias e várias vezes, principalmente a parte em que você falou sobre as relações humanas e a (auto)percepção. Concordo em gênero, número e grau. E, olha, isso tá virando um hobby, não? Tô sempre concordando contigo! hahahaha. Também, pudera, tu é muito observador e sempre tem um ponto de vista com o qual eu me identifico. Temos a mesma linha de pensamento, parece.

Essa história do xixi era pra levantar esses dois lados mesmo, o engraçado e o trágico. É complicado viver sob influência dessa sociedade com péssima base educacional e com um péssima cultura (onde a agressividade, muitas vezes gratuita, é super comum). Tem que ser forte (e ter apoio de alguém, namorado, amigo, parente, whatever) pra conseguir impedir que essa opressão nos destrua por dentro, porque ela impede que a gente vive plenamente e isso muda a gente. Aprisiona nossa alma, apodrece nossa essência e cala nossa verdadeira voz.

Ai, eu queria muito poder te dar um abraço pra agradecer toda a energia positiva que você me dá... as palavras de agradecimento já nem parecem mais suficientes. Sério! Mas como isso não é possível, vou te retribuir com o meu empenho nessa história, pra continuar agradando você e todos os outros que também acompanham.

Obrigado por ser um leitor tão querido e presente assim! Beijos e até logo! ❤

heywtl

AAAAAAAAAAAAAA

Comecei a ler agora

Oi!

Tô adorando

Gosto do humor que você coloca na história e nos títulos e tô adorando a história

Realmente, é diferente do que estou acostumado a ler, mas é lindo ❤

E REFERÊNCIAS A MEMES

AMO

Matheus Gama
Matheus Gama Autor

AAAAAAAAA digo eu com mais leitor aparecendo! haahah

Oiê!

Fico feliz que esteja gostando. Ainda mais porque eu não acho que comédia seja a minha especialidade, e nem tenho me esforçado pra colocar... tô tentando deixar uma coisa bem leve, espontânea, sabe? E saber que tu tá gostando, ainda mais não sendo semelhante ao que você costuma ler, é um baita incentivo ❤

Obrigado por comentar! MEME É VIDA! hahahah

Até logo!

THEMOONIA

No segundo capítulo acabei descobrindo que o autor da fanfic era um homem, não uma mulher... kkkkkk MDS EU FIQUEI COM MUITA VERGONHA DE COMENTAR OS CAPÍTULOS ANTERIORES TE CHAMANDO DE "garota"... Desculpa, não farei mais.

Matheus Gama
Matheus Gama Autor

Ah, não esquenta com isso não. É uma coisa que eu realmente não me importo, sabe? Às vezes eu mesmo utilizo pronomes femininos para falar de mim. hahaha :)