Irlanda, Dublin, a rainha da Inglaterra manda um grupo de trinta soldados das Forças Especiais de Abate a Renegades (F.E.A.R.), respondendo a um pedido de ajuda do governo irlandês. Liderados pelo capitão James Harriet Galle, um homem de um metro e noventa e um de altura, aparentemente com trinta e seis anos de idade, de cabelos azuis e compridos e uma expressão facial sempre séria, o grupo se divide em quatro helicópteros com o objetivo de chegar a base militar aérea irlandesa. Uma tempestade intensa dificulta o vôo, mas as aeronaves inglesas estavam preparadas para esse tipo de situação, ao chegarem a pista de pouso, um homem trajado com um terno preto, com cerca de cinquenta anos, calvo, com cerca de dois metros e quinze de altura e um físico de um fisiculturista, vai até a aeronave receber os soldados:

— Prazer, o senhor deve ser o Cpt. Galle, estou certo? Sou Doughlas Alahhaois — o homem estendeu a mão, cuja era maior que o rosto de Galle.

— Sim, prazer em conhecê-lo senhor, creio que já saiba o por que estamos aqui, não é mesmo?

— Ah, mas é claro, pelos incidentes quanto aos Renegades. Não se preocupem, o governo só é um pouco precipitado, tenho certeza que não é nada demais, mas fiquem a vontade.

Os soldados começaram a montar seus equipamentos dentro da base aérea, o Sr. Alahhaois possuía um tipo de sorriso que incomodava Galle, mas ele não podia se deixar levar pelas impressões, tinha um trabalho a fazer. Logo ele deu a ordem para seguirem para a floresta localizada atrás da base em busca de atividades:

— Ah, esperem, este é meu filho, Kiel Alahhaois, ele tem vinte anos de idade. É obediente, inteligente e um ótimo soldado, tenho certeza que ele será de grande ajuda a vocês.

Kiel possuía cabelos brancos, cerca de um metro e oitenta e quatro de altura, um porte físico de um verdadeiro soldado, trajava um uniforme de soldado irlandês, mas carregava uma katana consigo. Ele parecia não portar armas de fogo e nem granadas. Galle ficou intrigado com o garoto, aceitou-o na equipe e se dirigiu a floresta:

— Então garoto, você irá precisar mais do que uma espada para lutar contra esses monstros, use isto — ele tirou um revólver do seu coldre e entregou a Kiel.

— Não preciso disso, estou bem. — o garoto nem ao menos mexeu os olhos, apenas continuava andando.

Chegaram a um acampamento montado a quatorze quilômetros da base aérea, a tempestade não dava uma trégua. Não demorou muito para os drones detectarem atividade suspeita nos arredores, foi avistado algo se movendo a vinte e três metros de distância da base pelo drone e logo perdeu-se o sinal de um deles, algo havia destruído o equipamento, Galle mandou que quatro de seus homens fossem investigar. Após dez minutos, ouviu-se gritos e tiros vindo da mata, um dos homens retornou ao acampamento correndo, sua roupa estava suja de sangue, mas não da criatura, dos seus companheiros:

— Senhor!!! E-ele, ele comeu o Stark!!! Ele comeu o meu amigo, matou os outros dois, aquilo... Aquilo não é um animal, nem humano!!! — ele se ajoelhou e se apoiou em seus braços.

— Acalme-se soldado! Sente-se e recupere o fôlego, vou investigar o que aconteceu... Você e você, venham comigo. Kiel, cuide dele. — Cpt. Galle adentrou a mata em direção ao acontecimento, acompanhado de dois soldados.

O garoto se agachou na frente do soldado:

— Me conte, o que você viu?

— Era grande, não consegui ver direito, possuía dentes enormes e garras negras, era cinza escuro e babava uma gosma negra pela boca, não consegui ver o rosto, quando percebi ja estávamos sendo atacados, aquela coisa não se feria, por mais que atirássemos.

— Tsc, tenho que contar ao capitão, e rápido... Vá para dentro e descanse os outros cuidarão de você.

Kiel correu para avisar o capitão, no caminho encontrou os três primeiros soldados, ou o que sobrou deles, havia braços espalhados, pernas quebradas com fraturas expostas deixando músculos e ossos a amostra, um dos soldados estava partido ao meio e preso a um galho, seus intestinos escorriam pela casca da árvore até o chão, sua boca estava faltando dentes e um pedaço de bochecha, como se tivesse sido acertado por algum objeto duro. Uma cena que fariam muitos retrocederem, mas ele sentiu como se isso fosse mais um motivo para prosseguir, ele andou mais vinte metros e encontrou os dois soldados que estava com Galle, eles não estavam em uma situação muito diferente dos outros, as nenhum sinal do capitão:

— Capitão!!! Onde você está?! Consegue me ouvir?!

— Kiel! Saia daí!!! — Galle estava encima de uma árvore, ferido, havia escapado por pouco.

O garoto olhou pra trás e viu uma figura grande e monstruosa, aquilo não era algo comum, tinha quase quatro metros de altura, não tinha olhos, ao invés disso, possuía buracos no lugar deles, que excretavam uma secreção negra como petróleo. A criatura avançou em direção a Kiel, mas o garoto não esboçou expressão, apenas sacou sua espada e avançou em direção ao Renegade. Em um piscar de olhos os dois estavam parados em lados opostos, quando Galle percebeu a criatura caiu e se despedaçou em treze partes:

— Você está bem? Vou te ajudar. — o garoto ajudou o capitão a sair da árvore e o levou de volta para o acampamento para cuidados médicos.

— Como você fez aquilo?

— Não vem ao caso agora, você precisa descansar, vou chamar um médico.

Galle segurou Kiel pelo braço, se levantou e encarou o garoto nos olhos, com uma expressão séria, típica de um soldado que presenciou muitas atrocidades em sua vida:

— Não antes de me contar o que é você e o que o seu pai tem a ver com isso tudo que está acontecendo. Eu não confio nele, mas não sei se posso confiar em você também, depois disso que eu vi.

— Não há nada a ser explicado, meu pai é um bom homem, ele ajuda as pessoas.

— É isso o que te disseram? Então me conte, por que ninguém mais sabe sobre seus poderes, por que ele te esconde naquela fortaleza disfarçada de base militar e quem é o seu pai?

O garoto sentou na cadeira ao lado da maca do capitão, abaixou a cabeça e apoiou seu rosto em suas mãos:

— Eu não sei, ele me dizia que era porque as pessoas não entenderiam, que me machucariam, eu não sou um monstro, sou apenas um humano, não tenho poderes e ele me disse que eu devia apenas seguir suas ordens e que eu devo matar qualquer um que disser o contrário. — o garoto se levantou, sacou sua espada e apontou para Galle. — Você é apenas mais um mentiroso e eu devo proteger meu pai de pessoas como você.

Os olhos do garoto esboçaram uma fluorescência púrpura, Galle estava correndo risco, ele tinha que fazer algo, esse garoto estava sendo enganado pelo pai, mas como convencê-lo disso? Mas antes, ele tinha que sobreviver.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.