óbito

1 sua querida dama...


Se achas tão impotente nessa tua alma enegrecida

Que mal percebes o valor da tua colheita

Imundo, mentiroso, diabo em ascensão

Mas para que necessitas de meu pobre irmão?

Sonda-me como sombra e ao inferno te guiarei

Na minha vida nada é fácil

Mas o caminho maldito já decorei

Penso que minha vida não passou de fezes e adubo estragado

Mas não entendo o por quê continuas do meu lado

Repleta de mentiras e encobrimentos de baixo da cama

Será que não passo de apenas de uma companhia, a qual chamas de dama?

Será que os Céus estão me punindo pelo meu único erro, e por isso me atira no precipício?

Me desculpe, meu amado.

Nunca quis te machucar

Mas também não gosto de mentiras e muito menos falar

Agora, aqui, faço o meu pedido de óbito

Mate-me definitivamente e acabe com ambos os sofrimentos

E mesmo assim,

Mesmo na escuridão cheia de almas e sofrimento,

Ainda cuidarei de ti

E nesse testamento é que assino

Abaixo do que me foi dito

Sua querida dama.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!