Comentários em “Indicemus Effusis Scriptum”: “Óro”

J
Jay Arnolds

Acho que não importa a questão de discutir religião, porque de fato não se remete a nenhuma religião específica, acho que envolve todas elas, cada um podendo se identificar com a sua. No entanto, o eu lírico em si, para mim, não parece acreditar realmente em nada. Apesar de orar, diz que a força vem de si, ou de algo que as manda; acho que ora sem saber exatamente o porquê ou para quem, chegando a desdenhar "talvez no fim não haja nada", por isso acho que não acredita totalmente, talvez esteja na dúvida. Achei interessante.

Milady Sara
Milady Sara Autor

Sim, você conseguiu captar bem a essência.

Mas não é bem que o eu lírico não acredite totalmente, ele tem sua fé, mas ao orar a tal força não vem de algo externo como um milagre, é como se ele se ajudasse por dentro.

E parte de "talvez no fim não haja nada" é mais aquele momento em que sempre temos uma certa dúvida sobre o que nos aguarda, mas no fim temos nossas próprias convicções.