Comentários em “Querida cidade empoeirada”: “Lágrimas de titânio”

N
Niimy

Cara. Esse foi diferente dos outros. Isso tá muito óbvio, nem sei por que falei ainda. –Q Mas... Kra. Eu simplesmente adorei a forma que você abordou isso. O titânio. As lágrimas. O joelho. O vidro.

Eu entendi de duas formas, e acho que as duas estão equivocadas – quando terminar de falar, vou pedir explicação. –qq Então. A primeira é que ela obviamente quebrou o joelho – trincou, não sei o termo correto – e colocou os pinos. Com isso, passou a ser meio que “debochada” pelos outros, até pelo próprio ferimento do ocorrido de forma mental. A segunda teoria pela minha cabeça confusa foi que ela pensava que não estava vivendo num futuro como o século 22. E que ela era a única humana e tinha apenas aquela parte robótica, por isso, aquela outra pessoa chorou titânio. Acho que ela não percebeu quando todos viraram daquela forma... Ai. Minha compreensão é mais confusa que não sei o quê. –QQQ Pode dar uma explicada pra mim, moça? –Q Se não for incomodar e pá... –Q Pode ser pelo review ou MP, você que sabe. xD

Mas... Compreendendo corretamente ou não, adoro quando minha mente me leva para divagar, e isso demonstra que o que eu li, me deu possibilidades e eu gostei. ♥

Ai... Eu li tudo... Não acredito que não tem mais. ;-;... Fiquei sad agora. Mdds. Sem querer pressioná-la, mas... EU QUERO MAIS. ;H; Ai. ookay, irei me controlar aqui. –Q E serei paciente. ♥ Esperando ansiosamente pelo próximo. ♥

Amei de coração mesmo, Nanahoshi-san. ♥ Você escreve muito bem e temas bem interessantes. ♥ Fico feliz por ter me dado à oportunidade de escolher algo hoje sem restrições e acabar em algo tão maravilhoso quanto sua coletânea. Sinto que ganhei muito com isso, e o tempo que passei lendo, surtando e comentando, foi muito bem aproveitado. ♥

Nos vemos. ♥ Kissus da Tia Sociopata e jya nee~! ♥



O que mais gostei: " 'Ah, desculpe. Não estou sorrindo. Fui hipócrita? Espere, vou plantar bananeiras. Melhorou?' " WOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOW DHYDHYISADSAYDGAYUGSD Desculpe se era errado rir nessa parte, mas eu ri e ainda soltei um "tu
O que acho que pode melhorar: Nada. Apenas quero os próximos. ♥
Nanahoshi
Nanahoshi Autor

NHAN *------------------* QUE DIVA CARA ;3;

Muito, muito obrigada mesmooo. Eu fiquei feliz de você ter gostado mesmo "não entendendo muito bem" do que se trata o texto. Na verdade bem verdadeira você acertou em muita coisa e trouxe uma interpretação nova que daria uma ótima fanfic UAHSUAHSUAHSHAUH Porque eu nunca tinha parado para analisar no sentido literal do texto.

Não estou em momento algum descartando as suas interpretações pois eu escrevi com a intenção de que provocasse reflexão. E eu fico feliz de ler a interpretação de cada um pois revela para mim a forma como cada um de vocês vê o mundo, e assim eu conheço um pouquinho melhor os meus leitores. Para começar digo que a sua primeira interpretação bate com uma das principais razões que me levaram a escrever o texto. A frase que você disse que até o joelho debochava dela foi perfeita.

Bom, vamos lá. Eu entendo que muitos de vocês não entendam muito sobre a metáfora do joelho pois muitos nunca passaram (graças a Deus) ou não conheceram alguém que passou por problemas nele. Eu tenho o joelho direito operado. Eu sempre fui uma menina que gostei de esportes e adorava montar cavalos e jogar futsal. Entretanto eu tinha a péssima mania de ao fazer exercício físico eu me acabava. Se ia jogar, jogava pelo time todo. E por causa disso eu fui desgastando meu joelho aos poucos. Num dia que estava viajando, eu estava jogando bola num campo de grama com uma bola murcha. Tentei fazer um drible mas minha perna prendeu na bola e meu joelho virou com tudo. Poucas vezes eu lembro de ter sentido uma dor tão intensa daquela. Meu joelho inchou loucamente. Depois que voltei pra minha cidade fui atrás de um médico. Mas eu fui atrás do médico errado. Não era o radiologista que eu precisava consultar. Então, como não havia nada de errado com meus ossos, vivi feliz... ou quase Isso eu tinha 14 anos. Continuei jogando bola, mas em menos ocasiões por causa do ensino médio. E todas as vezes que eu corria ou fazia um esforço físico meu joelho saía do lugar. E eu ficava 'tem alguma coisa errada...' aos 16 anos por fim não aguentei mais. Fui ao médico certo dessa vez e ele mandou eu fazer uma ressonância magnética. Diagnóstico: rompimento completo do ligamento cruzado direito, derrame e edema intraarticular e outras complicações. Eu que amava jogar futebol e precisava tanto do meu joelho estava com o direito completamente detonado! Comecei a fazer fisioterapia e um ano depois consegui vaga pra fazer a cirurgia de reconstrução de ligamento. Coloquei dois pinos de titânio no joelho pra fixar o enxerto (um implante que tiraram da minha perna mesmo). Infelizmente depois da cirurgia eu não tive condições de finalizar o tratamento para voltar a jogar.

Dentro do contexto do que eu sentia em relação à isso tudo, misturaram-se outras coisas. Eu estava confusa por estar no ano decisivo da minha vida (terceiro ano), estava apaixonada por um cara que morava longe, e com problemas de saúde gerados pelo estresse do vestibular. Então eu estava com um monte de fraquezas acumuladas:

-Fraqueza física - joelho operado;

-Fraqueza de saúde - o estresse e as consequências;

-Fraqueza emocional - estar apaixonada nessas condições.

Acontece que eu sou uma pessoa extremamente emocional e, de acordo com os parâmetros de meu pai, MUITO fraca emocionalmente. E talvez eu realmente ainda seja por mais que eu venha trabalhando isso.

Esse é o contexto do meu passado que foi o arcabouço do texto. Agora, no contexto em que eu realmente escrevi o texto e o poema, eu já estava namorando com o cara por quem eu estivera apaixonada... mas não estava sendo tão fácil. Estávamos distantes ainda, sem saber quando iríamos nos ver. Além disso, estávamos tendo brigas constantes por vários motivos (e o principal deles: a distância entre nós. Também havia outro. Vou tentar resumir: nós nos conhecemos através de desenhos. E ele desenhava maravilhosamente bem. Porém, ele não contava isso para ninguém. A única pessoa que sabia sem ser da família dele era eu. Entretanto ele havia parado de desenhar porque aparentemente a mãe havia jogado várias folhas de desenhos dele fora por engano, e nessas folhas havia um mangá que ele estava escrevendo. Depois disso ele simplesmente desistiu de desenhar e pegou raiva disso. E eu não me conformava. Eu amava os desenhos dele. Nunca havia conhecido alguém que desenhasse como ele e tudo que ele transmitia através deles me fascinava. Então eu de vez em quando tentava insistir na questão e aí brigávamos feio (e e eu me acabava emocionalmente nessas brigas). Foi só que percebi que ele tinha uma tremenda dificuldade de ver o lado bom das coisas.

Então basicamente no decorrer do texto eu comparo duas dores: uma física e outra emocional. E em ambas eu tento encontrar o lado positivo. Isso fica claro no primeiro trecho do texto, quando ela fala do pino primeiro e depois lembra da outra dor. A dor de caminhar gerada pela cirurgia era uma sequela de uma coisa que havia salvado meu joelho. E a dor que eu fala depois é a sequela de eu estar namorando alguém à distância, por melhor que o namoro estivesse (eu estava realmente feliz de estar com ele).

Na segunda parte eu jogo frases soltas pois eu estava muito confusa e triste quando escrevi essa parte. E aí eu começo a introduzir a discussão sobre resistência à dor: a nossa força. Por que eu estava preocupada tanto com isso? Sabendo do meu emocional fraco e do meu joelho operado que estava fraco, eu ficava me perguntando se as pessoas que sentiam suas dores e suas tristezas intensamente eram realmente fracas. Se as pessoas que choravam/emocionavam facilmente eram realmente fracas. Os tipos de amor é um termo que levaria a refletir as transformações que o amor sofre no decorrer do desenrolar das relações. A terceira frase é uma referência à forma como nos conhecemos: meu desenho tinha um nome com o sobrenome D. que pertencia à personagens que nós dois amávamos. A mulher de azul foi uma referência à Maria. Nesse momento eu começo a relacionar a fraqueza emocional com a figura da mulher (que normalmente estão associadas na visão da sociedade). E as duas outras frases são ganchos para essas reflexões.

Na terceira parte é uma metáfora para uma discussão minha comigo mesma. As duas do texto são partes de mim. Uma tenta olhar pelo lado positivo e a outra é pessimista. E essa discussão é pra fazer a reflexão sobre o que é realmente força e fraqueza, e até que ponto nós devemos ir para lutar por uma coisa que queremos e que é difícil.

Analisando o diálogo, vemos que a que pensa positivo é extremamente emocional: ela grita e demonstra suas emoções mais intensamente que a outra. A outra é mais racional e vê apenas o lado negativo, dizendo que tudo aquilo não valia à pena pelo desgaste. Entretanto, na hora do confronto, a 'emocional' agride a outra quando ela extravasa, e quebra o joelho da outra. Nesse ponto, o joelho é metaforicamente representante de nossas bases emocionais. Então, dentro do que aconteceu, a que aparentemente era 'forte' pois não era emocional, revelou ter um 'joelho de vidro', isto é, uma base emocional muito fraca. Por quê? Porque no momento que evitamos encarar, sentir e lidar com os nossos sentimentos, não ganhamos afinidade e conhecimento sobre eles. Então não nos fortalecemos. Já a outra, que grita e se emociona, pode ser relacionada com a do começo, que tem joelho de titânio. Ela chora, grita, se desgasta mas, por fazer isso, conhece seus sentimentos e se fortalece por isso.

O último detalhe são as lágrimas de titânio. Basicamente, chorar um metal que é resistente foi uma metáfora para dizer: chorar não é um sinal de fraqueza, muito pelo contrário. É um sinal de força. a pergunta que ela faz (desde quando você chora titânio?) eu leio como se fosse 'desde quando você se tornou tão forte?' Mas isso vai da interpretação de cada um. O poema é um pouquinho mais antigo e tem alguns aspectos que diferem do texto, mas eu já falei demais :< eu posso explicar inbox se vc quiser. (chesus vc vai me matar na hora que ver uma resposta desse tamanho) AUSHAUHSUAHSUHAHSA

Muito muito obrigada *-* eu amei seu review ! Adooooro suas interpretações !! Muito muito obrigada por todo o apoio e carinho que você sempre me dá nhaaaa >///////////< Eu prometo que estarei sempre postando pra vocês *-* Eu animo demais saber que estou proporcionando reflexões e momentos tão bons para vocês. Beijoooosss divaa ♥

Rayel
.

O que mais gostei: Parece enigmatico
Nanahoshi
Nanahoshi Autor

AUSHAUHSAUHSUAHSUHAUHSAHSHUAHUSHAUHS achou? Enfim tomara que tenha sido no bom sentido! Muito obrigada por estar sempre lendo meus poemas com carinho querido! Beijos mil!

MillsLA

Mesmo confusa com relação ao contexto, eu AMEI! *-*

Nanahoshi
Nanahoshi Autor

AUHSUAHSUHAUHSUUH Awwwwwwwwwwwwn muito obrigada *-------------* obrigada mesmo! Bom o contexto é meio confuso porque ele aborda algumas experiências que nem todo mundo teve (cirurgia no joelho por exemplo UAHSUAHSUAHUSHH) Eu escrevi uma interpretação quase completa num comentário anterior se quiser dar uma olhada *-* E eu gostaria muito de saber suas interpretações porque eu adoro quando meus leitores interpretam as histórias *-*

Muito obrigada diva ♥ Beijos mil!