Foi um lindo retrato do amor entre Dohko e Shion e, de bônus, das relações entre os arianos. Sendo os cavaleiros órfãos em sua maioria, me parece quase natural que os relacionamentos entre eles e seus mestres possam ganhar aspectos de uma família, mesmo que de maneira negada ou não declarada. Por exemplo, Marin e Seiya parecem irmãos, Dohko e Shiryu parecem avô e neto, Cassius e Shina poderiam até ser um casal e por aí vai...Em contrapartida, enquanto os laços mais estreitos em partes favorecem o desenvolvimento dos discípulos, o contrário parece ter um impacto muito negativo, como com Camus, Isaak e Hyoga e Ikki e seu mestre abusivo.
Outra coisa que chama atenção é o emprego do tempo aqui. O tempo é praticamente um personagem à parte e o medo não de morrer, mas de abandonar (projetos, pessoas amadas) cria reflexão e tensão interessantes que encontram uma janela no final quase surreal da fic. Dei sorrisos bobos com a última cena. As três gerações juntas ilustram de alguma maneira o lado positivo do tempo.
Também achei lindo o pedido de Shion e o apoio mútuo entre Dohko e Mu. Essa parte morde e assopra ao mesmo tempo, genial.
Sobre Shion e Dohko... Bem, mais de dois séculos, suponho, fazem com que o amor cresça bastante, haha
Já quanto às relações, creio que seja plausível termos das mais variadas na obra, desde as saudáveis e funcionais às abusivas e/ou negligentes: como em qualquer família, na verdade.
Acredito eu que não poderia ser muito diferente com os "vovôs"; em qualquer momento que nos aproxime ao final da vida de alguma forma (seja uma perda, uma doença mais grave, o próprio fato de envelhecermos ou acompanharmos o envelhecimento de entes queridos) fica quase impossível não refletir sobre o tempo. Ou, extrapolando um pouco, sobre as pessoas e possibilidades que deixaríamos para trás...
Porém, assim como é o tempo é um carrasco implacável, ele também é capaz de cicatrizar algumas feridas. E, às vezes, de dar alguma esperança de reencontro, bem como é necessário para nos construirmos, e construirmos nossas relações com os outros e com o mundo. Só posso dizer que não resisti e precisei escrever esse final temperado com pequenas travessuras de Kiki.
Olá, Mel!
Passei bem atrasada para exaltar essa fic.
Foi um lindo retrato do amor entre Dohko e Shion e, de bônus, das relações entre os arianos. Sendo os cavaleiros órfãos em sua maioria, me parece quase natural que os relacionamentos entre eles e seus mestres possam ganhar aspectos de uma família, mesmo que de maneira negada ou não declarada. Por exemplo, Marin e Seiya parecem irmãos, Dohko e Shiryu parecem avô e neto, Cassius e Shina poderiam até ser um casal e por aí vai...Em contrapartida, enquanto os laços mais estreitos em partes favorecem o desenvolvimento dos discípulos, o contrário parece ter um impacto muito negativo, como com Camus, Isaak e Hyoga e Ikki e seu mestre abusivo.
Outra coisa que chama atenção é o emprego do tempo aqui. O tempo é praticamente um personagem à parte e o medo não de morrer, mas de abandonar (projetos, pessoas amadas) cria reflexão e tensão interessantes que encontram uma janela no final quase surreal da fic. Dei sorrisos bobos com a última cena. As três gerações juntas ilustram de alguma maneira o lado positivo do tempo.
Também achei lindo o pedido de Shion e o apoio mútuo entre Dohko e Mu. Essa parte morde e assopra ao mesmo tempo, genial.
Parabéns, como sempre!
Olá, Bluebell!
Que bom ter você por aqui outra vez!
Sobre Shion e Dohko... Bem, mais de dois séculos, suponho, fazem com que o amor cresça bastante, haha
Já quanto às relações, creio que seja plausível termos das mais variadas na obra, desde as saudáveis e funcionais às abusivas e/ou negligentes: como em qualquer família, na verdade.
Acredito eu que não poderia ser muito diferente com os "vovôs"; em qualquer momento que nos aproxime ao final da vida de alguma forma (seja uma perda, uma doença mais grave, o próprio fato de envelhecermos ou acompanharmos o envelhecimento de entes queridos) fica quase impossível não refletir sobre o tempo. Ou, extrapolando um pouco, sobre as pessoas e possibilidades que deixaríamos para trás...
Porém, assim como é o tempo é um carrasco implacável, ele também é capaz de cicatrizar algumas feridas. E, às vezes, de dar alguma esperança de reencontro, bem como é necessário para nos construirmos, e construirmos nossas relações com os outros e com o mundo. Só posso dizer que não resisti e precisei escrever esse final temperado com pequenas travessuras de Kiki.
Muito obrigada pelo seu cometário, Bluebell!