Último suspiro
11 Evans
"– Tudo certo, Ranhoso? -falou Tiago em voz alta
Snape reagiu tão rápido que parecia estar esperando um ataque: deixou cair a mochila, meteu a mão dentro das vestes e sua varinha estava metade pra fora quando Tiago gritou:
–Expelliarmus!
A varinha de Snape voou quase quatro metros de altura e caiu como um pequeno baque no gramado às suas costas. Sirius soltou uma gargalhada.
–Impedimenta! –disse, apontando a varinha para Snape, que foi atirado no chão ao mergulhar para recuperar a varinha caída.
Os estudantes ao redor se viravam para assistir. Alguns haviam se levantado e foram se aproximando. Outros pareciam apreensivos, ainda outros, divertidos.
Snape estava no chão, ofegante. Tiago e Sirius avançaram empunhando as varinhas, Tiago, ao mesmo tempo espiando por cima do ombro as garotas à beira do lago. Rabicho se levantara assistindo à cena avidamente, contornando Lupin para ter uma perspectiva melhor.
– Como foi o exame, Ranhoso? – perguntou Tiago
– Eu vi, o nariz dele estava quase encostando no pergaminho- disse Sirius maldosamente- Vai ter manchas de gordura no exame todo, não vão poder ler nem uma palavra.
Várias pessoas que acompanhavam a cena riam; Snape era claramente impopular. Rabicho soltava risadinhas agudas. Snape tentava se erguer, mas a azaração ainda o imobilizava; ele lutava como se tivesse amarrado por cordas invisíveis.
–Espere... para ver- arquejava, encarando Tiago com uma expressão de mais pura aversão-, espere... para ver
–Espere para ver o que? –retrucou Sirius calmamente- Que é que você vai fazer, Ranhoso, limpar o seu nariz em nós?
Snape despejou um jorro de palavrões e azarações, mas com a varinha a três metros de distância, nada aconteceu.
–Lave sua boca- disse Tiago friamente- Limpar!
Bolhas de sabão cor- de- rosa escorreram da boca de Snape na hora; a espuma cobriu seus lábios, fazendo-o engasgar, sufocar...
–Deixem ele em PAZ!
Tiago e Sirius se viraram. Tiago levou a mão livre imediatamente aos cabelos.
Era uma das garotas do lago. Tinha cabelos espessos e ruivos que lhe caíam pelos ombros e olhos amendoados sensacionalmente verdes- os olhos de Harry.
A mãe de Harry.
–Tudo bem, Evans? –disse Tiago, e seu tom de voz se tornou imediatamente agradável, mais grave e mais maduro.
–Deixem ele em paz- repetiu Lílian. Ela olhava para Tiago com todos os sinais de intenso desagrado – Que foi que ele lhe fez?
–Bom- explicou Tiago, parecendo pesar a pergunta-, é mais pelo fato de existir, se você me entende...
Muitos estudantes que o rodeavam riram, Sirius e Rabicho inclusive, mas Lupin, ainda aparentemente absorto em seu livro, não t=riu, nem Lílian tampouco.
–Você se acha engraçado- disse ela com frieza. –mas você não passa de um cafajeste, tirano e arrogante, Potter. Deixe ele em paz.
–Deixo se você sair comigo, Evans- respondeu Tiago depressa. –anda... sai comigo e eu nunca mais encostarei uma varinha no Ranhoso.
Às costas dele, a Azaração de Impedimento ia perdendo o efeito. Snape estava começando a se arrastar pouco a pouco em direção à sua varinha caída, cuspindo espuma enquanto se deslocava.
– Eu não sairia com você nem que tivesse escolher entre você e uma lula-gigante- replicou Lílian.
–Mau jeito, Pontas- disse Sirius, animado, e se voltou para Snape- OI!
Mas tarde demais; Snape tinha apontado a varinha diretamente para Tiago; ouve um lampejo e um corte apareceu em sua face, salpicando suas vestes de sangue. Ele girou: um segundo depois, Snape estava pendurado no ar de cabeça para baixo, as vestes pelo avesso revelando pernas muito magras e brancas e cuecas encardidas.
Muita gente na pequena aglomeração aplaudiu: Sirius, Tiago w Rabicho davam gargalhadas.
Lílian, cuja expressão se alterara por um instante como se fosse sorrir, disse:
–Ponha ele no chão!
–Perfeitamente- E Tiago acenou com a varinha para o alto; Snape caiu embolado no chão. Desvencilhou-se das vestes e se levantou depressa, com a varinha na mão, mas Sirius disse: Petrificus Totalus, e Snape emborcou outra vez, duro como uma tábua.
–DEIXE ELE EM PAZ- berrou Lílian. Puxara a própria varinha agora. Tiago e Sirius a olharam preocupados.
–Ah, Evans, não me obrigue a azarar você- pediu Tiago sério
–Então desfaça o feitiço nele!
Tiago suspirou profundamente, então se virou para Snape e murmurou um contrafeitiço.
–Pronto- disse, enquanto Snape procurava se levantar- Você tem sorte de que Evans esteja aqui, Ranhoso...
–Não preciso da ajuda de uma Sangue Ruim imunda como ela!
Lílian pestanejou
–Ótimo- respondeu calmamente- No futuro, não me incomodarei. E eu lavaria as cuecas se eu fosse você, Ranhoso.
–Peça desculpa a Evans! –berrou Tiago para Snape, apontando-lhe a varinha ameaçadoramente.
–Não quero que você o obrigue a se desculpar- gritou Lílian, voltando-se contra Tiago- Você é tão ruim quanto ele.
– Que? Eu nunca te chamaria de... você sabe o que!
–Despenteando os cabelos só porque acha legal parecer que acabou de desmontar da vassoura, se exibindo com esse pomo idiota, andando pelos corredores e azarando qualquer um que o aborreça só porque é capaz... até surpreende que sua vassoura consiga sair do chão com o peso dessa cabeça cheia de titica. Você me dá NÁUSEAS.
E, virando as costas, ela se afastou depressa.
–Evans! –gritou Tiago- Ei, EVANS”
Mas Lílian não olhou pra trás.
–Qual é o problema dela? –perguntou Tiago, tentando, mas não conseguindo fazer parecer que fosse apenas uma pergunta sem real importância para ele.
–Lendo nas entrelinhas, eu diria que ela te acha metido, cara- disse Sirius.”
S- Me perdoe- diz chorando sobre o corpo da moça
Ele pega delicadamente o corpo da ruiva, arruma os lençóis brancos de uma cama, a coloca delicadamente na cama, em suas delicadas mãos, uma rosa vermelha, ao redor dela, pétalas de rosas, vermelhas e brancas, arrumou seus cabelos como ela sempre gostava, passou a mão pelo seu rosto delicado, agora sem vida e saiu andando ainda chorando, vendo o menino com os olhos da amada, chorar compulsivamente
S- Eu te amo- sussurra e chorando, vai em bora.
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