É com ele que eu estou
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Notas iniciais
No dia seguinte, acordo com a ligação do Edward.
— Alô Bella?
— Oi, Edward — falo com a voz sonolenta.
— O que você vai fazer hoje? — ele pergunta empolgado.
— Hum, dormi?
— Não mesmo. Hoje é domingo, então põe um biquíni, shorts, regata e uma havaiana. Aah, e protetor solar. Depois desce que estou aqui te esperando.
— Você... O quê? Edward ... — digo confusa me sentando na cama.
— Você tem 15 minutos gatinha. — ele diz e desliga o celular.
Eu bufo e me levanto indo fazer o que ele pediu.
Ao descer, ele sai do carro abre a porta para mim, e logo entra também. Dando partida no carro, ele me dá um beijo e diz:
— Oi.
— Oi, o que é tudo isso? Está me seqüestrando?
— Você vai gostar, eu prometo.
Durante o caminho, ele liga o rádio e cantarolamos baixinho até chegar ao nosso destino final, que é uma prainha com muito pouco banhista.
Ele estaciona e nós saímos do carro. Edward trava o carro e pega minha mão, andando em direção a areia.
Me sinto estranha por estar de mãos dadas a um homem que não é o Jacob. Por reflexo olho a minha volta, mas logo lembro de que estamos longe o suficiente para ninguém nos reconhecer.
Andamos mais um pouco e paramos próximo a um coqueiro que nos fornece um pouco de sombra. Estendemos a toalha, e eu sento.
— Vai ficar de roupa nesse calor? — Edward me pergunta parado em minha frente e tira a camisa.
Meu Deus, ele era tão ... Sarado. E gostoso.
— Por acaso você quer tirar minha roupa, Dr. Cullen? — pergunto e ele se livra da bermuda, ficando só de sunga branca.
Mas gente, devia ser crime um homem desses existir.
— Não sabe o quanto eu quero isso. — ele diz se abaixando e me dando um selinho. — Vou só dar um mergulho.
E ele sai correndo em direção a água.
Mas que bundinha linda. E grande. Balanço a cabeça e me levanto me livrando das minhas roupas.
Assim que sento, escuto meu celular tocando. Rapidamente eu o pego e vejo quem está me ligando. Jacob. Meu coração se aperta e sinto vontade de atender, a culpa se abatendo sobre mim.
Levanto minha cabeça e vejo Edward vindo em minha direção e me lembro de que Jacob me ignorou desde a sexta-feira.
Mando tudo pro quinto dos infernos e desligo o aparelho.
Prontinho.
— Algum problema? — ele pergunta se sentando ao meu lado e vê o celular em minhas mãos. Eu o guardo na bolsa e me viro sorrindo para ele.
— Problema nenhum.
— Era ele? — Edward pergunta franzindo o cenho.
— Sim. Eu não me sinto bem com tudo isso.
— Bella, eu não vou te pressionar. Só quero que você avalie suas opções e escolha o melhor para você.
— Não vamos falar sobre isso agora. Não vamos estragar nosso dia. — eu falo e pego o protetor solar estendendo para ele — Aqui, passa em mim.
— Certo. — ele diz pegando o protetor.
— Porque você me trouxe aqui? — pergunto enquanto ele passa o protetor solar em minhas costas.
— Não é óbvio? Porque você está muito branca e está precisando pegar uma corzinha.
— Edward — eu exclamo me virando.
— Estou brincando. É porque eu gosto daqui e posso fazer isso sem me preocupar em quem está vendo, já que você ainda não terminou com o Jacob.
— Isso o que? — digo levantando uma sobrancelha.
— Isso — então ele me beija me deitando na toalha e vindo junto ainda me beijando.
Ficamos um tempo aos beijos ali deitados.
— O sol. Ta quente demais. — digo o empurrando levemente.
— Vamos dar um mergulho — ele fala se levantando e me puxando em direção ao mar.
— Ta muito gelada, Edward. — eu exclamo quando a água toca meus pés. Puxo minha mão da dele.
— Depois fica quentinha. Vem ...
— Não, eu vou voltar lá pra areia.
Ele me olha de um jeito estranho e percebo o que ele vai fazer.
— Edward. Não.
Ele sorrir de lado vindo em minha direção e eu saio correndo com ele em meu encalço.
— Edward, não. — eu grito quando ele me puxa pela cintura e me carrega, gargalhando.
Ele sai correndo comigo nos braços em direção ao mar e eu grito em vão. Então ele mergulha e só então me larga.
Sinto a água gelada em meu corpo e nado para a superfície em busca de ar. Assim que emerjo, olho ao redor e vejo Edward também submergir, passa as mãos no cabelo sacudindo-os e quando me vê, sorri largamente.
— Que tal? — ele pergunta ainda sorrindo.
— Seu idiota. — eu digo também rindo e nado em sua direção e enrosco meus braços em seu pescoço.
E assim, Edward me proporcionou um domingo incrível, em meio a risos, brincadeiras e beijos.
Quando deu umas 15:00 horas, nós fomos embora. Ele me deixou em casa e disse para eu tomar um banho pra tirar a areia, que ele também ia em casa tomar um banho e que depois passaria pra levar para irmos comer algo.
E assim eu fiz, tomei um banho, vestir um vestido leve, pus uma sandália rasteira e peguei o celular enquanto esperava Edward chegar.
Quando o aparelho ligou, tinha 3 ligações perdidas e uma mensagem do Jacob e 10 ligações e várias mensagens da Rosalie me chingando toda. Tudo no whatsapp.
Chamei ela no whatsapp pra perguntar o que houve.
"" — Rosalie?
— Krlh Isabella. Onde você estava porra?
— Vadiando.
— Eh serio, qero saber TUDO o q vcs fizeram ontem. Mas isso não vem ao caso agr, pq o maluco do seu ex apareceu aq t procurando. Ele ta louco pra flr com vc.
— Ta. Nn é ex ainda, mas dps falo cm ele. E dps cv com vc pq o Edward ta buzinando aq.
Bj vadia.
— Juízo. ""
Jogo o celular na bolsa e saio para ver o Edward.
Ele me leva a um restaurante na praia que oferece como opção de comida, frutos do mar. Eu havia dito a ele que nunca provado de outros frutos do mar que não fosse peixe, então ele resolveu me levar pra comer isso hoje.
— Então, gostou? — Edward pergunta quando acabamos de comer.
— Bom, se for pra comer uma vez ou outra sim. Mas todo dia, não. — eu digo rindo.
O restaurante tinha uma varanda que a vista dava para o mar, preferimos sentar ali. Tinha uma especie de sofá e Edward estava sentado ao meu lado com o braço apoiado atrás de mim, no encosto do sofá.
— É, eu também acho isso. — ele falou me acompanhando no riso.
Aos poucos paramos de rir e nos encaramos. Suavemente ele acaricia meu rosto e se inclina me beijando. É um beijo suave, calmo que demonstra tudo o que eu procurava em Jacob e não achava.
Separamos nossos lábios em busca de ar e ele encosta sua testa na minha.
— O que você está fazendo comigo, Bella? — ele diz de olhos fechados e eu o encaro. Tão lindo.
Ele se afasta, me olha e diz:
— Vamos caminhar um pouco na praia? Não quero me despedir ainda.
— Claro.
Ele paga a conta e vamos caminhar na praia.
Descalços, com os sapatos na mão, e a outra mão dada a ele, caminhamos na beira da água.
É um gesto simples, mas me emociona. Sem segundas intenções, só o querer ficar na companhia do outro. E aquilo me pega de surpresa me deixando emocionada.
Eu largo os sapatos na areia, solto a mão de Edward e paro tentando respirar fundo e engolir o choro que ameaça a sair.
Edward para um passo a frente, se vira para mim e diz:
— Bella? — franzindo o cenho ele se aproxima de mim e para na minha frente — Ei, o que foi?
Eu cubro meu rosto com as mãos sem conseguir impedir as lágrimas que começam a cair.
— Oh, Bella. — ele me abraça acariciando minhas costas e eu continuo a chorar.
Aquilo era o mais perto de carinho que eu já recebi de um homem. E o abraço dele só me faz chorar mais ainda.
— Bella, você ta me assustando. O que houve? Eu fiz algo? — ele se afasta e ergue meu rosto com o seu angustiado.
— Não foi você. — digo com a voz embargada. — É só que ... — respiro engolindo o choro e me acalmando um pouco — Edward, você é o primeiro homem que me trata assim. Que tem prazer em me dar essas coisas. Com o Jacob é carnal e eu sempre quero mais do que ele me oferece .—limpo as lágrimas e olho em suas orbes esverdeadas, ponho a mão em um lado de seu rosto e sussurro — Você é esse mais.
Ele sorri minimamente e me dá um selinho. Encosta sua testa na minha fechando os olhos.
— Sobre o Jacob. Eu não quero te pressionar, mas Bella ...
Ele é interrompido pelo som do meu celular tocando. Ele suspira e me estende a bolsa pra mim, que estava em sua mão.
Pego a bolsa vasculhando a procura do celular. Assim que o acho fico de frente pro mar e de costas para Edward Pigarreio e atendo.
— Alô.
— Bella ...
— Ah não, Joe. — digo gemendo.
— Me desculpe, menina. Mas hoje ele chegou cedo e por incrível que pareça não bebeu uma gota de nada, só fica parado encarando o copo. Ele ta assustando meus clientes. Venha busca-lo.
E desliga.
— Algum problema? — Edward pergunta atrás de mim.
— Hm. É. Meu pai. Me desculpa Edward, mas você pode me levar até onde ele está? Sei que isso vai acabar com a nossa noite, mas é o meu pai e ...
— Ei, ta tudo bem. Vamos lá. — ele diz e se abaixa pegando nossas coisas jogadas na areia.
Franzo a testa, pois se fosse Jacob, estaria chingando os quatros ventos.
Suspiro percebendo mais uma vez a diferença entre eles dois.
Assim que ele estaciona no bar, me viro para ele e digo:
— Olha, não precisa entrar nem esperar ta?
— Não vou deixar você entrar aí sozinha. — ele diz olhando a fachada do bar pelo parabrisa.
— Edward ...
Ele me ignora e sai do carro. Eu suspiro e saio também e ando em direção ao bar com ele em meu calcanhar.
Entro e vou direto para o balcão onde o Joe está.
— Hey Joe, tudo bem?
— Hey Bells, to bem. Só leva o Charlie embora. Ele ta à muito tempo parado encarando o mesmo copo de cachaça. — ele diz apontando para a ponta do balcão. — E você amigo, vai querer o que? — ele pergunta a Edward que está ao meu lado.
— Nada, não vou querer ...
— Ele ta comigo, Joe. — digo encarando o meu pai. — Espera aqui Edward. — falo e vou em direção a meu pai.
Paro em seu lado e ele não se move.
— Pai.
Ele não responde, apenas continua encarando o copo como se sua vida dependesse daquilo.
— Pai. — digo um pouco mais alto.
Nada.
— Pai — eu falo tocando em seu braço.
E me assusto com sua reação. Ele da um safanão em meu braço, se levantando e dou um passo para trás. Vejo Edward dá um passo a frente, mas ainda fica lá parado.
— Eu não estou surdo, garota. E pare de me chamar assim. Agora sai daqui.
— Pai, para com isso e vem comigo.
— Já disse garota. Não me chame assim. Eu não sou seu pai.
— Então minha mãe me fez sozinha? — Falo já irritada.
Ele nada fala. Apenas me dá as costas indo se sentar de novo.
— É por isso que a Sue te deixou. Não foi minha culpa. Foi sua.
Quando percebo, só vejo sua mão levantando e me atingindo no rosto ao mesmo tempo em que ele fala:
— Não ouse tocar o nome dela.
Eu paraliso.
Quando ele levanta a mão para me bater de novo, Edward segura seu ante braço e o encara.
— Me solta seu moleque. — ele diz puxando o braço e ajeita para acertar Edward, mas o mesmo é mais rápido e o imobiliza. — A vadia achou um canalha pra defender ela foi?
— O senhor pode até ser pai dela, mas me desculpe, não te deixarei tocar num fio de cabelo dela e nem insulta-la dessa forma.
— Me solte. — ele se meche tentando se soltar e Edward o larga. Quando ele se prepara para bater em Edward, uma voz brada.
— Charlie. — a voz do Joe ecoa pelo bar e todos param para olha-lo, inclusive Charlie. — Eu nunca lhe disse nada porque não era da minha conta e você era um bom cliente. Mas não vou deixar você tocar nessa garota. Ela é boa. Boa demais para ser sua filha. E não, você não vai bagunçar aqui. Não no meu bar. Posso te perder como cliente, mas vou falar isso de qualquer jeito: ' Saia do meu bar. Agora. '
Charlie nada diz. Apenas me olha e sai logo em seguida.
Ainda estou parada no mesmo lugar.
— Bells, me desculpe. — Joe fala pra mim.
Eu nada digo, ainda estou paralisada.
— Garoto, cuide dela.
Só então percebo que Edward está ao meu lado, tentando chamar minha atenção.
— Com minha própria vida.
Edward pega meu rosto entre as mãos e me fita.
— Bella, fala comigo.
Eu apenas o encaro, sem conseguir dizer nada.
Ele suspira e me guia para fora do bar, eu apenas me deixo ser levada.
Um borrão se passa e já estou no carro dele. Ele deve estar me levando para casa.
Mais um borrão e estou com a cabeça apoiada no vidro, vejo que ele passou da minha rua. Porque ele não entrou na rua?
Passa outro borrão e eu estou em um elevador, e Edward está me segurando próximo ao seu corpo.
Outro borrão e eu sinto algo gelado se bater contra meu corpo.
Eu desperto assustada me debatendo. Braços fortes me mantém parada até que escuto a voz dele.
— Bella, tudo bem. Sou eu, Edward. Você está bem.
— Edward? — perguto desorientada olhando a minha volta. Estávamos na chuva? — Mas o que... Onde estamos?
— Bella, me escuta. — ele diz pegando meu rosto me fazendo encara-lo. — Você está em meu apartamento, no meu banheiro. Você ficou catatônica depois do que houve no bar. Tentei falar com você diversas vezes, mas você não respondia. Eu estava desesperado e achei que água gelada fosse ajudar.
Só então me dou conta de que não é chuva. É água do chuveiro. Vejo que estamos dentro do box, com roupa e todo molhado.
— Oh. — me lembro de tudo o que aconteceu.
— Você está ficando com os lábios roxos. — Ele se inclina sobre mim e levanta os braços mexendo em algum botão no chuveiro. — Pronto, água quente. Eu vou sair, então tira essa roupa molhada e toma um banho. Vou pegar toalhas e alguma roupa minha que dê em você.
Ele sai e fecha a porta, me deixando sozinha no banheiro.
Demoro tempo o suficiente para começar sentir minha pele queimando, então saio.
Abro a porta do banheiro ainda nua e espio pela fresta. Cadê a toalha? Vejo que dá para o quarto dele. A porta do quarto está fechada e tem toalha e roupas em cima da cama.
Assim que acabo de me vestir com sua roupa que ficou enorme em mim, sigo pela casa sendo guiada pelo barulho que ouço.
Chego a cozinha e vejo Edward cozinhando.
— Oi — eu digo para avisa-lo de que estou ali.
Ele levanta a cabeça e sorrir.
— Oi — ele diz me avaliando. — As roupas ficaram grandes mas vão servir. Vou colocar suas roupas depois na secadora. Vou só tomar um banho e depois nós jantamos, certo?
Eu apenas aceno.
Mais tarde, estávamos sentados no chão da sala. Minha comida ainda no prato, enquanto eu a remexia.
— Bella — ele diz tocando minha mão, me fazendo parar de remexer a comida. Levanto meu olhar para ele que diz — Você não comeu nada ainda. Tenta pelo menos.
Eu desvio meu olhar para o nada e digo:
— Em todos os anos em que eu morei com ele, e foi muito tempo, ele sempre me tratou mal, sempre me disse coisas terríveis. Mas nunca, nunca tocou um dedo em mim, Edward. — eu o encaro sentindo que as lágrimas querem sair. — Até hoje. E ele fez da pior maneira possível. Ele me bateu. Me bateu, Edward. — minha voz falha miseravelmente e as lágrimas descem como enxurrada em meu rosto. — Não foi pela dor, mas pela humilhação. Ele me fez sentir péssima, ele me humilhou. Me fez me sentir a pior pessoa da face da terra.
— Ei ... — ele diz chegando perto de mim e me puxando para os seus braços. E daí eu começo a soluçar.
— Ele me bateu, Edward. — digo chorando terrivelmente alto e ele apenas me abraça forte. Não sei quanto tempo se passou, até que a inconsciência toma conta de mim.
Acordo e sinto minha garganta seca. Esta escuro, mas a luz da lua ilumina o suficiente pra eu saber que estou no quarto do Edward e ele não está em nenhum lugar.
Jogo o cobertor pro lado e me levanto para beber uma água. Caminho devagar pelo apartamento escuro, e depois de beber a água, vou andando de volta para o quarto.
Mas ao passar pela sala, vejo Edward deitado no sofá dormindo.
Sorrio ao perceber que ele deve ter me colocado em sua cama e como um gentleman, dormiu no sofá.
Me aproximo devagar e me ajoelho ao seu lado. Levo minhas mãos até seus cabelos, acariciando-os. Ele se remexe e abre os olhos.
— Ei, ta tudo bem?
— Posso me deitar aqui com você?
Ele nada diz, apenas cola suas costas no encosto do sofá e eu deito em sua frente, de lado, com a cabeça apoiada em seu braço. Me aninho nele e rapidamente pego no sono de novo.
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