Comentários em “A vida e a poesia”: “Insanidade”

T
Tebaldi
Destacado pelo autor

Voltei com mais um review!

Como dizer... Eu particularmente adorei esse poema! Um dos melhores até agora!

Você me pediu para eu lê-lo, antes, mas só li de verdade agora. Foi mal! Estava colocando algumas coisas em dia, vendo alguns animes e etc. Vi o primeiro episódio de Noragami, um anime novo que está dando o que falar, mas não vi nada de muito genial. É de comédia e um pouco de ação sobrenatural... Vou terminar de ver Hyouka (19/22+OVA) e depois ChAos;Head (pra depois continuar a série ";").

Enfim, vamos ao review de verdade...

Do jeito que o poema foi desenvolvido, a afirmação é de que tudo é insano. E, se formos parar para pensar sobre essa radical que se repete em quase todos os versos, insano e incomum têm praticamente o mesmo significado. Insanidade seria tudo aquilo que está contra os conceitos de "certo" do eu lírico. Ou seja, algo insano é algo "errado" para o eu lírico. Uma anomalia. E, além de ser uma anomalia, é algo que não só o incomoda de assistir, como o "fere". E, acima de tudo, ele se acha insano por acreditar ser alguém que age totalmente diferente de seus conceitos. Alguém que pensa diferente de seus conceitos. E que ama de forma que o fere. Algo contraditório, que foge de conceitos absolutos. E, nesse caso, "conceitos" seriam iguais a "leis". Só que...

O ser humano faz isso inconscientemente. O cérebro humano estabelece automaticamente com as experiências e vivências captadas pelos cinco sentido conceitos próprios, e sem nossa permissão, os coloca como "verdades absolutas". É por isso que "nos enganamos" tão facilmente e nos achamos estranhos e anormais. Insanos. Ao mesmo tempo que a maioria dos seres humanos está enjoado de seu cotidiano, justamente por nada mudar (como você escreveu em um poema anterior, falando sobre o ciclo que sempre se repete sem muitas mudanças), então como consequência, tenta de todas as maneiras eliminar o sentimento de "tédio". Sendo uma anomalia, teoricamente não seria entediante. Mas é angustiante, pois você está "errado" enquanto estiver nesse estado. Assim sendo, ao mesmo tempo que nós buscamos a mudança e o renovo, nos "auto mutilamos" por termos alguma "diferença", buscando eliminá-la e então permanecer no anonimato. Essa é uma discussão sociológica/filosófica mundialmente famosa, a Permanência X Mudança. Foi um assunto que você trouxe com "Insanidade", mesmo inconscientemente.

A chave para sair um pouco do modo "paradoxal" é, como a minha professora de filosofia do IFRJ de Arraial do Cabo, Giovânia, me disse uma vez: "Paradoxo é um conflito de ideias opostas em que não se pode negar nenhuma das duas, então as duas têm que ser aceitas ao mesmo tempo. Para se resolver um paradoxo, deve-se refazer as ideias desde o princípio, refletindo novamente sobre o que o objeto de reflexão e estudo significa".

Porém, como o "objeto de reflexão e estudo" somos nós mesmos, nossos sentimentos, ações e pessoas que nos cercam - a sociedade -, é bem mais difícil resolver o paradoxo. Todavia... Para tudo há uma saída! Sei disso porque...

tudo o que conhecemos é uma coisa só.

Por isso, você, eu e todos já sabemos a resposta.

Apenas não a absorvemos ainda.

Pense sobre isso.

Até o próximo comentário.



O que mais gostei:

É bem insano :v

Bruno Tavares Pacheco

Realmente bato palmas pra você

Você enxerga as coisas de um ponto em que não imagino, um ponto que sequer posso me por conscientemente. A insanidade são adversos pontos. Dentre eles o que você falou, e o outro é da marginalização pessoal o qual estava em meu consciente no momento em que comecei a escrever.

Eu sou contra os princípios de uma sociedade, por isso sou insano e sei que sou insano. Pois meus princípios foram gerados pelas mesmas raízes assim concluindo a mesma origem e por algum período o mesmo pensamento.

Seu comentário é tão verdadeiro quanto que eu disse. A cada palavra que você me diz ao ler meus textos me ensino mais sobre a mim mesmo ^^

Obrigado é o que tenho de dizer, afinal o que seria eu sem um dos meus jovens instrutores.