Notas iniciais
Oi, oi gente!!! Depois de um capítulo dramático, eu voltei! Primeiramente quero agradecer as minhas leitoras lindas que recomendaram a fic *--* Fran meu amoooor, muito obrigada pela recomendação, eu amei! Eu que tenho de agradecer por ter uma leitora -cardíaca- tão especial como você S2 Você tem um lugar especial no meu coração e fico muuito feliz por estar gostando da fic *---* JacobLii, muuito obrigada pela recomendação também, fico muito contente por saber que está gostando da fic!! Obrigada mesmo *---* Boooom, agora vamos ao capítulo! Tá postado, vão leer. Espero que gostem :)

Jéssica caminhava de um lado para outro, enquanto ditava as palavras sem parar. Rolei os olhos permanecendo quieta, quando ela incorporava a Sabia Conselheira, o melhor que eu fazia era —fingir— ouvir.

—Você tem que reagir, sabe? – proferiu calmamente. —Eu sei que é difícil, mas já tem o que? Um mês que você está assim?

—Não, não tem um mês. – murmurei, tendo de pigarrear para limpar a voz apor ficar tanto tempo quieta. —Tem dezenove dias, para sua informação. – corrigi tentando ignorar o aperto em meu coração.

Dezenove dias sem ele.

Parecia um século para mim. Cada hora era uma agonia, cada dia uma tortura.

Nesse tempo, eu descobri o que é deixar viver, porque eu simplesmente existia, nada mais.

—Está vendo! Está tão depressiva que está até contando os dias. – eu bufei pegando a colher de metal e a mergulhando no sorvete de creme, Jéssica me impediu de comer o doce. —Pare de comer isso, pelo amor de Deus Bella!

—Eu não estou depressiva, só estou.... – passei a mão pelo meu cabelo em busca da palavra certa. —Dando um tempo.

Jéssica deixou o pote de sorvete sobre a mesa de centro, antes de me olhar cínica.

—Dando um tempo de que? De viver?

—Jéss, por favor...

—Por favor nada, eu me recuso a te ver desse jeito! – exclamou me interrompendo. —Você só sabe comer essas porcarias e assistir esses filmes trágicos.

Rolei os olhos, o que Titanic tinha de trágico?

—Sério, eu prefiro mil vezes que você volte a chorar, porque assim pelo menos, vou saber que não se enfiou no planeta da negação.

—Eu não estou em negação... – comecei a dizer, contudo ela logo me interrompeu.

—Claro que não! – soou irônica. —Só finge que está tudo bem, enquanto se destrói. – ela respirou fundo, passou a mão pelo cabelo e então se sentou ao meu lado. —Olhe, eu sei que está sofrendo, sei que está doendo, mas ficar assim não vai ajudar em nada.

Ela pegou minha mão, abaixei o olhar ficando em silencio.

—Você não pode ficar vegetando aqui dentro dessa casa! Sabe, eu sinto falta da minha melhor amiga.... Eu quero ela de volta!

Quando eu a olhei, notei o biquinho em seus lábios. Qualquer palavra que pretendia sair de mim, fora impedida pelo toque do meu celular.

No mesmo instante meu coração disparou. Era sempre assim, toda vez que meu celular tocava ou apitava eu me enchia de esperança, para depois me cobrir de frustração.

Esperava que ele ligasse, que pedisse para me ver ou simplesmente, dissesse que sentia minha falta, mas, mais uma vez não era ele.

Engoli a vontade de chorar e suspirei. Estava tudo bem, Edward tinha me pedido um tempo, eu dera isso a ele e logo, as coisas iam se resolver. Eu só precisava ter paciência.

Atendi a ligação colocando meu iPhone trincado no ouvido.

—Alo. – minha voz não escondeu o desanimo que eu sentia.

—Olá, gostaria de falar com a senhorita Isabela Swan. – uma voz —que não me pareceu estranha— soou simpática do outro lado da linha.

—Sou eu mesmo.

—Isabela, aqui é a Valerie, da imobiliária Home e Cia, tudo bem?

Imobiliária.

O nome estalou em minha mente e então eu relembrei do dia em que os visitei, há mais ou menos três dias, a procura de um apartamento.

Não aguentava mais ficar ali naquele lugar frio e vazio. Se Charlie e Renée gostavam da infelicidade que rondava pela casa, que eles a aproveitassem sozinhos. Já era hora de eu me mudar e caminhar com minhas próprias pernas.

—Sim e com você? – me sentei na cama, tendo os olhos de Jéssica fixos em mim.

—Tudo certo, obrigada. – ela fez uma breve pausa. —A senhorita nos procurou semana passada querendo comprar um apartamento, liguei para informa-la que separamos três imóveis para você.

Eu respirei fundo, querendo mudar minha voz e deixa-la animada, mesmo que cada célula do meu corpo se recusasse.

—Ah, que ótimo! – e eu não obtive sucesso, mesmo querendo me mudar, eu só via um destino atrativo: O apartamento de Edward.

—Se quiser, podemos agendar as visitas para ainda hoje.

Eu fiz uma careta, não queria sair.

—O que foi? – Jéssica resolveu perguntar.

—Só um momento. – pedi a moça, que concordou de imediato. —É da imobiliária da sua avó, parece que há uns apartamentos disponíveis e eles querem marcar a visita para hoje, mas...

—Aceite. – disse firme. —Vamos, diga que você vai. – soou firme diante ao meu silencio. —Vai ser bom para você sair e se distrair um pouco. Anda Bella, fala que você vai.

E então eu aceitei, praticamente obrigada.

Não queria sair de casa, não queria sair do quarto e muito menos sair da cama, mas eu não podia com Jéssica, aliás, ninguém podia.

Ela fizera isso quando eu lhe disse queria comprar um apartamento e me mudar, simplesmente grudou minha mão e me arrastou até a imobiliária da sua avó.

—Este é incrível, não acha Bella? – Jéssica soou animada, me tirando dos meus devaneios. Eu soltei o ar pela boca, percebendo que tanto a corretora, como Jéssica me encaravam.

Tentei sorrir, concordando com a cabeça.

—É lindo, eu amei.

Não foi difícil mentir, porque eu tinha mesmo gostado do apartamento. Ele ficava em Los Feliz Hills, era amplo, bonito e clean. O tom branco se mesclava com o rosa claro, deixando tudo harmonioso e feminino.

—Ele está com preço ótimo, a localização é impecável e a vizinhança muito tranquila.... – fazendo seu trabalho a mulher começou traçar os elogios do apartamento.

Tomando folego, eu abaixei o olhar rapidamente e me arrependi de imediato, quando focalizei a pulseira em meu pulso.

Eu me recusava a tirá-la, mas toda vez que eu a via, era uma facada a mais na ferida que ainda sangrava.

Engoli seco, recebendo lembranças que só me deixavam mais pior.

Era sempre assim, bastava uma simples recordação para me fazer desmoronar e acabar com todo o muro de confiança e fé que eu tinha construído.

Passei a mão pelo cabelo me sentindo atordoada, a dor estava voltando com força total.

Eu precisava ir embora.

—Vou ficar com esse. – disse de súbito interrompendo a mulher que pareceu não se importar, afinal, tinha acabado de fazer uma venda incrível.

Tentando reprimir as lágrimas eu assinei os papeis, a mulher disse algo sobre me entregar as chaves em alguns dias e então, nós finalmente pudemos ir embora.

—Pare de tentar engolir o choro. – Jéssica proferiu saindo com o carro pela vaga. —Se quer chorar, chore.

Esfreguei a mão no rosto, minha garganta estava esmagada em um aperto bastante incomodo.

—Não estou engolindo o choro.

Eu quis me socar, tamanho meu fracasso em mentir. Minha voz saiu tão chorosa e tremula, que eu bufei.

—Não quero chorar. – assumi baixo.

—E porquê? Chorar alivia...

—Já chorei muito... – tomei folego para poder continuar. —Tudo o que eu vou fazer agora, é respeitar o tempo dele.

—Uma coisa não tem nada a ver com a outra. – ela me olhou, parando o carro no sinal vermelho. —E é melhor você chorar do que ficar em negação.

—Eu não estou em negação. – rolei os olhos, porque ela insistia naquilo?

—Imagina que não. – seu tom foi irônico. —Mas tudo bem, vamos mudar de assunto. – soltei o ar pela boca, aliviada por isso.

Não queria ficar batendo na mesma tecla, já estava doendo o suficiente.

—Terça-feira é a festa de final de ano da UCLA.

Jéssica estava tão animada, apenas a olhei pelo canto dos olhos.

—Por isso vamos comprar nossos vestidos, reservar nosso horário no salão e chegar arrasando na festa.

—Eu não vou.

Disse firme, a interrompendo.

—É claro que você vai. – rebateu bufando.

—Não vou não. – arrumei meu corpo no banco. —E você não pode me obrigar.

Jéssica me olhou brevemente, o sorriso que apareceu em seus lábios foi deveras confiante.

—Você vai. – murmurou confiante. —Nem que seja amarrada.

Eu bufei alto, virando o rosto quando Jéssica tentou —pela centésima vez— tirar uma selfie nossa.

Eu estava com raiva dela e de sua animação patética também. Porque ela não entendia que eu não queria ir naquela maldita festa?

Durante os últimos dias, ela só soube encher o saco, insistindo em dizer que mesmo que precisasse me arrastar, eu iria na festa.

Tentei negar, rejeitar suas visitas e até expulsá-la da minha casa, porém Jéssica era impossível quando queria. E muito, muito, muito chata.

—Aff, Isabela... Olhe para a câmera! – pediu voltando a erguer o celular. —Desaprendeu a tirar selfie, é?

—Não. – soltei vendo nossa imagem aparecer no iPhone. —Só não estou com vontade de tirar fotos.

Jéssica bufou, endireitou o corpo e se virou para me olhar.

—Você e sua infinita falta de vontade. – apenas dei de ombros, erguendo a mão para arrumar a alça do meu vestido no ombro.

Jéssica então passou o braço por meu ombro e me puxou, meu rosto colocou no seu.

—Sorria! – disse antes de tirar a foto. —Viu só? Nem doeu.

Ela me soltou parecendo entusiasmada com a foto, eu mal me importei, tratando de me afastar um pouco antes que ela me puxasse para mais fotos.

Parada diante ao espelho eu me olhei, qualquer um, qualquer um mesmo, podia ver todo o desanimo que eu sentia, somente ao me olhar.

Não queria ir à festa alguma, não queria me socializar, conversar e ver os outros felizes, quando eu estava destruída.

Eu só queria ficar no quarto, deitada na cama, esperando que aquele tenebroso tempo passasse.

Maneando a cabeça eu pigarrei, engoli o nó que se formava em minha garganta e repeti mentalmente que estava tudo bem, tudo ia ficar bem.

Só tive tempo de pegar minha bolsa-carteira prata, antes de ser puxada por Jéssica para fora do quarto.

Às vezes, ela me sufocava e até irritava, mas eu não saberia dizer o que seria de mim sem ela.

—Ual, está gostosa!

Mike proferiu assim que paramos em frente a sua Ferrari preta, rolei os olhos, Mike era um idiota.

Jéssica sorriu de orelha a orelha, contudo, eu não a julgava mais, sabia como era estar apaixonada.

Apoiando meu corpo no carro, tive de concordar com o estupido do Mike. Jéss estava mesmo lindo.

Seu vestido era nude, o modelo no estilo cauda de sereia com uma bela renda francesa e pedrarias nos lugares certos. O cabelo estava preso em um coque baixo, a franja posta de lado e a maquiagem leve, só fazia por destacar sua beleza natural.

—Mike, Bella não está linda? – passando o braço pelo meu, Jéssica deixou o foco em mim. Eu bufei, ignorando os olhares cínicos de Mike.

—Maravilhosa. – tratei de ignorar seu tom irônico, a antipatia que eu sentia por ele, era reciproca e verdadeira.

Alisei o cetim do vestido azul royal, ele era bem bonito e simples. De alcinhas finas, seguia em modelo evasê por meu corpo, o decote meio taça era sensual, no entanto, nada chamativo.

A última coisa que eu queria aquela noite, era chamar atenção.

Permaneci quieta o caminho inteiro, enquanto Jéssica tentava falar com Mike, ao mesmo tempo em que as suas poluições sonoras —que ele chamava de música— tocavam.

Mike nos deixou em frente ao salão do campus principal, onde estava acontecendo a celebração, a movimentação era grande.

Quando desci do carro, tudo o que eu mais quis foi estar em casa, deitada em minha cama, fazendo absolutamente nada.

Tudo tinha perdido a graça para mim, a vida não tinha mais sabor nenhum.

—Vamos Bella, se anime! – Jéssica pediu segurando minha mão enquanto passávamos pelo tapete vermelho que levava a grande entrada. —Até porque, Edward é aluno, aposto que ele está por aqui.

Eu recebi suas palavras como uma dose de adrenalina. Pela primeira vez em quase vinte e cinco dias, meu coração perdeu o compasso das batidas, minhas pernas ficaram bambas e meu estomago gelado, isso somente com a possibilidade de Edward estar ali.

Eu era mesmo muito estupida por não ter ligado os fatos antes. Edward estudava na UCLA, e eu duvidava que ele fosse faltar a festa de fim de ano.

Minha mente começou a fervilhar com as hipóteses que eu criava. Edward podia me ver, vir até mim e dizer que me queria de volta. Também podia me ver e me ignorar. Me ver e dizer que estava tudo acabado....

Na verdade, eu não sabia qual seria sua reação caso nos encontrássemos, mas as minhas se resumiam em duas:

Primeira, desmaiar.

Segunda, agarrá-lo na frente de quem estivesse perto.

Me remexendo na cadeira, eu suspirei tentando acalmar meu coração. Também havia uma grande possibilidade de nós dois nem nos cruzarmos, o salão era gigante.

Beberiquei o champanhe sem conter a careta com sua temperatura quente, olhando os casais rodopiarem pela pista de dança.

Eles estavam muito animados, enquanto eu me sentia pronta para um velório.

—Olha só quem está aqui. – fechei os olhos ao ouvir a voz escarnia soar atrás de mim. —A gatinha que vem recusando meus telefonemas.

Eu virei a cabeça para ver Jacob parado a pouca distância de mim. Seus olhos eram tão petulantes quanto seu sorriso. Eu sabia que ele estava com o ego ferido, sempre odiou ser ignorado.

—Não cumprimenta mais os amigos, gata?

Eu quis chorar quando ele se sentou ao meu lado. Olhei em volta tentando encontrar Jéssica, maldita hora que eu insisti para que ela fosse dançar com Mike!

—Você e eu não somos amigos. – falei por fim, voltando a me recostar na cadeira.

—Que isso gata! – proferiu antes de rir. —Pensei que depois de tanto tempo juntos, ao menos fossemos manter a amizade...

Mentalmente eu me perguntei como tive coragem e capacidade de sair com alguém tão irritante. Jacob estava a menos de cinco segundos ao meu lado e eu já queria chutar suas bolas.

—Pensou errado, não vamos manter nada. – terminei de beber o champanhe em um gole grande. —Aliás, vamos manter uma coisa sim, distância um do outro!

Pegando minha bolsa de cima da mesa, eu me levantei e sai.

Eu nem queria ter ido naquela festa tediosa e a única coisa que me prendera ali por mais de dez minutos, —além de Jéssica e sua insistência infinita— fora a esperança de ver Edward, mas encontrar com Jacob, fora a gota de água.

Iria para casa para me afundar na cama e assistir Titanic mais uma vez, enquanto comia sorvete, M&M ou qualquer outra besteira que me ajudaria a me convencer que estava tudo bem.

A aglomeração do lado de fora do salão era intensa, eu tinha que me espremer para passar pelas pessoas e mal conseguia ver onde estava pisando, quando tropecei em um pé desconhecido e acabei trombando em alguém.

E foi aí que a lei de Murphy se encaixou em minha noite: Nada é tão ruim que não possa piorar mais ainda.

—Nossa, me desculpe.... – comecei a me desculpar, erguendo o olhar para a moça a minha frente.

—Meu vestido! – ouvi a exclamação e então reconheci a voz de imediato. —Sua desastrada...

A voz foi morrendo aos poucos quando os olhos duros caíram sobre mim. Arrumei a postura erguendo o queixo em frente a Rosalie.

—Mas é claro! Tinha que ser você. – ela bufou raivosa. —Olhe só, me fez derrubar o vinho em meu vestido... – abaixando os olhos, Rosalie deixou a voz chorosa ao olhar para o próprio corpo.

Encarei seu vestido, ele era tomara que caia, encorpado e bonito. Podia dizer que a cor branca estava impecável, se não fosse pela grande macha de vinho que descia por seus seios.

—Sinto muito, não foi por querer.

—Me poupe das suas desculpinhas! – ela me interrompeu aumentando o tom de voz, começando a chamar uma atenção desnecessária. —Aposto que fez isso de caso pensado! Você queria se vingar de mim.

Rolei os olhos soltando um riso cínico.

—Desculpe, mas eu me recuso a ficar aqui ouvindo essas asneiras...

Quando eu fiz menção de me afastar, ela segurou meu braço.

—Acha que me engana é? Você está com raiva de mim! – as pessoas a nossa volta já começavam a se afastar, formando a típica rodinha que acolhia as brigas.

Respirando fundo, puxei meu braço em um movimento rude. Eu não ia cair dessa vez, não ia descer e me igualar a ela. Se Rosalie queria dar seu show, que fosse apenas dela.

—Me poupe! – pedi pronta para lhe dar as costas.

—Não precisa fingir, você tem raiva de mim só porque eu mostrei ao Edward a vadia que você é!

Fechei meus olhos respirando fundo, ela queria me provocar, mas eu não ia ceder.

—Não misture as coisas, eu tropecei, esbarrei em você sem querer e...

Ela cerrou os dentes dando um passo em minha direção. Apenas cruzei os braços ficando ali, parada e firme a sua frente.

—Sem querer o caralho! – me interrompeu falando alto, ela queria era ibope mesmo. —Tem noção de quanto eu paguei nesse vestido?

Eu a olhei dos pés à cabeça, mordi o lábio inferior e então soltei o ar pela boca antes de responder.

—Uns vinte dólares? – perguntei fingindo inocência, pude ouvir os risinhos se espalharem pelas pessoas que nos cercavam.

—Perguntei o quanto eu paguei no vestido, não o valor que você cobra por noite. – suas palavras foram pesadas e conseguiram levar embora cada gota de controle que havia dentro de mim.

Apertando os dentes, eu me aproximei já sendo consumida pela vontade de devolver cada puxão de cabelo que ela me dera dias atrás

—É melhor medir suas palavras...

O jato liquido vermelho atingiu Rosalie em cheio, me pegando de surpresa e me calando de vez.

Ela ofegou alto, os cochichos aumentaram e pelo canto dos olhos, vi Jéssica se aproximar.

—Ops, desculpe querida. – pediu fazendo uma careta. —Eu tropecei, foi sem querer, eu juro!

Eu não sabia se ria primeiro da ousadia de Jéssica por ter jogado mais vinho na vaca loira, ou na cara de espanto de Rosalie que agora, tinha em seu vestido duas marcas grandes de bebida.

—Sua.... Sua cretina! – Rosalie praticamente rosnou antes de partir para cima de Jéssica.

E a confusão estava armada. As duas caíram no chão, rolando de um lado para o outro, o que não durou muito, visto que, logo dois seguranças se aproximaram e as afastaram.

Jéssica estava descabelada, ofegante, já Rosalie tinha o lábio inferior cortado e um belo de um arranhão fundo na testa.

Obviamente a direção fora informada e não demorou para que elas precisassem ir para a sala do reitor, conversar com ele.

É claro que eu tinha gostado da surra que Jéssica dera naquela diaba, mas não queria que ela tivesse problemas por minha causa.

Quando elas saíram da sala, acompanhada pelo reitor, eu me preocupei, contudo Jéssica mantinha um sorrisinho maroto nos lábios, o que me indicou que nada grave acontecera.

—Espero que as duas tenham entendido e aprendido a lição. Que isso não ocorra novamente, ou as duas serão expulsas. – ele soou firme e então se virou para os dois grandões que apartaram a briga. —Acompanhem-nas até a saída para garantir que não haja mais nenhuma briga.

O caminho até o estacionamento fora em silencio, Jéssica me mandava olhares sugestivos enquanto Rosalie tentava disfarçar que estava mancando.

Tive de prender o riso. Bem feito!

—O que ele disse a vocês? – perguntei assim que os seguranças se afastaram e eles só o fizeram, quando garantiram que Jéssica e Rosalie seguissem rumos diferentes.

—Deu a maior lição de moral, falou que briga não é coisa de mulher e outras coisas machistas! – eu ri de suas palavras. —Enfim, ele fez vista grossa por ser época natalina e eu deixei uma bela marca no rosto daquela vadia.... Noite mágica!

Eu a puxei para um abraço apertado, Jéssica era rara e eu tinha muita sorte por tê-la como amiga.

—Você é louca, Jéss. – murmurei rindo. —Só você para fazer aquilo mesmo!

—Queria que eu fizesse o que? Deixasse ela te ofender? – rolou os olhos. —Jamais, só eu te xingo, mais ninguém!

Voltei a abraça-la. Jéssica era a melhor.

—Onde está o Mike? Por hoje já deu, quero ir embora...

—Não, ainda não! – ela exclamou me cortando.

—Jéss sério, eu já fui obrigada a vir, tive o desprazer de encontrar com Jacob e agora essa briga, que em partes foi boa, mas isso não vem ao caso, então por favor, não venha me dizer que eu estou em negação ou...

—Não é nada disso. – me interrompeu olhando rapidamente para algo atrás de mim.

Cerrei os olhos estranhando.

—É que tem uma pessoa que quer conversar com você. – murmurou gesticulando com a cabeça.

Mordendo o lábio inferior, eu virei a cabeça para então, congelar no lugar.

Os olhos azuis estavam fixos em mim e o sorriso torto, o meu favorito, estampado nos lábios finos.

Parado em meio a noite silenciosa e o estacionamento escuro, estava ele.

Edward.

Notas finais
Boom gatinhas, espero que tenham gostado, nos vemos em breve! Mais uma vez, obrigada a Fran e Jacoblii :* Tenham um bom fim de semana e até segunda!! Beijõõões da Nick :*