É amor

5 Capítulo 5


Oliver

— Não! Não! Por favor parem! PAIIIII só faz o... AAAAAA — grita Oliver remexendo-se na cama até que acorda todo suado.

Desde o sequestro que os pesadelos são recorrentes, mas hoje era especial pois fazia 3 meses desde aquele fatídico dia e o subconsciente de Oliver fez questão de o lembrar disso. Eram 5h30 da manhã e ele sabia que não ia voltar a adormecer então levantou-se fez a sua rotina matinal e saiu de casa.

— Ollie! Que saudades — chama Laurel vendo-o sair do seu escritório.

— O quê que estás aqui a fazer? Estou a trabalhar não devias fazer o mesmo?

— A tua mãe chamou-me porque queria falar comigo. — responde e aproxima-se querendo abraçá-lo, mas ele afasta-se começando a ficar cada vez mais desconfiado da aproximação entre as duas mulheres

— Mas eu não por isso adeus. — Oliver já não tem paciência para as investidas da ex.

— Oliver eu eduquei-te melhor! — repreende Moira Queen disfarçadamente para não chamar a atenção dos demais.

— Quando estavas em casa a tomar conta de mim e da Thea? — pergunta irónico.

— Vamos para o meu escritório — ordena a matriarca

— Não! — afirma simplesmente e vira costas às mulheres e segue em direção aos elevadores sem notar que Felicity estava naquele andar.

Ele precisa de sair dali urgentemente começando a sentir falta de ar e precisando de estar sozinho. A primeira coisa que ele consegue pensar quando chega perto dos elevadores é ir para o topo do edifício pois nunca está lá ninguém e o único acesso são as escadas de e emergência.

Felicity

Passaram-se 2 meses desde o almoço com o Oliver e a amizade entre eles têm evoluído consideravelmente. Desde então o bilionário arranja todos os motivos para estar com ela e Felicity está a gostar de conhecer este lado dele. Então quando ela o viu sair disparado para as escadas de emergência fez o possível para terminar o que estava a fazer e segui-lo.

— Ei — diz suavemente enquanto se aproxima.

— O que estás aqui a fazer? — pergunta Oliver quando se vira para a loira com lágrimas nos olhos e fazendo um esforço para não chorar.

— Eu vi-te e queria saber como estás. — responde, mas quando olha para o rosto dele ela aproxima-se em 3 passos rápidos e abraça-o sem dizer mais nada.

Depois de um ligeiro choque ela apercebe-se que ele relaxa e abraça-a com força. Não demora muito para ela sentir ele enterrar o rosto no seu pescoço assim como as lágrimas dele. Felicity rapidamente coloca uma das mão no cabelo dele enquanto a outra acaricia as costas dele assim como faz quando Lucas precisa de se acalmar.

— Queres falar? — pergunta quando ele se acalma, mas continuando a abraçá-lo com força.

— Só mais um pouco — funga Oliver não a soltando.

— Quando tiveres pronto.

Oliver

Conforto e carinho era tudo o que Oliver conseguia sentir irradiando de Felicity e a última coisa que ele queria era afastar-se daquele abraço.

— Hoje... faz 3 meses que — começa falando com dificuldade devido ao choro.

— Eu sei — interrompe limpando as lágrimas do rosto dele.

— Ele não fez nada Felicity! Eu sou o filho e ele não fez nada! — diz com raiva.

— Ei Oliver respira... Queres contar-me a história toda? Eu não consigo acompanhar o que estás a dizer.

— Eu estava a sair da casa de alguma mulher com quem resolvi passar a noite depois de eu e o Tommy termo-nos embebedado num dos clubes da cidade. — começa envergonhado e tendo finalmente de acalmando.

— E depois? — incentiva a loira.

— Eu ainda não estava completamente bem... álcool, poucas horas de sono bairro que não conhecia bem e do nada 3 homens amarraram-me e levaram-me para dentro de uma carrinha. Eles drogaram-me porque quando acordo novamente o meu pai está ao meu lado e pela luminosidade consigo me aperceber que é quase final da tarde.

— Oliver... — Felicity chama suavemente voltando a limpar as lágrimas que escorriam livremente pelo rosto dele.

— Nesse dia eles não fizeram nada... deixaram-me preso e amordaçado mas só exigiam que o meu pai pagasse o que ele roubou deles e eu não entendia nada do que se estava a pensar pois pensava que eles iam ligar para a minha mãe a pedir dinheiro.

— Não precisas de me contar tudo se não quiseres...

— Eu quero. É a primeira vez que vou contar e eu quero te dizer.

— Eu vou ouvir então. O que aconteceu nos outros dias?

— No segundo dia eles tornaram-se mais físicos tornando o meu pai e principalmente eu no saco de pancadas deles, mas o meu pai recusava-se a falar ou dar o que eles queriam. Então veio o terceiro dia e eles perderam a paciência. Eles pegaram na arma deixando só uma bala e jogaram roleta russa.

— Oliver — diz Felicity já ela com lágrimas nos olhos de ouvir a história e ver o estado do Oliver.

— Eles apontaram a arma em minha direção e exigiram que o meu pai desse o dinheiro, mas ele manteve-se calado e eles dispararam. Na vez seguinte eles apontaram para o meu pai e nem deram tempo de ele responder só dispararam e ele não teve muita sorte e levou com a bala. No dia seguinte finalmente ligaram para a minha mãe e pediram resgaste, não sem antes me esfaquearem algumas vezes, mas a policia apanhou-os e vieram-me buscar.

A próxima coisa que ele sabe é que Felicity volta a colocar os braços em torno dele para voltar a confortá-lo novamente. Ele não consegue aguentar mais e volta a chorar como um bebé.

Felicity

Quando ela saiu de casa a última coisa que ela esperava acontecer era ter o seu futuro chefe chorar nos seus braços depois de lhe contar o episódio mais traumatizante da sua vida.

— Ele era meu pai e ia deixar que me dessem um tiro por causa de dinheiro! DINHEIRO!

Felicity percebe a revolta dele que tipo de pai faz isso a um filho? Ela daria tudo o que pedissem e mais algum só para Lucas não ter de sofrer.

— Eu sinto muito Oliver. O quê que precisas? — pergunta sem saber bem o que dizer depois daquela revelação.

— Mais um abraço — pede timidamente e ela nem pensa duas vezes antes de se lançar nos braços dele novamente.

No entanto, o momento não durou muito pois o chefe do departamento de IT ligou para ela pois tinha trabalho para fazer e ninguém sabia onde ela estava.

— Obrigado. Diz que fui eu que te chamei não quero que fiques com problemas por minha causa.

— Vais ficar bem? — pergunta preocupada antes de ir embora.

— Sim dentro do possível.

Depois de ir buscar Lucas, Felicity liga para a sua mãe pois teve uma ideia que acha que vai ajudar Oliver.

— Filha posso saber onde vais? — pergunta Donna quando vê a filha se preparar para sair.

— Ajudar um amigo. — responde enigmaticamente.

— Que amigo?

— Não conheces e agora tenho de sair.

Quando entra no carro Felicity liga para Oliver esperando que ele atenda e que ele aceite a ideia dela

— Oi.

— Estás em casa? — pergunta depois de ele atender a ligação.

— Sim porquê?

— 20 minutos estou aí e vamos sair. — declara

— O quê? Felicity depois do dia de hoje não me apetece sair.

— Eu sei, mas por favor faz isso por mim

— Deixa-me trocar de roupa — desiste Oliver percebendo que não precisa de muito convencimento para fazer qualquer coisa que ela pede.

— O que tens vestido?

— Fe-li-ci-ty isso é uma tentativa de flirt? — pergunta com um sorriso imaginado o quanto ela está a corar neste momento.

— A tua sorte é que eu sei como o dia te correu! Então?

— Minha roupa de treino. — responde

— Perfeito! Até já.

Como dito poucos minutos depois ela chegou à casa dele e ele já a esperava.

— Onde vamos? — pergunta curioso.

— Surpresa vamos no meu carro e depois eu trago-te. O teu guarda-costas?

— Como pensava que não ia sair ele foi dispensado.

— Vamos ou queres chamar por ele? — pergunta porque depois da conversa mais cedo entende que pode se sentir mais seguro se ele for.

— Vamos!

—Boa. Carro e cinto! — ordena Felicity como se estivesse a falar com uma criança.

— Um ginásio? — pergunta Oliver quando Felicity estaciona.

— Ginásio do meu amigo John Diggle e é com ele que vamos ter.

— Porquê?

— Já vais descobrir. Dig! — Chama Felicity depois de entrarem.

—Felicity!! — cumprimenta Digle animado por a ver. — E quem é este? — pergunta mesmo sabendo que se trata de Oliver Queen.

— Este é Oliver um amigo e precisa de umas aulas contigo.

— Aulas? — pergunta Oliver curioso.

— O quanto sabes de desporto de combate?

— Tive alguma aulas de defesa pessoal.

— Hoje é o primeiro dia vamos ver o que sabes. — afirma Dig

— Por mim — pede Felicity fazendo beicinho depois de o ver a olhar para ela com ar de desconfiado.

— Está bem.

Oliver

Oliver não estava à espera que Felicity lhe ligasse e muito menos que a levasse para ter uma aula de combate corpo a corpo. Foram só 30 minutos, mas ele tem de admitir que fez com que aliviasse todos os pensamentos.

— Obrigado. — agradece Oliver depois da loira o deixar em casa.

— Não precisas de me agradecer — afirma com um sorriso.

— Preciso sim. Até amanhã — despede-se, mas dá-lhe um beijo na bochecha antes de sair do carro.

Notas finais
Obrigada por lerem Até breve! Todas as sugestões são bem-vindas