É você, sempre você.
2 Capítulo 1 - Nada sutil.
Notas iniciais
“O prazer é todo meu.” Blaine disse, sorrindo lindamente. Oh Deus, que sorriso, Ryder pensou.
“Espero que goste da escola...” o ex-Warbler continuou. Ryder deu um passo a frente e lançou mais um sorriso.
“Oh, eu já estou amando.” E piscou, fazendo com que Blaine corasse ainda mais. Muito adorável.
Sam limpou a garganta. “Bem, nós devíamos continuar nosso tour antes que as aulas comecem. Vejo você mais tarde, Blaine.”
Concordando, Blaine se despediu rapidamente, saindo pelo corredor. Antes de fazer a curva, lançou um olhar curioso para os garotos e desapareceu logo em seguida.
“Uau. Esse Blaine é de que ano?” Ryder perguntou, sem nem olhar para Sam, ainda olhando para onde o rapaz havia sumido.
“Do último ano, por quê?” Sam perguntou com um olhar suspeito.
“Ele parece ser muito legal.” Ryder disse pensativo.
“Ele não está disponível.” Sam disse rispidamente para o rapaz, cruzando os braços.
“Oh.” Ryder pareceu desapontado. Virou finalmente para Sam. “Ele é seu namorado?” Seria uma pena.
Sam abriu e fechou a boca. “Não...” disse por fim.
“Então porque ele não está disponível?” Ryder perguntou, não gostando tanto assim de Sam como antes.
Sam ficou vermelho e mudou de assunto, andando apressadamente pelo corredor e cuspindo informações de salas e professores, sem o entusiasmo que antes apresentara. Ryder o seguiu em silêncio, ainda pensando em Blaine e bolando maneiras de se aproximar e manter uma conversa legal. O garoto teria que se esforçar um pouco. Não era experiente em romance, mas não custava nada tentar algo agora, num lugar onde ele seria facilmente aceito.
Na hora do almoço Ryder já não se lembrava de nada do que Sam havia dito, a não ser as coisas relacionadas ao Glee. Ryder queria muito perguntar sobre Blaine para o loiro, mas não queria arriscar outro momento como aquele em frente à sala de coral, então quando Sam o levou para a lanchonete os olhos do moreno varreram o espaço a procura de um certo Blaine Anderson. E lá estava ele, em uma mesa almoçando com a asiática, Tina.
Ryder nem precisou arrumar uma desculpa para ir falar com ele uma vez que Sam não perdeu tempo e foi de encontro aos colegas do Glee. Ryder foi atrás, já que supostamente devia seguir Sam durante o dia, mas seus motivos não eram nada relacionados ao loiro.
Chegando lá viu pelo modo como o loiro havia sentado na cadeira ao lado de Blaine como claramente eram muito próximos um do outro, literalmente muito próximos. Ryder decidiu ignorar.
“Oi.” Ele disse sentando na cadeira de frente para Blaine, ao lado de Tina. “Maravilhoso te encontrar aqui.” Para não parecer muito imbecil, Ryder apenas sorriu para a garota. Blaine parou o garfo no meio do caminho para a boca antes de falar com Ryder.
“Uh... Oi.” Blaine disse. “Como anda o tour?”
“Melhor agora.” Ryder disse adorando o modo como as bochechas de Blaine coraram. Percebeu que Sam estava olhando com uma carranca, mas o loiro estava falando qualquer coisa com Tina e teve que seguir com a conversa.
Blaine apenas olhou para o garoto, e franziu de leve a testa. Ryder teve vontade de perguntar se ele gostava do que estava vendo, mas não queria assustar o rapaz.
“Ryder é um nome não usual.” Blaine disse após um tempo. “De onde vem?”
“É um nome inglês, na verdade. Significa guerreiro, tipo aqueles cavaleiros medievais.” Ryder sorriu entusiasmado pela curiosidade de Blaine.
“Interessante.” Blaine disse estudando novamente o outro garoto.
“E Blaine é um nome tão bonito quanto o dono.” BOOM. Lá estava, a confissão. Agora era mais claro que água que Ryder estava flertando com Blaine. Sam, que ouvia tudo com cautela, virou-se abruptamente para Blaine esperando ver qual seria a reação do melhor amigo.
Blaine sorriu abertamente. A cor vermelha do seu rosto mostrava que estava gostando do rumo da conversa.
“E você também não é lá de se jogar fora.” O ex-Warbler disse por fim.
“Bem, dito isso, acho que você devia me convidar para sair qualquer dia desses.” Ryder disse, tentando ignorar a maneira como Sam e Tina estavam acompanhando a conversa como se fosse um jogo de ping-pong. Sam olhava em choque e Tina sorria pelo amigo.
“Você é um pouco apressado, não?” Blaine disse, mas o sorriso mostrava que não ligava nem um pouco para a pressa do rapaz.
“Sou sim.” Ryder disse. Era incrível o sentimento de flertar com Blaine. “Essa é uma das minhas várias qualidades.”
“Oh, várias qualidades é?” Blaine riu. “Devo saber os defeitos, então?”
Ryder continuou o flerte. “Defeitos e ex-namorados só no terceiro encontro.”
Blaine pressionou os lábios ruborizando ainda mais.
“Sou incrivelmente teimoso também, então é bom não estar pensando em recusar sair comigo.” Ryder estava maravilhado pela facilidade com que podia flertar com o rapaz. Podia fazer isso o dia todo.
Esse comentário rendeu mais uma onde de vermelhidão pela face de Blaine (Ryder não sabia que era possível corar tantas vezes em uma só conversa).
A mesa ficou em silêncio por um momento, até que Sam, estranhamente inquieto até esse ponto, insistiu que eles (Sam e Blaine) iam se atrasar para o clube de super-heróis. Ryder queria saber mais sobre o clube, mas o olhar de Sam dizia que era melhor não passar dos limites e que ele claramente queria Ryder longe de Blaine. Claro, como se isso fosse acontecer.
Ryder ficou olhando os rapazes se afastando, chateado porque queria passar mais tempo com Blaine, mas sorriu quando o rapaz olhou para trás e sorriu.
Então Ryder acabou se encontrando sozinho com Tina que lançava um sorriso estranho para ele.
“Você não é nada sutil.” A garota disse.
“Essa era a intenção.” Ryder sorriu de volta, piscando para a asiática.
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