Eu sempre adorei te ouvir falar meu nome.

Sua voz tinha uma cadência natural que o tornava bonito. Mesmo durante uma celeuma no ápice da irritação, enquanto me chamava de bagunceiro ou quando ria de alguma piada boba que eu havia feito. Era musical.

Depois do acidente, isso mudou. Como se meu nome tivesse perdido o sentido para você, só uma palavra no inexplorado dicionário eu. Achei que nunca mais ouviria meu nome daquela forma.

Até você me chamar hoje de manhã.

Pensei que tivesse se lembrado... Até me oferecer um sanduíche de pasta de amendoim.

Do que tenho muita alergia.

Notas finais
Palavra do Dia: Celeuma (discussão veemente e apaixonada)