Comentários em “Alone In The Dark E A Ilha Das Sombras”: “Capítulo 2 – O Último Xamã”

A Camaleoa
Destacado pelo autor

Em comparação com o texto tanto do prólogo quanto do primeiro capítulo a sua descrição fica muito mais precisa em primeira pessoa, e Edward fica ainda mais interessante visto de dentro de seus próprios pensamentos.

Ele me lembra bastante a figura bem retratada de bom moço, na qual as expectativas são sempre as melhores, e dentre seus objetivos estão sempre para com amor ao próximo e para o bem geral da nação... Enfim, essa figura toda retratada me decepcionou depois da morte do homem no mausoléu. Afinal, com tantas coisas para se dizer depois de ver uma pessoa morrer a sua frente, quem diria "Droga" pensando em seus objetivos? O mais sensato seria sair correndo e gritando ou vice-versa, ou ao menos palavras profundas de conforto e pesar, como "Vingarei sua morte", etc, etc. Dentro de todo o vocabulário do herói se encontra milhares de frases prontas como essas... Então, digamos que me senti bem tocada com a sensibilidade de Carnby (=(= Mas, isso não me fez não gostar. Bem pelo contrário, me fez lembrar de uma coisa.

Isso me lembrou algo que poucas pessoas costumam fazer. Afinal, se você parar para pensar, em todas as histórias, o autor é bobo o suficiente para trajar a personalidade do mocinho e do vilão, do homem de bem, que tem todas as ações corretas e perfeitas, enquanto o homem malvado é sempre o cara que faz todos sofrerem sem nenhuma razão em especial. Esquecendo então, que o mundo não é dividido em bons e maus, mas, sim em apenas uma única classe, a das pessoas. Que erram e que acertam, que querem amar e matar ao mesmo tempo, que são alegres e tristes e tem toda a bipolaridade da nossa personalidade.

Afinal, ninguém é perfeito...

Ninguém em exceção de mim, quero deixar bem claro tsc, tsc... kkkkkk

No capítulo passado, quando comentei, cheguei a falar que tinha pensado em Sherlock Holmes a me deparar com Carnby por ele me parecer o tipo de homem racional e astuto o suficiente para suprirem a mente genial do nosso Consultor Detetive. E como amante da série lançada pela BBC, eu fiquei contente em minha linha racional ter batido com a sua e ter visto a comparação de Carnby com Sherlock.
Assim que vi a descrição da criatura que lutara contra Edward, vi nela um dinossauro em razão da cabeça oval e pele escamosa, mas, a força na língua não bateu em nenhuma das minhas deduções. E agora sempre que uma criatura se aproxima dos nossos heróis eu não consigo pensar em monstros, só em dinossauros, e isso é frustrante.

Novamente, eu acharia bem mais sensato de Edward corresse e gritasse para bem longe dali.
Eu já tinhas suspeitas contra Obed desde o principio, quando Carnby disse que ele não passava de mais um suspeito, e logo eu fiquei com o pé atrás. Mas, a suspeita foi ao chão assim que ouvi os relatos da mãe do homem, que dissera que ele estava correndo tanto perigo quanto Aline, e a briga de Obed com Allan foi esclarecedora.

Eu me simpatizei com o homem que lançou o dardo - Edenshaw. E a narrativa de Felipe Ramos foi incrível, principalmente a parte em que falava sobre o monstro não ser desse mundo, etc. Pois até então eu estava tentando achar uma resposta racional como mutação genética, radiação e tudo mais. Enfim, gostei bastante dessa parte.

Espero ler o próximo capítulo em breve, beijos.

Cris Varella
Cris Varella Autor

Mais um review excepcional!!! Depois de uma análise tão contundente como essa, eu nem sei que responder.

Obed ainda tem muito a mostrar, fica até meio indefinido em algumas ocasiões.

Edenshaw é o meu personagem favorito, além do atrapalhado e divertido Felipe, é claro. O velho índio é aquele tipo de pessoa bondosa que só pensa em ajudar o próximo ou uma causa maior.

Já Allan... Bom, ele também arrancará muitas surpresas.

Obrigado pelo review!

amando

agora o professor surta.... um descentente... vivo,....

V
Vivi Costa

tenso, meu Deus, o que acontece na ilha, eles descobriram tipo uma passagem de onde essas criaturas vêm, ou eles criam essas criaturas com experiências?

A mansão que os três foram, é a mesma? Por que Aline foi presa, e o que esse Xamã faz na estória? Super curiosa aqui....

Nathy Rayanne
Eles estão separados uns dos outros vai ser dificil de protegerem-se a partir de agora
MayWinchester

Caraca, parece até que estou num jogo, muito fera!!! A descrição sempre é muito boa tambem. Eu adoro historias com criaturas sobrenaturais ou que não tenha uma explicação pelo ser humano. E concerteza você é uma pessoa com um dom de elevar a imaginação a um nivel incrivel e poder passar para outras atraves de palavras.

Cris Varella
Cris Varella Autor

Obrigado pelas palavras. SIm, tento elevar a imaginação para tentar unir ao máximo o real com o irreal, e torná-los naturais.

fosforosmalone

Devo confessar que achei este c´pitulo um pouco problematico. Inicialmente, você mudou a forma de contar a historia pelo narrador observador do capitulo anterior para o narrador personagem (personagens neste caso) neste capitulo. Isso não é um problema por si só, mas reparei alguns problemas na execução.

Primeiramente, Carnby parece revoltado demais pela morte do colega. Entendo que o amigo dele era importante demais, mas o leitor ainda não sabe por que. Por isso, a raiva de Carnby me soa um pouco estranha.

A narração do detetive sobre os seus feitos anteriores, inclusive citando que chegou a ser comparado a Sherlock Holmes tambem soa bastante deslocada. Inicialmente isso poderia apontar um traço de arrogancia no cárater do personagem, mas se for isso, acho que isso deveria ser demonstrado na interação de Carnby com os outros personagens, e não na interação direta que o personagem tem com o leitor através da narração em 1ª pessoa.

Tambem achei que você deveria ter segurado um pouco mais a informação de que Aline esta em busca do pai. Isso parece um ponto importante na jornada dramática da personagem, mas do jeito que isso foi contado ao leitor, me sôou frio e impessoal demais.

Por fim, acho que há um certo excesso de descrição. Claro que descrever bem o cênario e as ações dos personagens são importantes. Mas há momentos em que há descrições dispensaveis, movimentos, ações e conclusões dos personagens que o leitor poderia facilmente deduzir, como a seguinte O que significava que quem atirou em mim não tinha sido o professor, e sim ele.

Isso já havia ficado claro. Há outros exemplos ao longo da historia.

No geral, é isso. Apesar dos pecadilhos, você ainda conseguiu construir um bom clima de suspense, embora ele eventualmente seja sabotado pelaas coisas que citei acima.

É isso ai.

Até o proximo capitulo!

Cris Varella
Cris Varella Autor

Obrigado por sua opinião. Bom, vamos lá. Em relação à mudança da terceira para a primeira pessoa é muito comum em livros de suspense famosos.

A morte do amigo de Carnby devia ser posta assim, pois no desenrolar da história a sua interpretação em si será compreendida. Em outras palavras, não concordo que tenha sido problemático, pois a intenção foi exatamente causar um "baque" inicial (vários leitores concordaram com isso).

Já para a comparação com o fictício Sherlock Holmes, foi para que os leitores conhecessem o estilo do detetive e os casos que ele costumava resolver. Muitos não conhecem o jogo Alone in The Dark, e por isso nada sabem do personagem Carnby e suas características.

Quanto a informação do pai de Aline, você entenderá mais pra frente.

Quanto ao estilo de descrição, você encontrará muito isso nos livros do Rick Riordan. Isso é feito para estigar um clima tanto pessoal quanto extravisual, como no caso da frase citada: "O que significava que quem atirou em mim não tinha sido o professor, e sim ele."

Obrigado por acompanhar a leitura. Um grande abraço.

Mylle

Muito bom!

O capitulo foi um pouco assustador, mais a história fica cada vez melhor

Raquel Bera

até que em fim passei do primeiro capítulo, já estou com medo ... :/

Tigure Kira
Incrível! Você é muito bom. Embora esta coisa de morrer e fugir da luz já tenha sido muito utilizado em filmes e jogos de terror. Mas, mesmo assim é muito legal.
Cris Varella
Cris Varella Autor

Muito obrigado. Sumir na luz é uma a característica principal do jogo, por isso resolvi manter.

Solidão

Então, cara, eu li seu capitulo e achei bem legal. Tipo, quem era aquele cara que estava morrendo na gruta? Será que ele tinha alguma coisa a ver com toda essa história de Lamb e Morton? Eu penso que não, já que ele estava morrendo por ter o braço comido por uma fera das sombras.

E quanto ao tal Lamb? Você disse que ele era vilão, então um dos gêmeros Morton está metido com esse cara. Mas quem realmente fala a verdade? E o que será que eles, os vilões, pretendem fazer com a pesquisa sobre os antigos indígenas?

Eu gostei bastante do capitulo de hoje e digo que você escreve muito bem e que merece um lugar de honra na "minha estante" de fanfics.

Até



O que mais gostei: Gostei da parte de Carnby e Aline, a de Felipe também foi legal
O que acho que pode melhorar: Nada
Cris Varella
Cris Varella Autor

Fico lisonjeado de ouvir, ou melhor, ver isso. Bom, aquele homem teve azar de estar na ilha naqueles dias. Os irmãos Morton tem um propósito, digamos, pessoal nisso tudo.

L
Luna Del Rey

O capítulo foi muito bom. Você escreveu os 3 pontos de vista da chegada à ilha de forma muito envolvente. Puxa mesmo o leitor para a história. E vi resquicios dos jogos de survivor horror que tanto gosto e jogo...

Gostei das descrições dos lugares sombrios e das reações de medo dos personagens. Vi suspense, terror e mistério muito bem dosado.

Destaco as descrições das criaturas e o personagem do xamã.

parabéns pela fic. vou continuar lendo com certeza.

Cris Varella
Cris Varella Autor

Fico muito feliz com seus elogios. Espero que continue gostando.

Kelvia

nossa! esse capítulo foi muito informativo. eu fiquei tão absorta! será que terá algum nome que descreva essas criaturas? bom, eu ñ tenho nenhum. é muito criativo :D eu to gamada na fic. vc já pensou, escreveu algum livro? se ñ, pode conciderar uma boa ideia.

ah, era de se esperar que uma pessoa, sã, ñ vai a uma ilha dessas. e o motivo da alice é um bom motivo, o do vingativo Sherlock Holmes também, agora eu ñ acho que facínio seria um adjetivo usado por mim para descrever a ilha, como o felipe disse.

Cris Varella
Cris Varella Autor

Felipe é obcecado por seu trabalho, e essa seria uma chance imperdível: conhecer o Profº Morton e a história Abkanis. Por isso ele aceitou sem pensar.

Já considerei escrever um livro sim, mas acho que deveria me preparar antes, por isso estou escrevendo essa fic para ver o que vocês acham.

Mr Smith

Adorei o capítulo. confesso que fiquei meio curioso. kkkkk

Mas em fim, indo pro próximo..