Eu... vou entrar na do Dean de que também não entendi ainda o que eles querem dizer. O que tem de mais? Digo, não acho que ser salvo por Kath é muito diferente de ser salvo por qualquer outra pessoa O_o
Espera, Kath tem quase dezesseis? Não vou dizer que isso é totalmente surpreendente, na minha história mesmo tem uma personagem de leitor que parece bem mais nova do que é, mas ainda é inesperado.
Que falta de educação, a mãe desses meninos nunca os ensinou a não brincar com comida? U_U
Ah, ok, agora já vi tudo. Um tampinha falando como comandante militar que está sendo emboscado ¬¬
Sério, esses moleques eram guerrilheiros na última encarnação? Caramba! O_o
Eeeee... fim do capítulo! O que significa... review da história!
—--------------
Uma das coisas que mais da pra notar nessa história é a narrativa que você usa. Não é uma narrativa complexa, mas também não é uma narrativa básica – em verdade, ela é de muitas formas similar a narrativa que temos em livros de fantasia, rica, mas sem aquela sensação de que o autor está preocupado em tentar mostrar conhecimento. Tirando por esse capítulo em que você usou termos mais desconhecidos e teve que apresentar o significado deles, dá pra se entender tudo através de uma linha coerente de raciocínio estabelecida pela narração. E isso é um bom positivo.
O ponto mais forte da sua história, no entanto, é de longe o world-building que você demonstra aqui. É notável que você faz muito esforço em explicar e destacar o mundo da sua história, torna-lo diferente do que vemos em tantas outras. Isso vai desde coisas grandes (descrições do ambiente), coisas pequenas (sabor das frutas) e coisas francamente inesperadas (sinal com o mindinho ao invés do indicador nesse capítulo). O seu world-building é fenomenal, e você faz um ótimo trabalho em dar vida ao seu mundo – mais até do que muitos autores profissionais de muitos livros que li. Meus parabéns por isso.
Infelizmente, isso reflete no maior problema que encontrei na sua história até agora: enredo. Ou, mais precisamente, o andamento dele. No início a história seguia um bom ritmo de enredo, com os acontecimentos se desenrolando de boa forma, conseguindo permitir que você tanto apresentasse os personagens quanto trabalhasse a história em si, mas parece que esse ritmo se quebrou com a chegada de Dean no outro mundo. O avanço da história se tornou bem mais lento, fazendo parecer com alguns capítulos que ela quase não saiu do lugar. Esses capítulos foram interessantes, apresentando mais dos personagens e do mundo em que estamos, mas me pego ansioso para ver aonde a história vai nos levar, o que vai acontecer, qual o desenvolvimento que você dará a ela. Até agora, por exemplo, não parece que tivemos muitos avanços na quest da Milady apresentada no prólogo, e é por isso que digo que o equilíbrio parece ter sido quebrado. Os capítulos no mundo real apresentam tanto desenvolvimento do mundo quanto do enredo, mas parece que desde que chegamos no outro mundo o desenvolvimento desse segundo foi sacrificado em prol do primeiro, e isso me deixa um pouco ansioso para que a história volte a caminhar. Noto, contudo, que nesse fim de capítulo parece que o enredo voltará a se desenvolver bem.
Em nota, como parece que você tem a intenção de fazer dessa história um livro no futuro, chamo sua atenção para o fato de que a maioria dos leitores prefere enredo do que world-building. Há exceções, claro, mas note por exemplo que o Festim dos Corvos e a Dança dos Dragões, de George R. R. Martin, são considerados os piores livros da sua série pela fanbase devido ao seu foco maior em world-building. Desenvolver seu mundo é importante e crucial para destacar sua história, mas deve se tomar o cuidado de manter um constante avanço no enredo. De forma geral, sugiro que em uma história o world-building seja apresentado junto do desenvolvimento do enredo ou que seja fornecido materiais complementares (capítulos extras, glossários, etc) para apoia-la, se necessário.
Em suma: ótima história, com uma escrita rica e excelente world-building. Só tome cuidado para manter o enredo em movimento e acabar não sacrificando acidentalmente o seu andamento pelo world-building.
Ele não manja das táticas XD eu também puxaria os pés XD
Nah, eles são só um bando de crianças com energia sobrando e uma boa senpai XP
E, sim, ser salvo por ela e por qualquer outra pessoa deve ser bem parecido, mas... bem, eles nunca precisaram ser salvos por ninguém, e ela é ela, não é? XP
—
Bom, não tenho muito o que discutir a respeito de todo o seu review da história. O único ponto que pretendo explicar é o que você ressaltou como sendo o "ponto negativo", o ritmo da história.
Eu sei que é uma aposta e que torna a leitura um pouco mais lenta, mas a verdade é que a história em si não é rápida. Inclusive, esse era inicialmente seu objetivo. Um bom pedaço de cotidiano antes do enredo se desenvolver.
Enfim, objetivos à parte, eu acho que o prólogo deixou a entender que a "quest", como você chamou, seria rápida, mas a verdade que as pessoas vão demorar um pouco a notar é que ela não é algo súbito e explosivo, mas sim uma espécie de comprometimento permanente. Agora mesmo, enquanto Kath e Ty estão descansando, outras pessoas estão procurando o lugar onde essa "quest" começará. É um trabalho em equipe, que ela não pode fazer sozinha, e nesse momento, não há muito como ela ajudar (inclusive, essa é a parte de Milady). O papel de Katherine só vem quando a disputa estiver para começar - em outras situações, ela tomaria conta também dos preparativos e reconhecimento, mas nesse caso em especial seus inimigos podem literalmente estar em qualquer lugar. Não compensa mandar a melhor combatente e diplomata em algo que qualquer um poderia fazer. (Ah, além do que as chances são muito maiores de o inimigo vir ao seu encontro do que o contrário).
Enfim, eu posso te falar mais depois por chat, mas mesmo que eu consiga menos leitores e menos chances de publicar com ajuda de uma editora seguindo por esse caminho, eu ainda assim vou fazer desse jeito. É a assinatura da Viajantes, no fim das contas ^^'
Enfim, obrigada pelo review instrutivo e detalhado! E pode deixar, quando a parte do enredo chegar, ela não para mais! XD
.
(Outras notas adicionais: o primeiro e o terceiro livros são os mais focados em cotidiano da série. Depois e no meio disso, o enredo se torna uma parte predominante na história. Principalmente pelo fato de a luta deles ser algo a longo prazo.
Se você quiser ter uma dica de como a história vai correr daqui para frente, basicamente há algumas explicações sobre o mundo nos capítulos X e XI, um festival no XIV, no XV eles já saem da vila, e depois de Dean aprender um pouco sobre a história dos Reinos do Norte e do motivo de haver uma paranoia em relação ao Leste, os primeiros problemas aparecem de maneira bastante súbita. Depois disso, não há muita paz até o final do livro. Da última vez, eu cheguei no capítulo XX e ainda não tinha começado a "montanha abaixo", mas eu arriscaria que pelo menos 4/5 desse tanto de capítulos também vai ser dedicado puramente ao enredo, uma vez que o mundo já estará bem claro para quem for ler. A ação é basicamente como uma bola de neve rolando, que vai aumentando conforme as coisas acontecem, sabe?)
(Notas 2: se você não se importar com spóilers, eu posso contar um resumo de como a história se desenrola no primeiro livro no chat do face, para você poder opinar nos próximos sabendo mais ou menos para onde o enredo caminha)
E é isso XD desculpa a resposta longa XD espero que tenha conseguido explicar bem XD
Puxa os pés dela Dean! PUXA OS PÉS DELA!
Eu... vou entrar na do Dean de que também não entendi ainda o que eles querem dizer. O que tem de mais? Digo, não acho que ser salvo por Kath é muito diferente de ser salvo por qualquer outra pessoa O_o
Espera, Kath tem quase dezesseis? Não vou dizer que isso é totalmente surpreendente, na minha história mesmo tem uma personagem de leitor que parece bem mais nova do que é, mas ainda é inesperado.
Que falta de educação, a mãe desses meninos nunca os ensinou a não brincar com comida? U_U
Ah, ok, agora já vi tudo. Um tampinha falando como comandante militar que está sendo emboscado ¬¬
Sério, esses moleques eram guerrilheiros na última encarnação? Caramba! O_o
Eeeee... fim do capítulo! O que significa... review da história!
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Uma das coisas que mais da pra notar nessa história é a narrativa que você usa. Não é uma narrativa complexa, mas também não é uma narrativa básica – em verdade, ela é de muitas formas similar a narrativa que temos em livros de fantasia, rica, mas sem aquela sensação de que o autor está preocupado em tentar mostrar conhecimento. Tirando por esse capítulo em que você usou termos mais desconhecidos e teve que apresentar o significado deles, dá pra se entender tudo através de uma linha coerente de raciocínio estabelecida pela narração. E isso é um bom positivo.
O ponto mais forte da sua história, no entanto, é de longe o world-building que você demonstra aqui. É notável que você faz muito esforço em explicar e destacar o mundo da sua história, torna-lo diferente do que vemos em tantas outras. Isso vai desde coisas grandes (descrições do ambiente), coisas pequenas (sabor das frutas) e coisas francamente inesperadas (sinal com o mindinho ao invés do indicador nesse capítulo). O seu world-building é fenomenal, e você faz um ótimo trabalho em dar vida ao seu mundo – mais até do que muitos autores profissionais de muitos livros que li. Meus parabéns por isso.
Infelizmente, isso reflete no maior problema que encontrei na sua história até agora: enredo. Ou, mais precisamente, o andamento dele. No início a história seguia um bom ritmo de enredo, com os acontecimentos se desenrolando de boa forma, conseguindo permitir que você tanto apresentasse os personagens quanto trabalhasse a história em si, mas parece que esse ritmo se quebrou com a chegada de Dean no outro mundo. O avanço da história se tornou bem mais lento, fazendo parecer com alguns capítulos que ela quase não saiu do lugar. Esses capítulos foram interessantes, apresentando mais dos personagens e do mundo em que estamos, mas me pego ansioso para ver aonde a história vai nos levar, o que vai acontecer, qual o desenvolvimento que você dará a ela. Até agora, por exemplo, não parece que tivemos muitos avanços na quest da Milady apresentada no prólogo, e é por isso que digo que o equilíbrio parece ter sido quebrado. Os capítulos no mundo real apresentam tanto desenvolvimento do mundo quanto do enredo, mas parece que desde que chegamos no outro mundo o desenvolvimento desse segundo foi sacrificado em prol do primeiro, e isso me deixa um pouco ansioso para que a história volte a caminhar. Noto, contudo, que nesse fim de capítulo parece que o enredo voltará a se desenvolver bem.
Em nota, como parece que você tem a intenção de fazer dessa história um livro no futuro, chamo sua atenção para o fato de que a maioria dos leitores prefere enredo do que world-building. Há exceções, claro, mas note por exemplo que o Festim dos Corvos e a Dança dos Dragões, de George R. R. Martin, são considerados os piores livros da sua série pela fanbase devido ao seu foco maior em world-building. Desenvolver seu mundo é importante e crucial para destacar sua história, mas deve se tomar o cuidado de manter um constante avanço no enredo. De forma geral, sugiro que em uma história o world-building seja apresentado junto do desenvolvimento do enredo ou que seja fornecido materiais complementares (capítulos extras, glossários, etc) para apoia-la, se necessário.
Em suma: ótima história, com uma escrita rica e excelente world-building. Só tome cuidado para manter o enredo em movimento e acabar não sacrificando acidentalmente o seu andamento pelo world-building.
Ele não manja das táticas XD eu também puxaria os pés XD
Nah, eles são só um bando de crianças com energia sobrando e uma boa senpai XP
E, sim, ser salvo por ela e por qualquer outra pessoa deve ser bem parecido, mas... bem, eles nunca precisaram ser salvos por ninguém, e ela é ela, não é? XP
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Bom, não tenho muito o que discutir a respeito de todo o seu review da história. O único ponto que pretendo explicar é o que você ressaltou como sendo o "ponto negativo", o ritmo da história.
Eu sei que é uma aposta e que torna a leitura um pouco mais lenta, mas a verdade é que a história em si não é rápida. Inclusive, esse era inicialmente seu objetivo. Um bom pedaço de cotidiano antes do enredo se desenvolver.
Enfim, objetivos à parte, eu acho que o prólogo deixou a entender que a "quest", como você chamou, seria rápida, mas a verdade que as pessoas vão demorar um pouco a notar é que ela não é algo súbito e explosivo, mas sim uma espécie de comprometimento permanente. Agora mesmo, enquanto Kath e Ty estão descansando, outras pessoas estão procurando o lugar onde essa "quest" começará. É um trabalho em equipe, que ela não pode fazer sozinha, e nesse momento, não há muito como ela ajudar (inclusive, essa é a parte de Milady). O papel de Katherine só vem quando a disputa estiver para começar - em outras situações, ela tomaria conta também dos preparativos e reconhecimento, mas nesse caso em especial seus inimigos podem literalmente estar em qualquer lugar. Não compensa mandar a melhor combatente e diplomata em algo que qualquer um poderia fazer. (Ah, além do que as chances são muito maiores de o inimigo vir ao seu encontro do que o contrário).
Enfim, eu posso te falar mais depois por chat, mas mesmo que eu consiga menos leitores e menos chances de publicar com ajuda de uma editora seguindo por esse caminho, eu ainda assim vou fazer desse jeito. É a assinatura da Viajantes, no fim das contas ^^'
Enfim, obrigada pelo review instrutivo e detalhado! E pode deixar, quando a parte do enredo chegar, ela não para mais! XD
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(Outras notas adicionais: o primeiro e o terceiro livros são os mais focados em cotidiano da série. Depois e no meio disso, o enredo se torna uma parte predominante na história. Principalmente pelo fato de a luta deles ser algo a longo prazo.
Se você quiser ter uma dica de como a história vai correr daqui para frente, basicamente há algumas explicações sobre o mundo nos capítulos X e XI, um festival no XIV, no XV eles já saem da vila, e depois de Dean aprender um pouco sobre a história dos Reinos do Norte e do motivo de haver uma paranoia em relação ao Leste, os primeiros problemas aparecem de maneira bastante súbita. Depois disso, não há muita paz até o final do livro. Da última vez, eu cheguei no capítulo XX e ainda não tinha começado a "montanha abaixo", mas eu arriscaria que pelo menos 4/5 desse tanto de capítulos também vai ser dedicado puramente ao enredo, uma vez que o mundo já estará bem claro para quem for ler. A ação é basicamente como uma bola de neve rolando, que vai aumentando conforme as coisas acontecem, sabe?)
(Notas 2: se você não se importar com spóilers, eu posso contar um resumo de como a história se desenrola no primeiro livro no chat do face, para você poder opinar nos próximos sabendo mais ou menos para onde o enredo caminha)
E é isso XD desculpa a resposta longa XD espero que tenha conseguido explicar bem XD
Cya! o/