Olá Sr. Hunt! Antes de mais nada, desculpe-me pela demora em comentar meu presente de amigo-secreto! O que dizer sobre ele? Se gostei? He he he...
A história já começa com um dos meus temas mitológicos preferidos, Golem. Adoro a semelhança entre o Golem e os robôs, essa ideia desde a antiguidade, a de criar a vida com as próprias mãos é incrível para mim... então posso garantir que com aquelas palavras, você já me ganhou como leitor (sou muito fácil, eu sei, mas... fazer o que, né?).
Fazer uma história curta com conteúdo é uma tarefa e tanto, dar um envolvimento para os personagens, causar sentimentos do leitor por eles, é difícil mesmo. Adam e Ben ficaram perfeitos, você consegue passar todas as informações necessárias para que se conheça apenas o essencial de ambos. Confesso que não simpatizei muito com os outros personagens, pois eles não tem muita participação na trama, achei que a Leda teria uma participação maior, senti que a personagem talvez tivesse algum envolvimento na trama... será?
Você me disse não ser acostumado a escrever ficção científica... não foi o que percebi aqui! As referências (Asimov foi perfeito, sério...), equipamentos, os tentáculos mecânicos (qual história envolvendo robôs não teria os tentáculos?), a ideia de cidade industrial... são várias referências que fazem com que um leitor de ficção científica e amante das máquinas enlouquecidas e inteligências artificias se sinta em casa! Você brinca com os temas de maneira sutil, criando os bons clichés que a gente sempre espera ver (mas que raramente encontra) nesse tipo de história.
O encontro final também foi incrível, os ideias daquele robô foram tão válidos, que me colocaram em dúvida sobre os verdadeiros mocinhos da situação. Esse dilema moral sobre as máquinas rende uma boa discussão ética sobre a vida artificial e o quanto temos de direito sobre o que criamos e a qual extensão esse direito vai. Só porque criamos aquilo, podemos destruí-lo a qualquer instante? Entramos também na questão do que é “vivo”, a ideia de que um ser vivo precisa ser orgânico para ser considerado vivo? O que nos define e nos diferencia tanto? Foi uma conversa bem interessante mesmo... não houve nenhum plano de dominação mundial, nenhum desejo de subjugar a humanidade, foi somente o livre arbítrio, o mesmo direito de escolha que nós temos. A atitude violenta delas, representaria o que as criou?
E obviamente eu não poderia deixar de citar o desfecho surpreendente... não imaginava aquilo! Adam sendo uma inteligência artificial? Me pegou de surpresa... confesso que quando ele apareceu do outro lado da porta, imaginei que pudesse não ser ele, que fosse uma máquina disfarçada de Adam e o original, ainda estivesse lendo tranquilamente na cabine d'O Peregrino. Gostei da ideia da alma e da escolha que ele fez, principalmente os motivos pelos quais ele a fez!
Achei sua escrita muito boa, muito boa mesmo! Você dá detalhes sem exageros, se aprofundando numa narrativa mais focada no interior do que no exterior, isso é algo que admiro muito numa história!
Se gostei ou não? Acho que todo o comentário acima expressa o que penso! Hunt... muito obrigado mesmo! Sei que foi um tema bem difícil do qual você não estava costumado a escrever, mas você fez o que poucos conseguem, me situando num ambiente sci-fi de primeira, envolvendo todos os temas que eu gosto, referências e tudo mais! Amei a história, sem dúvida alguma! Parabéns e mais uma vez obrigado pelo presente!!!
O que mais gostei:
As referências aos temas de ficção científica ficaram perfeitas
Olá Sr. Hunt! Antes de mais nada, desculpe-me pela demora em comentar meu presente de amigo-secreto! O que dizer sobre ele? Se gostei? He he he...
A história já começa com um dos meus temas mitológicos preferidos, Golem. Adoro a semelhança entre o Golem e os robôs, essa ideia desde a antiguidade, a de criar a vida com as próprias mãos é incrível para mim... então posso garantir que com aquelas palavras, você já me ganhou como leitor (sou muito fácil, eu sei, mas... fazer o que, né?).
Fazer uma história curta com conteúdo é uma tarefa e tanto, dar um envolvimento para os personagens, causar sentimentos do leitor por eles, é difícil mesmo. Adam e Ben ficaram perfeitos, você consegue passar todas as informações necessárias para que se conheça apenas o essencial de ambos. Confesso que não simpatizei muito com os outros personagens, pois eles não tem muita participação na trama, achei que a Leda teria uma participação maior, senti que a personagem talvez tivesse algum envolvimento na trama... será?
Você me disse não ser acostumado a escrever ficção científica... não foi o que percebi aqui! As referências (Asimov foi perfeito, sério...), equipamentos, os tentáculos mecânicos (qual história envolvendo robôs não teria os tentáculos?), a ideia de cidade industrial... são várias referências que fazem com que um leitor de ficção científica e amante das máquinas enlouquecidas e inteligências artificias se sinta em casa! Você brinca com os temas de maneira sutil, criando os bons clichés que a gente sempre espera ver (mas que raramente encontra) nesse tipo de história.
O encontro final também foi incrível, os ideias daquele robô foram tão válidos, que me colocaram em dúvida sobre os verdadeiros mocinhos da situação. Esse dilema moral sobre as máquinas rende uma boa discussão ética sobre a vida artificial e o quanto temos de direito sobre o que criamos e a qual extensão esse direito vai. Só porque criamos aquilo, podemos destruí-lo a qualquer instante? Entramos também na questão do que é “vivo”, a ideia de que um ser vivo precisa ser orgânico para ser considerado vivo? O que nos define e nos diferencia tanto? Foi uma conversa bem interessante mesmo... não houve nenhum plano de dominação mundial, nenhum desejo de subjugar a humanidade, foi somente o livre arbítrio, o mesmo direito de escolha que nós temos. A atitude violenta delas, representaria o que as criou?
E obviamente eu não poderia deixar de citar o desfecho surpreendente... não imaginava aquilo! Adam sendo uma inteligência artificial? Me pegou de surpresa... confesso que quando ele apareceu do outro lado da porta, imaginei que pudesse não ser ele, que fosse uma máquina disfarçada de Adam e o original, ainda estivesse lendo tranquilamente na cabine d'O Peregrino. Gostei da ideia da alma e da escolha que ele fez, principalmente os motivos pelos quais ele a fez!
Achei sua escrita muito boa, muito boa mesmo! Você dá detalhes sem exageros, se aprofundando numa narrativa mais focada no interior do que no exterior, isso é algo que admiro muito numa história!
Se gostei ou não? Acho que todo o comentário acima expressa o que penso! Hunt... muito obrigado mesmo! Sei que foi um tema bem difícil do qual você não estava costumado a escrever, mas você fez o que poucos conseguem, me situando num ambiente sci-fi de primeira, envolvendo todos os temas que eu gosto, referências e tudo mais! Amei a história, sem dúvida alguma! Parabéns e mais uma vez obrigado pelo presente!!!
O que mais gostei:
As referências aos temas de ficção científica ficaram perfeitas
O que acho que pode melhorar:
Alguns erros gramaticais