É, vai ser divertido...

1 Capítulo único


Notas iniciais
Eu nunca escrevi uma história desse ship ou desse universo da Marvel, então peguem leve! Se alguma informação estiver errada ou se tiver algum erro de escrita, não hesitem em me falar, ok?Espero que gostem, mesmo.

— Boa noite senhorita Romanoff — J.A.R.V.I.S. se pronunciou, na escuridão da casa.

— Boa noite — olhei as horas no relógio analógico da entrada. Nove e quarenta da noite. Eu estava completamente desorientada.

A mansão jazia em silêncio.

E isso era ao mesmo tempo perturbador e tranquilizante.

Era o sinal que todos tinham afazeres importantes e que eu poderia finalmente relaxar após uma missão curta, mas cansativa.

Sem que aturar Tony, ou Thor, ou Clint ou... Steve. Tudo bem que o pior de todos era Tony, sempre sarcástico, mas o segundo pior, com toda a certeza, era Steve. Não que o senhor picolé sabor América fosse tão ácido ou sarcástico como Tony ou coisa parecida, não, claro que não (até porque isso é impossível).

Subi às escadas até meu quarto, tirando as botas logo na entrada e as jogando em qualquer lugar. A bolsa teve um destino semelhante.

Steve era o tipo de cara correto, sempre fazendo o bem, respeitoso e tudo mais.

Antes de começarmos a conviver, eu, particularmente, o achava um saco. Eu até havia brincando com Clint que o senhor picolé deve tomar banho de roupas para não cometer nada de vergonhoso.

Claro que depois da mudança, Steve tinha se mostrado bem diferente. Divertido, ótimo cozinheiro, interessante e... Sexy.

Fazia algum tempo que comecei a reparar discretamente o quanto as camisas claras mais justas marcavam fielmente o contorno dos músculos do seu peito. O quanto suas calças valorizavam suas coxas quando ele andava de moto. O quão engraçado e excitante era vê-lo indo para lá e para cá na cozinha, fazendo o café da manhã, rebolando aquela bundinha firme e macia.

Talvez reparar não seja a palavra certa, mas enfim...

Steve me deixava quente. Com todo aquele cavalheirismo e aparente inocência, ele tinha me conquistado sem pressa.

Na maioria das vezes, eu tinha vontade de puxá-lo pelos quadris até a minha cama e prende-lo ali para sempre.

Suspirei, tentando acalmar meus pensamentos pervertidos. Caminhei até o banheiro, já abrindo o registro da banheira. Desci o zíper da roupa preta e a toquei para um canto do banheiro. Perfumei a água quente que subia e esperei pacientemente até que a banheira enchesse. Entrei suavemente, relaxando no mesmo instante.

Mas eu não me permitia esquecer aquele homem. Apesar de toda sensualidade disfarçada e gentileza exagerada, havia algo mais nele; uma coisa que fazia meu interior arder e se agitar. Talvez fosse aquela voz firme ou seu cheiro marcante, eu sinceramente não faço ideia.

Eu havia quebrado a regra número um: não se apaixonar. E havia quebrado em grande estilo: com um golpe de karatê, como se a regra fosse uma daquelas tábuas.

Ok, isso é engraçado.

Não sei quanto tempo se passou, só sei que a água estava fria. Eu não queria sair dali.

— J.A.R.V.I.S.? — chamei, levantando e me enrolando em uma toalha felpuda e macia.

— Sim, senhorita Romanoff?

— Onde estão todos? — peguei uma escova de dentro do armário, ajeitando e retirando os nós do cabelo.

— Senhor Stark saiu para um jantar com a senhorita Potts, o senhor Barton foi ao jogo de basquete e o senhor Banner está na torre Stark.

Larguei a escova e passei o perfume.

— E Steve?

— O senhor Rogers se encontra na sala de jogos.

— Certo... Obrigado — assenti, jogando os cabelos sobre os ombros.

Apoiei-me na pia, dolorida.

Rogers estava lá embaixo e estávamos sozinhos. Porque diabos não tentar?

Vesti uma calça de moletom preta, camiseta larga e branca e me enrolei em um velho cardigã rosa queimado, que eu nunca cansava de usar. Calcei meias grossas e chinelos de inverno.

Desci as escadas, sentindo a madeira lisa do corrimão na ponta dos dedos.

A casa tinha três andares e mais dois andares subterrâneos. Os andares sobre o chão eram os suítes, salas de diversas coisas e cozinha. Os andares sob o chão eram salas de conferências e laboratórios secretos ou algo assim, mas o andar mais fundo era inteiramente para Tony e suas amadas armaduras, onde eu não poderia nem passar perto. Pssssss...

Segui caminhando pela casa até a sala de jogos. Eu realmente estava com fome, mas eu não sei cozinhar. Nada. Sou tão destrutiva na cozinha como no campo de batalha.

A luz da sala estava ligada, mas de lá não vinha nenhum som.

Adentrei na sala e o capicolé sabor América estava lendo jornal, bastante concentrado, sentado de pernas cruzadas no sofá central.

Eu até poderia dizer que ele tinha as sobrancelhas franzidas agora.

Suspirei e ele se virou, surpreendido. Eu não queria ter denunciado minha presença, mas não foi algo que eu tivesse controle.

— Boa noite, Viúva — retomou a leitura.

— Natasha, por favor.

Sentei na outra ponta do sofá, a um assento de distância do capitão gostosura. Eu realmente pensei isso?

Ele sorriu e repetiu com voz suave.

— Boa noite, Natasha.

— Boa noite, Steve — não contive um sorriso mínimo.

Ficávamos em um silêncio quase desagradável até que minha barriga resolveu quebra-lo, com um rugido. Credo.

Ele olhou pra mim rindo com uma cara de “caramba, isso foi você?”. É, isso sou eu.

— Quer que eu faça alguma coisa pra você comer? — perguntou fechando o jornal e o dobrando ao meio.

— Olha, eu gostaria... — espero ter soado envergonhada, pois, por dentro, eu estava rindo da minha barriga.

Steve levantou e foi para a cozinha, e eu não pude deixar de acompanhar com o olhar o movimento daquele traseiro.

O segui logo depois, me enrolando no cardigã. Ele já tirava as coisas da geladeira de inox e vestia um avental.

Nada mais sexy que o Capitão América vestindo um avental. Melhor ainda seria se fosse apenas o avental.

— Quer ajuda?

Ele me olhou de cima a baixo, não com superioridade ou nojo, mas com um olhar desejoso e o sorriso que ele deu foi malicioso (cheguei a me permitir uma pontada de esperança).

— Acho melhor não. Eu ainda me lembro da última vez — aquele sorriso torto era realmente sensual...

— Ah é — arquei as sobrancelhas. — Verdade, foi realmente desastroso.

Steve riu e começou a lavar os tomates. Sentei num banco mais alto.

— Desastre foi pouco.

Fechei a cara.

— Nem foi tanto assim, Steve. A panqueca logo se desgrudou do teto.

— Após semanas! — riu.

Não contive o riso. Eu não sou boa cozinhando, isso é um fato.

Ele terminou de lavar os tomates e me olhou sobre o ombro.

— Venha aqui cortar os tomates — chamou. — Sei que você é boa em cortar...

Levantei e caminhei até ele, tirando a faca de sua mão e a girando entre os dedos, com habilidade. Sorri presunçosa e ele riu e se virou, me empurrando com o quadril. O que? O Rogers tinha acabado de me dar uma... “Bundada”? Ok, tudo bem.

Cortei um tomate de cada vez e a água na panela borbulhava. Steve cortava um pedaço de frango já pronto.

— Espero que goste de massa com molho — falou largando o espaguete na água fervente.

Dei a última garfada e me senti cheia, muito cheia. Suspirei de prazer e larguei o prato na mesinha de centro.

A TV sintonizava um canal de desenhos qualquer e o Steve encarava as imagens se movendo na tela completamente encantado. Ele já havia terminado seu prato há algum tempo e também parecia satisfeito.

Steve pegou sua taça de vinho e a esvaziou em um gole. Pedi para que o picolé sabor América abrisse um vinho para nós, pois fazia muito tempo que eu não bebia. E logo depois da segunda taça, eu já me sentia relaxada, aquela sensação que temos quando nos aconchegamos em um lugar macio e quente.

Peguei minha taça e me servi de um pouco mais de vinho. Mostrei a garrafa para Steve e ele negou. O restante do líquido da garrafa encheu metade da taça.

Voltei para o sofá e coloquei meus pés sobre as pernas dele.

Tomei um gole do vinho e Steve me olhava com as sobrancelhas arqueadas e com meio sorriso. O que eu tinha feito?

Dei de ombros e larguei delicadamente a taça no chão. Uma brisa gelada passou pelos meus dedos dos pés, espera... Eu não estava de meia?

Então, senti algo morno tocar a sola dos meus pés e Deus, Steve estava fazendo uma massagem nos meus pés.

Puta merda. Isso é realmente tão bom quanto falam.

Olhei para seu rosto e ele já parecia me encarar a mais tempo. Um sorriso sacana estava se formando e quase tive vontade de tira-lo de lá com um beijo. Mas o toque macio e quente das suas mãos nos meus pés estava fantástico.

Tomei um gole do vinho, de olhos fechados. Parecia que todo o estresse dos últimos dias não tinha existido. Parecia que tudo estava bem, em paz.

Cheguei a suspirar de prazer quando a mão de Steve subiu até meu tornozelo e voltou. Ele soltou uma risadinha e parecia bastante satisfeito com as reações que estava causando.

— Está se divertindo? — perguntei sarcástica.

— Não tanto quanto você — disse brincando com meus dedos.

— Vamos resolver isso.

Sentei sobre os joelhos e puxei seu rosto para perto, o beijando. É. Eu beijei Steve.

Ele pareceu espantado com a minha atitude, mas não é como se ele tivesse tentando nos separar ou coisa parecida.

Ele segurou meu rosto e intensificou o beijo, sem vergonha alguma.

Seus lábios eram macios e gentis, mas logo depois que puxei seus cabelos da nuca, se tornaram rudes e quase esfomeados.

Inesperadamente, Steve me puxou para seu colo, uma perna de cada lado de seu corpo.

Ele interrompeu o beijo, ofegante e franziu as sobrancelhas.

— E o agente Barton?

Suspirei, passando minha mão pelos cabelos curtos.

— Resolvemos seguir em frente. Era melhor pra nós dois — dei de ombros.

Ele assentiu e apertou as mãos na minha cintura. Ficamos em silêncio e eu olhei para baixo. Outro alguém parecia ter acordado de um sono de 60 anos.

— Acho que deveríamos subir... — mordi os lábios, maliciosa, tocando sua excitação por cima do tecido.

Steve me olhou e ele abriu um sorriso sacana:

— É, vai ser divertido.

Andamos pelos cômodos até as escadas e eu podia sentir o olhar de Steve no meu traseiro, principalmente quando subimos as escadas. O curto trajeto até a porta do capicolé foi quase como uma tortura.

Eu entrei primeiro e quando me virei para vê-lo fechar a porta, Steve me atacou, beijando meu pescoço e me apertando contra seu peito.

— Sabe como eu te chamo quando penso em você? — agarrei seu cabelo, tentando impedir que ele permanecesse mordendo e beijando aquela área sensível.

— Você pensa em mim? — perguntou zombeteiro, permitindo-se me olhar antes de pular para o outro lado do pescoço, tirando meu casaco rapidamente.

— Com uma frequência que não gostaria de admitir.

Ele riu e aquilo fez cócegas.

— Como você me chama? — perguntou, me ajudando a tirar sua camisa.

Soltei um riso e ele arqueou as sobrancelhas, sorrindo, mais interessado em tirar minha blusa o mais rapidamente possível logo após ter descoberto que eu estava sem sutiã.

— De picolé sabor América ou então de capicolé.

Steve tirou os olhos do meu decote e sorriu um sorriso muito parecido com os de Tony.

Ele puxou minha blusa com violência e me prensou contra seu peito. E sussurrou em voz baixa e rouca:

— Eu vou derreter você.

E praticamente me jogou na cama, sentando sobre mim sem todo seu peso, me beijando furiosamente. Aonde Steve Rogers havia aprendido a falar assim?

Arranhei suas costas e desci minhas mãos até o cós de sua calça, abrindo seu zíper.

— Pensei que um cara da sua época não soubesse falar como um legítimo Tony Stark.

Ele beijava meu rosto e meu colo, descendo para meus seios desnudos.

— Não é como se eu tivesse tentado... — Steve apertou meus seios com suas mãos quentes. Ele pegou um dos bicos com a boca e mamou como um bebê. Suspirei de prazer.

O loiro mordiscava e chupava enquanto me ajudava a tirar sua calça. Ele a empurrou para o chão e sua cueca era branca. Sorri com isso e não foi despercebido — já que ele tinha resolvido tirar a cara dos meus peitos.

— Previsível demais? — perguntou puxando a minha calça.

Puxei para baixo a calça de moletom junto com a calcinha azul.

— Até que não. — e tirei sua cueca em um ato.

Ele me olhava pasmo pela minha atitude ou pelo fato de eu ser ruiva natural.

Fiquei por cima dele facilmente, analisando seu corpo. O tanquinho do Rogers não terminava em decepção, afinal.

O toquei sem rodeios e ele jogou a cabeça para trás, com um gemido rouco. Minha mão escorreu pelo membro e ele se tornava mais rígido a cada estímulo. Steve sussurrou meu nome no meu ouvido e senti um arrepio subir pelas minhas costas.

Ele me virou, impaciente. Fez uma trilha com a ponta dos dedos do meu pescoço até minha intimidade, onde os escondeu. Arranhei suas costas sem pena, sentindo os movimentos dentro de mim.

— Merda Steve! — gritei quando senti sua língua lá embaixo.

Ele riu e levantou o rosto, seus lábios encostados em meu centro.

— Quem é o sorvete agora? — e me penetrou com a língua.

Gritei, agarrando seus cabelos.

— Chega disso! — o trouxe para meus lábios. Esse gosto é meu?

Circulei sua cintura com minhas pernas enquanto nos beijamos e ele entrou. Não contive o suspiro.

Ele parecia sem jeito e seus movimentos eram lentos e acanhados para minha necessidade.

Virei-nos e passei a ditar um ritmo para as estocadas, rebolando sobre seu corpo quente.

— Você começou o incêndio e seu dever, como Capitão América e bom homem, é apagá-lo. — falei sôfrega, beijando seu peitoral.

Ele nos girou e estocou forte e lentamente. Santo picolé...

— Às suas ordens, Srta. Romanoff — sussurrou contra meu pescoço, o marcando com uma mordida em seguida.

Steve agarrava-se a cabeceira da cama com força enquanto eu deixava arranhões nas suas costas que levariam semanas para sumir.

Nossos gemidos se misturavam quando nos beijávamos.

Finalmente, eu pude tocar a apertar aquele traseiro macio e firme que há tanto tempo me deixava louca e, em resposta, Steve gemeu no meu ouvido.

Cada vez que ele gemia meu nome, eu me sentia molhar mais e o orgasmo parecia cada vez mais perto.

— Steve... — pronunciei seu nome, o alongando o máximo que podia.

Por uns segundos, minha mente esvaziou e me senti em completo êxtase.

O senhor América tinha sua cabeça entre meus peitos e ofegava, como eu.

— Foi divertido mesmo... — comentou se jogando ao meu lado, puxando o lençol para nos cobrir.

— Com certeza!

O usei como travesseiro, mas não tenho ideia de quando dormi, apenas lembro-me do afago gentil em meus cabelos.

— Tony, pare com isso... — exclamou uma voz calma e masculina.

— Me deixe em paz, Dr.! Sabe qual a probabilidade de uma cena como essa se repetir? — outra voz, bem mais sarcástica e rouca.

Esfreguei os olhos e me espreguicei manhosa.

— Droga, ela está acordando!

MERDA!

— TONY! — berrei, sentando ao mesmo tempo em que segurei a barra do lençol contra meus seios.

— A culpa é toda dele — Banner apontou para Tony que erguia seus braços, se fingindo de inocente.

— Do que você está falando? Eu mal tinha reparado neles até agora — Stark argumentou.

— Então porque está segurando uma câmera fotográfica? — Steve se pronunciou ao meu lado, sentado de braços cruzados.

— Eu a comprei hoje de manhã e pensei em tirar umas fotos por esta janela, sabe — explicou andando até a janela. — Tem uma ótima vista aqui e... — ele gesticulava como um palestrante até perceber que havia uma árvore tapando quase toda a visão que se poderia ter da janela. — Droga.

Banner soltou uma risadinha e Steve o encarava vitorioso. Cruzei os braços sobre o peito e fechei os olhos.

— Saiam.

O doutor puxou Tony pelo braço até a porta com ele se perguntando:

— Será que tem wi-fi em Asgard? Thor ficaria chocado com o capicolé e sua falta de decência... — e seus comentários foram cortados quando Banner fechou a porta.

— Droga... — resmunguei, jogando-me nos travesseiros.

Steve me olhou e sorriu.

— Do que você está rindo? Tony Stark tem fotos comprometedoras nossas e você fica aí rindo.

Então ele gargalhou e segurou meu queixo.

— Relaxe Nat, se não fossemos um casal agora, isso seria ruim, mas... — o cortei.

— Nós somos um casal agora? — perguntei, franzindo as sobrancelhas.

— Nós não somos...? — também franziu as sobrancelhas, meio decepcionado.

Olhei aquele beicinho de criança que estava se formando em seu rosto e não tive dúvida.

— Porque não? — dei de ombros. — Vai ser divertido...

Ele sorriu sacana e me beijou.

Santo capitão...

Notas finais
Muito ruim? Não, né? UAEHUEAHAUEHEUHAEUHObrigado por lerem e não esqueçam de deixar reviews!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!