Comentários em “Viajantes - O Príncipe de Âmbar”: “Capítulo IX”

I
Igor L S C Oliveira
Destacado pelo autor

Puxa os pés dela Dean! PUXA OS PÉS DELA!

Eu... vou entrar na do Dean de que também não entendi ainda o que eles querem dizer. O que tem de mais? Digo, não acho que ser salvo por Kath é muito diferente de ser salvo por qualquer outra pessoa O_o

Espera, Kath tem quase dezesseis? Não vou dizer que isso é totalmente surpreendente, na minha história mesmo tem uma personagem de leitor que parece bem mais nova do que é, mas ainda é inesperado.

Que falta de educação, a mãe desses meninos nunca os ensinou a não brincar com comida? U_U

Ah, ok, agora já vi tudo. Um tampinha falando como comandante militar que está sendo emboscado ¬¬

Sério, esses moleques eram guerrilheiros na última encarnação? Caramba! O_o

Eeeee... fim do capítulo! O que significa... review da história!

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Uma das coisas que mais da pra notar nessa história é a narrativa que você usa. Não é uma narrativa complexa, mas também não é uma narrativa básica – em verdade, ela é de muitas formas similar a narrativa que temos em livros de fantasia, rica, mas sem aquela sensação de que o autor está preocupado em tentar mostrar conhecimento. Tirando por esse capítulo em que você usou termos mais desconhecidos e teve que apresentar o significado deles, dá pra se entender tudo através de uma linha coerente de raciocínio estabelecida pela narração. E isso é um bom positivo.

O ponto mais forte da sua história, no entanto, é de longe o world-building que você demonstra aqui. É notável que você faz muito esforço em explicar e destacar o mundo da sua história, torna-lo diferente do que vemos em tantas outras. Isso vai desde coisas grandes (descrições do ambiente), coisas pequenas (sabor das frutas) e coisas francamente inesperadas (sinal com o mindinho ao invés do indicador nesse capítulo). O seu world-building é fenomenal, e você faz um ótimo trabalho em dar vida ao seu mundo – mais até do que muitos autores profissionais de muitos livros que li. Meus parabéns por isso.

Infelizmente, isso reflete no maior problema que encontrei na sua história até agora: enredo. Ou, mais precisamente, o andamento dele. No início a história seguia um bom ritmo de enredo, com os acontecimentos se desenrolando de boa forma, conseguindo permitir que você tanto apresentasse os personagens quanto trabalhasse a história em si, mas parece que esse ritmo se quebrou com a chegada de Dean no outro mundo. O avanço da história se tornou bem mais lento, fazendo parecer com alguns capítulos que ela quase não saiu do lugar. Esses capítulos foram interessantes, apresentando mais dos personagens e do mundo em que estamos, mas me pego ansioso para ver aonde a história vai nos levar, o que vai acontecer, qual o desenvolvimento que você dará a ela. Até agora, por exemplo, não parece que tivemos muitos avanços na quest da Milady apresentada no prólogo, e é por isso que digo que o equilíbrio parece ter sido quebrado. Os capítulos no mundo real apresentam tanto desenvolvimento do mundo quanto do enredo, mas parece que desde que chegamos no outro mundo o desenvolvimento desse segundo foi sacrificado em prol do primeiro, e isso me deixa um pouco ansioso para que a história volte a caminhar. Noto, contudo, que nesse fim de capítulo parece que o enredo voltará a se desenvolver bem.

Em nota, como parece que você tem a intenção de fazer dessa história um livro no futuro, chamo sua atenção para o fato de que a maioria dos leitores prefere enredo do que world-building. Há exceções, claro, mas note por exemplo que o Festim dos Corvos e a Dança dos Dragões, de George R. R. Martin, são considerados os piores livros da sua série pela fanbase devido ao seu foco maior em world-building. Desenvolver seu mundo é importante e crucial para destacar sua história, mas deve se tomar o cuidado de manter um constante avanço no enredo. De forma geral, sugiro que em uma história o world-building seja apresentado junto do desenvolvimento do enredo ou que seja fornecido materiais complementares (capítulos extras, glossários, etc) para apoia-la, se necessário.

Em suma: ótima história, com uma escrita rica e excelente world-building. Só tome cuidado para manter o enredo em movimento e acabar não sacrificando acidentalmente o seu andamento pelo world-building.

Kath Gray
Kath Gray Autor

Ele não manja das táticas XD eu também puxaria os pés XD

Nah, eles são só um bando de crianças com energia sobrando e uma boa senpai XP

E, sim, ser salvo por ela e por qualquer outra pessoa deve ser bem parecido, mas... bem, eles nunca precisaram ser salvos por ninguém, e ela é ela, não é? XP

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Bom, não tenho muito o que discutir a respeito de todo o seu review da história. O único ponto que pretendo explicar é o que você ressaltou como sendo o "ponto negativo", o ritmo da história.

Eu sei que é uma aposta e que torna a leitura um pouco mais lenta, mas a verdade é que a história em si não é rápida. Inclusive, esse era inicialmente seu objetivo. Um bom pedaço de cotidiano antes do enredo se desenvolver.

Enfim, objetivos à parte, eu acho que o prólogo deixou a entender que a "quest", como você chamou, seria rápida, mas a verdade que as pessoas vão demorar um pouco a notar é que ela não é algo súbito e explosivo, mas sim uma espécie de comprometimento permanente. Agora mesmo, enquanto Kath e Ty estão descansando, outras pessoas estão procurando o lugar onde essa "quest" começará. É um trabalho em equipe, que ela não pode fazer sozinha, e nesse momento, não há muito como ela ajudar (inclusive, essa é a parte de Milady). O papel de Katherine só vem quando a disputa estiver para começar - em outras situações, ela tomaria conta também dos preparativos e reconhecimento, mas nesse caso em especial seus inimigos podem literalmente estar em qualquer lugar. Não compensa mandar a melhor combatente e diplomata em algo que qualquer um poderia fazer. (Ah, além do que as chances são muito maiores de o inimigo vir ao seu encontro do que o contrário).

Enfim, eu posso te falar mais depois por chat, mas mesmo que eu consiga menos leitores e menos chances de publicar com ajuda de uma editora seguindo por esse caminho, eu ainda assim vou fazer desse jeito. É a assinatura da Viajantes, no fim das contas ^^'

Enfim, obrigada pelo review instrutivo e detalhado! E pode deixar, quando a parte do enredo chegar, ela não para mais! XD

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(Outras notas adicionais: o primeiro e o terceiro livros são os mais focados em cotidiano da série. Depois e no meio disso, o enredo se torna uma parte predominante na história. Principalmente pelo fato de a luta deles ser algo a longo prazo.

Se você quiser ter uma dica de como a história vai correr daqui para frente, basicamente há algumas explicações sobre o mundo nos capítulos X e XI, um festival no XIV, no XV eles já saem da vila, e depois de Dean aprender um pouco sobre a história dos Reinos do Norte e do motivo de haver uma paranoia em relação ao Leste, os primeiros problemas aparecem de maneira bastante súbita. Depois disso, não há muita paz até o final do livro. Da última vez, eu cheguei no capítulo XX e ainda não tinha começado a "montanha abaixo", mas eu arriscaria que pelo menos 4/5 desse tanto de capítulos também vai ser dedicado puramente ao enredo, uma vez que o mundo já estará bem claro para quem for ler. A ação é basicamente como uma bola de neve rolando, que vai aumentando conforme as coisas acontecem, sabe?)

(Notas 2: se você não se importar com spóilers, eu posso contar um resumo de como a história se desenrola no primeiro livro no chat do face, para você poder opinar nos próximos sabendo mais ou menos para onde o enredo caminha)

E é isso XD desculpa a resposta longa XD espero que tenha conseguido explicar bem XD

Cya! o/