Comentários em “Shalom - As Memórias de John Sigerson”: “Capítulo 8: Conselhos”

Mary Morstan
Destacado pelo autor

Pierre... esse nome é francês e me lembra outra coisa, ahauhaua. Eu costumava ler muitos gibis quando era pequena e o meu "super herói" favorito era bem um "ladrão" (Ah Holmes teria vergonha de mim, aposto, ahauhauahau. Já Moriarty levantaria uma sobrancelha como quem diz "sério?", mas não chegaria a sentir orgulho não, ahuahaua), e era o Gambit dos X-men. E, Pierre, bem era um dos carinhas da gangue da Belladonna Brodeaux (acho que era isso, só sei que ela é a esposa do cara, pois eles se casam antes de ele entrar nos X-men). Digamos que eu nunca mais consegui ver um Pierre sem lembrar de X-men, ainda mais que aquele Pierre andava rodeado de pessoinhas de má índole e era mulherengo, algo dentro do meu ser diz que o nome deve ser de gente safada, ahauahuahau. Sempre os Pierres são safados onde vejo, ahauhaua.

E, bem, que saída, hein?

Ele queria uma ideia para dar um presente a Esther, mas não podia compartilhar essa informação com alguém sem parecer que havia "algo mais" acontecendo entre eles. Então, bem, ótima jogada falar tudo o que deduziu. Imagino que a senhora dele deve se perguntar o porque de eles não morarem em um lugar maior e em um bairro melhor, mas talvez ela nunca chegue a essa resposta... Embora se ela chegar ela talvez se faça de cega, não? Afinal, tirando Esther, as mulheres dessa época eram bem submissas e o tal do lema do "o que os olhos não veem o coração não sente" prevalecia....

Aliás, eu acho que não disse isso ainda, o que é uma gafe, mas a caracterização de comportamento, pensamento e atitudes que você dá aos personagens aos inseri-los nesses contexto e espaço de tempo determinado é perfeita. Eu não consigo ver Sherlock bem colocado em uma história escrita atualmente nem mesmo nos livros do Andrew Lane, e olha que eu gostei bastante do que ele tem escrito.

Escrever sobre um país no qual nunca moramos é complicado, sobre outras décadas é mais ainda e escrever sobre esses dois pontos e se sair tão bem nisso como você faz é para muito poucos. Eu tenho que lhe dar meus parabéns :D

Meu coração ficou apertado nesse capítulo curtinho... John, ah John... Eu adorei essa memória, viu? Saber o como ele lembra de pequenas situações com o amigo que não eram relativamente "importantes" (pois não diziam repeito aos casos em resolução) é tão surpreendente. Não que eu ache que ele não prestava atenção nas pessoas a sua volta, mas é que a situação é tão docemente de um cotidiano de alguém casado ou apaixonado que foi incrível ver que Sherlock a fixou (viu, querido, isso prova que você tem sentimentos, eheheh não negue!)

E, bem, o que dizer, aquele ditado está certo "falar é fácil, difícil é fazer", dizer para John que presentear uma mulher é fácil, quero ver o detetive conseguir fazer isso por si próprio.

Simplesmente perfeito o capítulo, mesmo pequeno, eu achei completíssimo (e meu coraçãozinho que ama o John também) :D

BadWolf
BadWolf Autor

Pierre foi o primeiro nome francês que me veio à mente. Nem tinha idéia disso, mas até que caiu bem, não? RSRSRS

O QUÊ?! Você esta me comparando ao Andrew Lane? O ANDREW LANE, É ISSO MESMO??? Acho que infartei... Rs, caramba, isso fez o meu dia!!! Muito obrigada!! É que vou te confessar uma coisa: eu adoro escrever sobre essa época. Eu inclusive tenho minhas próprias histórias e meus personagens próprios, só que se passam no Brasil em 1880. Entao, escrever sobre esse período não é nem um pouco chato para mim. É até divertido, porque gosto de tocar em pontos que, atualmente, pareceriam um absurdo e que eram perfeitamente aceitáveis nessa época, como a traição masculina, machismo, etc. Em todas as minhas histórias eu toco em um ponto "polêmico" para os padrões da época. Se você gosta disso, acho que é mais um ponto para você continuar lendo e seguindo minhas fanfics, porque você verá isso toda hora.

Olha, eu moro no interior e jamais estive em cidades grandes como São Paulo, por exemplo. Que dirá na Inglaterra!! KKKKK Eu estava morrendo de medo de aparecer alguém que já esteve em Londres e dizer "mas a cidade não é assim!". Acabo tendo de recorrer muito ao Google para tentar dar realismo a coisa. Ainda bem que estou no rumo certo, então.

Sherlock é um ser humano. Esses anos distante de seu país e das pessoas que ele ama estão lhe deixando mais nostálgico. Certamente, se ele estivesse em Baker Street, ele sequer se lembraria desse momento, mas agora, longe de todo mundo, ele sente falta dos meros detalhes do cotidiano. Igual quando alguém com quem convivemos vai embora ou morre. A gente sente falta dos pequenos detalhes, e mesmo seus objetos mais simples despertam a nossa memória. Eu gosto de uma frase do livro "Amor nos tempos do cólera", que diz: "as pessoas deveriam morrer junto com seus pertences". Ela é dita por uma idosa que tem o marido morto e vê que tudo na casa a faz lembrar dele. ;(

Enfim, fico feliz que tenha gostado. Um grande bj e até o próximo!!! Obrigada, mais uma vez, pelo review.

Ana Barbieri

Como consegue dormir a noite sabendo que parte meu coração com esses flashbacks? Ainda mais agora que Mary morreu, com o bebê... Sinto muito pelo Watson, sério. Bem, quanto a sua reposta no comentário anterior. Tenho certeza de que alguém a superou... e que Esther também a superará, MAS, no caso de Anne, acho que ela nunca vai superar isso... mesmo com tudo o que aconteceu. De qualquer forma, não estou aqui para discutir a psicologia dela. Outro capítulo maravilhoso e muito divertido... safadinho esse Pierre, kkkkkk... Ansiosa pelo próximo! Bjiiinhos!

BadWolf
BadWolf Autor

Ah, mas eu acho tão divertido fazer o Holmes sofrer um pouquinho, rs... Moriarty teria inveja de mim. Bem, quanto ao Watson, fazer o quê, é a vida, não é? Se Doyle não teve piedade, quem sou eu para ter? Aliás, Watson viúvo serve muito aos propósitos de provocar mais dor e culpa em Holmes...

Mas dando uma de Freud... Acredito que nem Esther, nem mesmo a sua Anne ocupariam o lugar de Adler. Ambas ocupam lugares diferentes. Pra mim, Adler é quase uma fantasia, um ideal para Holmes. Se você reparar, eles praticamente não tiveram uma conversa sequer no Cânone (esquece Guy Ritchie), ao menos é assim que vejo as coisas. A interação que Holmes está tendo com Esther ele jamais teve com mulher alguma, e isso faz quebrar muita coisa que ele já tinha concebido, como você mesmo pode ver no flashback que eu fiz. Presentar uma mulher não é simples, as mulheres não são emotivas o tempo todo... Se ele conhecesse mais o universo feminino, iria ver que Esther não é uma exceção, ao menos da forma que ele imagina. Há muitas Esthers e mesmo Anne Bergeracs, só que o machismo e preconceito dele, de homem vitoriano, não deixava ver isso.

É, o papo tá meio cabeça. Aguarde o próximo capítulo. Bjs e obrigada pelo review.