Comentários em “Crônicas dos Elementais”: “Vilarejo dos Caçadores”

João Gabriel

Já falei em outros reviews passados que admiro a forma com as coisas vão se encaixando numa boa, sem pressa. O Tyler foi surpreendido por uma recepção familiar e isso pode ser bom para começar a entender algumas coisas e ser o líder, que eu espero dele.

Dahlia minha querida! Eu gosto de mulher educada, irônica e com esse temperamento difícil. Essa caçadora ta duelando com a Amber na minha preferência. Dahler ou Tylia. (Sim, já emendo os shipps)

Tipo, uma coisa do seu mundo paralelo que eu percebi nesse capítulo é que ele não segue um padrão de localidade. Tipo, Awalles me lembra uma cidade medieval, com fortaleza e tudo mais. Já Valmees - outro nome legal, parabéns. - me lembra algo mais como Robin Hood, uma cidade próxima a uma floresta. Nottingham dizem que era assim. Ou alguma cidade saxônica, mais no estilo vilarejo mesmo.

Eu achei, pela minha lógica, as cidades seriam bem parecidas. Até porque você cita um rei e uma ordem de cavaleiros... enfim. Não é uma crítica. Valmees é um lugar que eu iria para tomar um café com a dona Ana. Fato!

Achei chato da Clair ficando criticando a Dahlia, sem contar que a mesma ofereceu a casa dela para hospedar a turma. A caçadora foi errada? Claro, mas a nossa amiga que conjura umas luzinha poderia ser mais de boas.

Druidas, não podem faltar em histórias de aventura! Ou seja, você reúne elementos, aventura, ação e magia. Por isso acompanho essa história. Aliás... não vou justificar a demora pra ler, eu falo que vou ler, ai aparece um monte de coisa... enfim. Parabéns pelo capítulo.

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Opa! Vamos começar por Valmees. Acho que foi o que mais gostei de escrever nesse capítulo: descrever a cidade. Eu já tinha em mente onde eu queria que ela se situasse e como eu gostaria que ela fosse e, claro, o nome (o que pra mim pode se tornar muito difícil!). Enquanto redigia eu senti a necessidade de dar o toque histórico da cidade, e eu achei que isso fez uma grande diferença. Espero que tenha surtido efeito durante a leitura, também.

Em relação a aparência estrutural das cidades, o fato de serem bem diferentes é proposital. Queria que cada uma tivesse uma característica singular. Por isso, tentei não colocá-las tão próximas, para que eu pudesse ter tal liberdade. Assim temos Awalles como uma cidade para aqueles que buscam uma vida "normal" e Valmees uma cidade criada por druídas e caçadores, podendo ser pacífica por sua natureza e "de guerra" por suas funções.

Além disse, Valmees é uma cidade que será importante para o desenvolvimento de Tyler. Ele está finalmente tendo contato com sua família (com a parte da mãe, pelo menos) e ganhando conhecimento de mundo. Para quem vivia numa bolha protetora, isso já é muito. É ser quase obrigado a mudar a forma de pensar!

Amber ou Dahlia? Eis a questão. A forma como a Dahlia foi criada é bem interessante. De início ela não usaria um bumerangue e sim uma balestra. Mas não gosto do tempo gasto de recarga da segunda e por isso queria algo para substituir. Eu tive um sonho com a personagem e foi aí que vi o bumerangue e achei que faria sentido. Discuti com um amigo sobre a ideia e como gostaria de fazer e ele disse que "druida" faria sentido. Li um pouco a respeito e gostei. E fui criando um enredo em cima disso. Ou seja, a cidade foi inspirada em cima da personagem.