Á flor da pele!
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Pov Bonnie
Eu estava em meu quarto lendo um dos meus livros favoritos, um romance proibido, eu amava isso. Ganhei da minha avó no meu aniversário de quinze anos, olha só, já faz três anos que tenho esse livro. Escutei alguém batendo a porta.
Bonnie: entre- minha mãe entrou- oi mãe!
Abby: oi anjo!- sentou na ponta da cama.
Bonnie: algum problema?
Abby: problema nenhum.
Bonnie: então por que essa cara?
Abby: a de sempre- rimos- bom, não vai jantar?
Bonnie: vou sim, já está pronto?
Abby: sim, está.
Bonnie: então vamos lá.
Saímos do meu quarto e fomos para a sala de jantar, sentamos e meu pai já estava lá. A empregada começou a servir o jantar.
Rudy: oi filha!
Bonnie: oi pai!- sorri.
Rudy: bom, eu e sua mãe temos algo a discutir com você.
Bonnie: claro.
Rudy: bom, como sempre dizemos a você, você um dia terá que casar e com um rapaz de nossa preferencia.
Bonnie: sim, eu sei disso.
Abby: então pequena, queremos dizer que sim, já escolhemos seu esposo.
Bonnie: como?- olhei para eles- tenho apenas dezoito.
Rudy: já é maior.
Bonnie: mas já? O que irão pensar?
Abby: nada filha, irão pensar que está fazendo um favor para sua descendência.
Bonnie: minha descendência? Essa conversa está estranha.
Rudy: bom, desde pequena sabe que os Parker e os Bennett tem uma rixa de muito tempo, não é?
Bonnie: sempre soube disso.
Rudy: ótimo.
Bonnie: só não entendo o que isso tem a ver com a outra conversa.
Abby: bom... tem a ver sim... bom...- ela buscava palavras certas.
Rudy: Joshua Prker me enviou uma carta hoje, dizendo que nos quer lá daqui a dois dias para um jantar.
Bonnie: e o senhor aceitou? Não entendo o por que.
Rudy: ele quer um tratado de paz.
Bonnie: e?
Rudy: e que esse tratado é um casamento, tenho certeza- foi aí que as peças se encaixaram.
Bonnie: o senhor não quer que eu me case com um Parker, não é?
Abby: é exatamente isso.
Bonnie: não! Eu me recuso a casar com um idiota de um Parker.
Rudy: sabe que não tem escolha.
Bonnie: por que não um Salvatore? Um Forbes? Um Gilbert? Ou qualquer outro. Tinha mesmo que ser um Parker?
Rudy: Bonnie, é um tratado de paz.
Bonnie: não importa meu pai, não me casarei com um idiota Parker.
Rudy: irá sim, pois nós escolhemos isso.
Bonnie: eu não escolhi isso.
Rudy: não, mas você não tem escolha. Irá casar sim com um Parker.
Bonnie: bom- respirei fundo- com licença, vou me retirar.
Abby: como?
Bonnie: perdi a fome.
Saí e fui até meu quarto. Fechei a porta e quando vi um vaso na mesinha ao lado de minha cama joguei-o na parede. Ele não podia fazer isso comigo. Por que isso? Eu sempre soube que teria que me casar com qualquer um, mas logo um Parker? Não mesmo. Eles nos odiavam, eu não entendo por que querem paz agora. Fiquei por um bom tempo no meu quarto, calada por fora e gritando por dentro.
Abby: Bonnie?- falou batendo na porta.
Bonnie: entre- falei entre os dentes.
Ela entrou e sentou na ponta da cama novamente, eu não olhei pra ela.
Abby: ora Bonnie, sabia que iria ser assim.
Bonnie: sabia que tinha que me casar e com qualquer um, mas um Parker? Não mesmo.
Abby: eles querem paz Bonnie, seu dever é propor essa paz.
Bonnie: não vou me casar com um Parker- olhei pra ela- eu não quero.
Abby: não quer fazer isso por você? Ótimo, não faça. Mas pense em nós. Eu e seu pai.
Bonnie: mãe por favor, não faça isso comigo.
Abby: Bonnie- ela segurou minhas mãos- por favor, o faça.
Bonnie: mãe...
Abby: Bonnie, você é nossa única filha. Sabe que nós a amamos muito, mas sabe também que sempre foi seu dever se casar com alguém que aprovássemos. Entende a importância dessa aliança para seu pai? Ele sempre quis paz, sabe bem que isso é verdade. Agora ele tem a chance, mas você está fazendo ser difícil.
Bonnie: não quero que seja difícil.
Abby: então sabe o que fazer- olhou bem nos meus olhos- o que vai fazer?
Bonnie: sei bem o que fazer- falei convencida e ela sorriu.
Abby: eu te amo tanto, meu amor- alisou meu cabelo e beijou minha testa- com licença- se levantou- faça Bonnie- sorriu e saiu.
Eu não chorei, mas mesmo assim lavei o rosto e pedi para a empregada juntar os caquinhos no meu quarto. Fui até o escritório de meu pai e bati na porta.
Rudy: entre- entrei- se veio discutir...
Bonnie: não vim- ele se calou- vim cumprir meu dever.
Rudy: vai se casar com o Parker?- respirei fundo.
Bonnie: vou pai- ele sorriu.
Rudy: não sabe o quanto isso é importante pra mim- veio até mim.
Bonnie: posso imaginar- ele sorriu e me abraçou.
Rudy: obrigado filha.
Bonnie: mas posso garantir uma coisa pai- ele me olhou- eu jamais vou ama-lo, sabe disso.
Rudy: já posso imaginar.
Bonnie: estou fazendo isso pela nossa família, mas não vou ama-lo, nunca.
Rudy: sei- ele abaixou a cabeça- o importante é que fez uma boa escolha.
Bonnie: isso- ele levantou a cabeça- bom, com licença. Tenho que escolher uma roupa para daqui a dois dias.
Rudy: certo- sorri fraco.
Deixei o escritório de meu pai e fui para meu quarto.
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