À flor da pele
41 Rasgue-me
Notas iniciais
Diana
– Theo! – Seu nome escapa dos meus lábios, como um sussurro. Fecho os olhos e apenas sinto, sem culpa, as sensações de prazer que se espalham pelo meu corpo.
É como se o meu útero emitisse ondas. Me sinto contrair várias e várias vezes e isso em si, já gera mais dessas sensações. Respiro com dificuldade. Tento colocar minha mente em ordem.
Talvez eu sinta um pouco de culpa sim. Mas neste momento, é só um pouco. Facilmente ignorável.
Os braços de Theo se apertam com força ao meu redor e seu rosto se pressiona contra meus seios, enquanto ele solta um som abafado. Isso é sexy. Seu corpo estremece por um momento e então ficamos abraçados, eu segurando firmemente em seu pescoço, com meu queixo em sua cabeça e ele respirando com força e rapidez. E sem aviso, ele se ergue e me deita na cama.
Theodor precisa parar com isso, me assusta quando o faz.
Imagina se caio e me machuco. Seria algo muito marcante na vida precisar de uma ambulância nessas condições que estamos.
Ele me olha intensamente. Com um brilho totalmente predatório em seu rosto. Tira sua camiseta, deixando à mostra o peitoral definido e sua tatuagem. Me fazendo recordar da primeira vez que o vi, em sua festa, e toquei seu em sua pele...
Quando poderia imaginar que me envolveria com cara assim? Theo é perfeito em todos os aspectos que consigo pensar. E se tem uma coisa que aprendi, é que não existem pessoas perfeitas. Isso me causa um pouco de receio. Sei melhor que ninguém que, quando os defeitos começam a aparecer, é só um momento para o paraíso virar um inferno.
Eu sempre era aquela a mostrar as partes ruins e não conseguir manter. A transformar as coisas boas em términos bagunçados e cheios de mágoa.
Theo dá alguns passos para trás e tira a calça, exibindo uma cueca boxer azul, e coxas grossas, gostosas e... está molhada... Sua cueca está molhada! Uma mancha mais escura chama atenção. E é nesse ponto que acordo para a realidade.
Nós vamos transar!
Percebo que estou de seios a mostra, com o sutiã em minha barriga e ansiosa para que ele se aproxime e me toque de novo. Mas dessa vez, além da ansiedade de ser tocada, eu consigo pensar com clareza. Eu sei que estraguei tudo e que não terá volta depois desse ponto. E isso me assusta. Me deixa ansiosa. E me lembra de que não sou uma pessoa que se leva para a cama.
Me sinto envergonhada quando seus olhos cravam em meus seios e levo as mãos, automaticamente para cobri-los. Mas Theo não vem para eles, ele se aproxima e toca a borda da minha calça a puxando para fora de mim e então minhas meias, fazendo cócegas em meus pés no processo. Deixa-me apenas de calcinha.
Nenhum cara viu tanto de mim alguma vez. Como devo agir? Devo contar a ele que nunca fiz isso antes? Será que ele vai rir? Eu não saberia onde enfiar a cara se ele risse.
É normal uma mulher da minha idade evitar esse tipo de contato, certo? Bem, acho que não. A única mulher que faz parte da minha vida como amiga é uma tarada que admitiu ter a primeira experiência com 14 anos. Bem, e a outra, que não pode ser chamada de amiga, realmente, e muito menos se dizer parte da minha vida, teve essa experiência aos 15.
Será que ele vai perceber quando estiver dentro de mim? Oh, deus, só de imaginar meu estômago embrulha. Ele vai, literalmente, me rasgar.
Não quero parecer uma esquisita. Talvez eu devesse fingir que sou experiente. É de conhecimento geral que mulheres fingem. Mas como fazer isso? Minhas experiências com sexo se resumem a videos.
Theo deita sobre mim, apoiado em seus joelhos e braços para não me esmagar com seu peso. Sua boca se curva em um sorriso e se aproxima lentamente, como se estivesse em câmara lenta.
Eu não quero que ele me beije, justo agora que estou raciocinando direito. Isso vai me fazer esquecer. Vai me fazer me tornar um monstrinho devorador e faminto. De novo.
E os seus lábios me alcançam. Mas sem beijos, apenas um roçar, que me parece muito mais sexy nesse momento do que um beijo poderia ser. Estou sensível. Meu corpo em fogo, necessitando do contato de Theo e minha mente ansiando por distância. Por que tudo na vida tem que ser tão complicado?
– Relaxa...– Ele pede, com aquele sorriso bonito e brincalhão nos lábios. Isso quase me acalma. Quase.
Ele se afasta, levantando um pouco o corpo e me puxando pelos braços para acompanhá-lo, me fazendo soltar os seios e deixá-los visíveis de novo.
Theo passa os braços ao meu redor e o sinto mexer em minhas costas, então o sutiã é removido. E o meu nervosismo aumenta.
Ele me deita com cuidado na cama e me estuda.
– Você usa algum método contraceptivo?
Oh, meu deus! Vai acontecer. Definitivamente vai!
– Eu... — As palavras não fazem sentido em minha boca. Não consigo formular uma resposta. Então, apenas aceno.
– Tem alguma doença? — Que vergonha, meu deus! Manda um raio sobre mim!
Como Theo pode perguntar isso sem nem piscar ou corar? Será frase padrão antes de uma transa? É absurdamente constrangedor isso. E mais, quem é que diz que tem algo quando está nessa situação? Quão válidas são essas perguntas quando já se está na cama, pronto para ir além do mundo da imaginação?
Nego. Sem conseguir emitir um único som.
– Teve algum parceiro nos últimos dois meses?
Estou morrendo! Estou com febre! Até meu cérebro parece quente pela vergonha que assola meu corpo e se faz denunciável em minha pele.
Nego.
– Nos últimos três meses? — Por que ele continua fazendo essas perguntas? E se eu tivesse tido? Ele não faria sexo comigo? Talvez eu deva dizer que sim então. Mas nego.
– Quatro meses? — Maldito Theodor que não pode acabar com isso de uma vez!
Nego e ele sorri largo.
– Nem eu. Sem doenças.
Ele se abaixa, alcançando minha boca e me beijando com intensidade, com uma vontade contagiante, então se afasta quando estou animada de novo. É tortura, só pode!
– Diga-me que posso entrar sem camisinha...– Sussurra em meu ouvido e isso coloca todo meu corpo em alerta. Não sei o que responder. E se eu engravidar? Eu nem mesmo sobreviveria ao primeiro mês! Só de pensar em ficar vomitando o tempo todo isso já me faz ter vontade de pular de um prédio alto. Sem contar que da dor parto eu não passaria. Sem dor, sem problemas! Esse é meu lema! Ou era, até essa noite.
Mas você tem implante! — Me lembro.
Certo! Sem gravidez.
Mas Theo tem cara de pegador. E se ele tem alguma doença e não sabe? Eu duvido que esteja sem transar por 4 meses, é simplesmente inacreditável.
– Por favor...– Ele sussurra em meu ouvido, mordendo o lóbulo. E fim de discussão.
– Sim...– Não! Maluca!
Meus pulsos são capturados e pressionados no colchão, sobre minha cabeça. Theo deixa uma mão sobre eles, mantendo-me incapaz de tocá-lo, e a outra desce devagar pelo meu braço, acariciando, arrepiando... E chega ao lado do meu seio e ele continua descendo, lentamente. Sempre com os olhos presos nos meus. E aquele constrangimento louco, que me assola de hora em hora, parece estar partindo, deixando apenas luxúria dentro de mim.
Sons roucos se fazem audíveis e não vêm dele. Minha voz vai ganhando volume. Involuntariamente.
Ele toca minhas costelas e continua descendo, minha cintura, desce mais, até chegar em minha coxa e levar a mão para dentro, apalpando-me. Os sons ficam cada vez mais altos. E são apenas meus. Então ele alcança minha calcinha e a tensão e vergonha estão de volta.
Não sei se devo contar que sou virgem ou deixar rolar. Eu tenho medo de estragar as coisas.
Theo não tira a única peça que mantenho, ele acaricia-me por cima dela e é tão bom... Não é a mesma coisa que fazer sozinha. Não tem o mesmo brilho e intensidade. Sua mão simplesmente parece estar ligada na tomada. Cada toque é como se uma corrente de energia me atingisse naquele ponto.
Sinto meus seios tocarem a pele quente de Theo quando arqueio meu corpo em sua direção.
Sempre achei que era um exagero da parte dos autores, quando lia nos livros essa loucura desvairada que toma conta das mocinhas. E essa coisa de arquear o corpo tão cheias de desespero e necessidade... Bobagem! Para mim era só uma forma de expressar a uma falsa necessidade feminina. Algo como, as mulheres também precisam e desejam os homens.
Como uma mulher sozinha, sempre achei não que precisava de homem. E consequentemente, que as outras mulheres também não. Que essa necessidade de ter um cara dentro era apenas um desejo fabricado, para enganar e nos fazer dependentes de um conceito, não verdadeiro.
Estou provando minhas teorias hoje. E muitas estão caindo...
– Oh...– Deixo escapar quando minha calcinha é afastada alguns centímetros, para que os dedos de Theo alcancem minha pele. Estou tão feliz de me ter minha depilação em dia! Acho que no caso contrário, seria um pouco nojento tê-lo me tocando.
Ele acaricia a entrada da minha... Como eu devo chamar minhas partes? Diana de baixo? Vagina da Di? Quem sabe...
– Caramba!– Seu dedo está em mim. Dentro de mim, maldição!
Meus quadris se movem. Fodendo com o dedo dele!
Oh, fodendo? De onde eu ando tirando essas coisas...
– Ah, Theo!– Seu maldito! Completo em minha mente.
– Estou aqui... — Ele diz, retirando o dedo. E colocando de novo, com um segundo junto. Tento soltar minhas mãos e só consigo porque ele deixa. Apoia o cotovelo no colchão, encontra meus lábios com os seus.
O beijo, somado aqueles dois dedos ansioso e longos dentro de mim, causam uma certa ansiedade. Me preparam para algo maior. Que eu não estou certa de que posso aguentar.
E os dedos estão fora de novo. E logo dentro. E fora. E dentro. E dessa vez o polegar está junto, mas em meu clitóris, massageando conforme os dedos entram e saem de mim.
Sua boca deixa a minha, para encontrar meu pescoço e me lamber. Uma, duas, três vezes, então chupa minha pele, com força o suficiente para me fazer sentir uma contração me meu íntimo. E a boca escorrega, depositando beijos e chupões pelo ombro, garganta, até que está em meus seios e não há enrolação dessa vez. Ele abocanha meu mamilo e chupa com força. Causa dor, mas uma boa, que me faz pulsar por dentro. É como se meu corpo todo estivesse conectado com a minha... Ah... Diana de baixo.
E sou guiada para aquele precipício de novo. Perto. Muito perto... Então tudo para.
Theo tira seus dedos de dentro de mim e sua boca se afasta do meu mamilo, ele levanta o rosto e me encara, sorrindo, então vai se afastando, saindo devagar da cama. Joelho a joelho mais distante, até que seu rosto está perto da minha barriga e ele se abaixa e me beija. E minha nossa, esse não é lugar beijável. Me contorço toda, com o riso solto em meus lábios. Então ele se afasta e continua indo para trás. Então sua mão está uma em cada lado da minha cintura, segurando minha calcinha e a puxando, devagar, e seu rosto perto... Muito perto...
– Olha o que eu achei...
O quê? O quê?
Levanto a cabeça, horrorizada em imaginar o que ele pode ter encontrando em minha vagina! Será que tenho alguma doença? Uma verruga?
Mas então o vejo sorrir e tocar minha pélvis com o dedo, suavemente. Ele achou...
– Sem tatuagens, não é, Dia?
Bem, não é como se fosse uma tatuagem realmente. São três estrelinhas pequenas, azuis, que meu estado totalmente bêbada ao lado de Tyler proporcionou. E eu não me lembro de tê-las concordado em fazer. Foi quando eu tinha 18 e ele me levou para encher a cara pela primeira vez.
Theo termina de tirar a peça e se levanta. Retira a cueca dele.
Pronto! Agora eu quero fugir!
Não sei como algo desse... Porte vai entrar num buraquinho tão pequeno. Dizem que a vagina se alarga para receber seu parceiro, mas não estou tão certa sobre isso.
E ele se aproxima de novo, afastando meus joelhos e me deixando exposta. Se coloca ali, entre minhas pernas, com o pênis longo, grosso demais para meu bem, e a cabeça rosada e inchada. Sobe sobre mim como antes, usando os braços para não deixar seu peso me pressionar. Seu rosto fica próximo ao meu, seu olhar queimando e... Os gritos. Eu posso ouvi-los... Como se ainda estivessem aqui.
Eles não estão realmente, vêm da minha mente. A voz de Julie gritando e pedindo para parar.
É agoniante.
– Você é perfeita... — A voz de Theo diz, me tentando a voltar para o agora, mas me sinto assustada.
Julie não tinha mais que 15 anos quando comecei a fazer meu curso de designer. Ela passava as tardes sozinha em casa, enquanto meu pai trabalhava. Mas teve um dia, um fatídico dia, em que eu não tive as últimas aulas e decidi passar na casa deles. Eu tinha a chave, entrei sem avisar, e a ouvi gritar.
E sua voz me persegue desde então. Carregada de dor.
Eu não posso fazer isso.
– Dia... — Theo chama e percebo meus olhos fechados, apertados. Me forço a abri-los e então estou com ele de novo. E seus dedos me alcançam mais uma vez, dentro de mim, me pressionando para longe do desespero que tenta se apoderar.
Os dedos se afastam e ele se aproxima com outra coisa. Sinto seu pênis encostar em mim, mas ele não entra, se esfrega apenas. Acertando meu clitóris sensível algumas vezes, outras ameaçando entrar, mas ele se afasta quando isso acontece.
Me sinto tão nervosa que tenho vontade de pedir pra ele fazer isso de uma vez. Acabar com meu sofrimento. Ou melhor, causá-lo de uma vez.
O prazer que seu toque deveria me fazer sentir se torna um tipo de dor. Estou tensa demais. Ansiosa demais.
Theo captura meu pulso outra vez, mas não prende, leva para seus lábios e me surpreende ao lambê-lo. E o corpo todo estremece com isso. E ele faz de novo e então muda para chupadas e vai subindo, até alcançar a palma da minha mão e meus dedos, onde beija delicadamente agora, então volta para meu pulso.
Isso é normal? Sentir prazer em ter seu pulso beijado? Isso parece tão estranho que...
Dou um grito abafado quando o sinto entrar em mim.
A entrada não é a pior parte, é até agradável o frio na barriga, o ruim é quando ele continua entrando e me rasga...
Mordo os lábios para não gritar de novo e viro meu rosto, para longe dele. Sinto meus olhos queimarem e as lágrimas se juntarem.
Theo não se move. Depois da estocada certeira ele fica imóvel e não posso encará-lo. Será que ele percebeu?
Eu devia ter dito, droga! Será que agora ele vai rir? Ficar zangado? Vai ir embora sem nem mesmo colocar suas roupas e me deixar aqui, com dor e humilhada?
Seus dedos alcançam meu rosto, me forçando a olhar para ele. E não posso deixar de notar que são os mesmos dedos que estavam dentro de mim minutos atrás. Eca!
Quando encontro seu olhar, o pânico se instala. Preciso lutar contra a vontade de empurrá-lo e me trancar no banheiro.
Theodor Blake me olha horrorizado, e nem esconde.
Será que dói para os homens tirar a virgindade de uma mulher? Será que o machuquei?
Por que a vida não vem com um manual? Seria tão mais fácil ter um livrinho detalhando tudo que pode acontecer e você só precisa encontrar o tópico certo e tirar suas dúvidas antes de viver. Claro que, a internet, de certa forma, serve para isso também. Mas até encontrar algo que ajude...
Theo se move e acho que ele vai sair de dentro de mim, mas ele apenas se afasta para voltar e puta que pariu!
Cadê aquela merda dos livros sobre doer só pra entrar e depois virar prazer?
Cadê o maldito prazer que não chega?
Ele quase sai e entra fundo. Quase sai e entra. Quase sai e entra. Quase sai e entra. E em seu rosto há um sorriso agora. Um doce e gentil que será a melhorar lembrança dessa experiência.
Cada vez que ele retorna a fundo, é como se eu estivesse sendo rasgada e a maldita dor não passa, ela fica pior com aquela coisa grande e incomoda dentro de mim. Passo as pernas ao redor dele, por instinto, mas isso não ajuda em nada.
Eu finalmente entendo melhor do que nunca o que aconteceu na casa do meu pai anos atrás. Quando a minha irmã mais nova decidiu perder a virgindade com o vizinho.
Ela gritava horrores e tudo que eu pude pensar foi em chamar a polícia enquanto estava no andar de baixo. Peguei o bastão embaixo da escada e subi. Ver aquele garoto em cima dela, enquanto ela pedia para ele parar, acabou comigo. Eu pensei que era um estupro. Eu o acertei com toda força que eu consegui, o mandando para o chão. Se minha mira fosse boa, poderia ter quebrado o pescoço dele, ou estourado sua cabeça. Mas só acertei seu ombro, o mandando para fora da cama. Ele desmaiou quando bateu a cabeça ao cair.
E não preciso dizer que Julie me acusou de acabar com a vida dela... E a polícia nem tinha chego ainda...
– Dia... Olha pra mim...– Theo pede. Eu o encaro e ele desce seus lábios para os meus. Isso ajuda. Especialmente quando sua língua encontra a minha. Tira o foco do que acontece no andar de baixo e torna a sensação menos incomoda. Ele joga o seu peso para o lado direito, usando seu braço para manter-se.
Sua boca na minha, sua língua me distraindo e seus dedos encontrando meu clitóris de novo, movimento constante, circulares e pressionado um pouco mais forte dessa vez. E as coisas finalmente parecem melhorar para mim. Até que eu algo diferente. Algo cutucando dentro de mim.
Não cutucando... foi uma sensação apenas... Ele... gozou e eu senti. Como eu queria aquele dicionário agora!
Theo continua no mesmo ritmo suas estocadas, mas não me incomodam mais. Aquele movimento firme em meu ponto sensível começa a disparar coisas dentro de mim. Uma leve cócega acompanha a entrada e quase saída do membro de Theodor e essa sensação vai subindo e se tornando boa e mais forte. E eu a quero. Quero sentir mais disso. Movo-me junto com ele, atrás disso. Atrás de meu abismo. Movo rápido e o sinto duro e parado.
Ele parou de estocar, deixa que eu dite o meu ritmo, e estou quase lá... Quase... E... Sobe pelo meu corpo. Está em minha barriga, meus meus braços. Eu mal posso respirar. E está perto...
Agarro os cabelos de Theo com uma mão e a outra aperta com força seu ombro, sentindo todo meu corpo vibrar. Me contraio em seu membro, e ele solta sons abafados, respira com dificuldade e enterra seu rosto em meu pescoço e sinto de novo, aquela coisa quente, saindo dele e me preenchendo.
Largo o cabelo de Theo e uso minha mão para afastar a dele do meu clitóris que começa a doer de tão sensível.
Ele deixa seu peso cair sobre a cama, do meu lado e me faz virar. Quase sai de dentro de mim, mas consegue se manter. Me puxa para perto e me abraça. Acaricia meu rosto e deposita beijos e minha bochecha e testa.
Fico assim, quietinha, respirando com dificuldade, como se tivesse corrido uma maratona, e aproveitando os chamegos que ele me oferece. Tentando não pensar no que acabou de acontecer.
Meu corpo ainda está sobre o efeito alucinante do orgasmo e de vez em quando ainda me contraio, o apertando.
E assim sou embalada para um descanso tentador que parece estar a um passo de distância. Theo acaricia minhas costas, me empurrando cada vez mais para esse lugar que promete paz. E para lá eu sigo.
Theodor
Virgem! Intocada! E com uma lista enorme de namorados.
Como é que aqueles idiotas deixaram isso acontecer?
Quando perguntei sobre os parceiros sexuais, era meramente por curiosidade. Mas nunca teria imaginando isso.
Não sei se me sinto feliz ou em pânico.
Diana é a segunda mulher que tiro a virgindade. A primeira foi Amy, a minha primeira experiência sexual e até hoje ela não me deixa esquecer que foi um horror. Não tivemos mais nada depois disso, era impossível com a garota dizendo que eu era um arrombador.
Essa situação com minha amiga foi um pouco traumática. Eu passei muito tempo me perguntando onde errei e o que poderia ter melhorado. Até que amadureci e perdi peso, comecei a chamar atenção das garotas e comecei a prestar atenção nas aulas. Foi um choque descobrir que eu, de fato, a arrombei.
Eu poderia ter sido mais gentil se Diana tivesse me dito. Não entendo porque deixou esse fato de fora. Ela não confia em mim?
Será que ela vai me dar apelidos também? Se esconder de mim?
Pelo menos eu posso dizer que ela é só minha.
Sinto meus lábios se entortarem em um sorriso. Aperto o corpo pequeno junto ao meu. Ela está dormindo. Não durou muito depois que a abracei. O que é ótimo, odiaria ter que enfrentá-la tendo um piti porque sentiu dor.
É um fato da vida, oras! Eu não tenho culpa! Não muita pelo menos.
Mas não posso deixar de me perguntar o porquê.
Diana é linda. É agradável. Por que se manter assim até agora? Será que ela acredita em sexo apenas depois do casamento e estava se guardando? Eu não pretendo me casar tão cedo... Aliás, eu não pretendo fazer isso. Nunca.
Embora, admito que tê-la por perto, sob o mesmo teto, é muito tentador. Será que ela ficaria feliz com um namoro? Um partilhar de casas talvez? Adoro a casa dela. É aconchegante, me lembra a palavra "lar" cada vez que piso aqui.
O que diabos estou pensando? Mantenha o controle, Theodor!
Me separo de Diana, bem devagar, saindo de dentro dela e sentindo falta com calor tão confortável. Me levanto e a encaro, dormindo calmamente, em paz. Ela é tão linda, tão delicada.
Foco meu olhar em sua pélvis, nas três estrelinhas azuis que enfeitam sua pele. Tão ela.
E então percebo a prova da perda de sua inocência. A colcha branca tem uma pequena mancha vermelha perto de onde ela está. Ela vai pirar quando ver, já posso imaginar. Ficará em pânico, ou envergonhada, e tentará se esconder, me manter longe. Mas não vou deixar. Não vou lhe dar chance de ter vergonha, ou medo, ou qualquer tipo de insegurança que uma mulher possa ter.
Eu a desejo. Desejava antes e continuo.
Respiro fundo e olho em volta, atrás das minhas roupas. Coloco a cueca e a camiseta, então tento tirar a colcha sem acordá-la. Ela se move algumas vezes e abre os olhos em uma delas. Mas acaba dormindo de volta. Deixo no chão a peça manchada e olho ao redor, a procura de um local onde pode haver cobertas.
Olho o guarda-roupa, nas portas grandes de cima e acho um edredom preto, grosso e, aparentemente, bem quente.
Coloco por cima dela, que se mexe de novo e sento na beira da cama, acariciando seu cabelo, até que sua respiração fica pesada de novo.
Pego a colcha manchada do chão e saio do quarto, indo para a lavanderia, que Diana deixou aberta. Até a porta de fora ela deixou e o frio que entra é cortante.
Estudo o lugar, para ter certeza que não foi arrombado, mas a chave está do lado de dentro e a máquina dela tem uma luz piscando, sem contar que a lâmpada do cômodo estava acessa. Ela estava lavando roupa. Deve ter colocado quando chegamos ou quando eu dormi.
Olho em volta, tentando descobrir o que fazer com a colcha.
E não faço a menor ideia! Então apenas fecho a porta e uso um pouco de água e sabão sobre a mancha. Quando ela fica clara o bastante, para não fazer Diana ter um ataque, deixo a colcha dobrada sobre a máquina. Tranco a porta, apago a luz e saio.
Pego minha bolsa de ginástica na sala e subo, vou direto para o banheiro no fim do corredor e tomo um banho.
Só há mais uma cueca e minha roupa do trabalho. Decido ficar sem nada, só para garantir ter uma troca amanhã.
Antes de sair do banheiro, escuto um rangido do outro lado da porta. Dia deve ter acordado.
Deixo a roupa suja em um bolso separado da bolsa, não quero deixar minhas coisas aqui. Nós acabamos de transar e eu não a estou fazendo de empregada. Ela certamente iria ficar pilhada com isso. Mesmo que não dissesse. Ia apenas ficar vermelhinha de raiva.
Saio do banheiro, esperando a encontrar, mas não. Não há ninguém no corredor. Espio o quarto de hóspedes e nada. Ando para o quarto dela, ouvindo o mesmo ranger quando meu peso força as tábuas.
Diana está dormindo tranquilamente na cama, da mesma forma que a deixei. Será que o piso estala pelo frio? Uma terceira pessoa é que não tem, acabei de passar pelos outros cômodos e não vi nada de anormal.
Deixo isso pra lá, provavelmente foi apenas o estalar de madeira. Fecho a porta e apago a luz, então vou para junto dela, me enfiando embaixo da coberta e a puxando para perto.
Ela se mexe e logo fica quieta, dormindo em meus braços. E isso parece apenas demais. Eu tenho a cobiçado por tanto tempo, parece surreal agora que consegui.
Beijo o topo de sua cabeça e relaxo, pronto para dormir. E o sono vem logo, afinal, foi um dia e tanto!
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