Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? Eu sei que demorei, mas é o que eu disse pra algumas leitoras nas respostas dos comentários do último capítulo, tem duas coisas na vida de uma escritora que infelizmente nem sempre andam de mãos dadas, que é tempo e inspiração, infelizmente um tem que estar junto do outro pra que a coisa funcione e pra mim não foi bem assim, quando tinha tempo, não tinha inspiração, quando tinha inspiração, não tinha tempo, mas no carnaval como não viajei, nem trabalhei, tive sorte de ter os dois, então aí está o tão esperado capítulo de reconciliação, espero que gostem!

Alice, Emmet e eu fomos até o iate onde Edward, minha mãe, Carlisle e a pequena Lívia estavam. Assim que os encontramos, os olhos de Edward grudaram em mim e só parei de encará-lo quando senti os pequenos braços de Lívia envolvendo minha cintura em um abraço apertado.

— Tia Bella! – Ela disse feliz.

— Oooi, princesinha! – Eu disse sorrindo. – Como você está linda!

— Obrigada! – Ela disse. – Ainda bem que você veio. O Eddie não achou que você viria.

— Mas eu vim. – Respondi sorrindo.

— Ainda bem!

Depois que falei com Lívia, fui até minha mãe e depois aos outros, e na vez de Edward eu dei apenas um singelo aperto de mão.

Seguimos viagem pelos mares escuros e Edward pilotava o iate enquanto nós conversávamos na mesa próxima a ele. Alice e Emmet estavam realmente bem entrosados um com o outro, faziam um belo casal, demoramos algumas horas para chegar na ilha, mais do que quando fui lá com Edward, mas com certeza isso aconteceu porque no meio do trajeto começou a chover e muito. Eu estava assustada e pelo semblante dos outros tripulantes eu não era a única, todos pareciam assustados com a tempestade, mas ninguém tinha coragem de dizer que estava com medo de morrer. O único que parecia calmo era Edward, imponente pilotando seu iate pelos mares em fúria, como ele era sexy!

— Gente. – Ele disse ao chegarmos. – Vamos ter que tirar nossas malas. Não temos empregados na ilha.

— Onde eles estão? – Emmet perguntou.

— Os liberei ontem pro natal. – Disse. – Depois que sairmos as empregadas vão vir um dia arrumar a casa e depois só voltam após o ano novo.

— Tudo bem filho. – Disse Carlisle. – Nós podemos levar nossas malas.

Fomos todos correndo do píer onde estava o iate até a mansão de Edward. Assim que entramos fomos para os quartos. Lívia pediu pra ficar no mesmo que o meu e eu deixei. Ficamos em um que tinha uma enorme cama de casal do tipo king size. Guardamos nossas malas e depois que ela tomou seu banho, eu tomei o meu, em seguida fomos todos dormir, já que além de ser madrugada, todos estávamos cansados depois da tempestade que enfrentamos para chegar, a questão era que eu simplesmente não conseguia dormir, rolava de um lado para o outro na cama, Lívia já havia pegado no sono, mas eu não, então achei melhor ir até a cozinha beber um pouco de água e talvez na varanda ver a chuva cair, quem sabe o sono não voltava? Desci até a cozinha e enchi um copo de água, depois fui até a varanda, sentei na espreguiçadeira e fiquei observando a chuva.

— Sem sono? – Perguntou Edward chegando ao meu lado segurando um como de uísque.

— Estou sim. – Respondi calmamente, porém fazendo certo esforço pra não transparecer a boba apaixonada que eu realmente era.

— Me perdoa. – Disse se sentando ao meu lado, tão perto que eu conseguia sentir seu cheiro gostoso e másculo.

— Perdoar o quê? – Perguntei olhando em seus olhos tristes.

— Eu vi que você estava assustada hoje no iate, não só você como todos.

— Mas você não teve culpa pela tempestade, muito pelo contrário, você nos trouxe a salvo.

— Sim, mas eu devia ter pesquisado sobre como estaria o tempo antes de virmos, arrisquei nossas vidas. – Ele parecia decepcionado.

— Mas você parecia tão confiante enquanto pilotava.

— Claro Bella. Se eu, que era a única pessoa que podia pilotar o iate me permitisse entrar em desespero, nós morreríamos, a tempestade foi grande, eu realmente cheguei a achar que não conseguiríamos chegar.

— Mas conseguimos, quer dizer, você conseguiu. – Eu disse acariciando seu braço. – Não se puna tanto.

— É que eu fui imprudente, nunca deveria viajar sem conferir as condições climáticas antes.

— O que importa é que estamos vivos, então relaxa e vamos aproveitar.

— Eu sei, é que não me perdoaria se tivesse acontecido algo, ainda mais com a Lívia e com você.

— Tá tudo bem. – Eu disse o abraçando e ele retribuiu ao abraço, o que fez meu corpo inteiro se incendiar.

— Agora me diz, por que estava aqui? – Ele perguntou após o abraço.

— Estava sem sono.

— A Lívia já dormiu?

— Não demorou nem cinco minutos depois de deitarmos e ele já estava dormindo.

— Que bom. Sabe Bella, às vezes fico com medo de todo esse passado ter afetado ela de alguma forma.

— Eu acho que por mais que tenha ficado alguma coisa, é superável, dá pra ver que a Lívia não está pensando no passado, que ela está muito feliz.

— O que me deixa mais tranquilo é quando a comparo comigo, porque eu era extremamente fechado com Carlisle quando ele me resgatou, não falava uma só palavra. Já a Lívia é muito comunicativa e mesmo tendo uma infância tão conturbada, é visível o quanto ela ainda é criança e é exatamente isso que eu quero pra ela. Eu vivo até hoje consequências de tudo que passei, eu nunca tive uma infância, nunca joguei bola na rua com os meus amigos, ou brinquei de bolinha de gude, sempre tive que me preocupar com a minha irmã e comigo mesmo, eu não tive essa época da minha vida que a minha única preocupação era do que brincar no dia seguinte e eu definitivamente não quero isso pra Lívia, por mais que ela tenha perdido alguns anos de sua infância, quero que ela recupere o que restou, pra mim é muito importante que esse passado não deixe nenhuma marca nela como deixou em mim.

— Edward, a Lívia é uma criança feliz, dá pra ver que é. Você foi um anjo na vida dela. – Meus olhos lacrimejaram imediatamente ao lembrar de tudo. – Eu nunca pensei que diria isso, mas graças a Deus que a Karla te encontrou. Porque se ela não tivesse dado sinal de vida, você não saberia onde ela estava, não teria a oportunidade de fazer justiça pela morte da sua irmã e nem teria encontrado a Lívia, ela estaria até hoje na mão deles ao invés de aqui passando um Natal conosco, com tanto carinho, com tanto amor.

— Verdade. – Ele disse sorrindo levemente, e pude perceber que seus olhos também lacrimejavam. – Meu Deus, nem consigo imaginar como tudo seria se não tivesse a encontrado, eu queria tanto saber de sua existência antes dela entender tudo que se passava lá, queria tanto poder prender aqueles malditos e ter a guarda dela há dez anos, quando ela ainda era um bebê, ia ser perfeito.

— Edward, tudo acontece no tempo certo, demos sorte de ter a encontrado antes que eles a prostituíssem. Você ainda tem tempo de recuperar a infância dela.

— Verdade. Quando as aulas começarem ela vai interagir com as outras crianças, fazer amiguinhos. – Disse empolgado como se ele quem fosse começar as aulas.

— Com certeza. – Eu disse sorrindo. – Agora eu vou subir, que já está tarde, e você devia fazer o mesmo.

— Sim, eu também já vou. – Ele disse calmamente enquanto me observava ir até a porta de entrada. – Bella. – Ele disse antes que eu entrasse e eu o encarei, esperando que ele continuasse. – Obrigado por tudo.

— Tudo o quê? – Perguntei.

— Tudo que fez por mim, pela Lívia. Você disse que eu fui um anjo na vida dela, creio que até seja, mas você é um anjo na minha.

Eu sorri docemente em resposta e depois entrei, sabia que se ficasse ali ainda que mais um pouco, correria para seus braços, tudo que eu via era a verdade em seus olhos e aquilo mexeu profundamente comigo, não era brincadeira quando disse que não seria fácil passar esse fim de semana com ele.

Quando acordei, Lívia já não dormia mais ao meu lado, olhei no relógio no criado mudo ao meu lado da cama e já eram 10 e meia da manhã, levantei rapidamente, olhei pela janela e vi todos na praia, fui tomar um banho, coloquei meu biquíni e um short de tecido, passei o protetor solar e desci até a cozinha, onde na mesa tinha café, pães, queijo prato e branco, presunto, biscoito, leite, tudo para um café da manhã reforçado, depois de comer, fui até onde todos estavam e depois de cumprimentar a todos fiquei embaixo do guarda sol com Alice.

— Já viu o todo poderoso? – Ela perguntou se referindo a Edward que estava sentado em uma espreguiçadeira na sombra de um coqueiro, lendo um livro e tomando água de coco.

— Sim. – Respondi o observando.

— Ele não entrou no mar desde que viemos.

— Ele não entra.

— Mas por que não? – Perguntou. – A água dessa praia é tão calma que parece uma lagoa.

— Sim, mas ele não entra na praia, é uma fobia de infância.

— Então por que ele tem uma ilha? – Perguntou confusa.

— Ele me disse que era porque gostava da paz da praia.

— Isso é. – Ela disse concordando. – Nada melhor do que a brisa do mar.

— E você e o Emmet? – Perguntei. – É oficial mesmo?

— Acho que sim, até agora ele não falou nada, mas me chamou pra passar o natal com a família, acho que isso quer dizer alguma coisa né?

— Com certeza.

— Apesar de que eu meio que joguei a isca também.

— Como assim?

— Eu disse pra ele que achava que ia pra casa da minha mãe que fica do outro lado dos Estados Unidos porque não queria passar sozinha, aí ele disse que eu podia passar com ele e a família e que você também estaria lá.

— Mas se ele não te quisesse aqui teria ficado quieto e deixaria você ir pra casa da sua mãe, além do mais se o convite fosse por educação ele não falaria que eu também ia vir, ele só chamaria e pronto, no entanto ele ficou dando motivos pra te convencer. Alice, o lado bom de ter saído com muitos homens é que você passa a conhecê-los um pouco melhor, vai por mim, ele tá na sua. – Garanti e ela sorriu.

Depois de dar alguns mergulhos no mar, minha mãe Alice e eu fomos para a cozinha, afinal todas as empregadas estavam em merecidas folgas pro Natal e ano novo. Enquanto eu lavava a louça do café da manhã, minha mãe e Alice decidiam o que fazer para o almoço, na geladeira e na despensa havia praticamente o supermercado inteiro. Quem fez as compras de Natal foi Carlisle, e eu não consigo imaginar um homem fazendo compras de natal sem trazer de tudo ou tudo faltando, ele trouxe tudo, tudo mesmo. Minha mãe agitou o almoço, enquanto Alice fazia as sobremesas para a véspera, o bom era que apesar de termos pouco tempo para fazer tudo, a cozinha da mansão de Edward além de enorme, tinha dois fogões industriais, duas geladeiras duplex, duas pias pra louça, dois fornos, tudo em dobro, então enquanto minha mãe fazia o almoço em um fogão, Alice e eu fizemos as comidas pra véspera de Natal no outro. Como éramos três e a cozinha era muito bem equipada, rapidamente terminamos tudo, exceto o peru que assaríamos à noite.

O resto da tarde passou rapidamente, arrumamos a sala para a ceia, a árvore de Natal na qual Emmet nos ajudou com as partes mais altas e depois que estava pronta todos colocamos nossos presentes aos pés dela, haviam muitos presentes e eu estava meio sem graça, só tinha comprado presente para Lívia, pois inicialmente eu passaria o natal com Rose e Jake, cheguei até a comprar lembrancinhas para eles, e o presente de Lívia eu já ia dar de qualquer forma, por isso já havia comprado, mas eu compraria algo para eles em alguma data posterior. A árvore estava cheia de presentes e a sala decorada para a ceia, o natal iria ficar fabuloso! Quando caiu a noite, fomos todos nos arrumar e 9 horas já estávamos na sala tomando alguns drinks e ouvindo uma música ambiente enquanto o peru terminava de assar. Edward não se aproximou ao decorrer da noite, ficou afastado conversando com Carlisle, Emmet e alguns momentos até com Alice, mas não se aproximou de mim, mas achei melhor assim, a maior parte da noite passei conversando com minha mãe e Lívia, com Alice também, mas ela não desgrudava de Emmet, era visível o quanto estavam apaixonados. Assim que o peru ficou pronto, minha mãe o levou até o centro da mesa que já estava posta, Alice e eu levamos o vinho e o suco para Lívia, e após orarmos, colocamos nossos pratos e jantamos, quando terminamos, todos ajudaram a levar tudo para a cozinha e pouco tempo depois já era meia noite, oficialmente Natal e todos se abraçaram desejando feliz natal, de um a um, a primeira que abracei foi Lívia que estava ao meu lado e o último foi Edward, ele parecia um pouco sem graça, mas isso não o impediu de me abraçar.

— Feliz Natal. – Ele disse ao pé do meu ouvido enquanto nos abraçávamos. – Estou feliz que esteja aqui.

— Eu também estou feliz por estar aqui. Feliz Natal.

— Eu te amo. – Ele disse.

— Edward... – Suspirei fraca. Eu queria muito dizer que o amava também.

— É o nosso primeiro Natal juntos, é uma pena estarmos brigados.

— Não estamos brigados, Edward, só não estamos mais juntos e você sabe muito bem o porquê.

— Sim, eu sei, mas eu tenho um presente de Natal pra você, na verdade pra nós.

— O quê?

E então ele desatou nosso abraço e saiu. Edward só podia estar brincando comigo, agora eu estava curiosa. Todos foram rumo à árvore para dar seus presentes. Lívia ganhou presente de todos, um vídeo game de Edward, eu dei um violão, já que ela mesma disse pra mim uma vez que tinha muita vontade de aprender a tocar, entre outros, mas o mais curioso foi o de Carlisle, que veio com uma dessas casinhas de cachorro de se levar em aviões com um buldogue Frances branco e preto dentro e entregou a Lívia.

— Comprei um amiguinho pra você. – Ele disse e ela abriu um sorriso maior que o rosto.

— Que liiiindo! – Disse abrindo a casinha e pegando o pequenino no colo. – Eu amei! Obrigada vovô. – Disse abraçando Carlisle com o braço que não segurava o cachorro.

— Não me olha com essa cara, Edward. Olha o rostinho dela de felicidade. – Carlisle disse.

— Se ele morder meus sapatos terá vida curta, dona Lívia. – Disse Edward em um tom brincalhão. – Está avisado.

Eu ganhei um par de brincos de Emmet, uma pulseira de Carlisle, um vestido de minha mãe, uma bolsa de Alice e um par de sandálias de Lívia.

— Já estou com o Look completo. – Eu disse sorrindo.

— Eu dou a calcinha e o sutiã. – Disse Edward me encarando com seus olhos verdes penetrantes e eu corei.

— Sem graça. – Foi tudo que consegui dizer e todos riram.

— Eu tenho uma coisa pra você, Bella. – Ele disse.

— E o que seria? – Perguntei curiosa ao velo com uma pequena caixinha em mãos.

Edward veio até mim, se ajoelhou em minha frente enquanto todos nos observavam e abriu a caixinha, lá estava uma linda aliança de ouro branco e diamantes , de repente, meu coração parou de bater, aquilo era mesmo o que eu estava pensando?

— Casa comigo, Isabela Swan? – Ele perguntou com seus olhos grudados nos meus. Fiquei muda por alguns segundos que mais pareciam uma eternidade, meu corpo e meu coração gritavam enlouquecidamente ”SIM”, porém minha mente dizia “Vai com calma, Bella. Não é assim”. Então depois desses segundos pensando no que fazer, optei por ouvir minha mente.

— Edward, temos que conversar. – Eu disse tentando me manter séria, mas eu queria muito chorar, estava extremamente emocionada e nos meus olhos já tinham lágrimas formadas.

— Bella, qual é? – Disse Emmet chegando perto da gente. – Qualquer um vê que vocês são loucos um pelo outro, olha pra você, tá quase chorando aí, deixa de besteira e aceita.

— Também acho que você devia dizer sim e agora. – Disse Alice quase me ordenando.

— Não estou dizendo que não e nem que sim. – Eu disse. – Mas Edward e eu temos pendências a resolver antes de dar ou não esse passo.

— Você tá certa. – Ele disse se levantando e fechando a caixinha. – Temos mesmo que conversar antes e ver como as coisas vão ficar daqui em diante. Eu fui precipitado, me desculpe.

— Tudo bem, depois falamos. – Eu disse e ele assentiu com a cabeça.

— Bom. – Disse Emmet pegando Alice pela mão e puxando-a pro meio da sala, onde Edward e eu estávamos. – Espero que eu tenha um pouco mais de sorte que o meu irmão, mas vamos lá... Alice, quer namorar comigo? – Perguntou direto, dava pra ver em seu rosto o medo dela dizer que não, mas a emoção que tomou seu rosto ao ouvir o pedido não deixava dúvidas de qual seria a resposta.

— Sim! – Ela disse sorrindo e ele a abraçou, a levantando do chão e dando um beijo apaixonado. Aplaudimos a felicidade do mais novo casal.

Eu dei um leve sorriso, mas apesar de estar feliz por eles, meu coração estava apertado. Olhei para Edward e ele bebia seu copo de uísque, sério. Era evidente que ele não estava nada bem. Eu sabia que ele me amava, e isso doía mais do que se ele não sentisse nada por mim, porque eu sabia que se não estávamos juntos, era porque eu não quis.

— Gente, eu estou com um pouco de dor de cabeça. Vou subir, tudo bem? – Eu disse e todos concordaram.

— Quer um remedinho, filha? – Minha mãe perguntou.

— Não precisa, mãe. Eu tenho na minha bolsa, obrigada.

— De nada, boa noite, meu anjo.

— Boa noite.

E então eu subi com meus presentes que guardei com as minhas coisas no armário, peguei minha camisola e tomei um banho, depois fui direto pra cama, eu só queria dormir, porque ficar lá embaixo olhando para o semblante triste de Edward não estava me fazendo nada bem.

Virei de um lado pro outro na cama, mas a imagem dele ajoelhado, me pedindo em casamento não saía da minha cabeça. Depois da minha decepção amorosa na adolescência, casar era algo que não estava nos meus planos de forma alguma, até mesmo depois de conhecer Edward, eu nem pensava muito nisso, só queria que namorássemos e estava bom, mas depois desse pedido, a ideia de me casar, de branco, com ele me esperando no altar e Lívia de daminha de honra me agradava e muito, imaginava a gente decorando nossa casa, juntando nossas roupas, colocando nossas fotos nos porta retratos, tudo parecia um lindo sonho, mas é claro que nada poderia ser resolvido sem uma boa conversa.

Depois de muito revirar na cama, finalmente consegui dormir, mas fui acordada no meio da noite com alguém me beijando, o que me assustou. Quando olhei, se tratava de Edward, que estava bêbado.

— Edward. – Eu disse baixo, pois Lívia dormia ao meu lado. – O que faz aqui?

— Você não disse que a gente tinha que conversar, então! Estou aqui e nós vamos conversar.

— Edward, você não está em condições de conversar. – Eu disse.

— Por que não? – Perguntou.

— Você já bebeu bastante por hoje. – Eu disse me levantando lentamente da cama, para não acordar Lívia. – Vem, vou te levar pro seu quarto.

— Vamos. – Ele disse cambaleando até mim, o abracei pela cintura e ele me abraçou pelo ombro, o guiei até seu quarto que era o último do corredor e o levei até o banheiro da suíte. – Por que a gente tá aqui? – Perguntou.

— Você vai tomar banho.

— Não. – Disse dengoso. – Vamos deitar, deita na cama comigo, vai.

— Vamos deitar sim, mas primeiro você vai tomar banho. Não quer deitar fedendo a uísque do meu lado, né?

— Não. – Disse balançando a cabeça negativamente. – Quero ficar cheiroso pra você.

— Então vem. – Eu disse o levando pra dentro do banheiro e ele veio. – Levanta os braços. – Pedi e ele levantou, tirei sua camisa pólo, depois tirei seus sapatos, meias, tirei sua calça jeans e sua cueca, observei seu corpo e meu Deus, que saudades daquele homem, se ele não estivesse bêbado o atacaria ali mesmo, mas me contive e o levei até o Box do banheiro e o deixei tomar banho sozinho, mas fiquei observando para caso ele escorregasse, depois do banho ele se enxugou e coloquei seu roupão preto em seu corpo e o levei para o quarto, peguei uma samba canção no closet e o ajudei a vestir, depois levei o roupão de volta pro banheiro.

— Fica aqui comigo. – Pediu assim que o deixei na cama.

— Edward, a Lívia tá lá no quarto sozinha.

— Não tem problema, ela tem um quarto só pra ela e sempre dorme sozinha lá em casa. Fica, vai. – Pediu e eu achei melhor ficar pelo menos até ele dormir, era melhor do que eu sair e depois ele voltar pra beber. Deitei ao seu lado e rapidamente ele já estava dormindo, tão sereno, lindo como um anjo, dei um selinho leve em seus lábios e depois saí, voltando para meu quarto.

No dia seguinte todos foram pra praia de manhã cedo, mas Edward não estava, Carlisle disse que ele ainda não tinha descido, era natural depois do porre de ontem, mas passou a manhã inteira, já era hora do almoço e nada dele. Então achei melhor ir até lá para chamá-lo para almoçar. Surpresa foi a minha ao entrar em seu quarto e ver sua cama arrumada e nem sinal dele lá.

— O Edward não está no quarto. – Eu disse ao chegar na sala de jantar onde todos já almoçavam.

— Então ele deve ter ido à montanha de tirolesa. – Disse Emmet. – Ele sempre gosta de ir lá quando vem aqui. Depois ele aparece, almoça aí, Bella.

— Não, eu to sem fome. – Eu disse preocupada.

Por mais que pra eles fosse natural esse sumiço de Edward, pra mim não era, afinal ele estava bêbado de madrugada, será que depois que saí ele não levantou e foi pra algum lugar? E se ele entrou no mar? Sem pensar duas vezes saí à procura dele, primeiro fui no salão de jogos e nada, depois na quadra de tênis, na piscina e nada também, então achei melhor ir direto ao ponto, a montanha da tirolesa, onde Emmet falou que ele devia estar.

Não demorei muito para chegar e graças a Deus ele estava lá, observando o horizonte.

— Edward. – Eu disse.

— Oi! – Disse sorrindo docemente para mim. – Senta aí.

Fui até ele e me sentei no chão ao seu lado.

— O que deu em você pra sair e não avisar a ninguém? – Perguntei.

— Carlisle e Emmet sabem onde estou quando não estou por perto.

— Sim, o Emmet disse, mas eu fiquei preocupada e resolvi vir. – Eu disse.

— Ficou preocupada comigo, foi? – Perguntou sorrindo.

— Claro que me preocupo com você, Edward. Você sabe o quanto é importante pra mim apesar de tudo.

— Por que não aceitou meu pedido de casamento, então?

— Você sabe que nós precisamos conversar. – Eu disse olhando em seus olhos. – Você sabe que existe uma grande probabilidade de isso não dar certo, não sabe?

— Eu não sei de nada disso, Bella. – Disse sério. – Não vai dar certo se você não me amar mais, porque se ainda me ama, como eu sei que ama nada vai poder nos atingir, porque eu também te amo, muito.

— Eu não duvido do seu amor, Edward. Mas as vezes o amor não basta.

— Então o que falta? – Perguntou em um tom desesperado. – Fala pra mim o que falta, que eu conserto, mas eu quero muito que a gente fique junto. Faço o que você quiser, Bella.

— A questão é que não está no seu controle. Você não confia em mim, e não tem como você decidir que vai confiar novamente, isso é algo que se conquista.

— Eu confio em você. Tive uma conversa com Victória e ela abriu meus olhos, você já fez tanto por mim, como pude duvidar do seu amor ou da sua fidelidade? Eu fui muito estúpido.

— Como vou saber que fala isso de coração? Que não vai desconfiar de mim porque cheguei mais tarde em casa pelo trânsito ou porque tive que ficar até mais tarde no trabalho?

— Porque eu estou te garantindo isso. Eu não tenho como te provar, somente o tempo vai te mostrar, mas pra que ele te mostre, você tem que me dar ao menos uma chance. Por favor, Bella, me dá essa chance e eu prometo que não vou vacilar.

— É que eu tenho medo de dar errado e sofrer, não vou aguentar te perder de novo, Edward, já estou sofrendo demais e não quero ser feliz por mais um momento e depois cair de vez no abismo que é sentir a sua falta.

— Bella, eu sei que errei ao me separar de você por causa do seu passado, e você não ter me dito sobre quantos homens já dormiu foi o de menos, o que mais me incomodou foi a minha própria insegurança, eu fui muito covarde, e não tenho problemas em assumir isso. Achei melhor fugir do que encarar a verdade de frente, tive medo de você perceber que eu sou um cara problemático demais e que não valia a pena ficar comigo, foi puro medo, mas eu não quero mais essa droga de insegurança e nem de medo, quero ficar com você e aproveitar tudo que temos pra viver juntos. Por favor, Bella, não me faça pagar ainda mais por um erro que já estou mais do que arrependido.

Fiquei pensativa por alguns instantes, muitas coisas passavam rapidamente por minha cabeça. Do que adiantava eu dispensá-lo e continuar sofrendo e ainda mais por ter recusado o pedido de casamento do homem da minha vida. Eu via verdade em seus olhos, existia a possibilidade de tudo aquilo ser resultado da saudade, mas e se não fosse? E se ele realmente confia em mim? E se formos felizes pra sempre? Eu ficaria o resto da minha vida com esse “E se” na cabeça, e eu não queria isso, eu queria arriscar, se desse errado? Paciência! Começarei do zero, tijolinho por tijolinho até me reerguer, mas o amor verdadeiro nem sempre bate à nossa porta mais de uma vez, por tanto, estava decidido.

— Sim. – Eu disse apenas.

— Sim? – Perguntou confuso e até meio decepcionado. – Depois de tudo que te falei tudo que tem a me dizer é um enigmático “Sim”.

— Sim, Edward. Sim, eu te perdôo. Sim, eu vou arriscar. Sim, eu quero ficar com você e principalmente, Sim, quero me casar com você. – Eu disse sorrindo enquanto meus olhos lacrimejavam.

— Jura? – Perguntou parecendo não acreditar.

— Juro!

E então ele me abraçou tão forte que nós dois caímos deitados no chão onde estávamos sentados e sem esperar nem um segundo a mais, o beijei enquanto o vento na montanha balançava nossos cabelos. Hoje era um novo dia, eu estava noiva de Edward Cullen!

Notas finais
Oi de novo, gente! Tudo bem com vcs? Eu disse que nesse eles voltavam! E não só voltaram, como estão noivos! Iupi! Espero que tenham gostado desse capítulo e o próximo eu não sei ao certo se vai ser inteiro ainda na ilha ou se vai ser com os acontecimentos de quando eles voltarem pra Nova Iorque, mas de qualquer forma eu acho que o próximo vai sair um pouco mais rápido que esse, porque do mesmo que vcs ficam meio murchas pra ler quando eles estão separados, eu tbm fico pra escrever, mas agora que eles voltaram, estou super animada de novo, e vem bomba por aí, mas não se preocupem que os nossos pombinhos continuaram juntos, beijos pra todas e espero que tenham passado um bom carnaval. Vejo vocês nos comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.