Último Adeus

7 Capítulo 6 - Perdida


Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Annabelle

Meu plano estava fugindo do controle, eu e Christopher transávamos em todos os lugares possíveis da casa, no lavabo, no meu quarto, no quarto dele, no banheiro e até na cozinha, nossa, eu nunca mais iria olhar aquela cozinha da mesma forma. Percebi que Christopher tinha até esquecido a camisinha, assim que ele notou entrou em pânico, mas o tranquilizei dizendo que tomava anticoncepcionais por causa do meu ciclo irregular, quando questionei se deveria me preocupar com alguma doença, ele negou e garantiu que nunca havia transado sem camisinha. Será que era verdade? Eu duvidava, de qualquer forma o melhor seria redobrar meus cuidados de agora em diante.

A realidade era que meu desejo por Christopher estava me levando a atos insanos e acabando com qualquer noção de responsabilidade que possa ter tido algum dia, além disso sentia que toda a minha vingança estava indo por água baixo, pois assim que eu o humilhasse ele nunca mais olharia para minha cara e por mais que pudesse negar para mim mesma, essa era a última coisa que eu queria. Eu me encontrava cada vez mais sem rumo, se pelo menos minha mãe estivesse aqui para me aconselhar, fechei os olhos com força tentando afastar essa ideia da minha mente, lembrar nela nunca me fazia bem, virei de lado na cama e tentei pensar em outras coisas para ver se eu conseguia dormir.

Andava na rua sem direção quando eu a vi, era minha mãe, pronta para pular daquele viaduto, puxei o ar com força e sai correndo na sua direção, mas parecia que quanto mais eu corria, mais ela se distanciava, então em um movimento rápido, ela me olhou.

– Adeus minha Anna. — Sua voz sem som, seu rosto destruído, tentei correr em sua direção, gritei para ela não pular, mas não adiantou, minha mãe se inclinou e seu corpo caiu, assisti a cena em choque, não aguentei o peso do meu corpo e cai de joelhos ali mesmo, no meio da rua, chorando sem parar, xingando minha mãe por ser tão covarde e me deixar sozinha.

Acordei assustada, meu coração batia acelerado e sentia algumas lágrimas escorrendo pelo meu rosto, o pesadelo tinha sido tão real, respirei fundo tentando me acalmar, o que não deu muito certo já que a angustia não ia embora. Sem pensar em mais nada me levantei e sai do meu quarto, silenciosamente me dirigi para o de Christopher, quando girei a maçaneta percebi que a porta estava trancada, franzi o cenho. O que isso significava? Christopher nas últimas semanas duas semanas nunca trancou sua porta. Será que significava que o que existia entre nós tinha acabado? Era assim que ele terminava tudo? Não! Ele não podia terminar o que tínhamos. Não quando eu precisava tanto dele. Balancei a cabeça. Calma Annabelle! Talvez ele queira um pouco de privacidade hoje, só isso. Além disso você tem que se vingar e não ficar correndo para os braços dele. Minha mente me acusou com razão, suspirei chateada, a solução era ir para a cozinha tomar alguma coisa e depois tentar dormir novamente. Quando estava me afastando do quarto de Christopher a porta se abriu, me virei e lá estava ele, lindo com seus cabelos bagunçados.

– O que você quer? — Engoli em seco pelo seu tom rude. Esta vendo como ele te trata sua idiota.

– Não é nada, já estou indo. — Minha voz soou hesitante, Christopher revirou os olhos.

– Deixa de charme vai Annabelle. O que houve? Quer sexo? — Questionou cruzando os braços sobre o peito e arqueando a sobrancelha, tive vontade de socar a cara dele, mas me segurei, afinal quem tinha se colocado nessa situação fui eu.

– Eu tive um pesadelo. — Soltei como se isso explicasse minha situação, ele me observou por momento e a expressão de seu rosto se suavizou, Christopher suspirou e então fez algo que não acreditei, se afastou da porta e indicou com a cabeça sua cama.

– Entra. — Eu sabia que se ficasse com ele essa noite tudo se complicaria ainda mais, mas naquele momento tudo o que eu mais queria era ter Christopher ao meu lado. Não pensei duas vezes e entrei no seu quarto indo direto para sua cama, ele trancou a porta e logo em seguida se deitou ao meu lado. A luz do abajur estava ligada e iluminava parcialmente seu quarto.

– Nada de ficar em cima de mim ouviu? — Advertiu me olhando seriamente, Christopher odiava quando eu deitava sobre seu peito ou o abraçava depois que transávamos.

– Ok. — Respondi me afastando ainda mais dele, Christopher me olhou de canto.

– Ótimo! — Se ajeitou na cama, colocando um dos braços atrás da cabeça e finalmente fechou os olhos. Aproveitei que ele não desligou o abajur e fiquei por um instante observando seu belo perfil, os lábios carnudos e deliciosos, os cílios longos e grossos, o nariz perfeito. Droga! Por que Christopher tinha que ser tão irresistível? Sem conseguir mais me segurar, estendi meu braço e com muito cuidado infiltrei meus dedos pelo seu cabelo sedoso, a não ser quando transávamos eu raramente tocava nele, de repente Christopher se mexeu e sorriu, me surpreendendo.

– Isso é gostoso. — Sussurrou baixinho. Foi impossível não sorrir também.

– Então de cafuné o senhor gosta? — Questionei brincando, ele riu e se virou abrindo os olhos e me encarando.

– Não sou o bloco de gelo que imagina garota, só não gosto que fiquem grudados em mim, mas isso não quer dizer que não goste de carinho. — Respondeu parecendo sincero. A única pessoa com quem ele era carinhoso era Katherine, já Robert nunca foi o tipo de pai que ia jogar basquete ou beisebol no quintal ou que pegava o filho no colo, mas mesmo assim se davam bem.

– Certo senhor-não-me-toque. — Christopher acabou rindo, aproveitei o momento, era tão raro ver ele rindo comigo, entretanto isso não durou muito tempo, logo ele ficou sério, franziu o cenho como se estivesse pensando em algo realmente importante e virou o rosto encarando o teto.

– Você não esta velha demais para ter medo do bicho papão? — Zombou.

– Idiota. — Resmunguei, ele riu novamente.

– Bom, se não é do bicho papão que esta fugindo, do que é então? — Suspirei ainda brincando com os fios de seu cabelo como uma forma de me distrair da dor.

– Da solidão. — Confessei com a voz quase sumindo, Christopher me encarou e parecia travar um luta interna, fechou os olhos, balançou a cabeça e os abriu em seguida, não sabia dizer o que via no seu olhar, mas era algo que nunca tinha visto antes. Me surpreendendo completamente, Christopher pegou minha mão que estava sobre a cama e depositou sobre seu peito, eu observei sua ação sem entender nada.

– Você não esta sozinha. — Meu coração disparou. O que isso significava? Do que ele estava falando?– Olha, eu sei que o lance que rola entre a gente é puramente sexual, mas se você quiser conversar com alguém, eu estou aqui. — Arregalei meus olhos, surpresa.

– Mesmo? — Perguntei desconfiada. Onde ele estava indo com isso? Qual era seu plano?

– Palavra de alguém que quase foi escoteiro. — Com essa tive que rir.

– Christopher você não ficou nem uma semana no grupo de escoteiros.

– Hei! Eu vesti aquela roupa ridícula por um dia inteiro, já valeu e muito. — Sua cara de ofendido me fez rir ainda mais, assim que parei o olhei, ele tinha um bico lindo.

– Obrigada. — Ele franziu o cenho, confuso.

– Pelo o que?

– Por me fazer rir, não me lembro a última vez que ri assim. — Confessei seriamente, ele sorriu parecendo um pouco perdido, essa situação era estranha para nós dois.

– Sempre que precisar. — Garantiu com um sorriso cauteloso. Foi então que com apenas uma palavra ele conseguiu me deixar ainda mais envolvida, senão perdida. — Melhor ir dormir Bell.

– Bell? — Questionei intrigada.

– É, todos te chamam de Anna e eu não sou todo mundo. — Explicou simplesmente. — Tudo bem te chamar assim? — Perguntou acanhado. Ele estava com vergonha? Sério? Christopher tímido era uma novidade. Sorri, já sabia bem o que faria para provocá-lo e tirá-lo do sério.

– Só se eu puder te chamar de Chris. — Argumentei, Christopher torceu os lábios, ele odiava ser chamado assim.

– Ok, temos um trato. — Respondeu me surpreendendo. O que?

– Sério? — Indaguei pasma.

– Sim, mas só em casa, nem pense em me chamar assim em público. — Assenti sorrindo sem esconder minha surpresa. Mas que droga esta acontecendo com ele? Christopher dessa vez esticou o braço e desligou o abajur. Será que ele não tinha desligado antes por achar que eu ficaria com medo de dormir no escuro? Deixa de ser absurda Annabelle!

– Boa noite Chris. — Desejei e pude ouvir ele grunhindo, segurei a vontade de rir.

– Boa noite Bell. — Sorri afundando a cabeça no travesseiro e dormindo ao seu lado sem parar de afagar seu cabelo e ainda mais confusa sobre o que eu deveria fazer em relação a Christopher.

Desde a noite que tive o pesadelo as coisas ficaram ainda mais complicadas, não sabia o que estava acontecendo, cada dia que passava estávamos mais próximos, no começo era fácil saber o que sentir, afinal nós só transávamos e pronto, mas agora pegamos a mania de conversar, quando chegávamos da escola ficávamos todo o tempo juntos, conversando, vendo filmes e até mesmo brincando um com o outro, estava conhecendo um lado dele que nunca imaginei. As vezes eu tinha tanta vontade de perguntar porque ele tinha feito tudo aquilo comigo, porque tinha me humilhado daquela forma quando podia ser tão doce e companheiro, porque nunca havia me pedido desculpas ou perdão. Mas me faltava coragem para questioná-lo. Afinal de contas qual era o jogo dele? Será que essa era mais uma armadilha e eu idiota estava caindo mais uma vez?

Nossa relação nesse momento já estava completamente sem controle, até mesmo Katherine havia percebido nossa aproximação e não conseguia esconder sua felicidade por finalmente estarmos nos dando bem. Mal ela sabia o que estava por trás de tudo isso. Suspirei derrotada e voltei minha atenção ao livro que tentava sem sucesso ler, já tinha lido a mesma página três vezes e não conseguia sair do lugar, quando ia fazer minha quarta tentativa alguém bateu na porta.

– Sim? — A porta se abriu um pouco e a cabeça de Christopher apareceu. Ótimo, lá se vai minha concentração.

– Posso entrar? — Queria dizer que não, mas acabei concordando. Christopher entrou e fechou a porta. Quando eu seria capaz de dizer não para ele? Pelo visto nunca, não é sua imbecil? Minha mente me acusou. — Estudando? — Perguntou sorrindo me fazendo esquecer minha discussão recorrente com meu inconsciente.

– Não. Cavando buracos na lua. — Respondi sarcasticamente. Ele riu. Merda! Christopher tinha que ficar tão lindo quando ria? Isso era muito injusto!

– Muito engraçadinha. — Abri um sorriso de canto. Sem cerimônia ele se deitou na minha cama e colocou a cabeça no meu colo. Só a presença dele era capaz de me deixar igual a uma idiota apaixonada. E era justamente por isso que eu era uma idiota. Porque estava dando a chance de me magoar novamente quando quem deveria sofrer era ele, mas como fazer isso se eu não conseguia bolar plano nenhum contra Christopher?

– O que esta lendo? — Perguntou pegando o livro de minhas mãos e lendo o titulo. — Hum Hamlet. — Achei que ia começar a fazer algum tipo de piada, mas não, fechou o livro e me encarou.

– Duvida da luz dos astros,

De que o sol tenha calor,

Duvida até da verdade,

Mas confia em meu amor. — Christopher declamou um dos meus sonetos preferidos de Shakespeare de um modo tão verdadeiro que fez meu corpo inteiro arrepiar, não conseguia tirar meus olhos dos seus, estava muda, sem saber o que dizer, ele mesmo parecia perdido, por fim pigarreou e desviou o olhar fitando o livro. — É uma ótima leitura. — Elogiou me entregando, o peguei sem parar de encarar Christopher.

– Você leu? — Minha voz soava incrédula.

– Sim, para uma aula chata de literatura. — O olhei desconfiada, afinal Hamlet era uma das poucas obras de Shakespeare que não estavam no currículo da nossa escola, nem mesmo do último ano, pensei em questioná-lo, mas mudei de ideia, afinal não era da minha conta o que ele lia ou deixava de ler. — Pode continuar lendo. — Me incentivou.

– Vai ficar ai? — Ele sorriu largamente aconchegando a cabeça no meu colo.

– Vou, esta confortável. — Acabei sorrindo e tentei voltar a minha leitura, enquanto lia acariciava os cabelos de Christopher. — Adoro quando você faz isso. — Sorri sem parar de ler, mas as vezes olhava para ele, Christopher parecia estranho, meio aéreo e até mesmo triste.

– O que houve? — Perguntei colocando o livro sobre o criado, ele me olhou e suspirou.

– Briguei com meu pai. — Eu sabia por alto dos problemas que ele estava enfrentando com o pai. Robert queria que Christopher começasse a trabalhar na empresa o mais cedo possível, mas Christopher tinha outros planos, queria ir para a Inglaterra e ao invés de estudar administração como era o plano inicial, queria fazer agora engenharia civil e geologia e depois um MBA com ênfase em administração. Eu desconfiava que ele só queria fazer isso para passar mais tempo curtindo a vida longe de responsabilidades, mas eu também via como ele parecia empolgado com o curso, sempre que falava disso seus olhos brilhavam, assim como acontecia comigo quando falava sobre meus planos de ser arquiteta.

– Seu pai ainda não aceita que queira fazer dois cursos? — Ele assentiu.

– Meu pai tinha que ver que se eu fizer engenharia e geologia eu vou ser ainda mais útil para a empresa, mas ele só pensa nele. — Bufou exasperado.

– Que absurdo Christopher. Seu pai faz tudo por você.

– É o que parece, mas você não sabe como é ser o primogênito, toda a responsabilidade esta nas minhas costas. — Ele suspirou e me olhou, parecia em uma guerra interna se me dizia algo ou não. — E se eu falhar? — Perguntou em um sussurro. Me espantei com o que ele disse, em toda a minha vida nunca tinha visto Christopher se sentir ou se mostrar vulnerável. Ele sempre pareceu ser tão seguro e tinha uma confiança invejável em si mesmo. Era estranho ver esse seu lado, mais ainda era o fato dele dizer isso para mim.

– Você não vai falhar Christopher. É a pessoa mais capaz que eu conheço. — Confessei segura, ele me olhou ainda parecendo inseguro.

– Tenho medo de não conseguir atingir as expectativas que todos tem de mim. — Eu estava ficando cada vez mais encantada com esse lado dele. Ele não era mais aquele homem inatingível, parecia tão humano.

– Seus pais te amam e eu tenho certeza que eles só querem o seu bem. Por que não tenta explicar melhor ao seu pai as razões pelas quais você quer fazer esses dois cursos e o quanto isso é importante para você. — Ele sorriu, levantou sua mão e acariciou meu rosto.

– Acho que você tem razão. — Ele colocou sua mão na minha nuca e puxou minha cabeça para baixo até que nossos lábios se encontrassem. O beijo foi delicado e calmo, bem diferente dos beijos cheios de desejo que sempre trocávamos, então ele se afastou, levantou e trancou a porta, não tinha ninguém em casa, Katherine estava no seu escritório de decoração e Robert na empresa, mesmo assim era melhor garantir que não teríamos nenhuma surpresa.

Christopher se aproximou tirando suas roupas e eu fiz o mesmo, no momento que voltamos a nos beijar, como sempre, todo o resto simplesmente desapareceu e cada vez parecia diferente e única. Eu estava me afundando cada vez mais na minha própria armadilha e isso só parecia piorar.

Depois que transamos até cansar, deitamos de lado na cama e Christopher me abraçou por trás, ele costumava odiar esse tipo de coisa, mas ultimamente parecia não se importar quando eu era carinhosa e muitas vezes era ele mesmo que me abraçava do nada, o sexo era incrível, mas nada se comparava a ficar presa nos seus braços.

– Onde você imagina que vai estar daqui dez anos? — Perguntei distraidamente enquanto acariciava sua mão.

– Sinceramente? — Me virei e assenti, ele sorriu levemente. — Não vai rir? — Perguntou, cruzei meus dedos sobre a boca.

– Juro que não. — Prometi.

– Daqui dez anos quero ser o vice-presidente do meu pai na empresa, morar em uma bela casa, cercada por muitas árvores e um belo gramado. — Ele se deitou na cama, eu me apoiei no meu braço e o escutei atenta. — Um lugar bem sossegado para aproveitar com minha esposa e filhos. — Eu não acreditava no que estava ouvindo. Ele só podia estar brincando.

– Ah Chris! Eu estava falando sério. — Reclamei, ele riu.

– Hei o que a faz pensar que isso não é sério? — Arquei minha sobrancelha e o encarei.

– Você, casado, com filhos? Por favor né! — Caçoei, ele acariciou meu rosto, o olhar ardente e profundo.

– As pessoas podem mudar Bell. — O modo como ele me olhou e disse aquilo me congelou. Isso poderia ser verdade? Christopher seria capaz de mudar?

– Eu não acredito nisso, acho que não podemos mudar quem somos. — Declarei firme. Mas quem era o verdadeiro Christopher? Esse que eu passei a conhecer nas últimas semanas ou o estúpido, narcisista e egocêntrico que eu sempre conheci? Ele respondeu isso quando começou a gargalhar.

– É, pelo jeito você me conhece mesmo.

– Eu sabia, você não me engana. — Disse com uma pontada de decepção lhe dando um tapa.

– Respondendo seriamente sua pergunta, tudo o que eu quero é estar na minha cobertura, com uma ou duas gostosas. — Balancei a cabeça, esse sim era Christopher Lewis, fútil e vazio.

– Agora sim faz sentido. — Falei chateada me deitando no seu peito, ele acariciou minhas costas.

– E você? — Suspirei.

– Eu fico com sua primeira opção. — Uma família com Christopher era sem dúvida uma ótima visão. Adoraria que ele tivesse falado sério quando disse isso. — Com uma casa desenhada por mim. — Completei. Chris sabia o quanto eu queria fazer faculdade de arquitetura.

– Você desenha e eu construo. O que acha? — Levantei minha cabeça e o encarei, por um momento me deixei levar por esse sonho e fingir que era algo nosso.

– Perfeito. — Concordei o beijando. Naquela noite tudo foi diferente, o toque, os beijos, parecia que o que eu sentia por Christopher tinha se multiplicado e depois quadruplicado. Eu estava completamente perdida, não fazia ideia do que estava acontecendo e o que fazer. Eu deveria me vingar e não me envolver ainda mais com ele, mas Christopher tinha um poder sobre mim que eu não conseguia lutar contra, ou melhor, eu não queria.

Notas finais
Bjs e até o próximo :)