Última Chance
7 Capítulo 7: Baile de Máscaras - Parte 1.
Notas iniciais
Roland e Vanessa terminam de tomar banho e começam a se arrumar. Enquanto ele já vestiu o smoking e os sapatos, ela ainda está secando os cabelos deixando eles totalmente lisos com uma pequena ondulação nas pontas, e como o cabelo dela não é tão grande não demora tanto.
— Já estou pronto. — Diz sentando na cama, olhando pra ela que está na frente da penteadeira finalizando o cabelo, ainda enrolada no roupão.
— Pare de me dá pressa, ok? Preciso de tempo para fazer todos os procedimentos. — Comenta achando graça, finalizando o cabelo e indo vestir a lingerie preta que escolheu pra ocasião, com a parte de cima sem alça. Depois senta na cama para vestir a meia 7/8 preta.
— Pra que essa meia, Vanessa? Não vai sentir calor com isso não? Esse tecido grosso... Se bem que com esse vestido a última coisa que vai sentir é calor né. — Comenta ironicamente mas com um tom bem-humorado cutucando a esposa.
— Ih, Roland, deixe de coisa... Se eu vou com as pernas descobertas você fala, ai se eu coloco uma meia você fala também, decida-se meu querido. — Responde colocando os scarpins preto de camurça com o solado rosa. — Não vejo motivo nenhum pra você falar das minhas roupas, elas não têm nada de extravagante ou indecente como você fala. Eu queria ver se eu usasse as roupas que a mulher do Zack usa, para ver como você ia reagir porque ali sim são indecentes e ali sim ela está quase pelada na rua... E vamos combinar que ela não é tão bonita assim para esbanjar tanto.
— Sim, ali sim são indecentes e o Zack é uma besta porque concorda com aquilo... E eu acho ela bonita sim, tem umas pernas bem bonitas, bem legal. — Comenta de propósito para provocar a Vanessa, mordendo o lábio para esconder o sorriso provocativo sabendo que ela sempre fica nervosinha quando ele faz esses comentários a respeito de outras mulheres. Mas no fundo ela sabe que ele está só brincando e provocando ela.
Vanessa olha pra ele apertando os olhos com a boca aberta fingindo espanto, depois fecha a cara entrando na brincadeira com ele. Pega o vestido e veste pelas pernas, em silêncio enquanto ele olha pra ela achando graça e satisfeito.
— Oh Nessa, você não fica muito atrás dela não, viu? — Diz sorrindo, continuando a provocação. — Você é bonitinha também. Uma gracinha.
— Bonitinha? Uma gracinha? Então tá... Mas pergunte a seus amigos e aos homens do bairro e da cidade toda quem é a bonitinha do pedaço para eles. Na verdade acho que você já sabe a resposta, porque você é casado com a própria. — Responde com um sorriso convencido e safado no rosto sabendo que o marido odeia quando ela fala isso, pois ele sabe que é verdade e que desde sempre ela é conhecida entre os homens da cidade como a musa dos palcos.
— Mas se eu estou casado com a própria deve ser porque eu sou melhor que todos esses admiradores seus. Então, só lamento por eles. — Diz sorrindo convencido passando a mão no cabelo ainda despenteado, e se levanta para fechar o zíper do vestido dela.
— Ai eu concordo, querido. — Diz sorrindo e passa a mão no vestido arrumando o tecido. Ela escolheu um vestido de alças um pouco acima do joelho, na cor preta decorado com bolas rosas e um cinto preto marcando a cintura que deixava a parte da saia meio rodada e alta. Com a meia 7/8 ficava uma parte pequena da coxa dela mostrando logo abaixo do vestido. — E ai, como estou? — Diz satisfeita virando pro marido e dando uma rodadinha.
— Uma gracinha! — Responde abusando ela e beijando suas mãos. — Fantástica querida, como sempre. — Mas e eu? Como estou? — Pergunta dando uma rodadinha também fazendo ela rir.
— Maravilhoso. De tirar o fôlego, como de costume. — Diz arrancando um sorriso meigo dele. — Mas espere que ainda falta alguns acessórios aqui. E você também, tá faltando o relógio e pentear esse cabelo.
Vanessa então senta na penteadeira para se maquiar e colocar os acessórios, passa perfume e coloca a luva preta. Roland pega o pente e arruma o cabelo dividindo o espelho da penteadeira com a esposa, ela então se levanta e vai até o armário dele e pega o relógio de pulseira preta social, depois volta e pega o perfume dele na penteadeira e entrega a ele. Ele coloca o relógio e passa o perfume e ela arruma a gravata borboleta dele, finalizando todo o processo da arrumação.
— Pronto. — Diz admirando ele, fazendo ele sorrir envergonhado.
— Vamos? Nossas máscaras estão lá embaixo na sacola. E o presente também.
— Certo. Vou pegar minha bolsa.
Eles descem pra sala, pegam as sacolas com o presente e as máscaras e seguem até a garagem para pegar o carro e seguir pro local do baile de máscaras.
Como o local é perto eles demoram por volta de 15 minutos para chegar, param na porta principal esperando o manobrista pegar o carro da frente e depois pegar o deles. Aproveitam e colocam as máscaras, Roland usava uma preta simples no modelo tradicional masculino, e Vanessa usava uma preta também com uma linha prateada e preta em volta da borda da máscara e plumas e flores pretas na lateral.
O manobrista finalmente vem até o carro deles e então Roland solta do carro entregando a chave para ele e dá a volta abrindo a porta para Vanessa, ela sorri e dá o braço a ele e então eles caminham juntos em direção a porta principal da festa.
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