É Secreto E Não Secreto
8 50 minutos
Notas iniciais
Eram arfados longos, mas ofegantes... Chikane sabia bem que Himeko não era nenhuma santa; nunca foi.
Muitas vezes é preciso conhecer até demais a loira para prever isso em sua personalidade, claro que a fotógrafa não demonstra, mas é insuportável quando quer ser pervertida.
E esses 50 minutos pareceram os mais torturantes e prazerosos para sua Lua particular;
Aquelas mãos de artista... Himeko violava cada parte do corpo da mais nova com veemência, lhe arranhava e sem pudor atacava seu pescoço.
–H-Himeko... -a morena gemia baixo, nesse estado de transe, ela fica impotente perante os olhos da esposa, aliás, Chikane se torna completamente submissa a mais velha.
–Só continuo se você pedir... -a pervertida Himeko anunciou em um sussurro de tom inebriante-
–Himeko... isso é maldade!... -Chikane fez bico, aliás, fica muito fofa quando está de bico, só que aquilo para a loira é resistência.
–Suplique!
–Himeko...
–Vamos! A não ser que prefira algo pior... -aquela Kurusugawa dava um certo medo, mas nada que fosse tão assustador para a empresária;
–Faça isso de uma vez Himeko, por favor...
–Claro... -e aquele sorriso doce novamente apareceu, mas não por tanto tempo. -Sentada mocinha, agora!
E obedientemente Chikane cumpriu a ordem, sim, cumpriu, sem pestanejar. Logo seus olhos lacrimejaram, fora invadida por uma mão que tem o toque muito suave e a faz perder o controle, o fio de sanidade que restava arrebentou, Chikane entrou em êxtase; Gemia um pouco mais alto, Himeko a deitou de novo na cama, ficando por cima de seu corpo, queria mais tempo com ela, entretanto não podiam deixar Kyoshiro esperando.
Mas também, seu corpo já dizia para possuir o da outra, estava enlouquecendo... Himeko avançou naqueles lábios rosados, tirava toda e qualquer evidência do ar, apertava-a num abraço aconchegante, dizia coisas desconexas em seu ouvido, a tirava do sério...
Simplesmente a violava com uma mão dentro da mesma e com a outra explorava seu rosto.
Os gemidos de Chikane só aumentavam, já eram gritos de prazer;
E a língua de Himeko foi passeando pelos seios da menor, lambia, mordia e chupava... sem tanta pressa assim. Até que sua mão foi deslizando dentro da morena, deslizando, deslizando, deslizando... Retirou seus dedos e deu espaço para sua língua outra vez viola-la.
Em exatos 43 minutos Chikane teve um orgasmo não muito diferente dos outros... Sempre com violência (isso porque Himeko estava sóbria);
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–Eu sabia que você iria demorar! -Kyoshiro afirmou sem muita emoção-
–Hum, então a próxima vez não me acorde. -rebateu Chikane-
–São quase três da tarde! Tem ideia do que significa?!
–Sim, você é um idiota que me fez acordar de um ótimo sonho.
–Na verdade você deve estar mais é feliz... Aposto que transou com a Himeko antes de vir pra cá.
–E se eu tiver transado, a esposa é de quem?
–Não me leve a mal Morena, mas você tá com uma marca roxa nada bendita aí no seu pescoço.
É, até assim Himeko consegue chamar atenção... Incrível como a pele da Himemiya não nega os toques daquela insana amável!
Mas tinha que concordar, se toda vez que só tivesse 50 minutos para fazer alguma coisa, com certeza começaria com sexo, depois faria o restante.
Embalsamada num vestido preto, Chikane se sentou ao lado do ruivo e fez uma cara mais séria;
–O que aconteceu com o projeto?
–Eu achei uma defasagem no sistema, alguém tentou implantar um vírus de cópia. -Kyoshiro estava aflito com a situação, a regente via isso, mas...
–Não fique preocupado. Eu sei como dar um jeito, mas vamos precisar da ajuda de uma pessoa...
–Quem?
E...
–HIMEKO!!!!
–Mako-chan!!!
Sim, elas pareciam duas adolescentes tendo um ataque histérico de felicidade, se abraçaram como nunca, e claro que uma certa Lua ficou com ciúmes... Típico...
–Ne, Himeko, já te contei sobre o neto do min. Kumeda?
–Ah, fiquei sabendo e gostaria de não lembrar desse assunto. -a loira revirou os olhos divertida- Mas faz tempo que não nos vemos, estava sentindo sua falta sua boba.
–Eu também, mas sabe como é né?... Espanha e Croácia são minha queda.
–Abismo você quer dizer né, Mako-chan? -Himeko disse toda descarada e com razão, Makoto tem um sério problema de paixonite aguda por países europeus.
–Himeko... -chamou Chikane toda calma-
–Ah, Chikane-chan ela chegou finalmente! -e sim, sua Lua particular se perguntava como aquela Kurusugawa consegue mudar tanto de personalidade quando está rodeada de gente? Fica meiga, doce, tranquila, alegre...
Mas a Himeko que Chikane vê não é tão parecida com essa.
–É, percebi, vocês estão nessa crise de ataques histéricos desde uns 10 minutos atrás. -a morena respondeu simplesmente, deixando a esposa pouco corada, mas com um sorriso de criança.
Ao fundo do salão de entrada casa de Kyoshiro estava ele escorado num vão que dá entrada para a cozinha;
–Bem vinda, Makoto-san! -disse ele com um sorriso alegre-
–Fala sério, pinto pequeno?!
–Caralho, para de me chamar assim! -exclamou o ruivo- Sua anã virgem!
–Isso é recalque né? Sabia, bem a sua cara... -revidava a jogadora de tennis-
–Querida eu tenho cara de virgem por acaso?
–Mas tem cara de gay!
–Sua mãe!
E do nada, risos e risos, e risos altos. Chikane e Himeko não conseguiam controlar, a situação era engraçada demais...
–Pinto pequeno?! Essa é velha demais Makoto! -falou a Lua toda risonha-
–Anã virgem... -Himeko repetiu o apelido- É, não mudou nadinha!
–Q-quem disse?! -resmungou a recém-chegada- Faz tempo que deixei de ser virgem!
–Mas o signo não muda mocinha! -Himeko retrucou rindo-
–Foda-se! -a garota dos cabelos castanhos fez bico e cruzou os braços- Mas afinal de contas para que me chamaram aqui?
–Precisamos que faça um favor. -comentou Kyoshiro- Descobrimos uma defasagem no sistema, sabe como rastrear o vírus de cópia e deletar?
–Melhor que isso, sei rastrear o usuário e o servidor dele. Deixem comigo! -vangloriou-se Makoto-
–É, certas coisas não vão mudar nessa pestinha. -Os três mosqueteiros comentaram aos risos-
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