Notas iniciais
Hy, girls! Em primeiro lugar eu queria dizer que fiquei muuito feliz por ver algumas das minhas antigas/novas leitoras aqui =D Segundo, eu irei responder a cada comentário, só estou meio sem tempo (o tempo passou, mas eu continuo com as mesmas desculpinhas né 66') mas assim que der eu respondo vocês ;) Enfim, vamos ao capítulo 0/ Boa leitura ^^

Ouvir os suspiros de Jéssica, já não me incomodavam mais.

O assunto já foi muito batido e de tanto ela insistir, já tinha me acostumado com os longos minutos em que ela ficava distribuindo elogios para um tal mecânico.

—É sério Bella, eu nunca vi um homem tão gostoso como aquele.

Ela praticamente se derreteu ao murmurar as palavras, prender o riso, ficava cada vez mais difícil.

Mantive os olhos fixos no espelho para cobrir meus cílios com a máscara alongadora, Jéssica ainda despejava palavras e mais palavras, deixando ainda mais óbvio seu amor platônico pelo mecânico.

Toda essa paixão, começara a duas semanas quando ela fora com o pai até uma oficina mecânica em South LA e acabara conhecendo o “mecânico gostosão”.

Se eu não a conhecesse tão bem, realmente daria importância aos seus clamores entonados, contudo eu sabia que aquilo, era apenas falta de orgasmos.

—Eu ainda não sei como um deus grego daquele está livre por aí.

—Porque não aproveita que ele está solteiro e o laça de vez? – Minha pergunta a deixou alguns segundos em silencio, aproveitei sua quietude para passar o batom cereja por meus lábios.

—Você sabe muito bem. – Seu timbre saiu pensativo, rolei os olhos arrumando o corpo. —Por mais imbecil que Mike seja, é com ele que quero ficar.

Sim e eu sabia, como sabia!

Mike era um cretino, um tremendo idiota, mas mesmo assim, Jéssica só tinha olhos para ele.

—Mas você está livre! – Ela cantarolou pela ligação.

Rolei os olhos, ia começar tudo de novo.

—Jéss...

Tentei ao menos pará-la, mas foi em vão.

—Ah, Bella você precisa partir para outra, sabe? Poxa, tanto cara gostoso por aí e você não desencana daquele...

—Jéssica! – Tive de subir a voz para repreende-la. Era sempre a mesma coisa, sempre as mesmas palavras, os mesmos conselhos. —Do mesmo jeito que você quer ficar com Mike, eu posso querer ficar com o Jacob.

Pude ouvir sua bufada alta, enquanto saia do banheiro. Olhei por meu quarto, a king size já estava devidamente arrumada com os lençóis franceses perfeitamente esticados sobre o colchão.

—Só que você não quer ficar com ele, Isabela Swan. – A repreensiva em sua voz, era quase palpável.

Deixei o celular sobre o divã de veludo, para poder encarar com mais facilidade meu reflexo no grande espelho vitoriano.

—Sem contar que ele não te merece!

—E você acha que um simples mecânico me merece? – Não tentei esconder o desdenho.

É claro que ela estava ficando maluca ao pensar que eu fosse me envolver com um homem que certamente, não tem onde cair morto.

—Jacob tem dinheiro, status e me enche de presentes... quantos caras por aí dão joias da Tiffany hein?

—Te enche de presentes e chifres também.

Preferi ignorar sua acusação e prestar atenção em minha roupa. Era nova e uma das minhas peças favoritas da Chanel.

O casaco branco de botões, tinham as mangas num tamanho médio, que não passavam do meu cotovelo.

A calça de couro preta delineava minhas pernas de modo unicamente sensual e eu amava isso. Amava tanto quanto os meus belíssimos sapatos Jean-Michel.

—Bella, você está me ouvindo?

Tive de rolar os olhos e me controlar para xingar Jéssica. Quando queria, ela era extremamente irritante!

—Estou, Jéss. Eu estou.

Infiltrei os dedos por meus cabelos, eles estavam sedosos, macios, perfumados. Sorri, apreciando ainda mais os reflexos avermelhados, o tom combinava com perfeição ao meu chocolate natural.

—Amiga, nós ainda somos jovens e do que jovens precisam? Orgasmos.

Não pude controlar o riso dessa vez, me aproximei da cama pegando minha bolsa Jacobs By Marc Jacobs, juntamente do celular.

—E você mesmo confessou que Jacob não te faz gozar!

Saindo de meu quarto, tirei a chamada do viva-vos, levando o IPhone até o ouvido.

—Maldita hora em que fui te contar isso. – Sim, eu estava muito arrependida, sabia que mais cedo ou mais tarde ela iria usar o fato de Jacob não me dar prazer, para me fazer repensar o meu namoro com ele.

Com cuidado, comecei a descer os degraus da escada, minha mão livre apoiada no corrimão de ferro forjado para me dar um maior equilíbrio e segurança.

—Vamos ter muito tempo para acumular joias, isso quando estivermos casadas e infelizes, mas agora o mais importante e ter uma foda boa.

Ela mais parecia um filósofo ditando as palavras mais sábias e isso novamente me fez rir, enquanto passava pelo enorme hall de entrada.

—E você acha que esse mecânico transa bem? Porque acha que ele vai me fazer gozar?

Pelo canto dos olhos, pude ver uma das empregadas ficar em alerta com minhas palavras. Bufei arqueando o queixo e saindo finalmente no deque.

—Porque eu fico excitada só de olhá-lo.... Ain, ele tem as costas largas, os ombros fortes e um volume deliciosamente grande, entre as pernas...

O deslumbre delineou cada sílaba dita por ela e pela primeira vez eu me interessei em conhecer esse mecânico.

Ela podia estar certa, ao menos um pouco certa.

Várias mulheres têm fetiches com mecânicos e esse parecia muito tentador.

—Ok, vou pensar a respeito. – Fechei os olhos contraindo meus lábios, quando ela gritou em comemoração. —Escandalosa! – Acusei, caminhando mais devagar até a mesa redonda onde meus pais já estavam sentados. —Nos falamos na faculdade, até mais.

Desliguei o celular e o deixei sobre a mesa, sentando-me na cadeira acolchoada. Charlie e Renée mantiveram-se em silencio, nenhuma palavra, nenhum olhar... Era como se eu nem estivesse ali.

Suspirei arrumando o guardanapo sobre meu colo, a frente eu podia ver o jardineiro cuidando do gramado rasteiro enquanto o caseiro limpava a grande piscina.

O dia não estava ensolarado, na verdade as nuvens cinza deixavam pistas que ia chover. Um ventinho frio corria por todo o deque, e som das folhas se movimentando fora o único emitido durante meu café da manhã.

Charlie não demorou muito a ligar o celular e começar a discutir com alguém de sua empresa. Um sócio, pelo que pude perceber.

Ele logo se levantou, pegou a maleta preta e sem dizer nada, saiu do meu campo de visão.

Renée não demorou a fazer o mesmo, ela também falava no celular e tentava me enganar fingindo que conversa com uma de suas amigas, mas eu sabia muito bem que ela estava de papo com seu personal trainer.

Todo mundo sabia do caso que ela tinha com Phil. Charlie, eu, os empregados... E mesmo assim, Renée ainda tentava disfarçar enquanto Charlie não dava a mínima.

O casamento dos dois nunca foi um conto de fadas, na verdade eu sempre tive consciência de que eles se casaram porque a camisinha estourou e acabou resultando em mim.

Uma filha indesejada.

Por mais que a relação fosse forçada, eles nunca discutiam, nunca brigavam... eles sempre se ignoravam, a menos é claro que alguém importante viesse nos visitar, aí eles incorporavam o casal perfeito.

Charlie mal ficava em casa, os negócios o mantinham ocupado por todo o dia e tivera noites que ele não voltara, assim como Renée que trocara os dias de compra, por sexo com o personal trainer.

Mas eu não podia reclamar da ausência dos meus pais, na verdade eu amava não ter aquela pegação no pé, eu sempre fazia o que queria e eles não se importavam.

Era certo que eu tinha a vida dos sonhos de todo jovem. Carros, cartões de crédito, dinheiro, roupas, viagens, liberdade...

Tudo a minha disposição, tudo inteiramente para mim.

Coloquei meus óculos escuros enquanto acelerava o carro pela Sunset Blvd. A voz doce de Ellie Goulding soava em volume mais alto, contudo eu sabia que não era os acordes de ‘Burn’ que chamavam a atenção das pessoas.

O que atraia os olhares impressionados e até invejosos, era o meu carro. Meu conversível. Meu lindo Porsche — 911 Turbo S Cabriolet.

A lataria branca, brilhosa e impecável, se unia aos bancos de couro vermelho bordo deixando-o ainda mais lindo.

Praguejei alto sentindo os pingos de chuva começarem a cair por mim. Abaixei o volume do rádio e logo ativei a subida do capô.

Aproveitei a falta de movimentação e acelerei o carro na Charles E Young Dr N e o fato do capô não ter subido, me deixou preocupada.

A frente, um carro estava barrando minha passagem para poder estacionar em uma das poucas vagas livres restantes, diminui e sem desligar o veículo apertei novamente o comando do capô.

—Merda.

A palavra escapou por meus lábios, quando mais uma vez o capô não subiu. Mordi meu lábio inferior preocupada, o chuvisco só aumentava e os pingos ficavam a cada segundo, mais grossos.

Tentei me manter calma, enquanto descia a Royce Dr, o estacionamento estava próximo e certamente eu acharia uma vaga coberta, certo?

Errado.

Completamente frustrada, irritada e começando a ficar molhada, eu parei o carro em uma vaga externa. Uma vontade maluca de dar cabeçadas no volante só aumentou quando olhei as horas no celular, eu estava atrasada!

Soltei o ar pela boca juntamente com o cinto de segurança, sai do carro puxando minha bolsa junto comigo.

Então apenas parei e comecei a pensar em algo para ser feito.

Mas o que eu podia fazer? Como eu ia ativar o alarme se o capô estava aberto? Como eu ia deixar meu carro assim?

Começando a ficar apreensiva, mordi a ponta do dedo batendo o pé no chão com impaciência.

Talvez se eu conseguisse puxar o capô...

A ideia surgiu acompanhada por um sorriso. Deixei minha bolsa no banco traseiro, infiltrei os dedos por meus cabelos —esses que já começavam a ficar húmidos— tirando-os do rosto e então comecei a puxar o capô.

—Caralho... Filho da puta, sobe de uma vez!

Minha voz saia baixa, sôfrega pela força que eu estava sendo obrigada a fazer. Força essa, que fora em vão.

—Desgraça de carro maldito!

Queria chorar de raiva. Porque meu carro escolhera justamente um dia chuvoso para travar? E porque eu era fodidamente azarada de não encontrar uma vaga coberta no estacionamento?

—Hey, moça!

A voz rouca saiu gritada, ergui a cabeça e não precisei procurar muito para encontrar o dono do timbre.

Parado nas escadas brancas que levavam ao segundo andar do estacionamento, um homem me olhava.

Não conseguia vê-lo muito bem, isso por conta da distância, mas as roupas casuais deixavam visível seu corpo forte.

Mordi o lábio enquanto ele se aproximava, limpei os respingos de chuva do meu rosto observando os trajes informais.

Calça jeans clara, camiseta de banda, uma blusa de moletom aberta e all star.

Ele sorriu, estava a menos de dois metros de distância de mim, quando finalmente pude perceber como seus cabelos eram charmosos.

Um tom de ruivo acobreado cobria os fios desgrenhados, era tão lindo, tão único!

—Precisa de ajuda?

Sua voz soou mais perto e com isso, abaixei o olhar para seu rosto. Um belo rosto.

O maxilar quadrado era fodidamente másculo, assim como o queixo que estava todo coberto por uma barba —sexy— por fazer.

Os olhos de um azul profundo, nunca tinha visto orbes tão lindos, emoldurados por longos cílios ruivos.

O sorriso torto, escondia os dentes, contudo era encantador. Ele piscou, pareceu confuso com meu silencio e então soltei pigarro, querendo me socar.

—Preciso, quero dizer.... Sim.

Gaguejei entre as palavras, o lindo desconhecido a minha frente pareceu se divertir e abrindo mais o sorriso, deu mais um passo em minha direção.

Mordi o lábio, ele tinha dentes retos, branquíssimos e muito bem cuidados.

Isso sem contar os lábios levemente carnudos que pareciam desenhados de tão perfeitos.

—O capô não quer subir?

Ele voltou a perguntar, sua atenção já estava toda voltada para meu carro.

—Não, acho que travou.

Eu respondi mais firme, com um passo largo me coloquei ao seu lado e percebi como ele era muito maior que eu.

Uns trinta, trinta e cinco centímetros mais ou menos.

Ainda parada, eu o vi apoiar as mãos na traseira do meu carro. Não pude deixar de notar em como seus dedos eram longos e atraentes, certamente fariam estrago.

Na verdade, ele faria um estrago. Era forte, alto, tinha um rosto lindo...

Não pude evitar de relembrei as palavras de Jéssica:

Amiga, nós ainda somos jovens e do que jovens precisam? Orgasmos.

—Tem uma peça solta aqui.

Sua voz me tirou dos pensamentos, meneei a cabeça e o olhando, vi que ele estava inclinado sobre o carro.

Passei a mão por minha bochecha, minha pele fria me faz ter consciência de que estava debaixo do chuvisco grosso.

Meu cabelo certamente já era.

Ele voltou a ficar ereto, me olhou por cima do ombro e sorriu antes de deixar a mochila preta no chão e começar a puxar o capô.

Rolei os olhos, por mais músculos que seus braços aparentassem ter, ele definitivamente não ia conseguir erguer o capô.

—Desiste, ele não vai...

Minhas palavras se perderam dentro de mim quanto o teto de couro subiu e cobriu meu conversível.

O homem me olhou e ainda sorrindo, puxou a mochila do chão.

—Pode ver que não travou como deveria, mas pelo menos assim não molha suas coisas.

Ele arqueou a mão e infiltrou os dedos pelos cabelos, deixando-os ainda mais rebeldes e encantadores.

Dessa vez eu devolvi o sorriso, ele mordeu seu lábio inferior e tive uma vontade enorme de poder morder aquela boca rosada.

—Obrigada, sério... já estava enlouquecendo aqui.

Ele riu, maneou a cabeça a entortando de um modo fofo. Meu coração pulou dentro de mim, respirei fundo e me aproximei mais um passo dele.

—Qual o seu nome?

—Edward. – Sua mão se esticou em minha direção. —É um prazer conhecer você... – ele deixou as palavras no ar.

Estiquei o braço até nossas palmas se unirem, um calor subiu por minha pele deixando minha mão pinicando.

—Isabela.

Minha voz saiu meio tremula, mas Edward apenas sorriu.

—Isabela.

Ele repetiu, seu timbre rouco fez meu nome soar de modo tão sensual que passei a gostar dele.

—Apenas Bella. E o prazer é meu.

—Ok, Bella. – Ele concordou, sua mão soltou a minha e instantaneamente, senti falta do seu toque, ele fez menção de se afastar, mas eu não podia e nem queria deixar.

—Aceita um café? – Perguntei de imediato e pude ver a surpresa em seus olhos. —Como agradecimento... – mordi a ponta da unha ao explicar.

—Uh, um café quente depois desse chuvisco gelado, parece bom.

Sorri com sua resposta positiva.

Seus olhos azuis brilhavam intensamente, assim como seus cabelos cobres que já estavam secos.

Edward mantinha os braços apoiados na mesa, às mãos rodeavam o copo plástico típico de lanchonete, onde estava o logo de Northern Lights Cafe.

Ele sorriu enquanto contava sobre a faculdade de medicina, nem precisava perguntar se ele gostava do curso, só por sua face eu tinha certeza, ele amava.

—Mas e você, cursa o que?

Enlacei o dedo na alça da xícara e a levei até os lábios.

Ele queria mesmo que eu falasse? Mas eu gostei tanto de ouvi-lo falar.

—Engenharia financeira.

Edward não escondeu a surpresa com minha resposta, sua mão se embrenhou em seu cabelo novamente e novamente eu me fascinei com aquilo.

—Desculpe, mas você não tem cara de quem cursa engenharia financeira.

E então, eu quem ficou surpresa. Meu dedo indicador contornava com calma a boca da caneca de porcelana, eu odiava aqueles copos plásticos.

—Ah, não tenho? – Ele chacoalhou a cabeça negando. —Tenho cara de quem cursa o que, então?

Os lábios de Edward se curvaram em um biquinho, sua cabeça pendeu um pouco para o lado e seus olhos permaneceram em mim.

Ele estava pensando e nunca tinha visto um jeito tão fofo!

—Olhando para suas roupas caras, seu carro importado... diria que você faz algo relacionado a moda ou estática.

Ri de suas palavras.

Sim, ele estava certo. Eu queria mesmo fazer estética, mas segundo Charlie, esse curso não me ajudaria em nada quando precisasse assumir os negócios da família.

—Pode acreditar, eu curso engenharia mesmo.

Lhe lancei um sorriso mais fraco, Edward se arrumou na cadeira e tomou mais um gole de seu café. Em silencio eu vi sua língua correr por todo seu lábio inferior, limpando os resquícios da bebida, e a visão me deu um longo e lento arrepio.

—Aposto que mora em Beverly Hills.

Ele jogou, ergui os olhos e recebi sua piscadela. Mordi a ponta da unha, sorri e preferi ignorar o calor que subia por meu corpo.

—Você é algum tipo de advinha, ou o que?

Sua risada saiu mais alta e o som foi delicioso aos meus ouvidos.

—Não, não... – ele abaixou a cabeça por segundos. —Apenas vi na placa do seu carro.

Completou voltando a rir, dessa vez me uni a ele.

—Bobo. – Rolei os olhos deixando um suspiro escapar por meus lábios. —E você, mora onde?

Edward deu de ombros, ainda sorrindo bebericou seu café novamente.

—Moro aqui pertinho em um apartamento para universitários.

Pela primeira vez, eu forcei um sorriso a ele.

Apartamento para universitário... analisei as palavras com calma e logo confirmei todas as minhas suspeitas.

Roupas visivelmente baratas, não tinha carro, morava em um apartamento para universitário... Claro, ele não tinha dinheiro!

—Não mora com seus pais?

Eu me sentia imensamente curiosa, nunca tinha me interessado tanto por alguém antes.

—Não, meus pais moram em Mckinney...

Cerrei os olhos em meio a dúvida. Não conhecia nenhuma cidade com esse nome.

—Fica no Texas, é uma cidade bem pequena... duvido que conheça.

Mordi meu lábio inferior, assenti com a cabeça enquanto sentia a curiosidade queimar dentro de mim.

A cada fato que ele me contava, mais eu queria saber, mais eu queria perguntar.

—Aposto que mora com seus pais.

Seu timbre saiu brincalhão, seus olhos me analisavam intensamente e isso chegava a incomodar, era como se ele pudesse ver minha alma.

—Me pegou. —Arqueei as mãos, fazendo-o rir baixo. —Eu moro com eles.

—Uh... acho que estou de frente a uma legítima Patricinha de Beverly Hills.

Seu tom saiu brincalhão, sem nenhum tipo de acusação ou inveja. Ele apenas brincou e pela primeira vez, eu me incomodei em ser chamada de patricinha.

—Ah, me desculpa eu não queria te ofender...

Ele começou a se desculpar, estava visivelmente sem graça, suas bochechas estavam meio coradas e achei isso lindo.

Em um ato impensado, estiquei minha mão até a sua que estava sobre a mesa. Meus dedos seguraram os seus e eu meu coração saltou dentro de mim, quando senti seu toque quente.

Edward olhou para nossas mãos, seus lábios se entreabriram e eu tive certeza que ele também sentia os efeitos daquele toque.

—Não precisa se desculpar, está tudo bem.

Eu sorri para ele quando seus olhos voltaram para mim. Edward não demorou a retribuir, soltei um suspiro e mesmo não querendo, afastei minha mão da dele.

Meus dedos pinicavam e o calor subia por meu braço, eu não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo.

Eu o achava lindo, o achava interessante e mesmo o conhecendo a menos de uma hora, eu não queria que ele se afastasse.

Procurei seus olhos com os meus.

Ele sorriu e eu devolvi de imediato, meu coração parecia rodopiar dentro de mim.

Tive de tomar um gole do café, que já estava frio, para me acalmar.

Talvez, eu tivesse encontrado o homem certo para dar o que eu queria e precisava: Prazer.

Notas finais
Em primeiro lugar, sim a Bella é um cusão! Segundo, sim ela é idiota, patricinha e superficial... Bem diferente da Bella Swan descrita por Stephenie Meyer -eu adoro mudar as personalidades deles-!! Enfim... Muita fic pela frente! Aguardeeem! haha Gatinhaas, já vou indoo poréem não demorarei a voltar xD Tenham uma booa noitee ^^ Beijõõões da Nick :*