Notas iniciais
Gostei desse capitulo, espero que vocês também gostem!! Beijinhos!

-Não vão sair da sala? – perguntou a professora.

- Vamos daqui a pouco, só tenho uma coisa para resolver com ela. – disse Ian apontando para mim.

- Estou de olho em vocês dois, nada de safadezas na classe! – ela disse e eu senti me rosto esquentar no mesmo momento, Ian ficou parado de costas para mim, a professora riu e saiu da sala.

- B-b-bom... – Ian disse e se virou para mim, seu rosto parecia um pimentão de tão vermelho.

A situação se tornou tensa nesse momento.

Se acalme... se acalme...” . Eu disse a mim mesma.

Já percebeu? Eu tenho mesmo essa mania de falar comigo mesma. Sempre que estou nervosa, ou em alguma situação estranha, eu falo comigo mesma, seria isso algum tipo de loucura?

- É... – Ian disse e abaixou a cabeça, seu cabelo liso e preto espalhou-se pelo rosto – Bom, eu queria me desculpar por três semanas atrás, você não tem culpa por tudo que aconteceu comigo até hoje e... Eu não devia ter te comparado com ela de jeito nenhum... Você é uma pessoa muito melhor, não tem como ser comparada a ela. De jeito nenhum.

- Tudo bem, todo mundo erra, não vou ficar brava. – respondi.

Ele imediatamente encarou-me boquiaberto.

- Não vai? – ele disse e continuou me olhando.

- Não. –respondi e sorri fraco.

- Amy eu... Tenho uma coisa para te falar.

BAM! A porta da classe se abriu de repente.

- IAN! A REBECA TÁ PASSANDO MAL, PRECISAMOS DE AJUDA! VOCÊ É O ÚNICO CAPAZ DE CARREGAR ELA ATÉ A INFERMARIA! – uma menina gritava.

- Estou indo. – ele disse e levantou-se da carteira em que estava sentado em cima – Amy, depois a gente conversa sério ok?

- Ok... – eu disse.

Então fiquei sozinha na classe, resolvi comer ali mesmo, ninguém me veria e eu não precisaria ver Rebeca sendo carregada pelo Ian.

Peguei meu lanche na bolsa e comecei a comer.

Só porque ele é alto e forte vieram chama-lo, não seria mais fácil então ter chamado o professor de educação física? Ele também é alto e forte. Só não é bonito como o Ian. Mas é claro, as meninas sempre vão chamar o alto, bonito e forte, ou seja, o Ian. E justo quando ele tinha algo para me falar... MALDITA REBECA!

Ok, estou sendo egoísta. Muito, por sinal. Mas se tem coisa que me incomoda é alguém dizer: “Preciso te falar um coisa”.

É pra acabar quando fazem isso e acabam não falando o que tinham que falar. Isso irrita!

- Amy! – Ian entrou desesperado na classe.

- O que aconteceu? – perguntei, achando que algo grave poderia ter acontecido.

- Agora eu posso te falar, agora da temp... – ele foi interrompido pelo sinal tocando.

Não tínhamos mais tempo. No mesmo segundo os alunos invadiram a classe e a professora entrou mandando-nos sentar, a aula começou e eu fiquei sem saber o que ele iria dizer.

- Aaaaah! Estou incomodada! – reclamei para Marie – Alias, porque estamos sem aula mesmo?

- Teve um problema grave com a Rebeca, parece que alguns professores estão conversando com os pais dela, ai mandaram a gente pra cá! – ela disse, como se estivesse muito animada com tudo aquilo.

Estávamos no ginásio de esportes da escola, os meninos estavam jogando basquete e o resto do pessoal estava sentado assistindo, minha sala e mais a sala 2 e 3 estavam ali, então Marie podia ficar junto comigo.

- Ah, e porque você está incomodada? – ela perguntou.

- O Ian disse que tinha uma coisa pra me falar, e não falou. – expliquei.

- Então vocês se ajeitaram? Como foi? Ele que veio conversar ou foi você?

- Ele, e sabia que é aniversário dele hoje? – perguntei.

-Sabia sim, colocaram até um cartaz no portão de entrada, você não viu? Está escrito até em azul neon para chamar atenção – ela disse.

Foi ai que entendi o “Você sabe que sim”. Que ele me disse. Como eu não vi o cartaz? COMO?

- Não me diga que você não viu o cartaz? – perguntou Marie.

- Não vi... Eu não vi! Como sou uma tonta!!! — eu disse e coloquei a mão no rosto.

Marie começou a rir muito, ela ria realmente muito, e ria alto! Me deixei levar e ri junto.

- O que é tão engraçado? – ouvi a voz de Ian dizer.

Virei o rosto em direção a voz e o rosto dele estava a centímetros do meu, já que ele se curvou para falar com a gente.

Ian ficou vermelho e paralisado, a mesma coisa aconteceu comigo e Marie ria ainda mais.

- É-é-é, desculpe por chegar tão perto. – ele disse endireitando o corpo rapidamente.

- Tudo bem. – eu disse e dei risada.

- Posso sentar aqui com vocês? – ele perguntou.

- Claro. – respondi.

Ian sentou-se bem ao meu lado. Atrás de nós, um grupo de garotas fofocava alto e só se ouvia: “viu como eles ficaram perto?” “Eu disse que tinha algo ai...” “Ela não merece toda essa atenção dele” “A Katy que merecia ele, se ele ficar com essa ai vai ser o fim!” “Como ele é lindo... Eu nunca tinha chego tão perto dele.” “Semana que vem vou me declarar pra ele, o que acham?”

Ian encarou o campo em que outros meninos ainda jogavam, provavelmente tentando ignorar os comentários rudes que vinham de trás, eu fiz de conta que não ouvi nada.

- Amy! Vá na minha casa algum dia desses, que tal hoje depois da escola? – disse Marie.

- Tudo bem, eu ligo para minha mãe depois e peço ok?

- Ah, Marie! Justo hoje que eu queria chamar ela pra ir em algum lugar comigo você chama primeiro... Que sacanagem! – disse Ian, e eu e Marie ficamos sem reação.