Águas Claras

7 Que coincidência é o amor...


Notas iniciais
Oioi chuchu's, desculpem a demora, mas a crise de criatividade me pegou de surpresa nas ultimas semanas e não quis mais me soltar. Estava morrendo de saudade de vocês! Espero que gostem deste capítulo e que absorvam todas as supresas que acompanham ele, ótima leitura!

Grace nos contou que, Nathan havia a pedido em namoro, e novamente a mesma recusou. Isso explicava o seu comportamento estranho da semana passada...

Era uma sexta-feira, estavam todos jogando basquete enquanto eu, Violet, Nathan e outros meninos estávamos sentados no banco reserva. Violet e eu comentávamos sobre Grace e Ivan, um garoto do primeiro ano, enquanto Nathan estava ao nosso lado.Violet falou também que ele havia dito para ela que não gostava mais de Grace como antes. Então para ter assunto, resolvi tirar a história a limpo, aproveitando que Grace estava jogando.

— E aí Nathan? Paralisado com a vista? — Brinquei.

— Haha, muito engraçadinha a senhorita. — Ele me mostrou a língua.

— Eu não gosto da Grace.

— Ninguém deixa de gostar de uma pessoa assim, de uma hora para a outra, Nath... — Acrescentei.

— Pois fiquem sabendo que eu estou em outra agora! — Ele virava-se para nós. — Grace é passado.

— Ui, não está mais aqui quem falou! — Gargalhei.

Violet fez um "Puf" com a boca e balançou a cabeça negativamente enquanto soltava uma risadinha irônica. Sem via de dúvidas, ela com certeza havia percebido minha empolgação na novidade.

Nathan não havia entrado na internet naquela noite, fiquei até de madrugada conversando com Violet e falando sobre as possíveis possibilidades de que Nathan ainda poderia estar completamente apaixonado por Grace, e que se caso fosse verdade, as possíveis meninas que ele poderia supostamente está afim.

No sábado acordei depois das duas da tarde, eu estava exausta, havia ficado até 4:40 da manhã discutindo com Violet sobre esses novos casos que estavam aparecendo na nossa sala. Tomei um copo de leite enquanto comia um pedaço de bolo de nata, e peguei meu notebook para conferir quem estava online.

Logo, Nathan veio falar comigo, passamos a tarde conversando sobre qualquer coisa que nos dava vontade, chegamos a discuti até sobre a qualidade dos queijos e ele falou, por fim, que não era muito chegado a queijo. A noite o inesperado aconteceu. Nathan começou a me fazer algumas perguntas estranhas como por exemplo: "Você está interessada em alguém?", "Você é muito legal, sorte a do seu namorado!", "Seu namorado deve se divertir bastante junto com você.", depois de eu ter explicado umas mil vezes que não tinha namorado e que não estava interessada em ninguém, Nathan começou a dar hipóteses teóricas sobre namoro entre amigos, ou melhores amigos que viravam namorados. Em algum dos exemplos chegou até a usar a nós mesmos para debater o assunto. Então sem mais delongas, para o maior surto que eu vinha a ter em toda a minha vida, citou as quatro palavras mais inesperadas que a melhor amiga de um garoto poderia esperar: "Você quer namorar comigo?".

Eu simplesmente entrei em estado de choque, bendita hora que a Violet foi inventar de sair com os pais, justo na hora que a bomba explode! Eu realmente não sabia o que falar, muito menos o que pensar daquilo tudo, será que ele estava apenas me usando para fazer ciúmes em Grace? Ou para não ficar sozinho?... Aquelas dúvidas sucumbiam minha mente cada vez mais Enrolei ao máximo, até que disse que daria uma resposta concreta na segunda-feira.

Violet passou o resto da noite inteira sem dar as caras, eu não aguentava mais ficar esperando, até porque, eu ainda estava cansada da madrugada que passei falando com ela, então fui dormir. No domingo a tarde eu não pude mais me conter, precisava falar aquilo para alguém o mais rápido possível, liguei para Violet e falei tudo o que havia acontecido, por incrível que pareça ela pareceu ter ficado feliz por mim, apesar de já ter me aconselhado várias vezes a parar com essa "paixonite aguda".

Na segunda no final da aula, Nathan cobrou uma resposta e por incrível que pareça eu disse sim.Até que o nosso namoro não foi tão mal assim, foi até muito bom, acho que posso dizer que fomos definitivamente felizes quando estávamos juntos. E que valeu a pena, mas acho que se fosse para fazer tudo de novo... Eu não faria. Foi tudo muito mágico, nosso primeiro beijo, nosso primeiro aniversário, ver como ficávamos mais próximos e mais íntimos a cada dia, ele não deixou de ser meu melhor amigo, pelo contrário ele continuou sendo, só que agora nós sabíamos a hora de deixar o lance de "amizade" de lado.

Estávamos na aula de redação, enquanto um dos fiscais aterrorizantes da West High adentrava a sala. Acordei automaticamente do meu transe de criatividade durante a redação que fazia ao ouvir o homem falar pausadamente meu nome, de repente um frio percorreu-me desde a espinha, o que será que haveria acontecido? Por que o diretor queria falar comigo? Eu juro que não fiz nada de errado!

Fui para o lado de fora da sala e por sorte ele falou que a pedido do meu 'responsável' eu estava isenta do resto das aulas daquele dia e que já poderia ir para casa.

Aquele certamente não foi um dos meus melhores dias... Chegando em casa, minha avó me deu a notícia que iriamos nos mudar, de casa ou até talvez de estado!

De repente, um peso caiu sobre minhas pernas, eu não aguentei, precisei sentar-me em algum lugar. Justo agora que as coisas com Nathan estavam melhorando... Minha avó vem inventar uma história dessas.E o pior de tudo... como eu vou contar isso para ele? O que eu faço? Preciso de uma luz no fim do túnel.

Aquela semana com certeza foi a pior de toda a minha vida. Decidi que mesmo que eu me mudasse e chegasse a trocar de escola, eu não iria obrigar Nathan a fazer o mesmo, eu não poderia privá-lo de sair de perto de todos os amigos dele por minha culpa, não iria induzi-lo a ter que recomeçar totalmente de novo só por minha causa. Eu sei, eu sei, eu ia acabar me magoando com isso, muito mais do que eu possa esperar neste momento, mas acontece que amar é desejar a felicidade do outro, mesmo que isso custe a sua felicidade. Então se era para ficar longe dele, pelo ao menos eu tinha de me acostumar.

Nathan não conseguiu entender o meu lado, nem o por que de eu estar fazer aquilo, ele não entendia que era necessário, que seria bom para ele.

No outro dia mais uma surpresa ocorreu-me, logo quando cheguei a escola me deparei com a cena mais chocante que eu poderia ver naquele momento, Nathan prendendo uma outra garota contra a parede, enquanto os dois davam o maior amasso na frente da escola, sem ao menos se preocupar com as pessoas ali em volta.

Chorei. Chorei bastante, isso é uma coisa que eu não vou negar, eu esperava um pouco mais de consideração de Nathan pelos bons momentos que passamos juntos, eu sabia que cedo ou tarde eu teria de ver "aquilo", que eu não poderia prender Nathan a mim, mas pelo visto, ele não perdeu tempo, logo um dia depois de tudo...Acho que por um lado isso foi até bom, acho que serviu de lição, Nathan nunca havia gostado de mim realmente, e todos os boatos que eu acreditava que as pessoas inventavam, na verdade, eram reais... Acho que quando se ama, você fica cego, acho que tem algo dentro de você que só te permite enxergar o que quer.

Depois disso, nossos olhares nunca mais se cruzaram, nossas mãos nunca mais se tocaram, nossos lábios nunca mais se encontraram, a nossa musica nunca mais tocou, e eu fiquei livre, livre da prisão que era a ilusão daquele amor.

Notas finais
E aí? O que acharam? Aprovado? Não esqueçam de comentar suas críticas. Lembrando que reviews me motivam e resultam em melhores capítulos. Leitoras fantasmas apareçam! Beijão! Que o ovo de Páscoa de vocês esteja ótimo! Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.