Notas iniciais
Olá! ^//^ Você irá ler agora, um dos meus otp favoritos: AoKise! Yey! *-*
Espero que vocês gostem e digam suas opiniões. Planejava fazer disto apenas um pwp, mas que acabei desenrolando um enredo. Que, acho eu, ficou chato ~w~
Enfim, me avisem se tiver algum erro.
Boa leitura!

O frio e a fina garoa que encontravam-se lá fora, era incorporado ao anoitecer. O manto escurecido não continha nenhuma estrela, somente a grande lua que iluminava toda a cidade.

O garoto saía do banheiro abraçando-se pelo frio que vinha de sua janela. Arrependia-se do fato de ter ido tomar banho sem levar as roupas consigo. Fechando as janelas rapidamente, impediu o vento de atingir-o. Desenrolou a toalha da cintura, jogando-a na cama, para se vestir.

Estando devidamente arrumado, foi rumo à cozinha. Escancarou todos os armários para achar algo que lhe servisse. Refletiu um pouco olhando-os e por fim, desistiu de fazer alguma coisa. Optou apenas por fazer um sanduíche.

Enquanto saboreava o sanduíche feito à segundos atrás, sentou-se em sua cama, ligando logo a televisão. Passou alguns canais, parando em um de esporte. Era o jogo dele que estavam comentando. O jogo de Aomine Daiki.

Perdia-se no tempo quando perguntavam-lhe: "Quando ele se tornou assim?" Realmente, foi muito repentino. Daiki com suas habilidades no basquete, acabou se tornando um grande e famoso jogador dentro da mídia. Não somente ele, claro. Ele também conseguiu um pouco de sua fama no basquete, mas não se igualava à dele. Ryouta se encaixava mais no quesito de modelo. Sua aparência, sua personalidade, eram clássicas de um modelo.

Ouviu o celular vibrando na escrivaninha, então logo se levantou para atendê-lo. Ou melhor, olha-lo. Era uma mensagem — dele.

"Vou chegar mais tarde, me desculpe."

Palavras curtas, sem enrolações. Nada explicativo, somente o objetivo; forma direta e rápida — Assim eram suas mensagens.

O loiro não se importava mais com isto. O tempo que convivia com o moreno, já o fez acostumar com esse seu feitio. Outra coisa que se acostumou também, era o fato de seu companheiro chegar tarde. Já faziam mais ou menos... que não lhe falhe a memória, uma semana. Uma semana que Aomine sempre chegava além do horário. O normal, seriam por volta das oito, nove horas. Ele andava chegando por volta das onze, meia-noite.

Olhou o relógio, marcava quase nove horas. Suspirou, indo ao banheiro acerca de escovar os dentes para dormir. Ele tinha que dormir aquela hora, afinal, ele tinha trabalho pela manhã. Era quase obrigatório ter uma ótima noite de sono.

Deitando-se no colchão, pôs-se a olhar o teto. Quanto tempo fazia que ele estariam juntos? Pensou rápido e respondeu mentalmente: acho que uns quatro meses... Quatro meses juntos, já pensou? Eles eram um casal um pouco improvável de se acontecer. Primeiro, aquela frase clássica: "São dois homens!" Tá, retirando isso; Aomine era do tipo rude, desinteressado em quase tudo. Kise, espontâneo e bastante responsável por tudo. Em momentos, pegavam-se brigando por um motivo mais idiota que o outro. Porém, ultimamente, as brigas resolveram dar uma pequena trégua.

Eles tinham, em momentos, um jeito bastante diferente de brigar. Em certas circunstâncias, as brigas aconteciam à noite, então, toda aquela irritação, acabava em sexo. Provocações pouco gentis eram retribuídas em ambos os corpos, causando uma sensação diferenciada para os dois. Quem começou com tudo isso, foi Aomine.

Humm, que friozinho está fazendo... — Pensava ele. Em situações como estas, seria ótima a companhia de alguém para lhe abraçar. Encolheu-se sob as cobertas a fim de aquecer-se logo. Respirou fundo, esperando adormecer.

XX

A chuva não lhe deu nenhuma trégua. Antes o que era uma fina garoa, transformou-se em uma chuva mais forte que parecia inacabável. E como se não bastasse, não levou nenhum guarda-chuva.

Utilizando apenas uma pequena mochila para proteger-se a cabeça, corria — já que estava perto do apartamento.

Seu trabalho foi cansativo. Teve que dar algumas entrevistas para uma revista famosa do Japão; tirar fotos para a mesma... Ainda teve um jogo em que participou. Apesar de tudo, suas pernas não doíam.

Droga, ele não gostava nem um pouco de chegar tarde em casa. A agenda de ambos se complicava e quando finalmente Kise tinha uma folga, quem tinha o trabalho apertado era ele — ou vice-versa. Já faz uma semana que fazia até o desnecessário para poder conseguir uma folga. Por mais que não admitisse, assumisse, era tudo por ele.

Frustava-o o fato de ter tornado-se famoso. A fama incomodada e complicava sua vida. Principalmente a pessoal. Não tinha uma única vez que não perguntavam-lhe sobre sua vida amorosa. Ele, um pouco sem jeito, sempre respondia que não gostava de falar sobre isso. Ou algo do gênero para escapar dos entrevistadores, ou até dos fãs. As vezes, naqueles dias de mal humor, tinha que se conter o máximo para não dar alguma patada em alguém.

Está aí, um motivo das brigas. O trabalho. Era muito trabalho e pouco tempo livre para os dois. Isso causava um clima desagradável e um mínimo comentário, levava à uma briga. Era complicado.

Finalmente, chegou na portaria do apartamento. Adentrou-a e se dirigiu ao elevador. Apertou o botão, indo para o 6° andar. Abrindo a porta, entrou completamente encharcado.

Deixou a mochila sobre o sofá e foi às pressas para o quarto. Parou no corredor para abrir a porta com cuidado — Afinal, Kise estaria dormindo. Foi ao guarda-roupas, abrindo-o fazendo o mínimo de barulho. Pegou vestimentas limpas, a toalha e foi ao banheiro. Precisava de um banho e o fez o mais rápido possível. Não aguentava mais esperar para sentir aquela cama quentinha e dormir junto de seu amado.

Enxugou o máximo que pode, seu cabelo, para não ter dores de cabeça pela manhã — Como sempre tinha quando o fazia. Empurrou um pouco as cobertas para, por fim, se deitar. Aspirou o ar do travesseiro, sentindo o aroma do loiro. Todo o quarto era impregnado com o cheiro de ambos mas, especificamente, o de Kise. Não tinha nem como descrever-lo, mas sabia que era perfeitamente bom.

Virou-se, vendo o citado deitado de costas. A nuca tão exposta pela posição atiçava-o de beija-la, porém, não o fez. Aproximou-se mais um pouco, retirando os cabelos que ficavam em seu rosto. Conseguia enxergar a expressão suave e admirável que ele tinha enquanto dormia. Era algo para tirar-se uma foto e colocar naqueles quadros gigantescos. Riu soprado com seu pensamento.

Kise, sentindo aquele ar quente (quase) sobre seu rosto, despertou aos poucos, virando o rosto, vendo o moreno ao seu lado.

— Já veio...? — Perguntou ainda com o ar sonolento, voltando a fechar os olhos e virar-se um pouco de barriga para cima para receber mais daquela gentil carícia.

— Já... — Respondeu em um sussurro, ainda acariciando o rosto do loiro. — Desculpe demorar, eu realmente não queria...

— Eu já sei. Trabalho. Já sei toda a ladainha.

— Tsc. — Mesmo à noite, naquele momento, ele já estava o retrucando.

— Não precisa me responder assim, estúpido.

— Mas me diz se não é verdade? Você vai dizer: Eu realmente queria ter tempo para nós, mas o trabalho é mais importante. — Encarou-o.

— É importante para nos sustentar. E eu nunca disse nada dele ser o mais importante. — deu ênfase na palavra mais.

— Tá bom, Aominecchi. Vá dormir. Boa noite. — Voltou a se virar de costas para ele.

— Dá pra parar de ficar assim?! Você pensa que eu me sinto muito bem com tudo isso, né?

— Nunca disse nada do gênero. E eu estou completamente normal. — Era possível ver em seu tom de voz que não estava normal. Ele estava um pouco rude.

— Olha, eu cheguei aqui, cansado, molhado, tarde, querendo dormir. Consegui relaxar tomando um banho e tudo que eu queria de você, era um pouco de atenção. Mas não, o que eu recebo? Seu tom frio e suas palavras desnecessárias. — Bufou, ficando deitado de barriga pra cima.

— Estou te incomodando? Pode dormir a vontade. — Ignorou as palavras seguintes dele, bufando também.

— Tsc. — Soltou alto — Não mereço... — Continuou, murmurando.

Um longo silêncio estabilizou-se no ambiente. Aomine viu o corpo do loiro tremer levemente.

— Olha, Aominecchi... Eu entendo que esteja chegando tarde por conta do trabalho, mas... — Pensou no que dizer — Me desculpe. Dizer tudo isso do nada, na hora errada, realmente... — Respirou fundo — Só me desculpe, sério.

Aomine ouviu tudo, porém não disse nada. Permaneceu "rígido", sem encara-lo, virando-se logo de costas.

— Aominecchi...

— ...

— Ei, Aominecchi. Fala comigo! — Ele odiava quando era ignorado.

— ...

— Aominecchi! Por favor! Pare de me ignorar... — Sentou-se um pouco de lado, balançando-o os ombros. — Me desculpa, eu não queria ter dito nada daquilo... Desculpe se chateei-te.

O silêncio ainda era feito pelo moreno, que não cedia. Viu o loiro desistir em um certo ponto, voltando a se deitar e, depois de um longo tempo, adormecer. Ele viu-o adormecer. Como esse loiro é idiota! Era o que pensava. Respirou fundo e resolveu seguir o exemplo do outro.

XX

No dia seguinte, a manhã amanheceu com sol — Mesmo ele estando um pouco fraco. O último a acordar foi o loiro. Acordou não tendo-o ao seu lado. Sentou-se na cama, passando a mão no rosto, parando em seus cabelos onde os dedos agarram-se. Será que ele ainda vai estar me ignorando?

Após ter feito suas higienes matinais, foi à cozinha. Encontrou o café da manhã pronto em cima da mesa e um bilhete do lado.

"Tive que sair, volto depois do almoço. Eu acho"

Pelo menos um bilhete ele deixou! — Kise se animava com seu pensamento. Apressou-se em comer a refeição que o moreno havia deixado-lhe. Quando acabou-a, parou para pensar no que aconteceu na noite anterior. Aquilo não foi exatamente uma briga, por conta dele não ter a comprado. Mas, se ele não tivesse falado nada e ter dado um pouco de atenção à ele, nada disso tivesse acontecido. Que droga! Eu só faço besteira.

Uma ideia lhe veio à mente. Talvez, não tanta besteira assim...

XX

Foi apenas para comprar alimentos. Foi apenas para isso que ele havia saído. Afinal, se encontrava em um sábado de sol e nada melhor do que sair lá pelas nove para tomar um ar e aproveitar para fazer compras. Tá, particularmente ele não gostava nem um pouco de fazer compras. Isso sempre foi ato do loiro, mas como precisava sair logo, optou por fazê-lo.

Não que Aomine estivesse irritado com Kise. Ok, um pouco ele estava. Mas não a ponto de não falar mais com ele. Isso já é muita infantilidade. Aconteceu de fazer isso ontem, por pura birra. Se irritou no momento, mas sempre era temporário. Lembrou-se do jeito que Kise pedia desculpas; ele estava quase chorando. Dava pra perceber o quanto ficava nervoso quando o ignoravam. Era algo que ele odiava, e Aomine sabia muito bem disso.

Saindo do mercadinho com sacolas em mãos, colocou-se ao caminho de casa. Hoje ele estaria de folga. E reparando agora, achava que Kise também. Seria uma ótima oportunidade de passar o dia com ele. Parar para colocar tudo em ordem, parando com as brigas que estavam voltando a acontecer.

Antes mesmo de chegar ao elevador, seu celular tocou. Era da agência de Kise. Estranhou a ligação, mas atendeu-a:

— Hum... Aomine?

— Sim?

— Ah, por acaso sabe por onde se meteu o Ryouta?

— Por que a pergunta?

— Eu tinha marcado com ele de vir aqui, às dez horas... Já são dez e meia e nada dele aqui. Eu liguei para ele, mas só dá caixa postal. Então decidi ligar pra você...

— Ah, entendi. Eu não sei dele. Aliás, acho que ele deve estar em casa. Quando sai, ele estava dormindo ainda... — Disse isso com normalidade, já que ele sabia sobre os dois.

— Hu... Vejo que vou ter que deixar para segunda feira. Bem, isso não era de tamanha importância. Não precisa de preocupar em avisá-lo.

— Ok, então.

Com uma despedida breve, Aomine entrou no apartamento. Olhou para a pia, o prato que havia deixado estava lá. Sinal que o loiro já havia acordado. Deixou as coisas sobre a mesa e foi para o quarto.

Porta trancada.

— Kise? — O chamou, batendo duas vezes na porta.

— Aominecchi? Ah, pode esperar um pouco? — Pelo tom de sua voz, era visto que ele já voltou ao normal.

— O que está fazendo?

— Hum, nada. Aominecchi, você não tem nada pra fazer hoje?

— Hoje eu consegui uma folguinha. Estou livre hoje.

— Ah... — Por algum motivo, percebeu o ar decepcionado na voz dele. Porém, deu de ombros.

— Vejo que não vou poder entrar, certo?

— Certo.

— Ok...

Seja lá o que esteja fazendo dentro desse quarto, decidiu deixar para lá. Estava muito tranquilo para insistir.

XX

Ele perdeu-se no tempo dentro daquele quarto. Passou a tarde inteira dentro dele e nem sinal de sair para almoçar. Daiki almoçou sozinho e para não ficar entediado, saiu para dar uma volta. Kise se sentiu mais a vontade quando ouviu a porta do apartamento ser trancada.

Eu não podia abrir a porta, é uma surpresa...

Se encontrava finalizando o que demorou o dia inteiro para fazer. Passando o dorso da mão na testa, olhou o trabalho feito na parede.

Acho que está bom. Espero que ele goste!

Seu pensamento positivo ajudava em sua autoestima e torcia para que acontecesse exatamente o que pensava. Afinal, deu muito trabalho para que aquilo ficasse pronto. Respirou fundo, iniciando a limpeza de tudo que havia usado. Após isso, resolveu tomar um banho.

XX

Depois de ter aproveitado sua tarde com Kuroko e Kagami, jogando na quadra perto do parque, decidiu regressar. Se divertia jogando contra, principalmente, Kagami. Sua força de vontade e a sede de fazer ao menos alguns pontos era incrível. Apesar dele ter conseguido conquistar os poucos pontos, não chegava aos pés dos seus. Com todo o aperfeiçoamento dos jogos praticados, ele estava melhor ainda.

Retornando ao apê, tentou ir ao quarto novamente — Ele estava aberto agora. Adentrando o local, ele estava escuro. Estranhou o fato, então tateou a parede até achar o interruptor. Acendendo o ambiente, parou, olhando para a parede.

Piscou quatro vezes para ver se não estava vendo coisas, e realmente não estava. Ele estava mesmo enxergando aquilo. Não pode evitar sua boca se abrir.

— Kise? — Resolveu o chamar, não obtendo respostas.

Caminhou até a parede, passando a mão sobre ela. Seus lábios entreabriram, observando cada... Cada foto. Estava cheia, lotada! De fotos. Fotos deles. Como ele havia achado tudo aquilo? Quase não se vê a parede! Ele ficou fazendo a tarde inteira... aquilo? Aomine pousou a mão na boca, sentindo seu rosto quente.

As fotos tinham a sequência de seus encontros, passeios, momentos juntos... Tudo que passaram até hoje, estava tudo naquele mural. As fotos passando, cada uma continha uma frase diferente.

"Sei que hoje não é mais como antes. As brigas constantes me chateiam, e sei que à ti também." — Estava em uma em que simulavam uma briga, mas com sorrisos nos rostos.

"Desculpe-me se hoje já não lhe faço feliz como no primeiro momento em que veio a mim." — O primeiro dia em que estavam juntos no clube de basquete...

"Desculpe-me se, indiretamente, lhe impeço de alguma coisa." — Dia dos namorados; porta do cinema.

"Desculpe-me por, alguns momentos, duvidar dos seus sentimentos." — A primeira viagem, juntos.

"Me desculpe por te amar tanto, se te sufoquei foi por medo de te perder." — Foto tirada pela manhã; Aomine dormindo, enquanto Kise fotografava sorrindo.

"Do fundo do coração, lhe quero comigo sempre. " — Tirada em um dia qualquer, no parque.

"Eu te amo, Aominecchi." — Kise o abraçava pelo pescoço, dando-lhe um beijo na bochecha.

Aomine sentia o coração disparado e o rosto queimar. Maldito loiro! Da onde retirou tantas fotografias? Sabia que ele tinha essa coisa de ficar tirando várias fotos por onde quer que andava, mas não sabia que tinha muitas!

— O que achou? — Era ele encostado na porta. Aomine se virou para fita-lo, vendo-o com um sorriso torto no rosto. Ele se aproximou com passos lentos até ele, parando em sua frente.

— Por que... Você fez isso?

— Para de desculpar devidamente, oras. Estamos brigando feito cão e gato e eu não quero mesmo te perder. Até que eu tive essa ideia e fiquei a tarde inteira pra fazê-lo. — Ele disparou as palavras, que foram cessadas pelo dedo indicador de Aomine.

— Eu... adorei. É... Obrigado, eu acho. — Colocava a mão na nuca, desviando o olhar — Eu não estava muito irritado contigo, é uma coisa do momento, eu acho... E claro que não. Eu não iria deixar-te! Ficou maluco? Se fosse para te deixar, eu já teria feito em qualquer briga que tivéssemos antes. Eu te amo, seu idiota. — Direcionou seu olhar ao dele.

Teve que retribuir o abraço repentino que o loiro que lhe deu, naquele momento quando acabou de dizer tudo. Também teve que golpeá-lo fracamente nas costas pelo comentário "Você está vermelhinho" que ele fez. Apenas o chamou de idiota, como sempre fazia.

Separaram-se apenas os rostos, logo colando seus lábios lentamente, enquanto apreciavam os traços um do outro. Seguiam com um ósculo calmo e envolvente. As mãos do loiro mergulhavam-se nos cabelos escuros, enquanto as dele, puxavam-o pela cintura.

Um suspiro foi libertado pela boca do menor, quando quis aprofundar o beijo em um mais quente. Em segundos, os corpos começaram a esquentar e se atiçarem. Os dois estava com saudades de fazer aquilo. Deveria fazer o mesmo tempo em que Aomine chegava tarde, que não transavam. Sentiam saudades de tocar os alheios corpos quentes.

Os passos do loiro os levaram até a cama e, antes de caírem nela, retiraram as vestes — ficando apenas com a roupa íntima. Se beijavam apressadamente, esquecendo até de respirar. O som dos lábios separando-se fez-se presente, e os de Aomine foi de encontro ao pescoço do outro. Tomou a responsabilidade de deixar marcas, mordendo-o e chupando-o até deixar hematomas avermelhados. Kise apenas soltava arfadas e uns gemidinhos, demostrando a sensação prazerosa que ele lhe causava.

Aomine ajoelhou-se na cama e retirou a peça íntima do loiro. Este, subiu na cama e sentou-se. Sabia o que estava para receber. Viu o maior curvar-se para por fim, pegar seu membro.

Apenas o estimulou com os dedos inicialmente, porém, logo lambeu sua extensão e pressionou a língua à glande. Kise segurou a respiração e arfou. Com poucos estímulos com a boca, logo fez o líquido de pré-sêmen aparecer.

Kise, sem conter-se, remexeu o quadril à espera de mais estímulos. Foi a vez da mão lhe proporcionar prazer. Masturbando-o, fazia aquele líquido sair mais e mais. O seu corpo agora tremia, enquanto sentia a boca dele em seus testículos, voltar para o membro, lamber, o chupar e fazer todo o clico novamente.

Gemidos baixos e roucos saíam por seus lábios sentindo o ápice se aproximar.

— Você estava pensando muito nisso? — A pergunta de Aomine, lhe irritou levemente.

— Cala a boca...

Soltando um risinho, o moreno voltou a fazer seus atos. Não parando por um momento, chupou-o com vontade. O rosto de Kise ardia de prazer e vergonha ao vê-lo movimentar sua língua por todo ele. Parecia hipnotizado com suas ações que, por fim, fizeram-o acalçar o ápice. Contraindo-se, cerrou os punhos e liberou os gemidos pressos em sua garganta. Foi muito intenso.

— N-Não engula isso! — Kise lhe disse alto, envergonhado. — Já te disse isso um milhão de vezes.

— Por que eu não posso provar teu gosto?

— É sujo!

— Mas é seu.

Desistindo da conversa, pôs-se a abrir um pouco mais as pernas. Aomine foi rápido em pegar o lubrificante na gaveta da escrivaninha e logo despejar um pouco sobre seus dedos e no orifício de Kise — Que tremeu ao sentir o líquido frio em sua entrada.

Os dois dedos entraram juntos, proporcionando um grunhido do outro. Começaram a se mover em um ritmo ameno, causando uma sensação de calor e inquietação ao loiro. Sua respiração estava descompassada e o seu corpo começava a se contorcer à medida em que o ritmo aumentava. Logo estava duro novamente.

— A...Aomine...

A voz do menor só o estimulava mais a continuar. O interior dele estava tão quente e úmido; os dedos saíam e entravam sem nenhuma dificuldade. Atingiu finalmente a próstata, ouvindo um gemido mais alto.

— B-Bem aí, Aominecchi... — Sua voz trêmula e os seus olhos transbordando de prazer só o vez pulsar mais um vez. Mordeu o lábio inferior com a visão. — Ah, Aominecchi... Só com os dedos não... — O tom de sua voz era suplicante.

Foi como um estrondo. Foi assim que Aomine denominou a situação. Trincando um pouco os dentes, retirou os dedos e substituiu por seu membro latejante.

— O que deu em você? — Uma pergunta retórica, sem resposta.

Segurando-o pelas pernas, começou seu ritmo frenético. Ele realmente não o perdoava. Cada estocava com mais força, com mais rapidez, e todas atingindo-lhe a próstata.

Era como uma areia movediça. Sentia-se afundando mais e mais em uma poça única, mas que na situação atual, era de prazer. Chegava a se afogar com tanto regozijo que sentia. O corpo queimava — parecia que havia pegado fogo há segundos atrás e que não encontrava nenhuma poça d'água para aliviar-se.

Inúmeras investidas recebeu do moreno. Este, até pensou em provocar-lo um pouco, mas que seu ápice estava aproximando-se. Aumentou ainda mais o atrito, despejando-se no interior dele. Agora que deram falta da camisinha. Kise, por sua vez, acabou tendo seu segundo orgasmo.

Respirações audíveis presenciavam o quarto, enquanto os dois homens recuperavam-se gradualmente do efeito orgasmo.

— O 'pessoal' da sua agência me ligou. — Aomine começou dizendo, enquanto cobria-os com um cobertor na parte inferior.

— Huu... — Resmungou — Era pra eu ter ido acertar umas coisas hoje... Acabei nem indo. Ele me disse não era de muita urgência, então nem me importei muito...

— É, foi exatamente o que ele me disse. Vão cuidar disso segunda feira mesmo.

— Aominecchi... nos limpamos... pela manhã?

— Sim, sim... Pela manhã. — Viu-o afundar a cabeça no travesseiro.

— Aominecchi, eu amo você. — Abafava seu tom de voz, mas ele percebia que ele estava um pouco manhoso. Sempre era assim, depois que faziam sexo. Ele soltou uma risadinha. — Ei! Por que está rindo? — Encarou-o, emburrado.

— Haha, nada... — Depositou um beijo nele. — Eu também te amo, imbecil. — O xingou de uma forma descontraída.

— Você quem é imbecil... — Virou o rosto, um pouco corado.

Trocando algumas carícias na cama, conseguiram adormecer.

XX

Eles realmente iriam se esforçar. Não queriam mais brigar, queriam apenas ficarem juntos, sem nenhum incômodo. Só queriam se sentirem amados um pelo outro, sem nenhuma desconfiança. Era isso que os dois queriam, era isso que eles iriam conseguir.

Notas finais
Algumas das frases (a maioria) não são de minha autoria. A criatividade estava em baixa, então, acabei pegando de um site. Vocês já devem ter ouvido falar, acho eu. (mensagenscomamor) Créditos e mais créditos à ele. Eu, particularmente, não achei muito bom - tipo, em geral. Mas, pelo fato de eu estar com saudades de escrever sobre esse otp, deixei por assim mesmo. Vou fazer melhor da próxima vez! ^^
Se encontrarem erros, não hesitem em me dizer.
Até uma próxima e,
beijos ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!