​Decidida, volto ao vaso onde enterrei o útero que, posteriormente sumiu e deu lugar a uma pequena muda.

​Após a consulta, em minha tentativa de normalidade, internalizei que tudo não passou de um sonho.

​Mas agora, diante dos meus olhos, a planta cresce absurdamente, talvez cinco centímetros. A mesma lua cheia que me trouxe o terror, parece ter-lhe dado vida.

​Ela não é normal. Seu caule tem uma textura símil à da pele humana, maciez assustadora ao toque.

​Com repulsa, quebro o caule ao meio. Suas fibras internas parecem veias. Da fratura, escorre uma seiva espessa e vermelha.

​Sangue.