Notas iniciais
Não ficou tão comprido, e nesse já começa realmente e história. Boa leitura amores *o*

-Realmente gostei de te conhecer... – disse Ian.

— A-ah... Igualmente – a única coisa que consegui pensar depois de ter dito isso foi: “Burra, burra! Porque gaguejou?”

Ufa! Terminamos o ultim... – ele foi interrompido pelo sinal tocando.

— Bom alunos, nos vemos amanhã. Só para avisar, quem não terminou hoje, continuará amanhã!

Eu olhei para ele e ele sorria, feliz por não ter que vir a detenção novamente. Será que ele realmente gostara da minha companhia? Acho que não...

— Bom, vou para minha casa. – eu disse, levantando-me e sentindo aquele aperto estranho na garganta.

“Porque estou assim?” Perguntei a mim mesma. Lembrei do motivo que eu fora expulsa da escola, e todas as outras coisas ruins voltaram a mente, nesse momento segurei firme para não chorar. Senti meus olhos arderem.

— O-oque foi? Não está se sentindo bem? – ele levantou rápido e me olhava preocupado.

— Não... Eu só preciso ir pra casa ok? Tchau... – eu disse e sai correndo para a saída da escola com o coração batendo a mil.

Somente um dia que eu o conheço... somente um dia... O que eu estava achando? Continuei correndo até sair pelo portão da escola, depois sentei-me em um dos bancos da fachada, aqueles bancos de praça mesmo... Coloquei as mãos sobre o rosto e senti que estava muito quente, com certeza eu estava vermelha e com cara de choro.

— Nossa... que cena ridícula que eu fiz... – eu disse baixo.

— Ridícula nada... Não deixe as pessoas preocupadas com você assim e saia correndo. – ouvi uma pessoa ofegante dizer.

Olhei surpresa, era Ian. Ele sorria para mim, estava em pé e com as mãos apoiadas no joelho, ofegante. Com certeza correra atrás de mim logo depois que eu sai.

***

Segundo dia de aula, dessa vez acordei muito, muito cedo e agora estou esperando em frente ao portão da escola.

Ainda estava meio escuro quando aquela menina veio andando de cabeça baixa, com a mochila em um ombro só e o uniforme muito bem arrumado.

— Bom dia. – eu disse.

Ela não respondeu, encostou-se na parede e ergueu a cabeça. Seu cabelo era preto e liso, em um corte Chanel com franja, em seu rosto havia um óculos com a armação fina e preta, seus olhos pareciam ser cinzas.

— Você é a novata, certo? – ela perguntou, a voz firme e quase sem expressão.

— Sim...

— Fique longe do Ian. – ela disse sem ao menos olhar para mim.

— An? Por quê? – perguntei encarando-a.

— Porque você não conhece nem metade da vida dele.

— Claro que não, eu estou na escola há um dia! Ficar amigo das pessoas ajuda a conhecê-las e também, quem é você para me dizer algo assim? – eu disse, com o coração batendo a mil.

— Sou irmã da namorada dele. – ela disse.

Nesse momento pensei que meu coração tivesse parado por 3 segundos antes de voltar a bater novamente.

— Bom, sendo irmã da namorada ou não, você não tem direito de ir falando desse jeito grosso com as pessoas. – eu disse.

— E você não tem direito de dar em cima dele. – ela me olhou nos olhos.

— Eu nunca dei em cima de ninguém.

— Aah... Com licença senhoritas, posso abrir o portão? – uma funcionária disse atrás da gente.

— Claro. – eu disse e abri espaço, a menina não se moveu um centímetro.

— Escuta, Amy. Você é uma garotinha medíocre, idiota, sem alma e tão feia quanto um babuíno. Então, fique longe do Ian! – ela gritou de repente para mim.

“Tão feia quanto um babuíno.” Como? De onde essa garota tirou esse xingamento? De um baú de histórias? Mesmo todos os xingamentos sendo tontos e sem criatividade, aquilo me doeu. Fiquei paralisada por um instante.

— Rebeca, não fale coisas assim para a Amy. – ouvi a voz de Ian dizer.

De primeira, achei que fosse imaginação, mas olhei para o lado e ele estava lá, parado olhando fixamente para a tal Rebeca. E quando me dei conta, varias e varias pessoas estavam assistindo à cena, uma roda se formara a nossa volta e erámos a atração do momento.

— E você Amy... Não tente dar uma de durona. – Ian disse, abriu espaço entre eu e Rebeca e entrou na escola.

A partir desse momento, eu não entendi mais nada. Esperei que alguém tomasse iniciativa e entrasse na escola, mas os alunos estavam paralisados como eu.

— Com licença... – eu disse, com a cabeça baixa, e entrei na escola.

É engraçado como as coisas mudam de repente, até ontem, Ian fora um doce comigo, não o tinha visto sério ontem, mas a expressão que vi hoje me deu arrepios. E aquela menina, a Rebeca, ela estava na minha sala de aula, sentada próxima a mim e eu nem a notara. Marie faltou, e eu fiquei sozinha no intervalo, as coisas passaram rápido e o Ian não dirigiu uma palavra sequer para mim.

O sinal da ultima aula tocou, arrumei meus materiais e levantei da carteira. Assim que estava passando pela carteira de Ian, uma a frente da minha, ele segurou meu pulso.

— Espere, preciso falar com você. – ele disse, com a cabeça baixa.

— Ok... – sentei-me novamente e vi Rebeca saindo da sala, ela praticamente me fuzilava com o olhar.