Comentários em “Índigo, vermelho”: “Cores primárias”

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julads
Destacado pelo autor

Eu sempre estou em busca de boas histórias de South Park, e eu procurava por histórias em espanhol ou português, mas com pouco sucesso. Isto é, até ontem, quando descobri este site e, por sua vez, as suas histórias. Esta história é brilhante: a sua escrita é tão bela, tão sofisticada, os detalhes tão encantadores, a caracterização dos personagens tão parecida, e mesmo assim tão distinta e apropriada neste universo alterno (que é histórico também – o meu preferido!). Eu não consigo expressar o quão feliz estou de ter encontrado as suas histórias, nem quão entusiasmado estou por ler mais delas.

Sobretudo, eu adoro o tema desta história: que o Chris é artista e ganhou notoriedade por pintar esta mulher de cabelos ruivos e curtos, que é, na verdade (ou pelo menos em um grande sentido), o Kyle. Há muito a se dizer aqui sobre o género e como se relaciona à homossexualidade, especificamente neste tempo e lugar. Eu achei interessante como você abordou isso com respeito à prostituição – citando a vergonha dos homens que exploram e logo condena o Kyle – e também na descrição do Kyle próprio, que tem “uma forma e trejeitos femininos demais para os padrões de seu tempo, não o bastante para ser confundido com uma mulher.” Eu gosto muito de ver Kyle como habitando este espaço intermediário, em que é difícil defini-lo. Por isso, o Kyle é “um problema,” tanto como a homossexualidade si mesmo era um problema, isto é, no sentido da não-conformidade de género. Então, se o Chris pinta o Kyle como mulher, já não é problemático, mas também não é honesta. Assim eu aprecio muito que, no final, o Chris decida pintar o Kyle como realmente é. É uma conclusão legal, que faz esta história tão sólida.

Em geral, o enredo é muito efetivo, com a narrativa começando com uma descrição da mais recente “mulher de DeLorne” e logo recuando para revelar que o Chris e o Greg também estão considerando-a – eu achei isto uma estratégia muito sofisticada. Na verdade, todas as cenas pareceram cuidadosamente escolhidas e bem planeadas, e embora eu tivesse gostado de ler mais deste universo porque é tão interessante, esta história é perfeita como é.

Eu simplesmente adorei todas as suas descrições e detalhes: a máquina de escrever do Greg sendo “uma extensão de seu braço”; “a tinta azul celeste” na moldura do espelho descascando; a relação entre Greg e o Chris como “uma dessas relações em que um já fazia parte da vida do outro ao ponto de não importar mais o fato de que não tinham qualquer coisa em comum”; a descrição do ateliê do Chris; a descrição do beco. Eu vivo por escrita como esta.

Mal posso esperar para ler as suas outras histórias, especialmente as de Style. “Liberté” parece muito interessante também.

(Desculpe por qualquer erro – eu não sou um falante nativo!)

Porcelain Warrior

Esse seu comentário foi a surpresa mais deliciosa que eu já recebi desde que comecei a escrever fanfics de South Park. Eu realmente não me sinto pronta pra receber reviews de uma pessoa que eu admiro tanto, quase derreti de amor com as suas palavras sobre essa história. Eu sei o quanto é difícil encontrar histórias consistentes em português (não conheço o fandom de língua espanhola!) e é uma honra que você tenha se envolvido com essa pequena história.

A verdade é que eu escrevi essa fic para um desafio do site e tinha um limite de palavras, o que acabou sendo vantajoso para que eu não escrevesse mais uma long desnecessariamente complexa. Eu concordo que ela não poderia ter se estendido muito mais, embora tenha adorado trabalhar com esse universo. Eu também sou apaixonada por AU histórico, pena que é tão difícil encontrá-los. Mas eu entendo, porque também é difícil escrevê-los, você bem sabe o quanto isso demanda pesquisa e dedicação. Ainda mais com histórias longas.

Acho que a nossa visão do Kyle é extremamente semelhante. Eu gosto muito de trabalhar com o tema do gênero, acredito muito em traços que destoem da binaridade. Mas eu senti uma responsabilidade muito grande de tratar desse tema em uma época onde era muito mais tabu do que hoje (inacreditavelmente, continua sendo). Eu gostaria de ter tido um limite maior de palavras pra tratar do final, desse momento em que o Christophe decide pintá-lo tal qual ele é, senti que o final ficou muito apressado. Mas fico muito feliz que você tenha achado o timing bom.

Eu adoro escrever sobre a amizade entre o Gregory e o Christophe, muito mesmo. Não os vejo tanto como casal, mas eles sempre têm uma conexão muito forte nas minhas histórias, tem muito potencial entre os dois. Eu sempre tomo cuidado pras descrições não ficarem redundantes. "Eu vivo por escrita como esta" foi um dos maiores elogios que eu já recebi, nem sei como agradecer. Muito obrigada por ler essa história e por todas as suas palavras.

Eu ando numa hyper de Style muito forte. Hoje mesmo, andei mastigando uma ideia de AU histórico Style com o Kyle escritor romancista e o Stan poeta, lá por 1850, mas ainda é uma ideia muito rasa. Só achei coincidência eu pensar nisso justamente hoje e receber um comentário seu. Não me sinto pronta pra que você leia Liberté, mas vou ficar muito feliz em saber o que você acha, essa fic é meu maior bebê agora. ♥

Kori Hime

AI GENTE O QUE FOI ISSO ADOREI

Oi, tudo bem?Estou atrasada, eu seeeeeei, desculpe por isso. Até fiz mais um aniversário HUSAUHSUHSAHUHASUHASUHA

Mas, vamos começando aqui, dizer que achei sua ideia muito boa, pegou um desenho que eu curto e fez uma história com uma ótima temática, adorei a ideia dos quadros nunca mostrarem os seios.

Parabéns por participar do desafio com uma história legal como essa.

Beijão ♥

Porcelain Warrior

Awn, obrigada :) Eu adorei participar do desafio, a ideia toda surgiu só porque eu comecei a viajar na questão da época, porque 1922 tava fervilhando com as vanguardas e é, artisticamente falando, uma época importantíssima. Cê viu que eu quase estourei o limite de palavras, achei que nem conseguiria escrever em menos de 3k. Hahahaha

Que bom que você gostou, muito obrigada por se dar ao trabalho de comentar. É muito legal que você tenha esse cuidado de ler todas as histórias e deixar um feedback, porque eu sei que não são poucas. Obrigada também pela oportunidade de criar essa história e por recomendá-la! ♥

Marinyah Moonlight

Mano, amei essa história. Simplesmente, me indentifiquei com ela. Parabéns ^u^

Porcelain Warrior

Que lindo :3 Muito obrigada!

Deboni

Eu estou impressionado com a sua história (que apesar de ser uma Onsehot para o desafio, me prendeu de uma forma que parecia uma longfic, impressionante)!

Vamos por partes:

Eu adorei a forma como você trouxe a cultura inglesa e no caso especificou a forma como a prostituição e o homossexualismo eram vistos naquela época, isso e somado com o grande apreço do personagem pela arte, e o seu modo de vestir (eu notei claramente a referência ao suspensório, que era muito usado na época), com certeza ambientou maravilhosamente a história no passado.

Outro ponto que eu gostaria de comentar: a sua escrita é maravilhosa! (fazendo festinha) É com certeza uma história que eu fiquei prestando atenção nos mínimos detalhes procurando algum erro, e sinceramente se tem, passou despercebido, e não é nem isso, eu me senti completamente atraído e imerso na história. Não houve exagero nas descrições, o que fez com que o português mais sofisticado que você usou não ficasse cansativo.

Estou impressionado com a genial sacada das pinturas. Realmente eu me surpreendi, porque no começo ficou claro que havia uma questão especial em torno da musa inspiradora do pintor, e no final saber que na realidade não era uma "musa" e sim um "muso" (essa palavra não existe, eu sei) foi algo que além de surpreender, fez com que a história se tornasse mais interessante ainda.

Enfim, ficou um pouco extensa, mas realmente eu gostei muito da história. Parabéns.

Porcelain Warrior

Muito, muito obrigada pelo comentário ♥

Eu fico especialmente feliz com essa história porque eu não escrevo one-shots. É difícil pra mim, especialmente em desafios, lidando com um limite de palavras e tudo isso. Eu entro em monólogos bizarros sobre coisas inúteis e acabo não contando o que era pra contar. Hahahahaha

Gostei demais de escrever essa história, estava com o desenho dela na cabeça há um bom tempo e o desafio me motivou a colocá-la no papel com um limite de que ela ficaria pronta e não acabaria se tornando uma long que eu não saberia como sustentar. Juro que tive dificuldade em manter abaixo de 3k palavras! Eu senti que a história pedia uma linguagem um pouco menos coloquial, que é como eu prefiro escrever normalmente. O tema todo foi muito divertido, o ano dado me inspirou muito e eu fico tão feliz que você tenha aproveitado a leitura!