Notas iniciais
Hello, a quem ler esta fanfic! Essa fic eu tenho escrita desde o finalzinho de 2013 (se não me engano, pois não costumo marcar datas no caderninho de fics) e só agora resolvi postá-la XD Nos vemos nas notas finais e... Boa leitura XD

Terceira vitória seguida do time da Escola Teiko.

“Geração dos Milagres”, os 5 jogadores de basquete prodígios mais seu “jogador fantasma”. Fama, aclamação de crítica e público... entretanto isso não era o suficiente para Atsushi Murasakibara.

A vitória fez o rapaz se afastar cada vez mais do namorado, Akashi Seijuuro. Na verdade, estavam afastados desde que descobriu que o rapaz, portador de transtorno dissociativo de personalidade, parou de tomar um remédio fundamental para o controle da doença e seu estado transtornado — flertando forte com a psicopatia — dominou o garoto de vez.

Na época, brigou feio com Akashi. Mesmo sendo, praticamente, uma criança grande, Murasakibara tinha noção suficiente do quanto era importante continuar rigorosamente um tratamento. Ele próprio sofria de gigantismo e quando descobria que alguns dos seus remédios era proibido pelo doping, simplesmente não jogava. Por isso ficou tão bravo com a inesperada irresponsabilidade de Seijuuro:

“Onde já se viu? Parar de tomar um remédio só porque ele era proibido pelo doping? Moleque burro, justamente ele que não pode ficar sem tomar os remédios. Poxa, deixar o time no comando do Mido-chin por uma temporada não ia matar ninguém, ia?! Fraco, fraco! Só virou capitão por ter dado a bunda para o Nijimura por quase dois anos e meio! Com certeza se ele não tivesse se mandado para os EUA, o Aka-chin estaria com ele até hoje. Só fui um tapa buraco para ele! Fraco. Eu não admito ser comandado no basquete e nem ter um namorado fraco e bunda mole como ele.”

Entretanto, a briga não se deu de forma verbal. Ela se deu em formato de um jogo de basquete onde Akashi perdia, porém Atsushi antes dos jogos falou palavras duras contra o rapaz de cabelos ruivos. Somando as palavras negativas mais a possibilidade de perder, juntamente com o talento aflorado, fez o Estado transtornado de Akashi Seijuuro vir à tona com tudo. Murasakibara perdeu de virada e quando ouviu as palavras que não precisava treinar, aquilo foi a morte. Quer dizer, o início da morte da história de amor entre Akashi Seijuuro e Murasakibara Atsushi.

No fundo, queria que o namorado insistisse para ele treinar, salvar de si mesmo, mas não...

Os meses que se passaram foram um inferno e a vitória no último ano piorou ainda mais a situação. Discutiam por tudo, às vezes por nada e só conseguiam se entender no sexo... até Murasakibara “desistir”. Desistir entre aspas, pois como não tinha a coragem suficiente e muita preguiça para terminar tudo, deixou o relacionamento ser empurrado com a barriga.

“Ah, se eu pudesse não ter dito aquelas palavras para o Aka-chin...”

Ensino Médio – Atsushi estudando no conceituado colégio Yosen High School, em Akita , Seijuuro no prestigiadíssimo colégio Rakuzan High School, em Quioto e ambos continuavam no basquete.

Mantinham o namoro a distância através de conversas por Skype, LINE, mensagens de textos, e-mails, porém estavam cada vez mais e mais afastados. Podiam ficar até semanas sem se falar que não era grande problema, entretanto o inevitável aconteceu.

Campeonato de Verão Interescolar. Estavam como adversários, porém ainda “juntos” em seu relacionamento. Tiveram no vestiário uma boa conversa, assim que se encontraram:

— Serei franco e direto. Eu não estou mais a fim de ficar com você, pois eu estou gostando de outro rapaz no colégio. Ele se chama Reo Mibuchi, você já dever ter ouvido falar dele, um dos “Reis Descoroados”... Enfim, ao contrário de você, ele é elegante, inteligente, obedece minhas ordens sem contestar e além dele ser tão bonito quanto você. Foi muito bom nosso um ano e meio, mas acabou. Podemos ter uma relação cordial, Atsushi?

— O Aka-chin que me apaixonei morreu naquele maldito um a um. Obrigado por terminar comigo e tem algo que precisava dizer tamém. Sabe o Himuro Tatsuya, o estrangeiro que vai entrar na minha escola e comentei com você no Skype? Ele se declarou para mim no Skype recentemente e... — dizia Atsushi aos prantos. Um doído choro, porém foi interrompido por Seijuuro.

— Entendo... você também estava na mesma situação que eu. Se você ama ele mais do que eu, corra atrás dele. Eu te libertei e agora você é solteiro, livre para ficar com quem quiser. Mas você não respondeu minha pergunta, podemos ter uma relação cordial?

— Sim, porque como já disse, o Aka-chin que me apaixonei morreu e este Aka-chin que está agora nunca, nunca me amou, assim como nunca consegui amar ele. Você nunca mais comprou doces para mim, não me dava tanta atenção, desde que se mudou de cidade... Até seus “Eu te amo, Atsushi” eram cada vez mais escassos! Eu não mereço ficar com alguém que sente qualquer coisa por mim, menos amor. Adeus, Akashi. —, despediu-se Murasakibara, chorando muito, correndo em direção ao vestiário onde seu time se encontrava e soltando as lágrimas que não paravam de cessar.

Chegando no local, Murasakibara deu um soco forte em um dos armários. Quando ia receber uma punição de sua técnica, Wei Liu e Kensuke Fukui ouviram baixinho um “Aka, aka”, vindos dos soluços de Atsushi por causa das lágrimas. Captaram rapidamente o ocorrido, pediram para a técnica deixarem eles falarem a sós com o pivô. Pedido atendido e foram para um canto bem afastado. Wei começou:

— Você e o Akashi-dono terminaram, não foi?!

Atsushi desabou ainda mais em lágrimas ao ouvir aquela pergunta, afinal eles eram os únicos, além de Himuro e a Geração dos Milagres, que sabiam do relacionamento. Fukui logo abraçou o colega de time e falou:

— Shhh... Chora, desabafa com seu coração, Murasakibara. Imagino o quanto você está dolorido... Er... me desculpe a franqueza, mas o relacionamento de vocês estava indo ladeira abaixo. Qualquer pessoa que visse vocês juntos, via tudo, menos amor. E você já estava gostando do Himuro-san, não é?!

— É... — entretanto foi interrompido pelo chinês.

— Eu nunca namorei ninguém, portanto não sei o que dizer direito. Entretanto, se estivesse no seu lugar, procuraria relaxar a mente — no seu caso, significaria não jogar e comer muitos doces — e depois conversar com o Himuro-san. Come aqui esse Kit Kat de cheescake... isso! Não fique preocupado, eu e o Kensuke-san falaremos com a técnica que você não está em condições para jogar e fica bem. —, disse Liu, segurando as trêmulas mãos do amigo.

— E depois dos jogos, vamos para uma doceria para você relaxar! Agora, desabafa... não guarda coisa ruim no coração, não! Estamos aqui para isso. —, completou Kensuke.

E, Murasakibara, pela primeira vez, passou a olhar seus colegas de time como amigos...

Enquanto isso, Seijuuro ligou para Reo Mibuchi, onde falou:

— Mibuchi, já dispensei ele. 09:30pm no restaurante do hotel? Tudo bem, Óbvio que não esqueci que a gente tem jogo, já estou indo aí para o vestiário. Boa tarde.

Desligou o celular e partiu encontrar o, agora, novo namorado.

Sem lágrimas, nem remorsos e nenhuma emoção. Corte rápido e frio.

“Mas por que meu coração dói e eu quero chorar, mas não consigo? Pff, besteiras!” — refletia Akashi, enquanto caminhava para o vestiário do seu time, rumo a mais uma vitória corriqueira na rotina do time de Rakuzan.

“(...) Se lembra quando a gente

Chegou um dia a acreditar

Que tudo era para sempre

Sem saber que o para sempre, sempre acaba (...)”

(Por Enquanto – Legião Urbana)

Notas finais
Fanfic inspirada na música "Por Enquanto" da Legião Urbana (sim, gosto muito do som deles, me julguem u.u) e imortalizada pela DIVA Cássia Eller
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!