Era o meu segundo dia na empresa, e tudo que eu queria era sair correndo, mas eu encararia tudo isso de frente e de queixo erguido, porque sabia que a minha desistência seria como um bálsamo para seu ego.

Assim que entrei no prédio todos me olharam estranho, afinal, ontem eu vim com aquela roupa jovial e tudo mais, e hoje aqui estava eu, com a roupa social da minha mãe e com vontade de rasgar aquilo tudo e ficar pelada logo.

Mas pior do que receber a notícia de que eu teria que ir com aquela maldita roupa social foi ter que olhar para a cara do Cullen assim que entrei em sua sala. Sua expressão transparecia a pura vitória que ele conquistou as minhas custas, filho da puta.

- Bom dia. – Eu disse forçando minha educação ao extremo.

– Onde estão suas roupas despojadas? – Perguntou com aquele ar irônico que me fazia querer matá-lo lenta e dolorosamente. – Presumo que no mesmo lugar que o seu orgulho tolo.

– Onde eu deixo minhas roupas não é de sua conta. – Respondi amargamente e indo para a minha mesa em seguida. Não pude deixar de ouvir sua risada abafada. Ainda se divertia as minhas custas! Era só o que me faltava mesmo.

Liguei meu computador e comecei a prestar total atenção no que ele fazia no dele. Por tudo que eu vinha observando desde ontem, pude perceber que o Cullen era um homem muito organizado e responsável, eram duas características muito boas e eu diria até que essenciais para alguém que ocupava um cargo feito o dele, mas a verdade era que suas qualidades pouco me importavam, eu estava lá mesmo era para procurar seus defeitos e falhas.

Assim que deu a hora do almoço saí sem olhar para trás, aquele homem me enojava profundamente e qualquer oportunidade que eu tivesse de ficar o mais longe possível dele eu agarraria com unhas e dentes.

Assim que saí para o almoço o carinha de ontem, Mike, se sentou ao meu lado novamente, dessa vez sem pedir.

– Bom dia Bella, posso te chamar assim?

– Pode sim. – Respondi com um leve sorriso.

– E aí? Como tem sido by Text-Enhance\">trabalhar com o Cullen? – Perguntou simplesmente.

– Posso ser sincera? – Perguntei arqueando uma sobrancelha e ele gargalhou.

– Pode sim.

– Insuportável. Ele é um homem um tanto... Rude.

– Sim, ele é.

– Poucas pessoas são tão simpáticas. – Disse irônica.

– Ah, verdade. – Disse Mike sorrindo. – O ponto forte do Edward definitivamente não é a simpatia.

– Que bom que não sou a única que pensa assim.

– Bom, todos sabem isso, só que ninguém fala com medo dele ouvir, ou de acabar sabendo de alguma forma.

– Então por que está falando?

– Porque eu sei que ele não vai me ouvir, e creio que você não vá contar, já que também partilhou de sua opinião comigo.

– Sim, claro. Eu entendo. – Respondi com um leve sorriso.

Assim que terminei o almoço fui para a sala novamente, retomando ao meu trabalho, de vez em quanto eu olhava para o Cullen, mas ele permanecia em sua máscara de gelo, apenas olhando para frente, sem desviar os olhos de seu trabalho. Eu até desisti de tentar.

Depois do expediente fui ao shopping e encontrei Alice na porta – Local onde marcamos.

– Finalmente né? – Disse impaciente.

– Alice eu estava trabalhando, não posso estar aqui a qualquer hora.

– Eu sei, mas vamos logo, antes que fique muito tarde.

– OK.

Nós fomos em várias lojas e compramos várias roupas. Eu só estava me perguntando o quanto teria que me desdobrar para pagar tanta coisa. Tudo bem que estava parcelado, mas mesmo assim, eu não era rica e não podia ficar me dando ao luxo de comprar tanto. Mas aí está, é isso que eu ganho por ir na onda da Alice, segundo ela, roupa nunca é demais. Eu até concordo, mas infelizmente a minha grana não.

Estávamos andando pelo shopping já com uma quantidade necessária de roupas, mas claro que Alice nunca se contentava com pouco, então cismou em me puxar para a loja mais cara no shopping, na qual o vestido da vitrine custava cinco mil dólares. Ela só podia estar tirando comigo.

– Não vou comprar nada aqui. – Sussurrei para ela assim que entramos. – Vamos embora.

– Só vamos experimentar algumas roupas.

– Mas é muito cara de pau.

– Boa noite. – Disse a vendedora simpática.

– Boa noite. – Respondemos juntas.

– Posso ajudá-las em alguma coisa? – Perguntou.

– Não. – Eu disse.

– Sim. – Alice falou ao mesmo tempo que eu.

A vendedora parecia confusa, então Alice fez questão de tomar o partido da situação.

– Nós queremos ver aquele vestido vermelho ali. – Ela disse apontando para o vestido que estava em uma das manequins da loja.

– Alice! – Repreendi. – Você vai experimentar roupas e não levar nada?

– Não, quem vai experimentar é você.

– Como é que é? – Perguntei com uma sobrancelha erguida.

– Isso mesmo, acho que vai ficar deslumbrante em você.

– Alice, não.

– Ah Bella, qual é? Experimenta! Não custa nada. Eu já pedi mesmo.

– Tá bom Alice. – Eu disse depois de respirar fundo. O problema nem era experimentar, mas dizer que não ia levar depois.

– Aqui. – Disse a vendedora entregando o vestido para Alice.

– Não, é pra ela. – Ela disse.

A vendedora me entregou o vestido e eu fui até o provador, mas sem deixar de lançar meu olhar mortal para Alice antes.

Comecei a trocar minha roupa, ajeitei melhor na região do seio e em seguida saí do provador. Foi então que imediatamente vi quem estava na loja. Sim, eu não estava louca, o Cullen estava na mesma loja que eu, com um vestido preto em mãos.

– Eu não sei ao certo o tamanho dela, deve ser mais ou menos o mesmo que o seu. – Ele disse à vendedora.

– Então é este modelo mesmo que o senhor vai querer?

– Sim. – Respondeu friamente.

– Vou embrulhar.

– Tudo bem. – Ele disse.

– Nossa! – Alice praticamente gritou saindo de outro provador e me vendo, fazendo com que imediatamente o Cullen desviasse o olhar para ela e em seguida para mim.

Eu estava com aquele vestido deslumbrante na frente dele, sério, eu queria me matar! Mas o que vi nos olhos dele não foi bem o que esperava, ele parecia admirado. Sério? Admirado? Por mim?! Devia ser só impressão. Mas por que ele não tirava os olhos do meu corpo?

– Senhor Cullen. – Eu disse o tirando de seus devaneios.

– Senhorita Swan. – Disse assumindo sua postura durona novamente.

E então um silêncio constrangedor se estabeleceu no ressinto. Mas claro que Alice não deixaria as coisas dessa maneira.

– Então você é o senhor Cullen. – Ela disse se aproximando do carrasco e como eu já esperava que seria, ele nem mesmo a olhou. – Hei, eu to falando com você! – Ela disse fazendo com que eu reprimisse minha vontade de rir.

Cullen olhou para ela forçadamente, porém era evidente o quanto ele não queria fazer aquilo.

– Pois não? – Ele disse parecendo irritado.

– Sou Alice, amiga da Bella. – Ela disse e eu tive vontade de me matar.

– Quem é Bella? – Perguntou parecendo realmente confuso.

– É ela! – Disse Alice apontando para mim parecendo abismada por ele não saber o meu apelido.

– Hum. – Disse indiferente.

Revirei os olhos e entrei novamente no provador, para me vestir com a minha roupa. Enrolei um pouco pra dar tempo do Cullen ir embora. Fiquei muito constrangida por ele ter me visto naquele vestido, mas agora já foi, só me restava agir naturalmente.

Depois de enrolar um pouco, finalmente saí do provador e graças a Deus o Cullen não estava mais lá, mas Alice tinha um grande sorriso na cara.

– O que houve? – Perguntei desconfiada.

Alice pegou o vestido vermelho da minha mão e o entregou à vendedora que o embrulhou.

– O que está acontecendo aqui? – Perguntei com os olhos arregalados.

– O seu novo coleguinha de trabalho pagou. – Disse dando uma piscadela.

– O QUE?! – Perguntei incrédula.

– Eu também não entendi nada. A vendedora que avisou assim que ele saiu que o seu vestido havia sido pago.

A vendedora entregou a sacola e eu não peguei, mas Alice não precisou de muito tempo para fazê-lo por mim.

Nós fomos até o carro de Alice e eu fui falando sobre o quanto estava indignada por ele ter me dado aquele vestido de presente. Olhei a etiqueta e cacete! Quatro mil dólares! O debate central do nosso papo dentro do carro foi: “Por que e me deu este presente? Ele nem gosta de mim!” mas também tinha o mais polêmico que era: “Vou devolver este vestido!” Alice queria me estrangular por dizer isto. Mas o que eu poderia fazer? Eu é que não ia aceitar. Além do mais, eu nem tenho ocasiões para sair com ele mesmo.

No dia seguinte já movida por minha decisão completamente oposta ao que Alice me sugeriu, peguei o vestido e levei junto comigo até o trabalho e assim que cheguei na sala do Cullen coloquei a sacola com o vestido sobre sua mesa, bem a sua frente, fazendo com que ele finalmente me olhasse.

– O que é isso? – Perguntou.

– O vestido que você me deu.

– Senhorita Swan, foi um presente, não é nada gentil devolver presentes.

– Foda-se. – Eu disse e ele me olhou com uma sobrancelha erguida.

– Olhe o palavreado no ambiente de trabalho. – Disse levemente incomodado. – E como eu já disse anteriormente, foi um presente. Não aceitarei devoluções.

– Por que me deu este vestido? – Perguntei indo direto ao ponto.

– Porque ele lhe caiu bem e eu sei que com o seu salário de assistente social não seria capaz de comprá-lo, na verdade até seria, mas passaria o resto do mês sem ter o que comer. – Disse com um leve sorriso. O idiota ainda estava tirando sarro de mim.

– Se eu quisesse comprar, eu o parcelaria no cartão e daria o meu jeito de pagar. Não preciso de nenhuma esmola sua. – Eu disse irritada.

– Senhorita Swan, não foi uma esmola. Foi apenas um presente. O aceite. Eu sei que gostou.

– Eu já disse que não quero absolutamente nada de você. – Eu disse me acomodando em minha mesa de trabalho.

Cullen não deu nenhuma palavra sequer e eu estava dando graças a Deus por isto. Não queria entrar em uma discussão por causa de algo tão bobo quanto um vestido. Mas ao mesmo tempo sabia que se ele teimasse que eu deveria aceitá-lo, eu entraria numa boa nesta discussão.

Na hora do almoço eu saí e almocei com Mike novamente, isso já soava mais natural para mim, ele era um homem agradável, mas com certeza seria mais se percebesse que eu não estava aberta para um relacionamento ou um lance de uma noite. Preferi não contar sobre o presente que o Cullen me deu, afinal podia existir a possibilidade dele espalhar e a última coisa que eu queria era que as pessoas ficassem dizendo por aí que eu estava dormindo com o presidente em troca de presentes caros.

Depois do almoço voltei para a minha sala. O Cullen estava lá, quieto e atento ao seu trabalho, como sempre fazia, então sem dizer nenhuma palavra me sentei e comecei a trabalhar também.

– Boa tarde! – Disse um homem forte, alto e extremamente empolgado entrando na sala. E não é que alguém era feliz nesta empresa?

– O que você quer Emmet? – Disse o Cullen ignorando o bom humor do grandalhão. Na verdade ele parecia era estressado. – Eu já cansei de dizer para avisar antes de entrar. Qual é o seu problema com isto?

– Ah Eddie, sou seu irmão! – Irmão? O iceberg tinha um irmão? – Pare de ser tão certinho.

– Não é uma questão de ser “certinho”. – Disse o Cullen. – Mas sim de ser sensato, é o meu trabalho, se eu deixar você entrar aqui quantas vezes quiser só porque é meu irmão, vai virar bagunça!

– Tá bom. – Disse se dando por vencido. – Eu só vim te convidar pra um jantar.

– Que jantar?

– Hoje à noite. Eu, você e a Rose, naquele restaurante que você gosta. Vamos?

– E ficar segurando vela pro casalzinho apaixonado? Sem chances. – Desagradável. O que custava aceitar o convite do irmão?

– Chame alguém horas. – Disse como se fosse a coisa mais natural do mundo e então olhou para mim. – Quem é a jovem?

– Isabella Swan. – Respondi sorrindo.

– Muito prazer. Emmet Cullen. – Disse vindo até mim e apertando minha mão. – Sou irmão do Edward.

– Prazer em conhecê-lo. – Respondi com um leve sorriso.

– Aí Edward. – Emmet disse olhando para o Cullen novamente. – Chame Isabella, é uma linda moça. – Imediatamente olhei para o grandalhão. Ele só podia estar louco!

– Emmet. A senhorita Swan está aqui a trabalho, pare de constrangê-la.

– Não estou constrangendo ninguém.

– Emmet, vá embora. – O Cullen disse com raiva. – Deixe-nos trabalhar em paz.

– Mas você vai no jantar? – Perguntou esperançoso.

– Não.

– Poxa Edward, você nunca vai! Prefere ficar trancado naquela casa sozinho.

– Sim, eu prefiro, agora vá, por favor.

Emmet suspirou e em seguida saiu desanimado. Ele estava tão feliz e empolgado ao entrar, era isso que esse homem fazia com as pessoas ao seu redor, deixava-as desanimadas e tristes. Eu só me perguntava se ele realmente gostava de ser assim com os outros ou se era apenas uma máscara para esconder mágoas passadas ou se proteger de toda a maldade humana sobre os mais fracos.

De qualquer forma resolvi ficar quieta, afinal eu não tinha nada a ver com o que ele fazia ou deixava de fazer.

No final da noite eu saí sem nem mesmo dar tchau, provavelmente já estava aprendendo a tratá-lo igual a como ele me tratava.

Cheguei em casa cansada e tomei um bom e merecido banho. Assim que saí jantei junto com minha mãe e quando estávamos quase terminando alguém bateu à porta. Me levantei e fui atender. Era um homem quase do tamanho da porta, daqueles que faz você se questionar se sairia viva depois de uma briga.

– Boa noite. – Ele disse.

– Boa noite. – Respondi.

– Eu vim entregar uma mercadoria nesse endereço para Isabella Swan.

– Sou eu. – Respondi.

O homem me entregou a sacola conhecida e imediatamente fechei a cara. Era o maldito vestido que o Cullen me deu de presente.

– Leve de volta. – Pedi.

– Perdão senhorita, mas meu chefe não me permitiu aceitar nenhum tipo de devolução.

– Tudo bem. Depois eu me acerto com ele. Obrigada.

– De nada. – Ele disse se virando e indo em direção ao elevador do meu prédio.

Fechei a porta e me sentei na mesa novamente.

– O que é isso? – Minha mãe perguntou.

– Um presente que o Cullen me deu.

– Por que ele te deu um presente? – Perguntou confusa. – Achei que vocês não se davam bem.

– E não nos damos, mas isso é uma longa história.

– Abra o presente então, quero ver.

Tirei o vestido da sacola e entreguei para minha mãe que o olhou maravilhada. Então notei que havia um bilhete no fundo da sacola. Imediatamente o peguei e li o conteúdo escrito à mão.

Senhorita Swan, foi uma enorme indelicadeza de sua parte recusar meu presente, mas como não sou do tipo de homem que desiste fácil do que acredita ser conveniente, fiz questão de reenviar-lhe e peço para que não o devolva novamente. Pois posso mandá-lo todos os dias para seu endereço se necessário.

Edward Cullen.

Não pude reprimir o sorriso que nasceu em meus lábios, porém não era um sorriso amigo, de simpatia ou qualquer coisa do gênero, era apenas um sorriso incrédulo. Esse homem não devia bater muito bem da cabeça, porque não era possível alguém em sã consciência agir desta forma.

Minha mãe ficou babando no vestido e até pediu para que eu o experimentasse. Como uma boa filha que sei que sou o fiz, mas a verdade era que a última coisa que eu queria era ficar olhando para aquele maldito vestido.

Assim que terminei a sessão “modelete da mamãe” vesti meu bom e velho moletom e fui para a cama. Mas quando estava quase pegando no sono meu celular tocou e era James. Juro que poderia ser a proposta mais indecente deste mundo, a resposta certamente seria a mesma: Agora não!

– Alô. – Atendi sonolenta.

– Oi gatinha. – Ele disse.

– Fala James, mas fala rápido porque eu to caindo de sono aqui.

– Ai Bells, que emprego é esse hein! Nem parece assistente social.

– Assistente social rala e você sabe disso.

– Sim, mas não dentro de escritório.

– É, mas infelizmente essa é a minha nova rotina durante seis meses.

– Pois é. Mas eu to te ligando mesmo pra perguntar quando a gente vai se ver novamente.

– Bom, eu não trabalho aos fins de semana. A gente pode ser ver no sábado. Até mesmo porque eu to precisando de sexo. – Confessei. – Ando muito estressada. E olha que só tem três dias que estou trabalhando lá!

– Nossa. Eu posso ir na sua casa antes do sábado se quiser, porque pelo que estou vendo não sei se ainda vai estar viva até lá. – Disse divertido.

– Não James, no sábado mesmo. Durante a semana ando muito cansada.

– Tudo bem. Sábado nos vemos então.

– Tá bom.

[...]

Assim que entrei na empresa nem me arrisquei a olhar para o lado. Era estranho, mas eu sentia que a qualquer momento alguém podia me acusar de alguma coisa por ter aceito um vestido tão caro do presidente. Claro que ninguém tinha absolutamente nada a ver com isso, mas convenhamos, não é nada normal o presidente da empresa dar um vestido de quatro mil dólares para uma simples assistente social.

Assim que passei por Tânia e seu sorriso forçado fui para a sala do Cullen que exibiu o seu famoso sorriso sarcástico assim que me viu passando por sua porta sem a sacola da loja em mãos. E o Cullen ganha outra vez! Eu tinha que começar a ganhar algumas também, mas isso era só uma questão de tempo. Eu ainda tinha seis meses para ganhar dele em algumas coisas.

– Senhorita Swan. – Ele disse e eu o encarei, era a primeira vez que ele me chamava depois de iniciarmos o expediente. E isso fez com que eu me questionasse se realmente estava tudo bem.

– Pois não. – Respondi.

– Temos uma reunião depois do almoço.

– Tudo bem. – Respondi simplesmente.

Na hora do almoço, desci e levei meu almoço até minha mesa. Mike já estava até lá e nós começamos a conversar.

– Podemos nos juntar a vocês? – Emmet perguntou com sua bandeja em mãos, não pude deixar de notar a loira peituda e humilhantemente linda ao seu lado.

– Claro. – Respondi sorrindo.

– E então eles começaram a se ajeitar ao nosso lado.

– É, senhorita Swan, esta é minha esposa e jornalista da empresa, Rosalie Halle. E Rosie, esta é a assistente social que veio checar o trabalho do Edward, Isabella Swan.

– Muito prazer em conhecê-la querida. – Ela disse me estendendo a mão. Era evidente o quanto seu cumprimento era verdadeiro e caloroso, diferente do da grande maioria das pessoas por aqui, eu realmente gostei deles dois, só era uma pena que tivessem alguém desagradável como Edward na família.

– O prazer é todo meu. – Eu disse retribuindo ao seu aperto de mão com a mesma simpatia que ela me forneceu. – Mas vocês podem me chamar de Bella. É assim que sou conhecida em qualquer lugar que vou, sem cerimônias, por favor.

– E você pode me chamar de Rose também querida, sem problemas. – Disse Rosalie. – E o Emmet de Emm, todos nos chamam assim, exceto o Edward é claro. – Agora ela parecia levemente magoada, acho que ela também não gosta muito do carrasco. Já temos algo em comum. – Ele gosta de chamar as pessoas pelo nome.

– Ah é claro. – Eu disse erguendo as sobrancelhas, demonstrando o quanto eu também “simpatizava” com ele.

– Hei meninas. – Disse Emmet. – Ele é o meu irmão né? Ele é esquisitão e tudo mais, só que tem um grande coração.

– Sério?! – Perguntei impressionada e todos riram. Até Mike. Mas eu não estava brincando, realmente estava surpresa com essa declaração de Emmet.

– Sim. – Garantiu. – O Edward já mostrou muitas vezes o quanto é um homem bom.

– Ainda o acho muito esquisito. – Disse Rosalie.

– Eu também. – Eu disse me recordando do presente que ele tanto insistiu em me dar.

– Além de ser um grosso e sem um pingo de educação. – Rosalie continuou. Uau, ela o detestava tanto quanto eu.

– Concordo plenamente. – Eu disse.

– Vamos mudar de assunto? – Emmet perguntou e Mike concordou. Dois puxa sacos. Quer dizer, Emmet estava defendendo seu irmão, já Mike era um puxa saco mesmo.

Assim que terminamos o almoço eu subi até a nossa sala e ouvi vozes vindo de lá.

– Mas quando o senhor vai me ver então? – Uma mulher perguntou.

– Quando der. – Disse Edward friamente.

– Mas eu sinto sua falta poxa, transar apenas na sua hora de almoço não é o mesmo que te encontrar como nós fazíamos antes.

– Eu sei, mas agora realmente não dá, eu tenho trabalhado mais do que nunca pela transação com a empresa que vou me reunir daqui a pouco. Tem noção de quanto dinheiro vai entrar só por causa disso? – Disse ainda frio, como sempre, afinal, era de Edward Cullen que estávamos falando.

– Tudo bem né? – Disse a mulher ainda inconformada.

Na verdade quem estava inconformada era eu. Como o filho da puta ousava transar com alguém em seus intervalos de almoço?

Sem pensar duas vezes, forcei a porta que estava destrancada e abriu na mesma hora e vi Tânia, a secretária loira e gostosa, sentada no colo de Edward que arregalou os olhos ao me ver. Ele cutucou a oxigenada que imediatamente levantou e saiu da sala.

– Transando na empresa não é? – Perguntei com uma sobrancelha erguida e reprimindo o sorriso que ameaçava se formar em meus lábios. – Isso não vai ser bom pra análise que estou fazendo sobre você senhor Cullen.

Notas finais
Oi galera! Aqui estou eu novamente. kkkkk O cap já estava escrito então resolvi postar. Já o próximo eu tenho que terminar de escrever, então a próxima postagem é lá pra quarta feira. Quanto aos links do cap passado, a culpa foi do Nyah ok? Mas eu deixei nas notas finais pra quem quiser ver. E para o caso do deste não pegar de novo, segue os links do capítulo:
Roupa social: http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/2013/05/look-bella-capitulo-3-etica-do-amor.html
Vestido da loja:
http://mariacarolinefanfics.blogspot.com.br/2013/05/vestido-vermelho-capitulo-3-etica-do.html
Eu queria, se não for pedir muito, para que comentem, tenho tantas leitoras acompanhando e poucas comentando, então vamos lá, um combustível não faz mal a nenhuma autora!
E não fiquem bravas comigo, logo logo as coisas vão começar a esquentar...