Comentários em “Lifeline — Before the End”: “Acerto de contas”

Menta
Destacado pelo autor

OOOOLHA QUEM CHEGOU! Não fui a primeira, normal, depois de ver que você tinha postado sexta-feira eu já imaginava que não teria sido ahushhe! Cara, desde semana passada eu não recebo por e-mail notificação de atualização de fics. Será que isso aconteceu só comigo ou é um problema que deu no nyah em geral depois da última manutenção?

Oiê, como está você, Thattazinha? Espero que bem! E que essa semana comece melhor pra você. Continua uma correria foda aqui pra mim, mas falamos mais detalhes na MP que eu responderei em breve, assim que terminar de redigir esse comentário. Mas tenho muito o que falar por aqui!

Você mandou muito bem nesse capítulo, como era de se esperar e como de costume, heheheh, mas em especial por um motivo: mais uma vez você deu atenção a um ponto muito importante pra história dos Dixon, que é esse passado abusivo e de negligência parental que eles sofreram. Como não temos dados oficiais do canon sobre a morte da mãe deles além da versão que o Daryl conta na terceira temporada, pro Carl, eu achei interessante esse gancho que você pegou para transformá-la nessa situação de depressão e suicídio. Foi algo bem sensível e e que se encaixou bem, gostei dessa liberdade criativa que ficou muito bem colocada no contexto. Em H.I., eu abordo a depressão da mãe dos Dixon de outra forma, na de que ela se drogava tanto pra suportar e ficava tão fora de si que realmente não tinha controle de suas decisões, no sentido de que estava tão frágil emocionalmente que nem podia cuidar dos filhos, isso nem passava pela cabeça dela. Mas o jeito que você escolheu de desenvolver a morte dela foi muito bem pensado, e não só teria a ver com a história da família, com a maneira do Merle lidar com o abuso do pai e a situação familiar dele. É interessante pensar que ele poderia fugir de casa não só por não suportar a violência e por achar que se ficasse mais tempo lá poderia perder a cabeça e fazer algo pior (atacar o pai, algo assim), mas também por culpa, como é o caso em Lifeline. Dada a personalidade do Merle e a história que você escolheu elaborar, tem muito a ver com ele se afastar de casa quando pôde, justamente por ter essa visão de que a morte da mãe dele teria sido, de certa forma, sua culpa. E ironicamente isso é algo que ele e o Daryl compartilham... Daryl acha que foi um estorvo pra família, que só serviu pra dar despesa, que é um fracote, e Merle paga de durão, badass e fodalhão, mas no fundo é tudo casca, ele se julga tão fraco e fracassado quanto Daryl se julga a si mesmo. Triste... E, no final das contas, com os seus próprios defeitos, os dois têm tanto a dar. Merle é uma pessoa amorosa, do jeito distorcido dele, percebemos isso não só em Lifeline como na série, mesmo da maneira maluca e agressiva dele ele realmente julgava que estava protegendo o Daryl, então aquilo era carinho, embora, no caso, não fosse um carinho de fato benéfico, porque saía pela culatra várias vezes. Se não fosse um lar tão disfuncional, Merle poderia ter sido um irmão mais velho exemplar. Ele tem um instinto protetor e cuidador muito forte com o Daryl. Esse final do capítulo no qual ele decide não ligar para proteger o irmão de se envolver nisso é uma prova enorme do amor que ele tem pelo baby brother. Se ele realmente fosse um egoísta, um oportunista aproveitador, não estaria nem aí pra acabar com a felicidade do Daryl. Ele nem sequer chegou a ver, apenas ouviu o irmão tão feliz e quis manter aquilo assim, não quis estragar o bom momento que o maninho estava vivendo, por saber que é algo tão raro na vida deles...

Eu oficialmente sou mais fã do Merle depois desse capítulo, e você sabe que eu já gostava pra caralho desse filho da puta ahusuhshuehu! Amei o capítulo, realmente fez jus às minhas expectativas e até superou em alguns pontos. Elogiando a escrita, agora, devo dizer que estou AMANDO que você continua dando bastante atenção aos detalhes, nesse capítulo foi bem fácil imaginar o cenário da casa de campo, inclusive, por você ter feito essa descrição tão bem pelos olhos do Merle, com suas gírias e estilo mais bruto e debochado de pensar e encarar a vida.

Eles merecem tão mais, esses Dixon. Tô triste por vê-los sofrendo, mas tô feliz porque o capítulo foi maravilhosamente bem escrito SHUSHE!

Beijão!



O que mais gostei: Merle e desenvolvimento dele! Foi um dos meus capítulos favoritos da fic, inclusive.
Thalita DixBarchester

Oieeeee Mentinha!!

Como eu disse lá na MP, achei que você nem apareceria por enquanto, então fiquei SUPER FELIZ quando vi a notificação.
Meu nyah está logado em um email que eu quase não uso mais, então nem sei dizer pra você se estão chegando notificações ou não, eu geralmente olho direto no site.

Imaginei que você fosse a pessoa que mais gostaria desse capitulo, a primeira vista ele é quase um filer, mas ele tem muita informação relevante sobre os Dixons.

Eu gosto de pensar que esse os dois irmãos foram amados em algum momento da vida, por isso dei esse plot pra mãe deles, no caso do Merle não é só a culpa, ele também sente um pouco de raiva (isso explica a reação dele ao velório da mãe) ele foi incumbido de cuidar do irmão, mas a mãe dele, que era quem devia cuidar simplesmente desistiu, ele cresceu um garoto confuso, porque as palavras diziam uma coisa e as ações diziam outra, e ao mesmo tempo tinha esse lado dele que acreditava que podia ter feito mais. Gosto de explicar as ações dos personagens de formas meio indiretas, acho que já reparou isso.

Merle é um personagens cheio de defeitos, mas eu não acredito em pessoas puramente malvadas, nem em pessoas puramente boas, acho que se eu pudesse resumir Lifeline diria que é uma história onde vemos que todos estão sujeito a erros e acertos, todos os personagens que eu trabalho aqui tem esse momento de erro praticamente imperdoável e de acerto memorável.
Com Merle não foi diferente, vemos ele acertando algumas vezes já, mas ele não é isento de erros. De toda forma, acho que se eu tivesse que definir ele como um personagem preto e branco eu diria que ele é essencialmente bom, Merle age pensando que vai ser o melhor (principalmente quando se trata do Daryl) ele não pensa, "ah pera, vou fazer isso porque vai ferrar meu irmão".

Essa decisão dele de não ligar é tanto um acerto, quanto um erro, Daryl merecia saber, mas ao mesmo tempo merecia aquele momento de calmaria com a Natalie, certas ações podem ter suas boas intenções manchadas por interferência externa.

Tive um pouco de receio com esse cap, eu senti que não ia rolar, e evitei abrir o arquivo de Lifeline pra escrever a semana toda, mas quando sentei pra escrever fluiu naturalmente, foi extremamente mais fácil escrever esse capitulo do que os anteriores, eu até me surpreendi uahsaushuh. Fico feliz que tenha gostado do resultado.

Eu tenho exercitado minha escrita em terceira pessoa em outros dois projetos (que eu nem sei se vão sair ou não uahsuahsush) e acho que um pouco disso está refletindo nas minhas descrições em primeira pessoa.

Sempre fico com meu coração partido pelos dois, principalmente por saber que essas feridas não curam, Lifeline antecede a série e lá eles ainda tem tudo isso pendente, é como eu deixei claro aqui com o Jason, nem tudo tem finalização, ou às vezes até tem, mas não é a que queriamos.

Obrigada por outro comentário incrível pra minha coleção *---*

Bjss e até.

Valarie Lockwood

Continua!!!!!!!!!

Thalita DixBarchester

Já posto ^^

Elister

Sobre a situação da esposa de Jason chega um momento que o melhor apoio é a verdade. Se ela é dura como um coice não é uma " mão na cabeça " que vai ajudar. As vezes para sobreviver é preciso encarar a verdade. E digo isso por experiência própria, meu pai era alcóolatra e minha mãe é bipolar. Aqueles dois juntos era como um acidente de trem com avião. Até eles finalmente entenderem que precisavam do divórcio e ajuda profissional foi um inferno.



O que mais gostei: A abordagem de temas sérios. Pensar na dor alheia é bom.
O que acho que pode melhorar: Nada.
Thalita DixBarchester

Eu sei que é só uma fic, mesmo assim procuro colocar sempre uma ou outra coisa que façam as pessoas pensar sobre. Que bom que gostou ^^

Acho que se somos alguém proximo, que vai estar lá pra dar o apoio necessário, compensa usar isso de verdade nua e crua, mas quando não temos intimidade com a vitima é melhor pegar mais leve. Sinto muito sobre a sua familia, sei como é quando vemos quem gostamos passando por esse tipo de coisa, não é fácil e acabamos levando cicatrizes disso também...

Bjss

NandaNascimento

Ai gente meu coraçãozinho :'(

Thalita DixBarchester

Não tem como não sofrer com os Dixons, é muita dor...

M
Marie Prado

Lendo o cap lembrei de algo que minha mãe me disse uma vez, "você tem o dever de proteger a família, proteger tudo aquilo que é precioso e que você ama, mas quando aquilo que você ama te faz mal, é sua obrigação dizer não. Ninguém vai te amar mais do que você mesma." na época eu era pequena e não entendia, só fui entender muito depois e lendo o cap nenhuma palavra se encaixava melhor do que essas. Não consigo descrever o quão profundo foi isso. Esse cap foi reflexivo, triste e me deixou com vontade de te implorar pra que quando o mundo mudar o Jason seja devorado vivo por zumbis. Bem, indo pro próximo cap.

Thalita DixBarchester

Nossa é uma lição e tanto de vida!

Muita gente tem dificuldades em equilibrar as relações familiares, eu sou uma dessas pessoas, acho mais fácil lidar com estranhos do que com a família próxima.

O jeito como somos criados define quem somos, não tem jeito, no caso do Merle deixou ele meio estragado, mas no fundo ele é um cara legal.

Jason merece mesmo ser devorado uashaushauhs

Bjss