ヒマワリ. - Himawari

7 Capítulo 7 - 欠点があります。 Ketten ga arimasu


Notas iniciais
Oi Oi! :3 capítulo 7 pra vocês ♥ Boa leitura, pessoinhas.

A sala inteira brilhava, incondicionalmente, brilhava! Com toda a luz, Amaya, dando alguns passos para trás, tropeça numa cadeira, assim, caindo no chão.

Hima não sabia o que acontecia, Amaya, pensando que aquilo seria a transformação de Himawari, tenta fugir, mas a luz impede que ela enxergue a fechadura da porta, que se trancou sozinha ao ser patida.

Neko surge por um pequeno portal, observando tudo.

Himawari se vê pelo reflexo de uma janela, sua aparência mudando. Sua roupa, agora um uniforme escolar rosado, com um grande laço vermelho nas costas, e uma esmeralda amarela no centro do laço, e do colarinho.

As meias, desgovernadas, cada uma com seu tamanho. A direita, ¾ branca com dois laços rosas pequenos se esticando pela lateral da meia. A esquerda, a meia 2/4 era amarelada, seguida por sapatilhas rosadas.

Ao final da luz, Neko sobe no ombro de Himawari, assim, ele toca na pequena esmeralda presa ao colarinho de Himawari.

— Não deixe que ela pegue isso! – diz o gatinho, rapidamente, e desaparece.

Amaya se levanta, já flutuando, e quebra a janela, para que ela possa escapar, mas Hima a segue, pulando pela janela, pois ainda não sabia como conseguiria voar. Neko havia deixado-a novamente, ele está se acostumando a fazer isso!

Enquanto Amaya escapava, Hima ainda se desenvolvia, estava a descobrir o seu novo mundo. Ela não sabia o que teria que fazer dali para frente, mas ela sabia que deveria deter o mal do mundo, como uma garota mágica deve ser.

A professora se sentia vitoriosa, até que nossa magical girl surge por trás de Amaya, pegando o seu estojo de make-up magic, pegando a esponja macia, e a tocando sobre suas maças do rosto.

— Quer morrer bonita, ao menos?! – fala a professora, rindo, enquanto se virava para Hima.

— Não pretendo morrer, e por enquanto, nem matar.

Após as palavras ditas, a pequena e frágil garota mágica perde o equilíbrio, seu estojo rosado desaparece de suas mãos, e a sua transformação vai se desfazendo aos poucos. Assim, Hima cai quase que em câmera lenta no chão, deixando um leve pó rosado pelo ar.

— O quê aconte- O quê está acontecendo?

— Eu achei que fosse melhor fugir, mas olha só para você, se eu te derrotasse só seria R-E-B-A-I-X-A-D-A! – a moça diz gargalhando, e desaparece numa nuvem de fumaça negra.

Himawari permanece sentada ali, no gramado da escola, refletindo sobre o que havia acontecido, o por quê de ter enfraquecido. Até Neko reaparecer, como sempre, apenas para criticar.

— Como deixou ela fugir? – o gatinho indaga, já pronto para criticar.

— Você estava observando, não estava? Eu não sei porquê! Você deveria me ajudar!

— Se eu ficar ao seu lado, vai lhe fazer acreditar que posso te ajudar, mas não, não posso. Prefiro me manter longe, que acabar com sua força por completo. – o pobre felino diz, cruzando as patinhas, enquanto sua longa calda cobria seu rosto felpudo.

— Okay, okay... Eu entendi. – há uma pequena pausa, um silêncio, apenas o vento – Então... Não pretende me ajudar com isso?

— É o meu trabalho, né... E eu não diria que não.

— Obrigado! – a nova heroína sorri, puxando o gato para si, e o abraçando – Vamos para casa. Lá você me explica melhor.

— Eu concordo, afinal, ia mesmo sugerir isso, você está suada e nem fez nada.

O gato ri de seu próprio comentário, enquanto Hima o acariciava durante a caminhada de volta.

Assim que chegam, Neko aconselha que ela vá se lavar, e que depois volte para que eles conversem.

Alguns minutos, a garota volta, se sentando no tapete da sala, olhando atentamente o felino, que no momento quase morre com uma bola de pelos.

— Nojento! Mais respeito.

— E você, mais peito! Lolizinha!

Ela lhe arremessa almofadas, mas logo cessa o ataque, para escutar o que falaria.

— Bom, resumindo tudo... Você é fraca.

— Nossa! Sério?! – é possível notar a ironia em sua fala.

— Eu, por acaso, terminei de falar? Caladinha, por favor. – após um silêncio, ele volta a falar – Sua professora, Amaya, é membro de um ‘’exército’’ de bruxas. A missão desse exército, é destruir garotas mágicas, como você. Ela é apenas dois níveis abaixo do senhor máximo, nome clichê que eu uso para me referir ao ‘’General de Exército’’, e bla bla bla... Por isso, eu deveria saber que mesmo se você conseguisse manter a transformação, não ganharia. Então, peço desculpas.

— Ah, acho que eu entendi. Ela parece mesmo ser poderosa... – Hima diz se apoiando na mesinha de centro – Está com fome?!

— Não. Você não estava com planos de treinar e aprender sobre si mesma?

— Bem, não se treina com fome, né?

— Okay, ande rápido, ao menos.

Himawari se levanta cambaleando, indo em direção a cozinha, para preparar algo para comerem. Enquanto isso, Neko pula na janela da sala, observando o cenário, e as pessoas, com enorme atenção.

Algumas crianças se aproximam oferecendo carícias ao felino, mas ele nega, e elas saem decepcionadas, já que Neko havia desviado de todas as mãozinhas gordinhas e fofas dos miúdos.

Quando nossa heroína volta a sala, carregando uma tigela de batata fritas com ketchup, e refresco para os dois. Neko fica a olhando por um tempo, até que a mesma coloca a comida sobre a mesinha de centro, depois se aproxima, prestes a afundar a patinha na tigela.

— Você acha que vou deixar que coloque suas patas cheias de pelos no que eu vou comer? – fala Hima, segurando a pata do felino.

— E como você quer que eu coma?

— Você pede, e eu te dou algumas batatas. Simples.

— Okay, me dê.

Himawari pega algumas batatas, e coloca na frente do gato, para que ele coma, logo, pega batatas para si mesma, e refresco, se sentando no chão ao lado do bichano.

Após comer, Himawari adormece, jogada no chão. O pobre gatinho, sem saber o que fazer, apenas deita se encaixando quase enrolado no pescoço da jovem, adormecendo em seguida.

** _ Ponto de Vista de Himawari _**

Eu me acabei de comer batatas fritas, sinto que estou uma bola, de tão gorda. Comer tanto me deixou sonolenta, eu não quero dormir agora, porque quando acordar Neko vai me matar. Mas não sei, acho que ele apenas parece ser bravo, por dentro é um amorzinho, assim espero...

Eu sentia minhas pálpebras cada vez mais pesadas, e minha boca abria repentinamente, bocejando. Nem percebi a hora que dormi.

Quando acordei hoje de manhã, vi Neko dormindo aos meus braços. Eu disse que ele era um amorzinho, não disse? Estou sempre certa, mesmo. Ele parecia tão cansado quanto eu, tive o máximo de cuidado na hora de me mover, para me levantar. Não queria acordá-lo, mas assim que eu mexi minha mão, ele já despertou. Subiu na minha barriga, como se fosse me matar, e começou a dar sermão.

‘’Eu estava disposto para te ensinar, e você parecia disposta a aprender. Mas não! Você dormiu! Porque você dormiu?! Preguiçosa. Eu não devia ter aceitado a missão de encontrar garotas mágicas... Mas por outro lado, eu não tive muita opção, minha espécie só trabalha para isso mesmo. E muitas vezes, a ‘fadinha’ não colabora! Não ajuda o pobre bichano que tem trabalho para cumprir!...’’

Ele parecia mesmo muito irritado, mas eu não disse nada. Melhor não interromper, né? Acho que ele está certo, eu sou uma preguiçosa, eu nunca colaboro. Talvez eu devesse mudar, o mais rápido possível.

Quando ele se acalmou, saiu pela janela, disse que precisava ‘fazer coisas’. Afinal, quais coisas? Ele nunca me diz nada sobre si mesmo, ou sobre as outras garotas mágicas. Acho que eu devesse seguir ele, mas quando ele descobrir... Vai me matar, dessa vez, vai.

Depois que ele saiu, eu me arrumei rapidamente, ainda dava para ver ele caminhando pela calçada enquanto eu amarrava o cadarço do meu tênis na porta de casa, tranquei a casa, e saí o seguindo, tomando cuidado para que ele não me perceba.

Chegamos numa espécie de galpão, nem era dentro da cidade, eu andei muito! Tudo culpa desse gato! Ele apenas moveu a patinha, e os portões do galpão se abriram, antes que eu pudesse entrar, elas se fecharam. Eu precisava achar uma janela, ou uma abertura qualquer ao menos, para poder observar o que acontecia lá dentro.

Achei.

Uma pequena janela, que mais parecia ser feita para anões. Claro, sem nenhum preconceito com nanismo. Eu me abaixei para que ficasse na altura da janela, Neko estava se aproximando de umas esferas, a Primeira, Rosa ; Segunda, Azul ; Terceira, Verde ; Quarta, Amarela ; Quinta, Roxa.

Talvez seja apenas impressão minha, mas isso me lembra a bandeira do Orgulho Gay. Achei incondicionalmente fofo.

Quando ele passa pelas esferas, não consigo mais vê-lo. Umas caixas cobriam minha visão. Mas continuei espiando. Uma luz branca, forte, deixou o local completamente branco, assim eu não via nem as caixas mais! Logo, as cores das esferas se misturaram com a luz branca, formando um enorme arco-íris. Escutei um barulho, parecido com caixas se debulhando. Quando a luz diminuiu, as caixas estavam mesmo espalhadas pelo chão. Neko estava dormindo, em meio as esferas, parecia consideravelmente cansado, embora tenha dormido bastante noite passada.

Me levantei, e dei alguns tapinhas pela roupa, que estava um pouco empoeirada por eu ter praticamente deitado no chão. Foi quando escutei as portas do galpão abrindo novamente, quando olhei na direção das mesmas, não vi ninguém saindo, e Neko ainda estava dormindo, então concluí que não poderia ser ele saindo, afinal, eu não o vi saindo. Mas ele é um gato misterioso, e vive desaparecendo. Talvez possa ficar invisível, eu não sei ao certo.

Eu estava de quatro no chão, espiando a porta, com enorme cuidado, quando escutei passos atrás de mim. Me virei um pouco assustada, prestes a pedir desculpas a Neko, imaginando que fosse ele. Não era.

**_ Ponto de Vista de Himawari_**

Quando a jovem se virou, não se deparou com seu parceiro, Neko. Ela viu um jovem, aparentando tem aproximadamente a mesma ideia que ela. Ele tinha cabelos brancos, e alguns pequenos fios, quase escondidos, com cores bem conhecidas : Rosa, azul, verde, amarelo, e roxo. Apenas dois fios de cada uma dessas cores. Realmente, bem escondidos. Ele vestia roupas que mais pareciam um uniforme masculino do colegial, um de seus olhos, coberto com um tapa olho, deixava um mistério no ar. Seu outro olho, era negro, nem conseguia se ver a pupila.

Ela pediu desculpas, mas logo percebeu, que talvez ele fosse um tarado, querendo se aproveitar dela.

— Ah! Não! – ela falou, fazendo inúmeras caretas, e se afastando dele – Tarado!

— Não, não, moça... Eu-

— Não diga nada, eu vou chamar a polícia! – disse, e passou a mão no bolso da bermuda, logo se lembrando que deixou o celular em casa – Ah, merda!

— Eu não vou fazer nada, calma... – ele se aproximava lentamente dela, tomando cuidado com os movimentos.

— Comece a explicar, ou eu vou te levar até a polícia! – Himawari começava a se acalmar, ainda observando cada movimento que ele fizesse. Calma, mas sem abaixar a guarda.

— Bem, eu... Eu, olha, estava apenas aqui andando, gosto de vir aqui para pensar, porque é sempre um lugar calmo e solitário. É a primeira vez que vejo alguém aqui. Vi você, parecia ter perdido algo, resolvi me aproximar, e tentar ajudar... – ele fez uma pausa, esperando que talvez ela compreendesse – Entende? – disse fazendo sinais com as mãos.

Notas finais
O capítulo 8 já está em andamento! Tentarei postar o mais rápido possível.