Olá novamente! Bom, antes de começar meu comentário, vou dizer que interpretei todas as palavras pelos seus sentidos conotativos, então eu não levei nada ao pé da letra, o que me corre um grande risco de falar uma porção de coisas erradas, mas a magia da interpretação é isso mesmo, sempre ficar jogado em dúvidas, linda tortura da poesia.
Por mais que o poema retrate o eu lírico enterrado, eu não consegui ver a situação no sentido literal na palavra, achei que não faria sentido ele estar abaixo da terra, é como se o personagem estivesse sendo derrotado, como se alguma aflição o preenchesse e o tornava assim submerso diante dessas preocupações.
Além disso, notei que ele sente injustiça, quando ele diz "Na terra aonde ninguém faz", mas, depois, ele fiz: "Eu ajudo / Eu procuro / Eu quero", isto é, ele faz; logo, se ele faz tudo isso pela amada, ele não se contenta em ser "destruído" (coloquei entre as aspas por ser algo forte e a verdadeira palavra ter me fugido) dessa forma, não da mesma forma que os que "não fazem" são. Ele quer seu reconhecimento. O reconhecimento da amada. E ele sabe que esse reconhecimento é valioso, que não é qualquer coisa, pois quando ele diz "Quando se é mesmo amor / Fica-se à mercê / Da amada" e, no momento, ele está à mercê não só dela, mas praticamente de tudo, é como se ele tivesse "desligado" todas as defesas para ficar perto dela, mas isso gerou uma consequência, o tal enterro.
Diante dessa raiva pela injustiça, não houve desistências. Ele quer ser desenterrado, ver a luz inocente (gosto de comparar inocência com início ou recomeço, porque o ser humano, no início, acredito eu, seja inocente. Ou quando ocorre algo grave com ele e ele consegue sobreviver, nem que seja por alguns dias, ele volta com aquela inocência, por isso que, para mim, inocência se relaciona com início ou recomeço).
A sua interpretação não foi 100% igual a minha intenção, mas foi uma leitura diferente e interessante, além de coerente. Enfim, procuro não me estender muito por aqui porque quero ter o prazer de responder aquele review com a possível "falha" em meu poema "Mundo de Ilusões"...
Ele está "enterrado" por um motivo parecido com o que você disse, mas não exatamente esse. É sim por causa das injustiças, mas é algo maior. A sociedade o jogou lá. Todos o condenaram. Todos o pisotearam. Ele foi derrotado várias vezes e foi "enterrado" por todos que considerava como amigos e parentes amorosos. É basicamente uma prisão social e psicológica.
O "destruído" que você citou está mais para "excluído", "abandonado", "traído", "enganado", "deprimido", "derrotado" - principalmente -, entre outros significados...
O reconhecimento é principalmente da amada, mas também de toda a sociedade que o "enterrou". Ele deseja que todos reconheçam seus esforços e capacidades. Para isso ele se expôs demais "Fica-se à mercê", na presença da amada, e foi assim que ele se afundou mais e mais.
Seu conceito de inocente foi interessante. Pensei quase da mesma maneira, só que você foi com um conceito mais profundo, então não vou comentar nada sobre isso, he he...
Bem, o resto da interpretação foi corretíssima! E, bem, vale ressaltar que o quê você não identificou nem está propriamente dito no poema, e sim na intenção e no desabafo meus, ou seja, algo que somente eu tenho conhecimento. Se alguém conseguisse extrair esses sentimentos profundos desse poema, que a princípio é até pobre em semântica, realmente o cara é um gênio.
E, para encerrar, tenho uma pergunta (por favor, responda por MP): Por que você não leu os meus dois sonhos? Eles também têm um grande simbolismo e subjetividade, parecidos até com poemas, só que escritos em prosa. O próximo "capítulo" será outro sonho, que me serviu até de inspiração para estes e outros poemas...
Ué, mas é só isso. Não tem continuação pra esse poema! ;)
N
Narumy T Matsumoto
Vou falar minha interpretação, apesar de não estar correta, acho.
Na primeira estrofe, tu ficou abalado por causas maiores que você. Então, eventualmente, foi sendo enterrado. Não foi alguém quem te enterrou, foi algo maior, fora de alcance.
Depois, tu está afirmando tua presença, tua personalidade. Está a procuras de um amor, talvez...?
Esta procurando por alguém que lhe desenterre, que ajude a clarear seus pensamentos. Talvez. talvez.
Sim, na primeira parte é focado nisso. Em problemas que me superaram. Ao final, é um clamor por uma luz, seja no amor, seja na amizade, seja em um conselho... Basicamente foi algo do tipo... Apesar de que o primeiro comentário nesse capítulo destrincha bastante ideias sobre este poema...
Olá novamente! Bom, antes de começar meu comentário, vou dizer que interpretei todas as palavras pelos seus sentidos conotativos, então eu não levei nada ao pé da letra, o que me corre um grande risco de falar uma porção de coisas erradas, mas a magia da interpretação é isso mesmo, sempre ficar jogado em dúvidas, linda tortura da poesia.
Por mais que o poema retrate o eu lírico enterrado, eu não consegui ver a situação no sentido literal na palavra, achei que não faria sentido ele estar abaixo da terra, é como se o personagem estivesse sendo derrotado, como se alguma aflição o preenchesse e o tornava assim submerso diante dessas preocupações.
Além disso, notei que ele sente injustiça, quando ele diz "Na terra aonde ninguém faz", mas, depois, ele fiz: "Eu ajudo / Eu procuro / Eu quero", isto é, ele faz; logo, se ele faz tudo isso pela amada, ele não se contenta em ser "destruído" (coloquei entre as aspas por ser algo forte e a verdadeira palavra ter me fugido) dessa forma, não da mesma forma que os que "não fazem" são. Ele quer seu reconhecimento. O reconhecimento da amada. E ele sabe que esse reconhecimento é valioso, que não é qualquer coisa, pois quando ele diz "Quando se é mesmo amor / Fica-se à mercê / Da amada" e, no momento, ele está à mercê não só dela, mas praticamente de tudo, é como se ele tivesse "desligado" todas as defesas para ficar perto dela, mas isso gerou uma consequência, o tal enterro.
Diante dessa raiva pela injustiça, não houve desistências. Ele quer ser desenterrado, ver a luz inocente (gosto de comparar inocência com início ou recomeço, porque o ser humano, no início, acredito eu, seja inocente. Ou quando ocorre algo grave com ele e ele consegue sobreviver, nem que seja por alguns dias, ele volta com aquela inocência, por isso que, para mim, inocência se relaciona com início ou recomeço).
Ótimo poema, bem carregado de mensagens! ^^
A sua interpretação não foi 100% igual a minha intenção, mas foi uma leitura diferente e interessante, além de coerente. Enfim, procuro não me estender muito por aqui porque quero ter o prazer de responder aquele review com a possível "falha" em meu poema "Mundo de Ilusões"...
Ele está "enterrado" por um motivo parecido com o que você disse, mas não exatamente esse. É sim por causa das injustiças, mas é algo maior. A sociedade o jogou lá. Todos o condenaram. Todos o pisotearam. Ele foi derrotado várias vezes e foi "enterrado" por todos que considerava como amigos e parentes amorosos. É basicamente uma prisão social e psicológica.
O "destruído" que você citou está mais para "excluído", "abandonado", "traído", "enganado", "deprimido", "derrotado" - principalmente -, entre outros significados...
O reconhecimento é principalmente da amada, mas também de toda a sociedade que o "enterrou". Ele deseja que todos reconheçam seus esforços e capacidades. Para isso ele se expôs demais "Fica-se à mercê", na presença da amada, e foi assim que ele se afundou mais e mais.
Seu conceito de inocente foi interessante. Pensei quase da mesma maneira, só que você foi com um conceito mais profundo, então não vou comentar nada sobre isso, he he...
Bem, o resto da interpretação foi corretíssima! E, bem, vale ressaltar que o quê você não identificou nem está propriamente dito no poema, e sim na intenção e no desabafo meus, ou seja, algo que somente eu tenho conhecimento. Se alguém conseguisse extrair esses sentimentos profundos desse poema, que a princípio é até pobre em semântica, realmente o cara é um gênio.
E, para encerrar, tenho uma pergunta (por favor, responda por MP): Por que você não leu os meus dois sonhos? Eles também têm um grande simbolismo e subjetividade, parecidos até com poemas, só que escritos em prosa. O próximo "capítulo" será outro sonho, que me serviu até de inspiração para estes e outros poemas...
O que mais gostei:
o poema ficou legal
O que acho que pode melhorar:
CONTINUAÇÃO
Obrigado pelo comentário!
Ué, mas é só isso. Não tem continuação pra esse poema! ;)
Vou falar minha interpretação, apesar de não estar correta, acho.
Na primeira estrofe, tu ficou abalado por causas maiores que você. Então, eventualmente, foi sendo enterrado. Não foi alguém quem te enterrou, foi algo maior, fora de alcance.
Depois, tu está afirmando tua presença, tua personalidade. Está a procuras de um amor, talvez...?
Esta procurando por alguém que lhe desenterre, que ajude a clarear seus pensamentos. Talvez. talvez.
Sim, na primeira parte é focado nisso. Em problemas que me superaram. Ao final, é um clamor por uma luz, seja no amor, seja na amizade, seja em um conselho... Basicamente foi algo do tipo... Apesar de que o primeiro comentário nesse capítulo destrincha bastante ideias sobre este poema...