Não sei se foi a sua intenção Lethy, mas senti na sua história uma retratação extrema do mal estar do século ,com alguns conceitos e critícas filosóficas muito bem entrelaçados entre si.
Achei assustador a imoralidade do personagem ao matar os familiares e não sentir vergonha ou culpa de ter feito isso e nem mesmo pensar sobre o próprio ato. É como se esse gesto fosse um instinto, cuja satisfação imediata afasta qualquer autoavaliação crítica dele mesmo em relação a ele mesmo.
Quanto a progressão crescente das canecas de café, elas são igualmente bizarras e assustadoras, considerando que a insônia afeta a percepção lúcida da realidade e das capacidades dos orgãos dos sentidos, também.
A citação da luz do computador também assusta no sentido de reforçar que o personagem é acorrentado a tecnologia de tal forma que ele não consegue mais viver offline, nem mesmo em momentos de pura satisfação dos instintos.
Parabéns pelo escrito assustador e absurdamente atual!
O que mais gostei: Dos elementos sádicos e imorais descritos de forma progressiva na história.
Não sei exatamente quais conceitos usei, pois a única leitura de filosofia que tive foi aquela do ensino médio, mas busquei sim lidar com coisas mais profundas. Quis passar todo o peso da própria insônia, o qual acabou por colocar ela mesma em questionamento (Afinal, o narrador havia acordado em algum momento ou não? Pode ser considerado insônia se você está lutando contra o próprio sono; ou o narrador luta contra o sono justamente porque é insone e já está louco?). Não sei quando disso chegou efetivamente ao leitor. Espero que o suficiente para que seja uma leitura intrigante.
A questão da imoralidade foi, para mim, a cereja do bolo. Dentre uma série de personagens que enfrentam os mais diversos conflitos morais e éticos, é extremamente desafiador e recompensador criar um que não passa por isso. Lembro que, enquanto estava escrevendo, uma amiga minha leu um trecho e falou: “Nossa, acho incrível como você relata esse tipo de ato como se fosse normal”. E eu amei o que ela disse justamente por ter captado o que eu queria: Que os atos tão condenados (homicídio, canibalismo) adquirissem, na narrativa, o tom da normalidade justamente por serem lidos através dos olhos de um narrador que os enxerga assim. Isso choca, por isso eu adoro tanto. Além disso, por o personagem encarar o que fez com medo (não do ato em si, mas sim do que o levou a cometê-lo) e, apesar disso, naturalidade, sempre pairava o questionamento: Será que ele é assim ou ficou louco? Será que ele é assim porque está louco? Ou será que ele apenas é assim, e “eles” são a sua válvula de escape?
Você chegou exatamente onde eu queria: as canecas de café são a progressão temporal da história, mas é uma temporalidade guiada pela ausência de lucidez. Usando-as, eu me livrei do compromisso com dias e horas, o que me deu uma liberdade bem grande para perturbar o narrador e brincar com a atenção do leitor (afinal, só os mais atentos perceberam que, antes de furar os olhos, o narrador leu uma mensagem em um celular descarregado).
A sua perspectiva sobre o computador é diferente de todas que pensei. Confesso que, no final, meu intuito era aproximar o narrador de qualquer um de nós. Todos podemos, eventualmente, ficar vulneráveis. Todos podemos ser aprisionados por “eles”. Nem quando você lê, você está seguro. Dessa forma, sua leitura me pegou de surpresa e me fez ter outra leitura (uma a mais) sobre o que eu tinha escrito. Isso, para mim, é uma das coisas mais recompensadoras da escrita.
Obrigada por tirar um tempo do seu dia para ler minha história. Obrigada por destrinçá-la a ponto de me apontar perspectivas que nem eu mesma havia previsto. Obrigada pela recomendação e, por fim, pelo comentário.
Não vou prolongar muito porque ainda to meio assustado. Minha segunda história de terror q leio e a que me deixou mais abismado, sem reação e olhando pros lados. De toda forma gostei muito e espero outras bjs
Sinto muito que tenham assustado você, queria dizer que não foi a intenção deles, mas foi. :! HUAEHUAHEUAHEAUH'
Agora falando sério, fico feliz que tenha gostado. É a primeira vez que escrevo algo assim, fiquei com medo de que não surtisse efeito nenhum em ninguém. :c
Eu já te disse isso, mas vou repetir aqui: uma das melhores histórias de terror que eu já li.
E a tua história só reforça o porquê eu evito histórias de terror hahaha
Eu fiquei nervosa durante toda a leitura, me senti desconfortável, tremi de medo realmente... e entendi aquilo que tu disse sobre ser como uma farpa debaixo da unha. Não tem definição melhor pra descrever tua história. É uma farpa afiada debaixo da unha.
E eu nem preciso falar nada sobre a sua sagacidade, não é? Tu é uma das escritoras mais talentosas que eu já tive o prazer de conhecer.
Adoro escrever histórias que incomodam além de assustar. De alguma forma, sinto que isso marca ainda mais quem lê. Sinto que ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas fiquei contente com o resultado. Fiquei mais contente ainda porque você, suprema maravilhosidade, gostou. u.u
A CRIADORA DO CALEB GOSTOU DA MINHA HISTÓRIA *surta*
Obrigada pelos elogios, pela recomendação e por tirar um tempinho pra ler minha história. Você é uma DIVA. ♥
Olha... Eu juro que não esperava muito da história porque você me disse que nunca havia escrito nada do gênero, porém você não me decepcionou.
Eu gostei! Apesar de ser um pouco confusa, eu captei parte da essência, pelo menos o suficiente para entender o contexto. A história em si me deixou bem agoniada, principalmente na parte das unhas e do vidro substituindo. Eu não sei bem o que falar, ainda tô absorvendo a história em si. Não consigo definir o que eu senti lendo, talvez agonia seja a palavra certa, não medo nem nada do gênero, mas AGONIA.
BEM JOGOS MORTAIS, HEM?
Gosto do seu jeito de escrever ele é completamente diferente e simples, apesar de que eu me perdi em alguns momentos. Não entendi muito bem a relação do Henry com a menina e o computador, mas fora isso todo o resto veio se encaixando com o passar da história.
Porém, em meio a todos os pontos positivos, eu achei um pouco raso de detalhamento, talvez cada xícara de café mercesse um pânico melhorado. Senti falta do medo. Apesar da agonia, senti falta do medo, porque ele não estava ali. Apesar do meu desespero na ser o suficiente pra me assustar, eu queria a tensão, que consequentemente não estava ali. Todavia, como foi sua primeira vez eu vou até relevar e ser boazinha (vamos rir, como se eu conseguisse ser má).
Oooooooi, Lú! Achei que você tinha me esquecido. :(
Demorei pra responder seu comentário porque não compreendi algumas coisas que você disse, mas vou tentar mesmo assim. Bom, PRIMEIRAMENTE (vou contar grande pra não me perder) fico muito feliz que gostou da história, fiquei bem preocupada com a recepção que “Insônia” teria, até porque, quando a escrevi, eu mesma estava insone, porém bem grogue.
SEGUNDAMENTE (oi?), a agonia foi a base de tudo. Gosto de mexer com o que tortura a mente humana, desde coisas profundas, como a insanidade, até coisas mais diretas, como alfinetes sob unhas. A confusão era parte do processo, porque pessoas insones, depois de um tempo, perdem a noção das coisas, alucinam (Afinal, desde quando celulares descarregados recebem mensagens? Como pessoas acordam e se esquecem de que acordaram? Etc). Entretanto, na minha cabeça existiam leituras possíveis, e, se você não chegou a nenhuma delas, eu falhei. Caso isso tenha acontecido, gostaria até de conversar mais pra ver onde posso melhorar para que isso não se repita.
TERCEIRAMENTE (ué?), não sei de que menina você está falando :’) então vou partir do princípio de que você encarou o narrador como mulher. Se você reparar, toda vez que Henry aparece, está “Henry diz”, que foi a forma que encontrei para esclarecer que Henry estava enviando mensagens, uma vez que acreditei que apenas os comentários do narrador sobre as mensagens não seriam suficientes. A menina suponho que você tenha identificado como narradora. O computador, se você reparar bem, está reproduzindo a história que, naquele momento, você enquanto leitora estava lendo. Levando em conta que o narrador diz “Te peguei”, acho que você pode imaginar atrás de quem ele estava. :v HUAEHAH’
QUARTAMENTE (quê?), a falta de detalhamento foi em grande parte pela ideia que eu tive da situação. Alguém insano a beira de um colapso não capta tão bem os detalhes, e eu quis que isso fosse passado. Além disso, se eu falasse mais, direcionaria a uma leitura única, e fiquei realmente com medo de fazer isso. Porque eu queria o leitor louco junto com o narrador, embora não pelos mesmos motivos. Não era medo que eu buscava, era o horror diante do que se desenrolava. O desconforto, o nojo, a repulsa. Entretanto, posso ter falhado miseravelmente no processo, então volto ao pedido que fiz antes: TALK TO ME NOW. HEHAUEHAUH’
Bem, acho que isso era tudo. Então só me resta agradecer por reservar um pouquinho do seu tempo pra ler minha historinha de dormir (e ter pesadelos. Ou não).
Obrigada. Beijos. ♥
W
Weslley de Sousa
Para alguém que começou histórias de terror dessa forma, eu devo dar os parabéns pois você conseguiu trabalhar de forma equilibrada diversas sensações que juntas conseguem passar, ao mesmo tempo, o desenvolvimento narrativo do Terror e também do Horror. A ansiedade pelo desconhecido, ao mesmo tempo que vemos algo "horroroso" acontecer e nos sentimos nervosos em relação a isso, pelas expectativas que podem vir após.
Eu gostei como você desenvolveu a mente de um personagem muito maluco mas eu também não gostei da forma como você desenvolveu. Isso foi meio redundante e hipócrita, não foi? Eu vou tentar explicar.
Ele funciona para uma história de terror, perfeitamente. Ele deixa o leitor com expectativas do que pode se esperar a cada gole de café virado e o quão paranoico ele vai ficando com as "vozes", principalmente devido a quebra de quarta barreira em seu final que foi o ponto de imersão maior que a história conseguiu fazer, na minha mais sincera opinião.
Mas, em contra partida, eu não consegui me sentir tão apegado ao personagem que não fosse sentir um pouco de nojo ou repúdio das suas ações - sentimentos que são fundamentais em uma história de terror e, aqui, são bem passadas. Mas eu não senti uma personalidade vindo do personagem, a história o estabeleceu como uma pessoa paranoica que está atrás de cessar as vozes infligindo-se dor mas ela também não deixa pontas que possam me fazer criar uma espécie de teoria mental em volta dos motivos que acercam a sua loucura.
(Por mais que tenham momentos bem angustiantes como as unhas, os vidros, os olhos e o coração da mãe).
Mas eu gostei bastante da história, pode não parecer. As que conseguem me cativar mais, talvez sejam justamente as histórias de terror onde eu consigo identificar erros - ao menos, se baseando na minha opinião e conhecimento pessoal, claro.
Parabéns pela construção, melhore e siga esse caminho pois eu sei que suas histórias de terror e você como uma autora de terror, tem forte potencial pela frente.
Tchau! ♥
O que mais gostei: Tudo... Eu acho.
O que acho que pode melhorar: Hm. A Narrativa, talvez? Eu não tenho certeza.
Vou contar de novo e bem grande pra não me perder. EM PRIMEIRÍSSIMO LUGAR, fico contente que gostou da história. Na verdade, a recepção que “Insônia” teve me deixou feliz. Eu esperava bastantes críticas negativas e não foi o que recebi. Foi um alívio, pois realmente quis divertir (ou assustar, vai saber) as pessoas nesse Halloween.
EM SEGUNDO LUGAR, originalmente eu queria trabalhar apenas o horror. As unhas arrancadas, os olhos furados, o canibalismo, as canecas intermináveis, tudo foi pensado para que o leitor se horrorizasse diante das cenas. O terror foi mais consequência do que ponto de partida, mas me agradou tanto quanto o horror.
EM TERCEIRO LUGAR, eu não pensei o narrador como alguém próximo aos leitores. Na verdade, quis alguém que os enojasse e os repelisse. Não havia espaço para desenvolver uma personalidade além da insanidade, porque ele estava imerso em um total descontrole. Talvez assim esteja a sua personalidade: imersa em descontrole e insanidade. O título passa bastante disso. Insones, após um tempo, perdem a noção do real; e “Insônia” é toda uma perda da realidade. É não ter certeza do que ocorreu e do que não. Por outro lado, também não pensei em “eles” como vozes. Eu até apresentei uma indicação de quem “eles” seriam, mas, como a maioria não percebeu, deixei em aberto. Também é uma leitura, afinal. Aliás, o desconhecido assusta inúmeras vezes mais do que aquilo que a gente já sabe, não é?
EM QUARTO LUGAR, eu ter uma justificativa para não me aprofundar na personalidade do narrador não me isenta de culpa. Portanto, se você tiver sugestões de como eu posso me aprofundar sem fugir completamente ao meu intento inicial, eu as receberei de bom grado. Somos escritores, então estamos sempre em processo de (re)construção, afinal.
EM QUINTO LUGAR, não me pareceu em momento nenhum que você não gostou. Você tinha críticas e as colocou sem faltar com o respeito, o que só lhe rende pontos. Críticas são bem-vindas, especialmente as bem colocadas. São elas que nos fazem crescer.
EM SEXTO LUGAR, obrigada. Pela leitura, pelas críticas, pelo comentário e pela recomendação. Pretendo continuar escrevendo terror, até porque amei o processo de escrita de “Insônia”. É uma experiência da qual ainda não quero abrir mão.
Espero que tenha sido uma leitura de alguma forma recompensadora. ;)
Gostei demais! Estou começando a escrever terror também e parabéns, sério, me inspirou muito. Parecia que a cada caneca de café a velocidade acelerava, e quanto mais perto do final chegava mais desconforto eu sentia - e, pra mim, desconforto é um ótimo sinal quando leio terror.
Fico muito contente que a minha história pôde te ajudar! A ideia do desconforto é uma das que mais me atrai em relação ao terror. Sou fã do gênero e, sempre que uma história me deixa desconfortável, olhando pros lados, desconfiada, eu tendo a gostar mais dela. Que bom que também consegui provocar isso hahaha'
Não sei se foi a sua intenção Lethy, mas senti na sua história uma retratação extrema do mal estar do século ,com alguns conceitos e critícas filosóficas muito bem entrelaçados entre si.
Achei assustador a imoralidade do personagem ao matar os familiares e não sentir vergonha ou culpa de ter feito isso e nem mesmo pensar sobre o próprio ato. É como se esse gesto fosse um instinto, cuja satisfação imediata afasta qualquer autoavaliação crítica dele mesmo em relação a ele mesmo.
Quanto a progressão crescente das canecas de café, elas são igualmente bizarras e assustadoras, considerando que a insônia afeta a percepção lúcida da realidade e das capacidades dos orgãos dos sentidos, também.
A citação da luz do computador também assusta no sentido de reforçar que o personagem é acorrentado a tecnologia de tal forma que ele não consegue mais viver offline, nem mesmo em momentos de pura satisfação dos instintos.
Parabéns pelo escrito assustador e absurdamente atual!
O que mais gostei: Dos elementos sádicos e imorais descritos de forma progressiva na história.
Oooooooi, Marcondes! :3
Não sei exatamente quais conceitos usei, pois a única leitura de filosofia que tive foi aquela do ensino médio, mas busquei sim lidar com coisas mais profundas. Quis passar todo o peso da própria insônia, o qual acabou por colocar ela mesma em questionamento (Afinal, o narrador havia acordado em algum momento ou não? Pode ser considerado insônia se você está lutando contra o próprio sono; ou o narrador luta contra o sono justamente porque é insone e já está louco?). Não sei quando disso chegou efetivamente ao leitor. Espero que o suficiente para que seja uma leitura intrigante.
A questão da imoralidade foi, para mim, a cereja do bolo. Dentre uma série de personagens que enfrentam os mais diversos conflitos morais e éticos, é extremamente desafiador e recompensador criar um que não passa por isso. Lembro que, enquanto estava escrevendo, uma amiga minha leu um trecho e falou: “Nossa, acho incrível como você relata esse tipo de ato como se fosse normal”. E eu amei o que ela disse justamente por ter captado o que eu queria: Que os atos tão condenados (homicídio, canibalismo) adquirissem, na narrativa, o tom da normalidade justamente por serem lidos através dos olhos de um narrador que os enxerga assim. Isso choca, por isso eu adoro tanto. Além disso, por o personagem encarar o que fez com medo (não do ato em si, mas sim do que o levou a cometê-lo) e, apesar disso, naturalidade, sempre pairava o questionamento: Será que ele é assim ou ficou louco? Será que ele é assim porque está louco? Ou será que ele apenas é assim, e “eles” são a sua válvula de escape?
Você chegou exatamente onde eu queria: as canecas de café são a progressão temporal da história, mas é uma temporalidade guiada pela ausência de lucidez. Usando-as, eu me livrei do compromisso com dias e horas, o que me deu uma liberdade bem grande para perturbar o narrador e brincar com a atenção do leitor (afinal, só os mais atentos perceberam que, antes de furar os olhos, o narrador leu uma mensagem em um celular descarregado).
A sua perspectiva sobre o computador é diferente de todas que pensei. Confesso que, no final, meu intuito era aproximar o narrador de qualquer um de nós. Todos podemos, eventualmente, ficar vulneráveis. Todos podemos ser aprisionados por “eles”. Nem quando você lê, você está seguro. Dessa forma, sua leitura me pegou de surpresa e me fez ter outra leitura (uma a mais) sobre o que eu tinha escrito. Isso, para mim, é uma das coisas mais recompensadoras da escrita.
Obrigada por tirar um tempo do seu dia para ler minha história. Obrigada por destrinçá-la a ponto de me apontar perspectivas que nem eu mesma havia previsto. Obrigada pela recomendação e, por fim, pelo comentário.
Espero de verdade que tenha gostado. ♥
moça, eu geralmente faço textos enormes na fics que leio, mas como tô sozinha em casa e dado o tema, ai carai.
Oooooooooi, Hannah! :3
Tudo bem, está perdoada. HUAHUAHEUAHEUH' Eu entendo que eles possam ser assustadores à primeira vista, mas prometo que não vão pegar você...
Eu acho.
Okay... Vou parar com isso. Desculpa, é mais forte que eu. u.u HUAHEUAHEUH'
Muito obrigada por ler, espero que tenha gostado (na medida do possível). ♥
Não vou prolongar muito porque ainda to meio assustado. Minha segunda história de terror q leio e a que me deixou mais abismado, sem reação e olhando pros lados. De toda forma gostei muito e espero outras bjs
Ooooooi! :3
Sinto muito que tenham assustado você, queria dizer que não foi a intenção deles, mas foi. :! HUAEHUAHEUAHEAUH'
Agora falando sério, fico feliz que tenha gostado. É a primeira vez que escrevo algo assim, fiquei com medo de que não surtisse efeito nenhum em ninguém. :c
Obrigada por comentar. ♥
LEEEETI!!!
Eu já te disse isso, mas vou repetir aqui: uma das melhores histórias de terror que eu já li.
E a tua história só reforça o porquê eu evito histórias de terror hahaha
Eu fiquei nervosa durante toda a leitura, me senti desconfortável, tremi de medo realmente... e entendi aquilo que tu disse sobre ser como uma farpa debaixo da unha. Não tem definição melhor pra descrever tua história. É uma farpa afiada debaixo da unha.
E eu nem preciso falar nada sobre a sua sagacidade, não é? Tu é uma das escritoras mais talentosas que eu já tive o prazer de conhecer.
Parabéns pela história maravilhosa ♥
Jeeeeeeni! ♥
Adoro escrever histórias que incomodam além de assustar. De alguma forma, sinto que isso marca ainda mais quem lê. Sinto que ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas fiquei contente com o resultado. Fiquei mais contente ainda porque você, suprema maravilhosidade, gostou. u.u
A CRIADORA DO CALEB GOSTOU DA MINHA HISTÓRIA *surta*
Obrigada pelos elogios, pela recomendação e por tirar um tempinho pra ler minha história. Você é uma DIVA. ♥
Oi, Lethy!
Olha... Eu juro que não esperava muito da história porque você me disse que nunca havia escrito nada do gênero, porém você não me decepcionou.
Eu gostei! Apesar de ser um pouco confusa, eu captei parte da essência, pelo menos o suficiente para entender o contexto. A história em si me deixou bem agoniada, principalmente na parte das unhas e do vidro substituindo. Eu não sei bem o que falar, ainda tô absorvendo a história em si. Não consigo definir o que eu senti lendo, talvez agonia seja a palavra certa, não medo nem nada do gênero, mas AGONIA.
BEM JOGOS MORTAIS, HEM?
Gosto do seu jeito de escrever ele é completamente diferente e simples, apesar de que eu me perdi em alguns momentos. Não entendi muito bem a relação do Henry com a menina e o computador, mas fora isso todo o resto veio se encaixando com o passar da história.
Porém, em meio a todos os pontos positivos, eu achei um pouco raso de detalhamento, talvez cada xícara de café mercesse um pânico melhorado. Senti falta do medo. Apesar da agonia, senti falta do medo, porque ele não estava ali. Apesar do meu desespero na ser o suficiente pra me assustar, eu queria a tensão, que consequentemente não estava ali. Todavia, como foi sua primeira vez eu vou até relevar e ser boazinha (vamos rir, como se eu conseguisse ser má).
Até a próxima ♥
O que mais gostei: A agonia. Sem dúvidas!
Oooooooi, Lú! Achei que você tinha me esquecido. :(
Demorei pra responder seu comentário porque não compreendi algumas coisas que você disse, mas vou tentar mesmo assim. Bom, PRIMEIRAMENTE (vou contar grande pra não me perder) fico muito feliz que gostou da história, fiquei bem preocupada com a recepção que “Insônia” teria, até porque, quando a escrevi, eu mesma estava insone, porém bem grogue.
SEGUNDAMENTE (oi?), a agonia foi a base de tudo. Gosto de mexer com o que tortura a mente humana, desde coisas profundas, como a insanidade, até coisas mais diretas, como alfinetes sob unhas. A confusão era parte do processo, porque pessoas insones, depois de um tempo, perdem a noção das coisas, alucinam (Afinal, desde quando celulares descarregados recebem mensagens? Como pessoas acordam e se esquecem de que acordaram? Etc). Entretanto, na minha cabeça existiam leituras possíveis, e, se você não chegou a nenhuma delas, eu falhei. Caso isso tenha acontecido, gostaria até de conversar mais pra ver onde posso melhorar para que isso não se repita.
TERCEIRAMENTE (ué?), não sei de que menina você está falando :’) então vou partir do princípio de que você encarou o narrador como mulher. Se você reparar, toda vez que Henry aparece, está “Henry diz”, que foi a forma que encontrei para esclarecer que Henry estava enviando mensagens, uma vez que acreditei que apenas os comentários do narrador sobre as mensagens não seriam suficientes. A menina suponho que você tenha identificado como narradora. O computador, se você reparar bem, está reproduzindo a história que, naquele momento, você enquanto leitora estava lendo. Levando em conta que o narrador diz “Te peguei”, acho que você pode imaginar atrás de quem ele estava. :v HUAEHAH’
QUARTAMENTE (quê?), a falta de detalhamento foi em grande parte pela ideia que eu tive da situação. Alguém insano a beira de um colapso não capta tão bem os detalhes, e eu quis que isso fosse passado. Além disso, se eu falasse mais, direcionaria a uma leitura única, e fiquei realmente com medo de fazer isso. Porque eu queria o leitor louco junto com o narrador, embora não pelos mesmos motivos. Não era medo que eu buscava, era o horror diante do que se desenrolava. O desconforto, o nojo, a repulsa. Entretanto, posso ter falhado miseravelmente no processo, então volto ao pedido que fiz antes: TALK TO ME NOW. HEHAUEHAUH’
Bem, acho que isso era tudo. Então só me resta agradecer por reservar um pouquinho do seu tempo pra ler minha historinha de dormir (e ter pesadelos. Ou não).
Obrigada. Beijos. ♥
Para alguém que começou histórias de terror dessa forma, eu devo dar os parabéns pois você conseguiu trabalhar de forma equilibrada diversas sensações que juntas conseguem passar, ao mesmo tempo, o desenvolvimento narrativo do Terror e também do Horror. A ansiedade pelo desconhecido, ao mesmo tempo que vemos algo "horroroso" acontecer e nos sentimos nervosos em relação a isso, pelas expectativas que podem vir após.
Eu gostei como você desenvolveu a mente de um personagem muito maluco mas eu também não gostei da forma como você desenvolveu. Isso foi meio redundante e hipócrita, não foi? Eu vou tentar explicar.
Ele funciona para uma história de terror, perfeitamente. Ele deixa o leitor com expectativas do que pode se esperar a cada gole de café virado e o quão paranoico ele vai ficando com as "vozes", principalmente devido a quebra de quarta barreira em seu final que foi o ponto de imersão maior que a história conseguiu fazer, na minha mais sincera opinião.
Mas, em contra partida, eu não consegui me sentir tão apegado ao personagem que não fosse sentir um pouco de nojo ou repúdio das suas ações - sentimentos que são fundamentais em uma história de terror e, aqui, são bem passadas. Mas eu não senti uma personalidade vindo do personagem, a história o estabeleceu como uma pessoa paranoica que está atrás de cessar as vozes infligindo-se dor mas ela também não deixa pontas que possam me fazer criar uma espécie de teoria mental em volta dos motivos que acercam a sua loucura.
(Por mais que tenham momentos bem angustiantes como as unhas, os vidros, os olhos e o coração da mãe).
Mas eu gostei bastante da história, pode não parecer. As que conseguem me cativar mais, talvez sejam justamente as histórias de terror onde eu consigo identificar erros - ao menos, se baseando na minha opinião e conhecimento pessoal, claro.
Parabéns pela construção, melhore e siga esse caminho pois eu sei que suas histórias de terror e você como uma autora de terror, tem forte potencial pela frente.
Tchau! ♥
O que mais gostei: Tudo... Eu acho.
O que acho que pode melhorar: Hm. A Narrativa, talvez? Eu não tenho certeza.
Weslley, você por aqui? :3
Vou contar de novo e bem grande pra não me perder. EM PRIMEIRÍSSIMO LUGAR, fico contente que gostou da história. Na verdade, a recepção que “Insônia” teve me deixou feliz. Eu esperava bastantes críticas negativas e não foi o que recebi. Foi um alívio, pois realmente quis divertir (ou assustar, vai saber) as pessoas nesse Halloween.
EM SEGUNDO LUGAR, originalmente eu queria trabalhar apenas o horror. As unhas arrancadas, os olhos furados, o canibalismo, as canecas intermináveis, tudo foi pensado para que o leitor se horrorizasse diante das cenas. O terror foi mais consequência do que ponto de partida, mas me agradou tanto quanto o horror.
EM TERCEIRO LUGAR, eu não pensei o narrador como alguém próximo aos leitores. Na verdade, quis alguém que os enojasse e os repelisse. Não havia espaço para desenvolver uma personalidade além da insanidade, porque ele estava imerso em um total descontrole. Talvez assim esteja a sua personalidade: imersa em descontrole e insanidade. O título passa bastante disso. Insones, após um tempo, perdem a noção do real; e “Insônia” é toda uma perda da realidade. É não ter certeza do que ocorreu e do que não. Por outro lado, também não pensei em “eles” como vozes. Eu até apresentei uma indicação de quem “eles” seriam, mas, como a maioria não percebeu, deixei em aberto. Também é uma leitura, afinal. Aliás, o desconhecido assusta inúmeras vezes mais do que aquilo que a gente já sabe, não é?
EM QUARTO LUGAR, eu ter uma justificativa para não me aprofundar na personalidade do narrador não me isenta de culpa. Portanto, se você tiver sugestões de como eu posso me aprofundar sem fugir completamente ao meu intento inicial, eu as receberei de bom grado. Somos escritores, então estamos sempre em processo de (re)construção, afinal.
EM QUINTO LUGAR, não me pareceu em momento nenhum que você não gostou. Você tinha críticas e as colocou sem faltar com o respeito, o que só lhe rende pontos. Críticas são bem-vindas, especialmente as bem colocadas. São elas que nos fazem crescer.
EM SEXTO LUGAR, obrigada. Pela leitura, pelas críticas, pelo comentário e pela recomendação. Pretendo continuar escrevendo terror, até porque amei o processo de escrita de “Insônia”. É uma experiência da qual ainda não quero abrir mão.
Espero que tenha sido uma leitura de alguma forma recompensadora. ;)
ai e agora? Queria tanto ir no banheiro 0.0
Nossa não sei o que falar, só sentir....
Parabéns belo modo de meter medo em alguém hahaha
Olá! :3
Acho que fico feliz ao mesmo tempo que sinto muito (?) HAUEHAUEHAUH' Agradeço o elogio, fico feliz de saber que consegui ser assustadora.
Até, moça. E vá ao banheiro. Só... Certifique-se de que não tomou muito café... E de manter seu espelho intacto, sim? ;)
Gostei demais! Estou começando a escrever terror também e parabéns, sério, me inspirou muito. Parecia que a cada caneca de café a velocidade acelerava, e quanto mais perto do final chegava mais desconforto eu sentia - e, pra mim, desconforto é um ótimo sinal quando leio terror.
Olá! Obrigada por comentar ♥
Fico muito contente que a minha história pôde te ajudar! A ideia do desconforto é uma das que mais me atrai em relação ao terror. Sou fã do gênero e, sempre que uma história me deixa desconfortável, olhando pros lados, desconfiada, eu tendo a gostar mais dela. Que bom que também consegui provocar isso hahaha'
Beijos!