Ânsia
4 Trégua
Enterro o útero no vaso da varanda e, em seguida, aperto com força a cruz em meu pescoço, pedindo a um deus clemente para que a ânsia não retorne.
Encaro minhas mãos avermelhadas, as unhas imundas de terra. A água quente escorre pelo meu corpo, mas não consegue lavar a memória doentia. Me sinto exausta, como se tivesse corrido uma maratona.
A lua cheia finalmente dá espaço para os primeiros e tímidos raios solares. O plantão de Hugo está acabando, ele chegará a qualquer momento. Tento inutilmente me recompor, anestesiada, mas a exaustão implacável vence e meu corpo finalmente desaba.
Notas finais
Oi, pessoal! Pelo menos nesse começo estou seguindo meio raiz no desafio e escrevendo um capítulo por dia, socorro. Não me planejei muito bem esse ano, ia seguir com outra ideia na drabble, mas confesso que essa me pegou mais (minhas amigas odiaram KKKKKK).
Mas enfim, esse sábado vou ficar meio off, mas domingo volto com as trocas. Bom fim de semana, galera!
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