Notas iniciais
Oioi gente, ta ai o segundo capitulo, espero que gostem. Não esquece de deixar o comentário para ajudar na continuação da História. Valeu pessoal

John

Eu não sei se Jack consegue perceber o quão nervoso estou, eu espero que não.

– Anna, sente-se. – Jack aparenta não saber de nada, ótimo, olho para ela como se ela fosse um fantasma.

Eu não posso evitar lembrar daquele maldito dia, de como senti raiva, e isso começa a me cegar.

– Sr. Jack, tem uns papeis que você precisa assinar agora, você pode vir até aqui? – Jenny era a assistente de Jack, ela trabalhava com ele desde quando ele assumiu a posição de editor-chefe.

– Jenny, querida, tem que ser agora? Estou um pouco ocupado.

– Tem sim! – Ela aparentava impaciência.

– Tá bom! Com licença, já volto – Mesmo relutante, cedeu.

No momento que Jack encosta a porta, eu não tenho dúvidas do que fazer: me levanto bruscamente, Anna faz o mesmo.

– O que faz aqui? – Eu sei definir meu tom de voz, mas também sei que eu já perdi a calma.

– O que acha? Brincando de bonecas! Achei que fosse perceptível... – Seu olhar irônico me revira a cabeça.

– Sem gracinhas Anna, responda logo o que perguntei! – Eu já não sei o que estou sentindo, a presença dela aqui me causa uma sensação que eu não posso descrever.

Agarro seu braço e a puxo para perto, minha intenção era fazer ela entender que eu não estava de brincadeiras, mas a proximidade me faz perder um pouco mais a cabeça. Começo a me lembrar de como era bom tê-la ao meu lado, sentir seu calor durante a noite, seus beijos doces quando eu me sentia sozinho.

– Me solta, agora! Ou eu vou gritar! – Eu retomo meus sentidos ao ouvir sua voz.

– Escuta aqui – eu a aproximo mais para não ter que falar alto – Quero você longe daqui, de Nova York, de meus filhos e de mim.

– SEUS FILHOS?

Jack volta, tentamos manter a calma e parecer que estamos bem e que não nos conhecemos, me sento de volta na cadeira e ajeito o Paletó, Anna permanece no lugar, em pé, ao lado da cadeira. Jack se senta e nos observa.

– Jack, eu tenho muito trabalho a fazer, acerte tudo com o Sr. Nolan e me avise que eu dou início aos esboços. Com licença. – Ela, cinicamente, aparenta estar calma como se nada tivesse acontecido

– Tudo bem Anna, não se esqueça que o esboço da capa da revista dessa semana tem que está pronta até o final da tarde.

– Ok! – Ela dá um sorriso leve e se vira para mim – Tchau, Sr. Nolan, foi um prazer conhecê-lo –Ela sai e eu sinto que o ar volta a entrar.

...

FlashBack-Anna

– John parece estar muito feliz hoje, não é? – Ela fala com um sorriso enorme no rosto.

– Todo ano é assim no nosso aniversário de casamento. Acho engraçado, já que é de se esperar que a mulher fique mais feliz nessas datas. Caramba, 10 Anos, parece que foi ontem que a gente estava na faculdade... – Eu estava tão feliz, mesmo querendo esquecer as coisas que fiz no passado. Aquele dia parecia ser um novo começo, uma nova chance de fazer dar certo, uma nova Anna.

John estava num grupinho perto do bar com seus amigos, ele estava com uma expressão tão feliz que acabei ficando ali admirando ele por um longo tempo. Ele olhou pra mim com uma cara de “por que você está me encarando”, e me mandou um beijo. Naquele momento eu queria apenas ele, seus braços quentes ao redor do meu corpo como se fosse um refúgio onde ninguém poderia me encontrar. Apesar da nossa relação nesses últimos meses ter ficado um pouco delicada, eu percebi como eu ainda o amo. Nunca vou me esquecer de quando o encontrei pela primeira vez em uma festa de uma irmandade da faculdade, ele ficou me olhando a noite toda até que finalmente resolveu vir me chamar para dançar, ou então quando lhe contei que estava grávida e que tínhamos um problema e ele simplesmente saiu do quarto e voltou 2h depois com um anel de noivado falando que já que íamos ser uma família, tínhamos que oficializar.

– Está me encarando demais não acha? – Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, John me puxou e me beijou! Eu podia sentir todo o calor exalando de seu corpo, era quente e tinha sabor de Whisky e menta. Aquilo me deixou sem ar, mas eu queria mais. Elevei minha mão até sua nuca e acariciei o final do seu cabelo. Senti ele arrepiar. Ele acariciou minhas costas com as mãos firmes, descendo até o quadril. Ele até deu uma leve apertada no meu bumbum, mas foi rápido até porque estávamos em público. Ouvi alguém gritar seu nome com uma voz de entusiasmo. Ele riu sem tirar seus lábios dos meus, acho que ele ficou um pouco sem jeito pois parou de me beijar e me abraçou forte fazendo com que eu sentisse seu perfume: uma edição limitada da Aramis que sem dúvidas me tirava o folego, misturado ao cheiro do whisky que me tirava de meu eixo.

– Estão me chamando, já volto. Te amo. – Ele me olhou com ternura. Senti vergonha, será que ele diria o mesmo se soubesse o que fiz?

– John, meu amor, eu te amo muito, nunca, nunca mesmo duvide de meu amor! Apesar de tudo, eu sempre te amei e sempre vou amar! – Senti meus olhos marejarem. Ele me olhou com um olhar de que não estava entendendo muito o que estava acontecendo – Vai logo, seus amigos estão te esperando.

...

Anna POV.

Meu Deus! Achei que não ia conseguir ficar perto dele por um só segundo sem perder as forças ou sem derrubar uma lagrima. Como posso suportar seu olhar? Seu cheiro? Meu ser sem se jogar em seus braços e amá-lo como nunca amou antes? Não! Não. Ele me tirou tudo, tirou meu viver, destruiu minha vida, me desestabilizou por 6 anos, eu não posso permitir que ele se aproxime de novo. Ele me enganou por 10 anos. Disse me amar e na primeira oportunidade me abandonou em meu momento mais necessitado. E o pior: tirou meu mundo de mim sem ao menos me escutar. Eu o odeio, odeio com todas as minhas forças e não vou derrubar mais nenhuma lágrima por ele. Acerto minha saia lapiz preta, ajeito meu cabelo, olho no espelho para ver se não borrei a maquiagem e sento para voltar ao trabalho e não me esquecer nunca do mal que ele me causou.

...

John

Anna sempre foi uma mulher muito linda. Ela nasceu em Chicago, mas tem descendência Brasileira de sua avó. Eu acho que ela herdou sua personalidade forte característica dessa descendência e, também, como percebi em suas primas e tias, também descendentes, ela tem um belo corpo, um bumbum mais avantajado e seios fartos. Anna é o que eles chamam de loira natural, mas para mim, seu cabelo é castanho claro que quando no sol se iluminam, deixando seu rosto em uma completa perfeição. Ela tem sobrancelhas e olhos poderosos, um só olhar e você já entende o que ela está querendo dizer. Ela é deslumbrante. Desde o dia em que a conheci na faculdade, tive a plena certeza de que meu coração pertencia a ela. Nos casamos quando descobrimos a gravidez, eu nem tinha terminado a faculdade e ela também não, mas por sorte, conseguimos terminar antes da Hannah nascer.

Tudo ia bem, até aquele incestuoso dia. Fiquei intrigado quando ela disse que me amava não importava o que houvesse, mas mal me importei, afinal, ela só me amava, apenas isso.

Anna, alguns anos antes, tinha conhecido uma “ginástica” nova que se chamava Tecido Acrobático. Ela era demais, ela se enrolava de uma maneira e de repente despencava! Todos achavam que ela ia cair, mas no último segundo ela se mostrava presa e isso era impressionante. No nosso aniversário de casamento, os nossos amigos insistiram que ela fizesse uma apresentação e eles foram tão convincentes que ela, simplesmente, aceitou. Ela foi maravilhosa. Como sempre fez acrobacias perfeitas, (e meu deus, como a bunda dela ficava linda lá em cima). Ela parecia segura, quando de repente, o gancho se soltou, e ela despencou. Dessa vez, era verdade. Ela caiu e ficou lá parada por um tempo. Eu fiquei sem ar. Ela podia estar morta. Eu corri para ajudar, mas fui impedida pela Rebecca, uma amiga nossa da época da faculdade:

–John, está louco? Não pode ajudar essa mulherzinha! – Quando ela disse isso eu quase explodi de raiva, como ela ousa chamar a minha esposa de “mulherzinha”?

– Como não vou ajudar? É minha esposa! – Falei frustrado, como se não fosse evidente que era não mais que minha obrigação.

–Ela não merece sua ajuda, ela não merece nada na verdade, uma mulher que trai o marido com 3 homens diferentes não merece nem o seu socorro! – Aquelas palavras me atingiram como um soco, do que ela estava falando? Como ela sabia disso?

– Pare de falar bobagens e saia da minha frente! – Aquilo seria verdade?

– Veja você mesmo, eu tenho fotos – ela apontou para um Telão e lá estava estampado uma foto de minha esposa, Anna, em um momento intimo com um homem que não era eu. Era verdade aquilo tudo, era verdade. Eu olhei para Anna, ela estava consciente, mas ainda continuava deitada, tinha um corte na testa, mas parecia saber o que estava acontecendo. Ela chorava e mexia os lábios como se dissesse “me perdoe”.

Eu não podia acreditar. Sabia que nos últimos meses nosso casamento estava um pouco fragilizado e que ela também me procurava com menos frequência, mas me trair? Eu sempre achei que pela sua personalidade que se houvesse algum problema ela iria me falar. Mas agora vejo como fui inocente em acreditar nisso.

– Ao invés de ajudá-la, eu simplesmente me virei e desde então não a vejo, até hoje, é claro. – Estava recordando aquele maldito dia a 6 anos junto a Dave.

– Eu já te falei isso 1 milhão de vezes. Eu não concordo com o que fez. Ela podia ter te traído com 100 homens, mas era sua esposa e você tinha que ter ido ajudá-la. O pior é que você ainda pagou advogados para fraudarem documentos para que a justiça impedisse ela de ver os filhos e ainda forjou documentos fiscais para que ela não pudesse morar em Nova York pelo período de 5 anos... – Ele me encarava com um olhar que me deixava envergonhado – John, olha, você é meu amigo, mas eu não vou concordar nunca com o que você fez. O pior disso tudo é que você ainda a ama.

– Não! Eu não a amo! Só sinto raiva por tudo o que ela me fez passar, me fazendo acreditar que me amava e indo para a cama com outro. – Senti como se meu sangue fervesse, aquele assunto me deixava furioso.

– John, o pior cego é aquele que não quer ver. Você a ama e isso está bem claro para todos, exceto para você mesmo – Ele se levantou e saiu sem dizer mais nada.

E eu fiquei ali preso em meus pensamentos sobre como aquele encontro mudaria minha vida completamente.

Notas finais
Que loucura,não é mesmo? Continuem lendo pra descobrir mais. Bjao