Comentários em “Espírito de Revolução”: “A Tarefa Mais Difícil”

Lui
Lui
Destacado pelo autor

Aqui estou, finalmente, a maluca que às vezes surge das profundezas do Facebook divulgando essa maravilha literária e vez ou outra reclamando que eu não consigo comentar.

Eu poderia passar horas digitando os meus aspectos favoritos dessa fanfic, mas eu prefiro deixar isso para a recomendação. Sobre esse capítulo, eu tenho bastante coisa para falar.

O capítulo é bem vago. Não especifica como o Connor chegou nesse momento, e até onde eu me lembro sequer mencionou o nome do personagem. Esse é o exato tipo de entonação que essa introdução precisava.

Eu lembro de ter lido isso pela primeira vez, talvez uma semana ou duas depois que o primeiro capítulo foi postado, e continuar lembrando de como eu tinha gostado do seu uso da primeira pessoa nessa fanfic por um bom tempo, e ficar me relembrando de que eu precisava adicionar isso aos meus acompanhamentos. Só Deus sabe quanto tempo faz que eu não me envolvo tanto na escrita de alguém.

Apesar de não ter lido essa história em um bom tempo(possivelmente parei no segundo capítulo), eu imediatamente me lembrei dela quando comecei a campanha do Connor em Assassin's Creed III, e desde então eu tenho enrolado para comentar aqui. Me desculpa, mas acho que já deu para ter uma boa noção do quando eu amei isso daqui, menino. Eu prometo que vou ser uma leitora melhor.

Boa sorte na vida, e parabéns pela fanfic 10/10.



O que mais gostei: O uso da primeira pessoa.
O que acho que pode melhorar: Não muita coisa. A revisão é boa, o estilo de escrita agradável e tudo parece consistente.
GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Haha, até que enfim, hein! Muito obrigado por todo o apoio :) Fico bastante agradecido em saber que minha história causou tanto impacto em você. Acho, na verdade, que é justamente por isso que eu gosto de escrever ficção: pra deixar alguma marca nas pessoas, e criar algo que possa ser memorável. Claro que minha escrita não é perfeita, mas acredito estar no caminho certo.

Não tenha pressa em ler, kkkk. Abraços e boa leitura! ^^

Meurtriere

Alguns dias depois, mas cá estou conforme o prometido.

Eu sinto muito falta desse questionamento moral nos jogos de AC. Tirar a vida de alguém não é descascar uma banana né? Tem que ter estômago forte e uma forte convicção. Ou ser louco.

Ainda mais com os personagens que jogamos. Eu acho que tenho uma visão um tanto quanto fantasiosa quanto ao Connor. Porque pra mim ele é uma criança grande. Ele é gentil, honesto, respeitoso etc e ao mesmo tempo é um pipa avoada que cai no lero lero de um velho rancoroso e vai atrás do próprio pai pra matar ele.

Eu pelo menos depositária um mínimo de crédito para o homem um dia minha mãe amou.

E você traz justamente isso que sinto falta. Um Connor que pensa e acima de tudo estima os ensinamentos da mãe.

Enfim eu acredito que irei me deliciar ainda mais daqui pra frente. Aguardo ansiosamente o próximo cap.

GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Obrigado por comentar :)

Esse debate moral a respeito do assassinato é justamente um dos pontos que eu queria cobrir nessa releitura da história do AC3. No jogo há alguns momentos em que o Connor demonstra uma certa relutância em matar, com o William Johnson e em especial com o Haytham, mas acho uma grande oportunidade perdida que isso praticamente não seja trabalhado ao longo do jogo: o jogador ainda tem a opção de fazer pilhas de corpos e banhos de sangue a qualquer momento da vida do Connor (até na adolescência :P ).

Sem falar que, por causa da interatividade dos jogos, vários eventos históricos acabam sendo batalhas completas, enquanto que na vida real tiveram muito menos mortes. Então tanto pela personalidade do Connor quanto pela precisão histórica, eu quero nessa fic tentar dar um certo peso à morte.

Também nessa discussão, recomendo o livro 'Assassin's Creed: Submundo'. O Jayadeep, assim como o Connor ou o Shay, de fato se recusa a tomar uma vida, mas no livro esse lado dele é mais aprofundado do que nos jogos.

BadWolf

Olá!

Havia lido essa capítulo há algum tempo, mas só encontrei tempo adequado para deixar um review decente agora.

Gostei muito da abordagem que você optou nesse Prólogo. Uma grande falha que vejo a franquia de AC cometer é a forma fria com que os Assassinos lidam com a morte - a primeira morte, em especial. Tive esperanças de ver um Arno hesitante no primeiro Alvo no Unity, mas... Enfim, nem preciso dizer que foi outra decepção.

No AC3, temos um Connor adolescente matando hordas e hordas de soldados em Boston sem uma gota de hesitação. Alguns argumentam que ele já estava acostumado a matar animais, mas vamos lá, não dá para comparar matar uma raposa a matar uma pessoa. Usar uma arma branca ou mesmo puxar um gatilho contra outro ser humano é algo difícil. A hesitação dele em matar o "Alvo" - o mais bacana é que eu imaginei a referência ao "Alvo" como um modo de se distanciar - foi bastante palpável e creio que combina com o Connor, que no fundo, é uma pessoa de bom coração e repleta de boas intenções. Gostei de você ter apresentado este dilema já no início. De que os templários possuem uma vida por trás de suas ações - sonhos, família, amor - e que o mundo não é preto e branco.

GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Olá, que bom que você gostou! :) Também acho que, pra uma série que tenta trazer sempre uma discussão filosófica, a discussão da morte é deixada muito de lado nos games. Digo, a reflexão "liberdade X controle" está sempre presente, mas o auto-questionamento "matar é correto?" é sempre tratado superficialmente e não chega a lugar nenhum.

E devo dizer que a intenção de chamar o Templário de "Alvo" foi justamente essa, distanciar ele. Acho que o Connor acharia mais fácil matar alguém se ignorasse o nome e a vida pessoal de seu alvo. E eu acho importante mostrar isso logo no início pra estabelecer um tom sombrio pra história. Em 2014, eu iniciei a primeira versão da fanfic com um capítulo que não tinha nada a ver com nada do tom de um título Assassin's Creed, e me arrependi bastante disso :P . Desperdicei 10 capítulos confuso alternando entre tons diferentes que só serviam pra atravancar a história. Bem, fica aqui a minha tentativa de reparar isso, haha.

queijo e uvas passas

[SBLAN – PROJETO CRITIQUE-ME]

Olá, GilCAnjos! Sou a beta responsável por fazer a crítica à sua fanfiction nesta rodada. Primeiramente, gostaria de lhe parabenizar por participar do projeto! É muito bom ter sua participação! J

Mas, antes de começar a leitura da minha crítica, eu gostaria de lhe lembrar: eu dou sugestões. Fique à vontade para aceitá-las ou rejeitá-las, pois você é o autor(a) e fica a seu critério o que quer fazer com a sua história.

Título

É impactante e chama a atenção. Ou seja, é um ótimo título. Quando o li não soube bem o que pensar, e fiquei curiosa para saber o que viria, e isso é muito bom.

Sinopse

“Massachusetts, 1769. Nos anos anteriores à cada vez mais iminente Guerra Revolucionária Americana, um jovem indígena procura o seu destino. Ele o encontrará na forma da Irmandade dos Assassinos, uma sociedade secreta tão antiga quanto a própria humanidade. Ao longo de sua jornada, Connor lutará pelos ideais da liberdade e justiça, tomará partido na inédita revolução, e descobrirá quem são os homens de intenções sinistras que de fato decidem o resultado da guerra nos bastidores de uma nova nação.” Sabe a parte que não está sublinhada? Eu sugiro que a retire. Se deixar apenas a parte sublinhada, a sinopse ficará mais misteriosa, os leitores ficarão mais curiosos: “Quem é o jovem indígena? O que ele fará? Qual será seu papel?”. Sua sinopse é boa, e pode melhorar ainda mais.

Nomes dos capítulos

Os nomes dos capítulos foram bem escolhidos! Não revela muito sobre o que virá a seguir, me deixou curiosa para saber o que aconteceria a seguir.

Primeiro capítulo

Quanto ao capítulo um, encontrei alguns erros, a maioria gramaticais, que aponto a seguir:

1- “É preciso ter uma mente forte, e a mão-de-ferro para poder tomar decisões que chegam ao extremo.” Não há hífen conectando a expressão “mão de ferro” (você pode conferir esta lista com várias palavras, algumas com hífen e outras sem: http://solinguagem.blogspot.com.br/2010/11/emprego-do-hifen.html; também tem esse site aqui, que explica as regras sobre o hífen, quando tem e quando não tem: http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/emprego-do-hifen.htm). Creio que a frase ficaria mais impactante se substituísse “‘a’ mão de ferro” por “‘uma’ mão de ferro”, que acha?

2- “É preciso mais do que mente forte, e sim sangue frio.” Sugiro que isole o “sim” entre vírgulas, pois, sem as vírgulas, o “sim” fica solto no meio da frase. E, se o retirar, o “e sangue frio” ficará sobrando em relação ao resto. “É preciso mais do que mente forte, e, sim, sangue frio”, que tal?

3- “Caso aquela negociação fosse bem-sucedida, ela não apenas prejudicaria os interesses dos moradores locais, como também acarretaria uma série de ações que poderia tomar consequências imprevisíveis e extremamente perigosas.” Como são “ações’, no plural, o verbo deveria estar conjugado como “poderiam”, também no plural.

4- “Mas agora ele estava em seu meio e tudo indicava que ele teria sucesso, eu não tinha mais tempo para mudar de ideia: a negociação teria de ser impedida.” Em primeiro lugar, não compreendi o que significa “estava em seu meio”. Não sei muita coisa sobre Assassin’s Creed, muito menos os termos que são utilizados no jogo, então, talvez seja isso. Mas, de qualquer forma, seria interessante substituir o termo por um sinônimo, ou colocar nas notas o que significa. Em segundo lugar, percebe que aquela vírgula depois do “sucesso” fecha as portas para um trecho que foi inserido na frase? Pois bem, se uma vírgula fecha as portas, outra vírgula deve abri-las antes do trecho ser inserido na frase, certo? Certo, é exatamente isso. Por isso mesmo deveria haver uma vírgula antes do “e tudo indicava”.

5- “Eu já havia estado lá antes; portanto, subi a parede segurando as nervuras das suas telhas e em pouco tempo eu estava no piso superior.” Eu amo ponto e vírgula. É o meu ponto preferido. E, por isso mesmo, dói lá no fundo da minha alma ter que lhe dizer: ele não deveria estar ali. Como eu havia dito antes, uma das funções da vírgula é abrir e fechar portas para a inserção de trechos nas frases. A vírgula depois do “portanto” fechou as portas, mas quem as abriu? Foi meu amado ponto e vírgula. Mas ponto e vírgula não tem as chaves, ou seja, ele não poderia ter aberto porta nenhuma. Quem poderia ter aberto? Exatamente, a vírgula poderia. Por isso, deveria haver uma vírgula antes de “portanto”, e não um ponto e vírgula.

6- “O corredor estava deserto, mas eu podia ouvir vozes femininas no andar de baixo (provavelmente cozinheiras, empregadas, ou – pior – escravas).” Não precisa daquela vírgula depois de empregadas, ela não tem nenhuma utilidade.

7- “Cheguei a armar a pistola e aponta-la...” “Apontá-la” tem acento agudo no segundo “a”.

8- “‘E nesse caso o alvo poderá continuar vivo’.” De acordo com as regras de pontuação, o ponto final, nesse caso, deveria estar dentro das aspas (aqui há um resumo básico sobre o uso das aspas: http://portugues.uol.com.br/gramatica/dicas-sobre-uso-das-aspas.html).

9- “Se os interesses do Alvo não fossem atendidos, eles certamente tinham intenção de atirar.” A conjugação correta do verbo, nesse caso, seria “teriam”, pois é uma situação hipotética (se não atendessem os interesses), e “tinham” remete à intenção de atirarem nos sócios como algo que já foi confirmado.

10- “‘Isso não. Não permitirei que vidas inocentes sejam tiradas’.” O ponto estaria dentro das aspas.

11- “O guarda-costas era apenas um peão naquele conflito, mata-lo não afetaria o plano maior das coisas.” “Matá-lo” tem acento agudo no segundo “a”.

12- “Tirando a sua tampa, a bomba começou a fazer pressão; e, quando eu a arremessei aos pés do guarda-costas e do Alvo [...].” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.) Lembra-se da história do ponto e vírgula que quis abrir as portas para a inserção de um novo trecho na frase sem as chaves? Pois é, ela acaba de se repetir. E, novamente, é necessário trocar a vírgula por ponto e vírgula.

13- “A bomba, perdendo sua pressão, deixava um rastro de fumaça atrás de mim, até eu lança-la para longe.” “Lançá-la!” tem acento agudo no segundo “a”.

14- “Decidi que a melhor maneira de alcança-lo seria imobilizando-o.” “Alcançá-lo” tem acento agudo no “a”.

15- “Agachei-me ao lado dele e segurei seu pescoço com minha mão direita, não com o intuito de enforca-lo [...].” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.) “Enforcá-lo” tem acento agudo no “a”.

16- “Seria justo executa-lo daquela maneira?” Executá-lo tem acento agudo no “a”.

17- “Pude fita-lo, e ao ver seu olhar moribundo eu tomei consciência do que eu estava fazendo.” “Fitá-lo” tem acento agudo no “a”.

18- “William ainda tinha o suficiente para dizer algumas últimas palavras.” Ainda tinha o suficiente do quê? Não está claro.

19- “‘Um dos filhos de William’.” Cadê o ponto final dentro das aspas? Deveria haver um ponto ali.

Creio que as diferenças entre “Assassino com ‘A’ maiúsculo” e “assassino com ‘a’ minúsculo” não ficaram claras. Pelo que pude perceber a diferenciação entre um e outro é de extrema importância para a trama, e, portanto, esta parte deve ser melhor explicada.

Adorei o jeito como trata da humanidade que há no Connor. Como, apesar de toda a clara habilidade do personagem, ele ainda está em choque por ter conseguido matar alguém. É a primeira vítima, a primeira pessoa que ele mata, e achei que lidou com tudo isso de maneira incrível ao escrever.

Só fico me perguntando: nos momentos de reflexão, naqueles em que ele pensava se estava fazendo o certo, por que ele não se considerou um monstro? Porque, quando se mata alguém (principalmente se for a primeira vez), uma pequena parte de você se arrepende por um segundo que seja, e você, por um mínimo momento, se sente um monstro. O personagem ficou arrependido, mas não se sentiu um “monstro”. Talvez ele tenha recebido treinamento para não sentir pena, para não ter dó, mas isso não fica claro.

Segundo capítulo

Quanto ao capítulo dois, também encontrei alguns erros, a maioria gramaticais:

1- “Pois a dúvida está no cerne de nossos ideais, e evita-la iria contra a nossa própria natureza.” “Evitá-la” tem acento no “a”.

2- Como este erro se repete diversas vezes, irei explicá-lo uma vez apenas, ok? Aí você pode corrigir não só nessa ocorrência, mas nas próximas também, pode ser?

Pontuação de diálogo – travessão:

“—Já faz anos que não vejo esse símbolo... — o homem havia me dito — Mas eu o vi sim! Em uma bandeira, numa pequena baía perto de Rockport.”

Logo depois do travessão, deve haver espaços. Aliás, o travessão sempre é acompanhado de espaços antes e depois dele (antes do travessão há o recuo inicial, que poderíamos contar como o espaço anterior ao travessão).

Depois de “o homem havia me dito” deveria haver um ponto final, pois está terminando/concluindo uma frase.

Como ficaria a frase utilizando a pontuação correta:

— Já faz anos que não vejo esse símbolo... — o homem havia me dito. — Mas eu o vi sim! Em uma bandeira, numa pequena baía perto de Rockport.

(Aqui têm todas as regras de pontuação de diálogo: http://ligadosbetas.blogspot.com.br/2014/11/como-pontuar-dialogos.html.)

E, fora a pontuação de diálogo, há outro erro: no início da fala, você utiliza o travessão (“—”), mas no meio delas, utiliza meia-risca (“–”). Esse artigo os diferencia e dá exemplos bons: http://portuguescorreto.com/index.php/2016/06/15/hifen-meia-risca-ou-travessao/.

3- “Eu esperava encontrar um homem brando, mas foi um negro quem abriu a porta.” Não entendi essa frase. O que quer dizer com isso? Por que esperava um homem branco?

4- Agora explicarei outro aspecto da pontuação de diálogo com travessão:

Nas falas com verbo dicendi (verbo de fala), não há ponto no final. (E a primeira letra depois do travessão deve ser minúscula. Se não for dicendi deve ser maiúscula.)

“— Não. ­— disse ele, severo, antes de fechar a porta.”

Disse é verbo de fala, certo? Certo. “Não” é a fala do sujeito, não é? Sim. E a regra diz que não ponto final na fala quando o verbo é dicendi, é isso? Sim, isso mesmo! Sabe o que significa? Que a fala deveria ser assim:

— Não ­— disse ele, severo, antes de fechar a porta.

(Observação: só vai ponto no final da fala se for interrogação ou exclamação.)

Porém, se não for verbo dicendi, vai ponto na fala, e a letra depois do travessão deve ser maiúscula:

“— Medo? Você acha que eu tenho medo de alguma coisa, ainda por cima de um moleque sarnento convencido como você? — ele segurou sua bengala e a passou por debaixo das minhas pernas, me derrubando no chão.” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.)

O ele deveria estar em letra maiúscula:

— Medo? Você acha que eu tenho medo de alguma coisa, ainda por cima de um moleque sarnento convencido como você? — Ele segurou sua bengala e a passou por debaixo das minhas pernas, me derrubando no chão.

5- “Cacei algumas delas com meu arco e, após ter feito uma fogueira, preparei o meu café-da-manhã.” No novo acordo ortográfico, não há “café da manhã” com hífen (esse site explica o novo acordo bem direitinho: http://escrevaparaweb.com.br/o-guia-da-nova-ortografia-para-o-redator-web/.)

Acho que faltou indignação por parte do protagonista quando o homem fechou a porta na sua cara. Se fosse eu, ficaria furiosa. Ele ficou com raiva, é claro, mas não creio que o que ele sentiu foi suficiente para o acontecimento.

Terceiro capítulo

1- O único erro gramatical que encontrei foram os de pontuação de diálogo, que eu havia explicado anteriormente as regras.

Como o personagem conhece o senhor Thompson? Não fica muito claro. Ele pesquisou, ouvi conversas? Como sabe seu nome? Ele poderia ter ido até outro comerciante, mas foi tirar satisfações especificamente com o senhor Thompson; por quê?

Como o Connor entende palavrões em inglês? Duvido que sua mãe ou Saksa:ri tenham lhe ensinado.

Quarto capítulo

Novamente, há alguns erros. Não se sinta mal com isso, é normal, ok? O importante não é não errar, mas sim aprender com os erros. ♥

1- “Todos na vila mantinham bastante respeito pela mulher, de modo que eu não disse nada.” Existem, na minha opinião, dois tipos de respeito: aquele que damos a qualquer um por mera educação e aquele que é conquistado por alguém que é extraordinário. Pelo que pude perceber, esta mulher conquistou o respeito da vila, conquistou o respeito porque o merecia. Mas o “mantinham” não passa essa impressão. O mantinham passa a impressão de que o respeito que ela detêm é aquele que damos por educação, de uma maneira um pouco forçada, eu diria. Para que passe a impressão que eu creio que é a que você realmente quer passar, sugiro que substitua o “mantinham” por “tinham”. Em segundo lugar, me parece que o Connor não respeita a Mãe do Clã. Não sei se era essa a real intenção, mas é o que passa ao ler este trecho.

2- “... Mas... ficou claro para mim que você só enfrentou aquele homem porque achou que isso seria melhor para a aldeia [...].” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.) Ok, vamos com calma. Qual era sua intenção ao utilizar os três pontos? Porque não é para isso que eles servem. As reticências não servem apenas para indicar a supressão de um trecho, dar ideia de continuidade ou interrupção, pois podem vir a ter outras funções de acordo com o contexto. Não entendo porque os três pontos estão ali, já que não têm nenhuma das funções anteriores nem agregam nada à fala. Sugiro que os retire. Sugiro que retire as reticências deste trecho aqui também: “É ingênuo, tolo, encrenqueiro, ousado e impulsivo...”, pelos mesmos motivos.

3- “Aparentava ter pele branca, mas era difícil ter certeza, já que ela parecia na verdade transparente.” Lembra-se das vírgulas? Lembra que só elas (e a meia-risca e o parênteses) têm as chaves para abrir e fechar as portas? Mas parece que “na verdade” entrou de penetra no meio da frase. Cadê as vírgulas, Gil, para botar ordem na frase?

4- “Você continua onde estava antes, apenas agora inconsciente [...].” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.) Esse “apenas agora inconsciente” soa muito estranho. Que tal “mas agora está inconsciente”. Que acha?

5- “[...] ouvi dizer a mulher, que obviamente havia tomado a forma da águia de fogo.” Como assim obviamente? Na verdade, não está nada óbvio. E que águia de fogo é essa? Sugiro que explique melhor esta parte.

6- Também há problemas com a pontuação de diálogo.

Gostei de ter explicado, mesmo que pouco, a relação com seu pai adotivo. Me fez querer mais. Espero que esta relação seja explorada nos próximos capítulos.

Só fiquei confusa em relação aos trechos que eu havia lhe chamado a atenção.

Quinto capítulo

1- “Quando percebeu, eu já estava atrás dele, envolvendo seu pescoço com seu braço direito. Eu levava meu braço esquerdo à sua nuca e apertei seu pescoço, de modo a sufoca-lo com um nocaute.” Em primeiro lugar, “sufocá-lo” tem acento agudo no “a”. Em segundo lugar, a conjugação adequada seria “levei” e não “levava”. A função do pretérito imperfeito é dar a ideia de uma que uma ação contínua foi realizada no passado. O Connor levou seu braço esquerdo à nuca do homem várias vezes? Suponho que não. Por isso, o adequado seria “levei”, pois a ação foi realizada apenas uma vez no passado. E em terceiro lugar, estou confusa. Eu não entendi o que aconteceu com os braços do Connor. O que estava acontecendo ali? Não ficou muito claro. Sugiro que reformule este trecho.

2- “Ao que o chamado Will se retirou; o tal de Parker veio na direção da baia onde eu estava.” Uma vírgula não se encaixaria melhor ao invés do ponto e vírgula? E baía tem acento agudo no “i”.

3- “— Obrigado pela hospitalidade, senhor...” Aqui eu lhe aconselharia a colocar um ponto de interrogação no final, creio que ficaria melhor, mas não é necessário, já que Connor está fazendo uma pergunta indireta. Que acha?

O senhor Achilles pergunta a Connor o que é um Assassino. Ele diz não saber. Como ele pode não saber o que é? O mínimo seria que ele soubesse o que é um assassino. Minha sugestão é: ele poderia dizer isso para o Achilles, que o corrigiria, dizendo que há uma diferença entre Assassino e assassino. Porque entender logo de cara que o Achilles está falando de outra coisa que não tem a ver com ele sabe é estranho.

Também fiquei muito confusa em relação às lutas do personagem. No bar, com Thompson, ele ficou com medo de ser baleado quando o senhor sacou a arma, e foi embora, pedindo desculpas. Agora, neste capítulo, lutou até nocautear os oponentes, sendo que estes estavam armados e eram mais numerosos. O que fez o comportamento do personagem mudar? Isso não é explicado.

Sexto capítulo

1- “— Mas isso foi há séculos [...].” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.) Não compreendi esta parte. O que exatamente foi há séculos?

2- “— A líder espiritual de minha aldeia... Uma vez, ela me mostrou uma esfera brilhante, mágica e transparente. Quando eu a toquei, um espírito se mostrou pra mim. Ele me mostrou visões horríveis de pessoas morrendo e sofrendo. Me disse que... você me treinaria para que eu pudesse impedir que as visões se tornassem realidade. Você... sabe o que isso significa?” Para que tantas reticências? Não há nenhuma necessidade. Eu aconselho a retirá-las.

3- “— Sim... Por que não?” Não entendi porque colocou as reticências.

4- “... então não havia motivo para não cumprir o juramento agora, mesmo que mata-lo fosse dolorido para mim.” “Matá-lo” tem acento agudo no segundo “a”.

5- “— Eu lhe apresento, garoto — anunciou Archilles — os líderes do Rito Templário das Colônias Britânicas.” (Não reproduzi a frase inteira, pois não era necessário.) Depois do terceira travessão (depois de “anunciou Archilles —”) haveria uma vírgula. Pois vocativo sempre é isolado por vírgulas, certo? E “garoto”, nesse caso, é vocativo, afinal Archilles utilizou a palavra “garoto” para referir-se à Connor, não é mesmo? Mas só há uma vírgula. E o vocativo está no meio da frase, e precisaria de duas vírgulas para isolá-lo. E, segundo as regras de pontuação de diálogo – que eu espero do fundo meu coração que você tenha lido e entendido –, essa segunda vírgula deve ficar logo depois do travessão. Ou seja, o certo seria: “— Eu lhe apresento, garoto — anunciou Archilles —, os líderes do Rito Templário das Colônias Britânicas.”

6- Há erros de pontuação de diálogo tanto com travessões quanto com aspas.

Apesar de alguns pontos – os abordados acima – terem ficado confusos, o capítulo esclareceu muitas dúvidas. Explicou coisas muito interessantes sobre a Irmandade dos Assassinos e sobre o Rito Templário. Você explicou muito bem, aliás, até eu, que não sabia nada sobre Assassin’s Creed, pude entender.

Crítica geral

Quanto à gramática, há problemas com pontuação de diálogo e uso correto de vírgula e ponto e vírgula, hífens, reticências e acentos agudos em verbos conjugados. Nada que não se resolva com facilidade, é claro, mas é preciso estar atento e seguir as regras da Língua Portuguesa.

Muitos autores se perdem quando escrevem da maneira que você (pulando a linha temporal como macacos de galho em galho [comparação horrível, ignore-a]), mas você não se perdeu. Contou tudo de uma maneira que não nós – não falo só por mim, mas creio que pelos leitores também – não ficamos confusos em relação aos acontecimentos.

Também gostei que você está explorando o Connor aos poucos, explicando a história dele devagar. Sempre dá um gostinho de quero mais, e isso é fantástico.

Creio que não tenha problemas no conjunto em si, mas sim em pequenos detalhes, que foram apontados e explicados na crítica dos capítulos.

E chegamos ao fim da crítica! Se quiser, e puder, deixe seu feedback ♥ : https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSclBqJ8PqHmHEC-B3letdJ4yJWcIxR-V6l92I2R4Ljx9_UOmA/viewform?c=0&w=1. Se não quiser que eu veja o seu feedback, é só responder que não quer que eu o veja quando chegar nesta parte do formulário.

Novamente, lhe parabenizo por participar do Critique-me!

Espero que tenha gostado da crítica e que possa aproveitá-la da melhor maneira possível. Adorei a fazer a crítica da sua história, ela é fantástica. J

Até mais!

-queijo e uvas passas.

GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Olá, muito obrigado pela crítica (e desculpe a demora para responder)! ^^ Você fez várias sugestões interessantes para a fic, e pretendo revisá-la assim que eu puder. No entanto, acabei ficando com uma dúvida, então eu te enviei uma mensagem privada para esclarecer isso. Eu agradeceria se pudesse lê-la mais tarde.

É a segunda vez que participo do Critique-me, e eu adoro as análises profundas que vocês fazem, tão raras de encontrar. Fico satisfeito que você tenha gostado da fic na parte narrativa e, claro, te convido a continuar lendo se estiver interessada.

Tudo de bom e até mais! :)

Golfinea

Oioi! Sou péssima com comentários, mas irei fazer o meu melhor; Estou amando! Mal posso esperar para ler o próximo capitulo. Sua escrita é maravilhosa, de um jeito intenso você consegue trazer o leitor para a história, assim, entrando nesse universo. Bem, como disse, sou péssima com comentários, então, irei parar por aqui! Mas sério, parabéns, sua escrita e a história são maravilhosas!

GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Olá! :) Muito obrigado por ter comentado, fico muito feliz que tenha gostado! ^^ Sem falar que é muito bom quando a gente tem uma leitora nova, haha. Fique à vontade para continuar lendo e não sinta vergonha de comentar, quaisquer opiniões de leitores são muito importantes pra manter a história continuando com força. Um abraço e até a próxima!

VicXY

Cara, eu devo admitir que amei esse primeiro capítulo da sua fanfiction ♥ Sério, é a primeira fanfiction de Assassin's Creed que eu leio, e estou gostando muito. Daora que ela é uma "releitura" do Assassin's Creed 3, jogo que estou jogando atualmente e quase zerando, creio eu.

Sua escrita é realmente muito boa, cara, me fez gostar ainda mais da fanfiction. Adoraria saber escrever igual você ;-;

Mas tem algumas coisas que eu não entendi bem. Primeiro, esse Assassino é o Connor/Ratonhakéton (não sei escrever o nome dele)? Mas ué, ele tem quarenta e um anos de idade? Mas quando ele matou o Haytham ele tinha 25 anos de idade!

E esse William aí é o William Johnson, que é o primeiro dos antigos companheiros do Haytham que o Connor mata? Agradeceria se me explicasse e-e

Já vou ler o resto dos capítulos ♥

Valeu, falou o/



O que mais gostei: Tudo.
O que acho que pode melhorar: Na minha opinião, nada.
GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Olá :)

Muito obrigado pelos elogios, fico muito feliz que esteja gostando! ^^ Assassin's Creed 3 é um dos meus jogos favoritos da franquia, e eu simplesmente adoro a história e os personagens.

E, sim, o personagem é o Ratonhnhaké:ton e o alvo dele é o William Johnson. Mas acho que houve um mal-entendido, o que eu quis dizer é que ele tem 41 anos a menos que o Johnson. Ou seja, o William tem 59 anos enquanto o Connor tem 18 ainda. Talvez a frase tenha ficado confusa, então me desculpe. :P

Esse capítulo é apenas um prólogo para mostrar como será o tom da história mesmo. Logo no próximo capítulo a história volta pro dia em que Connor conheceu Achilles, e as coisas vão em frente a partir daí, e mais tarde eu narro a morte do William Johnson de novo, com mais profundidade e contexto.

Novamente, que bom que você gostou! Não deixe de acompanhar a história, e espero que você curta as alterações que eu fiz na história do jogo. :) (mas não se preocupe, a estrutura básica do enredo ainda é a mesma)

Cactus Stories

Ok, ok, eu disse que não poderia ler agora por conta das trimestrais, e isso é uma verdade absoluta, eu juro, mas não custava nada começar a ler o primeiro capítulo antes de umas quinze páginas de geografia, não é mesmo?

Sua narrativa é maravilhosa, sério, eu já amo seu protagonista, mesmo nunca tendo jogado Assassin's Creed, eu não acho que isso vá ser um problema, porque entendi perfeitamente os objetivos do protagonista.

Esse final foi tenso, William não parecia uma pessoa tão horrível, mas se pediram pra que ele fosse morto, algo de errado ele fez... ou ia fazer :v

Espero que sua fic faça muito sucesso, estou gostando bastante da narrativa, mas vou demorar para aparecer de novo :')

GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Olá, e muito obrigado pelo comentário! ^^

Se fez algo errado é questão de opinião, né, com certeza William diria que só fez o que achava certo. Conforme a história avança nós vamos mais a fundo nas motivações dele e do protagonista.

Fico feliz que tenha gostado! :)

Danilo Alex

Excelente modo de se começar uma fanfic, meu amigo! Destaque para a primeira estrofe: impactante e cativante na medida certa, envolvendo o bastante para arrastar o leitor para um aventura sem volta.

Quando vemos Connor lutar com todas as sua habilidades e ferocidade em defesa de sua convicção, dando a impressão de que ele seria capaz de fazer qualquer coisa para ver cumprida sua missão, esquece que ali, sob aquele capuz, há um homem jovem de bom coração. Esquecemos que os Assassinos são humanos, e que, para eles não deve ser sempre uma tarefa fácil.

Há um filme que gosto muito, chamado Os Imperdoáveis (clássico western, se gosta do estilo, vale muito a pena ver) onde William Munny, personagem de Clint Eastwood, diz o seguinte: "Matar um homem é uma coisa infernal; você tira dele tudo o que tem, e tudo o que poderia vir a ter."

Gosto muito de Assassin's Creed 3, Connor é um dos meus Assassinos favoritos e com certeza vou acompanhar essa história. Ganhou mais um leitor.

Antes de finalizar este review, queria aproveitar para convidá-lo a conhecer minha fic, a primeira que estou me arriscando nesse Universo AC. Vou deixar aqui o link:

https://fanfiction.com.br/historia/759176/Assassins_Creed_Colony/

Percebi que você prefere mais o Assassinos da América do Norte; a minha fic

tem mais a ver com a Renascença Italiana. Espero que esse detalhe não seja

motivo para desanimar você. kkk Juro que não sou fanboy cego do Ezio, pode ficar tranquilo. O Mentore foi o primeiro Assassino com quem tive contato nos jogos e me fez me apaixonar pela franquia, logo é um personagem marcante pra mim. Ainda assim, embora tenha grande importância na minha fic, ele não é

o personagem principal dela, por incrível que pareça.

Minha fic não é nada tão bem escrito quanto suas histórias, mas admito que seria uma grande honra tê-lo como leitor, me ajudando com seu conhecimento acerca da franquia por meio de feedbacks.

Enfim, é isso. O convite está feito.

Nos vemos aqui no próximo capítulo de Espírito de Revolução.

Abraços!

GilCAnjos
GilCAnjos Autor

Opa, muito obrigado pelos elogios. :) Eu realmente acho que a Ubisoft pecou em não explorar tanto o lado mais humano do Connor. Em alguns momentos do jogo fica claro que ele desaprova violência, mas esses momentos são poucos e se afogam facilmente no meio das animações de combate super brutais do AC3.

E kkkk, embora o Connor e o arco da América do Norte realmente sejam os meus favoritos da saga, o meu primeiro contato com AC também foi com o Ezio (ainda lembro do arrepio que eu senti quando joguei AC2 pela primeira vez). Eu tenho algumas ressalvas contra o Ezio (e mais ainda contra os fanboys dele, kkkk), mas não dá pra negar que ele é uma parte essencial para a construção da franquia.

E pode deixar que eu vou dar uma conferida na sua fanfic! ^^ Já adicionei aos acompanhamentos. Abraços e já nos vemos no próximo capítulo, haha