À procura de Alguém

22 Não foi apenas um acidente...


Notas iniciais
Yo! Mais um capítulo! Esse capítulo foi dedicado a Torquatoo, que pediu EnderXSpider! Gente, vocês vão querer me matar quando eu falar isso, mas... Eu perdi a lista dos pedidos de vocês '-' Eu poderia até ver o capítulo em que vocês pediram, só que eu apaguei ele, porque era um aviso DKAGSHDJABSDA Eu só sei que esse é pedido de Torquatoo, porque eu me lembro. O próximo é pedido da Loneliness, que me pediu CupaXSpider, CupaXZombie e EnderXCreeper, porque eu também me lembro. Mas eu vou fuçar aqui nas minhas coisas até achar a lista Ç.Ç Se eu esquecer o pedido de alguém, por favor me avise ;-; Bom, Feliz Ano Novo pessoal :3 (capítulo com 1845 palavras para celebrar o Ano Novo :3) Boa leitura!

POV's Spider

Ainda não acredito no que aconteceu... Quando nós estávamos na montanha, eu fiquei enrolado com as palavras, mas assim mesmo beijei a sua bochecha. No lago, tinha ficado totalmente perdido em meus pensamentos, enquanto lavava o cachecol de Ender.

Lembro-me de ter escutado a Ender gritar. Ela havia entrado em pânico e se teleportava várias vezes. Eu até tinha me levantado para tentar ajudar, mas eu não conseguia nem chegar perto dela. Até que ela se teleportou para a minha frente... eu a segurei e tropecei... de propósito. Não sei o que me deu naquela hora...

Acabei por cair em cima da Ender. Quando a beijei, senti meu rosto ficar quente, mas mesmo que foi por apenas alguns segundos, parecia que me coração estava realmente apaixonado... Seria isso mesmo?

Eu havia me levantado e pedido desculpas. Voltamos para a caverna em um completo silêncio. Chegando lá, nós nos despedimos.

Agora, estou voltando para casa. Já é de manhã, então provavelmente meus pais já estão acordados. Quando eles me verem chegando a essa hora, já imagino que vão discutir comigo.

Bem... Acertei.

— Mas que hora é essa de chegar? Aonde estava? — Gritou a minha mãe, quando me viu entrando na mina. Revirei os olhos, ela me trata como se eu fosse criança.

— Mãe, não sou mais um bebê. — Respondi bufando, me direcionando para outro lugar.

— Não fique bufando! E você pode ter oitenta anos que sempre vai ser meu bebê. — Continuei andando, ignorando o que ela falou. — Ah, a sua EX namorada veio aqui. — Me virei. Como ela sabe que nós terminamos?

— O que ela falou com você? — Perguntei aflito. Minha mãe gosta da minha ex namorada, a Alana. Ela não pode saber da Ender... mesmo ela não sendo a minha namorada, mas enfim...

— Ela apareceu bem triste, falando que vocês dois tinham terminado, porque você traiu ela... com outra. — Engoli seco. Então quer dizer que aquela peste quer botar a minha mãe contra mim?

— Fazer o que... Mas você não vai arranjar outra garota do tipo da Aranha. — Dei um longo sorriso. Claro que não vou arranjar outra garota do tipo dela, porque o tipo da Ender é bem melhor do que da Alana. E a Ender nem precisa ficar mentindo como a Alana fazia.

Lembro-me de quando eu a conheci. Ela era diferente, tentava ser ''boa'' pessoa só para me impressionar, mas na verdade não era aquilo tudo...

Me afastei da minha mãe e fui tentar dormir um pouco... Acordei com alguns barulhos vindo dos trilhos. Me levantei, pensando que era a Ender, mas...

— Bom dia, amorzinho. — Falou a Alana.

— Saia de meu carrinho. — Falei friamente. Não quero que meu dia estrague por causa dela.

— Nossa, viu o que aquela Enderman fez com você? Olha só como está!

— Por que você não vai embora? — Falei, sem um pingo de paciência

— Por que você prefere ela? — Perguntou, com uma sobrancelha arqueada.

— Não te devo satisfações. — Falei por fim, passando reto por ela. Não vou estragar o meu humor por causa da Alana. Fui indo para a superfície, me lembrando cada segundo de ontem... Chegando lá, acabei por interromper a Cupa falando algo.

— Tudo bem com você, End...

— Bom dia Ender! Desculpe te interromper Cupa, é que hoje eu estou muito feliz.

— Não tem problema. Posso saber porque está tão feliz? — Perguntou a Cupa.

— Eu não sei explicar direito, só estou me sentindo assim... Como se uma linda flor aparecesse em minha janela... — De onde tirei isso? Não faço ideia, mas acabei falando de sem querer.

Depois de falar isso, olhei para Ender, meio que automaticamente. Ela está... vermelha?

— O que essstá acontecendo? — Se intrometeu o Creeper.

— N-Nada!... Spider, me faz um favor?

Depois que Ender falou isso, ela me puxou para longe. Acho que ela ficou bem constrangida... Droga, eu só faço coisas erradas.

— Spider! — Ela botou a mão na testa.

— D-Desculpa... — Falei, meio sem graça.

— Tudo bem, mas...

— Olha quem está aqui. — Ender foi interrompida pela... bem, pela minha ex.

— Ninguém te deu educação não? — Falou Ender, sem paciência.

Depois disso, as duas começaram a discutir. Eu fiquei calado, observando. Quando eu tentava acalmar as duas, elas me ignoravam. Até que...

— Já chega, não quero perder tempo com você. — Ender falou irritada e foi andando, puxando a Alana pela gola, enquanto esta, gritava feito doida.

— Cadê aquele poço de lava que vi no outro dia? — Ender continuou a procurar. Vi que o rosto da Aranha ficou pálido, ela tentou se soltar, mas não conseguiu.

— E-Ender, não faz isso. — Pedi. Mas ela se teleportou para frente do poço. Fiz a única coisa que veio na cabeça:

— MÃÃÃE!

Tudo bem, chamar a minha mãe não é uma das minhas melhores ideias, mas agora, só quero impedir a Ender cometer um assassinato.

Enquanto a minha mãe não chegava, corri até as duas e tentei separar elas.

Minha mãe chegou correndo e ficou com uma cara de paisagem.

— O que está acontecendo aqui? — Bradou a minha mãe.

Ótimo, a primeira impressão que a minha mãe vai ter da Ender, é que ela é uma maniaca assassina. Que legal, muito divertido.

— Essa doida está querendo me matar, tia! — Gritou a Aranha. Ender botou ela no chão calmamente e respondeu.

— Desculpe, se os gritos dessa criatura te incomodou, mas...

— Você estava tentando matar ela? — Minha mãe interrompeu a Ender.

— Sim, algum problema?

Aconteceu uma coisa inesperada: minha mãe riu. Nós três ficamos confusos.

— Quanta sinceridade, ein? Quem é você? Faz tempos que não vejo um Enderman.

Parece que a Alana não contou à minha mãe que quem ''traiu'' ela comigo era uma Enderman.

— Eu não tenho nome específico, mas pode me chamar de Ender. — Olhei para a Aranha, ela estava indignada com aquilo tudo.

— Essa doida estava querendo me matar a dois minutos atrás e você está conversando com ela? Qual é o seu problema sua filha d... — E então Aranha tampou a boca antes de terminar de falar, mas dá para perceber que boa coisa era o que não ia sair.

— Eu sou o quê? — Agora a expressão zangada de minha mãe era para a Aranha... Ufa. — Anda, desembucha. — Falou com um tom ainda pior ela.

— Você é... uma senhora muito legal e...

— Senhora? Está me chamando de velha? — A Aranha ficou quieta depois disso, ficou com medo do que poderia acontecer.

Ender parecia se divertir com aquilo. E eu... estou quieto, de novo.

— Não tem nem coragem de falar agora, né? Sabe qual é meu problema? — Continuou a minha mãe. Com um tom um pouco mais calmo, só que ainda sim, amedrontador. — O meu problema é ter gostado de você esse tempo todo. O pior é que eu não escutei o meu próprio filho.

Então ela olhou para mim e completou:

— Desculpa, filho. Você tinha razão.

— Tudo bem, mãe...

– Ah, Ender! Pode fazer o que quiser com essa daí, eu não vou tentar impedir nada, mas não acho bom você ficar esquentando a cabeça com gente assim. Aceita vir tomar um café? — Falou ela, com um tom mais calmo. Ender assentiu com a cabeça e seguiu a minha mãe.

— Parece que seus planos não deram muito certo... — Aranha estava olhando para o chão.

— Não tente parecer envergonhada ou algo do tipo, você não me engana mais.

— Calado. — Falou ela. A mesma ergueu a cabeça e me olhou, dando um sorriso. Eu bufei.

— O que pretende fazer agora? — Falei, querendo mais que ela fosse embora. Ela me empurrou contra a parede, chegando mais perto. Eu afastei ela de mim, de leve.

— Você não tem vergonha na cara? — Sai de perto da Alana e fui procurar a Ender e minha mãe.

Fiquei um bom tempo procurando as duas, até que as encontrei do outro lado da mina.

— Aonde você estava, querido? — Perguntou a minha mãe.

— Eu fui falar com a Aranha, mas depois acabei me perdendo de vocês. Aliás, porque vocês vieram para cá?

– O café acabou. Nós estávamos indo comprar mais. Bem... podem esperar aqui. Eu vou sozinha agora. Não demoro.

A Ender assentiu dando um sorriso. Quando a minha mãe saiu de nossas vistas, Ender começou:

— O que você falou com a Aranha? — Eu poderia até rir com essa pergunta. Isso mostra que ela está com um pouco de ciúmes...? Talvez.

— Ah, nada demais.

— Se não é nada demais, você pode me contar, né? — Eu dei um riso.

— Por acaso está com ciúmes? — Ender ficou com o rosto vermelho.

— O-O quê? Não, eu só quero saber...

— Pois eu acho que você devia estar com ciúmes. — Falou uma voz vindo de trás. Não acredito que ela nos seguiu.

— Como assim? — Se indignou a Ender.

— Quando você e a mãezinha dele saíram, o Spider me botou contra a parede e...

— Pare de mentir. — Interrompi. Olhei para a expressão de Ender. Ela parecia furiosa.

— Spider... O que aconteceu? — Ender olhou para mim.

— Ela que me empurrou para a parede.

— E...? — Acho que eu não expliquei direito.

— Depois disso já da para imaginar o que ela tentou fazer. Mas eu passei reto e fui procurar você. — Dei ênfase do ''tentou''. Espero que a Ender acredite...

— Vai por mim, Enderman. Homens sempre mentem. Você acredita em quem? — Falou a Alana na maior cara de pau.

— Eu acredito no Spider. Por que confiaria em você? — Ender pegou a minha mão e foi puxando para o mesmo caminho que a minha mãe tinha ido.

No final das contas, deu tudo certo... bem, mais ou menos. Nós voltamos para a nossa mina e minha mãe preparou a café. Elas pareciam se dar bem.

— Ah, droga! Spider, esqueci-me da Cupa e do Creeper! Eles devem estar esperando faz tempo! Desculpe, mas vou ter que ir.

— É verdade, eu me esqueci também. — Falei, me levantando e estendendo uma mão para a Ender.

— Mas já? Não quer comer um pedaço de carne de zumbi antes? — Falou a mãe do Spider.

— Não, obrigada. Eu sou vegetariana.

— Por isso que é tão magrinha. Tem que comer mais proteína! — A Ender riu e se levantou, com a minha ajuda.

— Ei, mocinho. Você não vai à lugar nenhum. Da última vez chegou muito tarde em casa! — Disse a minha mãe, recolhendo as xícaras.

— Eu só vou levar a Ender até lá em cima, então.

— Hm... está bem, mas volte logo.

Nós fomos andando até uma parte do caminho. Até que eu resolvo parar ela.

— Ender... me desculpe pelo ocorrido com a Alana.

— Ah, esse é o nome dela? — Assenti com a cabeça. — Tudo bem, cara. Não tem por o que se desculpar. — Respondeu ela, sorridente.

Ela me chamou de ''cara''... Será que ela só me vê como amigo?

Eu segurei as suas mãos e olhei para baixo.

— ...?

Aposto que Ender ficou confusa, mas não pensei duas vezes. Botei minha mão em seu queixo e puxei... Beijei seu rosto. Depois de alguns segundos, a larguei. Olhei para baixo novamente e senti que bagunçou o meu cabelo. Levantei minha cabeça e me deparei com seu lindo sorriso...

— Eu vou ter que ir. Até mais!

— Até... — Essa foi a última coisa que ela disse depois de ir.

O tempo passou rápido, até que meus pais saíram para algum lugar. Aproveitei para ver a Ender, a Cupa e o Creeper. Chegando lá, encontrei a Ender dormindo no chão, enquanto o Creeper estava no seu lado mordiscando um pedaço de bolo.

O que será que aconteceu?

Notas finais
Ficou muito meloso? D: Até o ano que vem! ~le piadinha ruim~. (Capítulo editado em 12/07/2014).