À flor da pele

4 Manias da normalidade


Notas iniciais
Opa, olha que rapidinho que foi de uma postagem pra outra u.U e logo tem mais lo/ Quero dedicar esse capítulo a Juju Ashenbert, que tem me ajudado com os erros que deixo passar. Obrigada mesmo Ju, você está me quebrando, não um galho, mas uma árvore inteira =) Boa leitura!

Diana

Sherazz é um lugar horrível. As pessoas fumam por todos os lados, mesmo que haja área de fumante e não fumante. É lotado e a música é tão alta que precisamos gritar para nos escutarmos. E nem mesmo é uma boate!

Sinto-me completamente desconfortável. As pessoas esbarram umas nas outras, o tempo todo. Tyler não parece notar, ele fala animado com Theo sobre carros. Eu odeio carros. Não entendo nada, por isso odeio. Por mais que Tyler se empenhe em me contar sobre motor e potência e coisas do tipo, que homens ligam, isso não entra em minha mente. Então, eu odeio carros! Odeio o que não conheço. Estou desconfortável e hoje especialmente. Agora, especialmente.

Não deveria ter aceitado isso.

Esse lugar me deixa um pouco... Paranoica, talvez. E me obriga a pensar para me distrair. O que me leva a levantar outras questões. Não conheço Theodor também, mas não me sinto tão... Intimidada. Ou talvez me sinta, e isso causa essa curiosidade toda. Não tenho certeza. Talvez eu odeie também, ele é um tema desconhecido. E eu não gosto do desconhecido. Ou talvez goste... Talvez eu seja realmente maluca, como Tyler sempre diz. Estou angustiada.

Levo as unhas para as costas da minha mão, mas tiro de imediato. Theodor não para de olhar. Sempre a escondo, mas esqueço-me e acabo a deixando a mostra. Ora coço, ora apenas aliso. Então o pego olhando e escondo, até esquecer e mais uma vez repetir. É um circulo vicioso, e não faz nem mesmo uma hora que estamos nesse lugar.

Consulto o meu relógio novo. São 19 horas e 15 minutos. Preciso ir para casa! Preciso acabar meu projeto, começar a planejar outro. Separar minha roupa de amanhã, colocar essa para lavar. Preciso ir embora.

O som alto começa a me incomodar mais do que minha educação pode aguentar. Percebo um toque leve em meu ombro.

– Está bem? — É Theo. Ele se aproxima, para não ter que gritar. Diz isso bem no meu ouvido, causando arrepios pelo meu corpo e me distraindo do desconforto do lugar.

– Sim! É um ótimo lugar. — Não sei o porquê digo isso, odiei tudo. Acho que o desconforto não ultrapassou a educação, ainda, no fim.

Ele se afasta por um momento e me encara, então me oferece um meio sorriso muito charmoso. Tipo, muito. Mais do que deveria a essa hora e nesse lugar. Alias, acho que gosto dele mais de terno, apesar de estar sexy tão à vontade. Mas sei lá... Ele parece a figura da desordem nesse momento.

Uma hora atrás isso não me incomodava. O achei lindo, tentador e muito, muito atraente. Só que nesse momento, talvez pelo cenário desagradável, todo o encanto se quebrou. Talvez esse seja o meu meia-noite. A bagunça é a badalada que quebra o encanto. Oh, o que estou pensando?

Bobagens, bobagens, bobagens!

– Tyler! — Chamo meu amigo, ignorando Theo por um momento.

Meu amigo que está digitando algo no celular levanta seu rosto para me dar atenção.

– Jane tá quase chegando. — Ele diz sorrindo.

– Eu preciso ir para casa. — Pego minha bolsa. — Preciso acabar algo pra amanhã e tô com uma enxaqueca horrível.

Ele não acredita. E não é porque eu minta mal, ou a desculpa seja esfarrapada. É que ele me conhece. Melhor que eu mesma.

Ele começa a negar, então bufa.

– Theo, vou deixá-la em casa e volto logo. A Jane tá chegando.

– Não precisa, Ty, eu vou andando! — O aviso, já me levantando. Agora sim, o desconforto superou a educação. — Tchau Theo, obrigada pela carona. — Olho em direção a saída, que parece tão distante, e caminho o mais rápido que posso. Nem paguei minha bebida, mas que fique por conta de Tyler. Ele que nos arrastou para esse “inferninho” mesmo.

Sinto-me péssima quando esses pequenos momentos ocorrem. São bem raros. Bem... A verdade é que só ocorrem coisas assim quando eu saio com Tyler... Esses lugares que ele costuma frequentar não são legais. Nunca! Eu sempre tento me convencer que ele encontrou algo bom, então vou com ele e sempre acaba do mesmo jeito. Eu fugindo.

Quando estou do lado do fora, o ar fresco inunda meus pulmões, me fazendo recobrar a consciência por um momento.

Deixei Theo lá, na maior falta de educação! Droga! Eu sou mesmo um desastre.

Olho o relógio, 19 e 27.

Um aperto gentil em meu ombro me desperta.

– Ty, eu posso ir sozinha! — Digo, mas ao me virar encontro os olhos castanhos de Theo. Ele parece preocupado.

– Você tá péssima!

Isso não foi algo muito educado ou galanteador pra se dizer para uma garota. Mas acabo sorrindo. Porque é engraçado, no fim das contas.

– Obrigada! — Ele ri.

– Vou te levar pra casa. — Ele diz e tira o celular do bolso.

– Não é preciso, eu moro perto. Poucas quadras.

– Eu também. — Ele diz surpreso.

Eu sei que ele mora perto. Eu o vejo todos os dias saindo do prédio que fica quase do outro lado da rua.

– Bem... Obrigada, Theo. Desculpe estragar a noite de vocês.

– Não estragou nada. Odiei o lugar. — Ele confidencia. — Tyler queria me trazer a esse bar faz algum tempo, deveria ter negado mais. Parece que nunca aprendendo que ele só frequenta lugares assim.

Respiro aliviada.

– Penso o mesmo. Mas ele sempre acaba sendo tão convincente.

– Sim! — Mais um sorriso. Os dentes brancos brilham. Sabe que agora, com oxigênio no cérebro outra vez, ele já não parece mais tão desalinhado. Apenas... Bonito demais.

O carro negro para do nosso lado.

– Bem... Boa-noite!

Estico-me um pouco e beijo sua bochecha. Então me viro e sigo em direção à minha casa. Quando estou na esquina, prestes a atravessar, o motorista de Theo passa e me surpreendo com a figura grande ao meu lado, que teoricamente deveria estar no carro... Theodor sorri. Apenas o encaro.

– Não posso conviver com a ideia de que deixei você ir sozinha pra casa.

– Não há necessidade, Theodor.

Ele franze o cenho.

– Theo. — Me corrige.

– Eu moro muito perto, não precisa.

Ele olha para os dois lados e segura minha mão, me obrigando a atravessa a rua.

– Preciso de ar fresco depois dessa sessão Tyler.

Quem não precisa?

Ele solta minha mão e fico sentindo falta do calor da dele.

– Tá... — Estamos na quadra do parque que corro todos os dias. Essa é mais longa que as do outro lado, que são menores e mais numerosas por isso. Caminhamos em silêncio. Posso ouvir a batida dos meus saltos.

De repente, não me parece mais uma boa ideia ser acompanhada. E se Theo quer apenas me “comer”, como diz Tyler. Ele pode tentar algo, ou aparecer com frequência. Ele não deveria saber meu endereço. É burrice isso.

Mas ele é tão lindo, não precisa abusar de garotas solteironas. Aposto que pode ter qualquer mulher com um estalar de dedos. Inclusive eu. Não, não eu. Qualquer uma que ele desejar.

– Então... Vai me contar da sua mão?

Gelo. Por que ele tinha que voltar nesse assunto? Eu teria preferido falar das minhas roupas íntimas.

– Não é nada demais. Uma alergia talvez.

– Isso parece mais um tipo de tic nervoso.

Olho-o séria.

– Você perguntou ao Tyler! — O acuso.

– Culpado! — Ele admite. — Quando chegamos e você foi ao banheiro, meio que o interroguei quanto a isso. Mas, eu precisava te perguntar. Nós dois sabemos como nosso amigo tende a aumentar as coisas.

Lembro-me da acusação que fiz mais cedo a Tyler de aumentar as coisas que Theo contava. Ponto para mim!

– Bem, quando vai ser sua festa? — Mudo, bruscamente, de assunto e ele tenta disfarçar o riso.

– Você não abriu o convite, não é?

– Abri sim, mas estava com presa e não lhe dei a devida atenção.

– No próximo fim de semana, seguinte a esse. Desculpe te entregar tão em cima da hora, foi difícil conseguir uma oportunidade. — Ele diz tão calmamente. Até parece que me encontrar na praça foi coincidência. Aposto que ele já me viu antes, que está fingindo, mas eu que não direi nada. Isso seria o mesmo que assumir que sou basicamente uma perseguidora. Não que eu seja. Afinal, é apenas coincidência. Mas ele poderia pensar que sim... — Você deveria me dar seu número. Eu poderia ter ligado e marcado de entregar antes. — A normalidade de suas palavras me pega desprevenida. Tenho certeza que ele já pediu ao Tyler e deve ter recebido um não. Teria sido mais fácil e ele teria a desculpa perfeita, que era o convite, para pedir isso.

– Claro...

Ele apanha o celular no bolso e digo meu número. Ele anota rapidamente e volta a deixar no bolso o aparelho.

– A festa será na minha casa. — Ele diz, quebrando o silêncio que se segue.

Quase pergunto a ele se o apartamento é tão grande a ponto de caber uma festa, ou se a festa será pequena. Mas ai ele saberia que sei onde ele mora e isso entregaria que o observo...

– Posso mandar um carro buscá-la. — Ele oferece gentilmente. — Caso decida ir, é claro. Não se sinta obrigada.

– Oh... Eu vou, claro que vou! – Droga! Pareço desesperada por um momento. — Foi muito gentil e atencioso da sua parte me convidar. Claro que irei. Mas acho que vou com Tyler. Não há necessidade de se incomodar com isso.

– Não é incômodo.

Chegamos ao fim do parque e então atravessamos. Paramos em frente ao sobrado branco que moro.

– É aqui! Obrigada por me acompanhar, Theo.

Estou louca para olhar o relógio e descobrir que horas cheguei. Quanto tempo eu perdi da minha vida com aquela coisa horrível que Tyler chama de bar.

– Somos praticamente vizinhos.

– É mesmo? — Pergunto fingindo surpresa.

– Sim, você sabe... — Gelo – Te disse no bar, não disse?

– Acho que sim... — Ele não disse. Ele sabe que eu o vejo. Sabe que eu o olho e estudo todos os dias. Por coincidência, é claro, espero. – Boa-noite. Ele repete o que fez de manhã. Segura meu rosto delicadamente com a ponta dos dedos e o vira, depositando um beijo. Errando, de novo, o alvo. Afinal, acho que era pra ser na bochecha e, mais uma vez, acerta uma pequena parte dos meus lábios.

Eu seria muito perva se o convidasse a entrar?

Oh, Diana, boba! É claro que seria. E estúpida!

– Tchau! — Ele diz sorrindo e se afasta, andando de costas, me encarando.

– Tchau! — Respondo e me viro, constrangida e excitada com essa despedida. Por que ele faz isso? Esse jogo... Tyler disse que ele é comprometido. Não vou ser uma amante se é o que ele espera.

Passo pelo portão e vou para a porta. Está escuro, destranco e bato em algo. Estico a mão para dentro, depois de abrir a porta, e encontro o interruptor, acendendo a luz de fora. Olho para que o chutei. É uma caixa. Do tamanho de uma de sapato, mas essa é de presente e tem um laço vermelho enorme passando em volta dela. Me abaixo e pego, então entro. Quando fecho a porta, noto pela fresta que Theo ainda me olha e só parte quando estou dentro.

É gentil da parte dele.

Acendo a luz do corredor e vou para a sala. Deixo a bolsa e casaco no sofá e me sento no outro, colocando a caixa em minhas pernas e desfazendo o laço. Não há nada que identifique o remetente. Pode ser coisa de Tyler, com esse laço enorme e espalhafatoso... Tiro a tampa. Coloco as mãos dentro e puxo o embrulho de papel de seda branco, o abro e encontro uma peça de roupa dobrada. Quando finalmente identifico, não fico nem um pouco surpresa. Com certeza é coisa de Tyler o corpete negro com babados vermelhos e laços.

Sorrio.

Ele deve ter trazido quando eu estava trabalhando. Mexo na caixa atrás de algum bilhete, não há nada. Mas só pode ser dele, quem mais me daria isso? Só espero que não seja alguma sugestão de fantasia para a festa. Porque é algo que ele sugeriria sem problema ou pudor algum. Festejar a beleza feminina, ele gosta de dizer quando quer que eu use algum vestido curto e o acompanhe em algum lugar. Aliás, foi em um momento assim que Theodor me conheceu. Tyler me deu um vestido curtíssimo, preto, ao estilo puta em horário de serviço. Eu o usei já que ele insistiu. Tipo, insistiu muito! Telefonemas, mensagens, até uma carta ele teve a audácia de mandar e ela veio com um lindo cartão em forma de coração com as palavras “Use, por favor ”.

Então eu usei. Mas por cima coloquei um casaco longo, que era mais comprido que o vestido. Teria sido uma noite perfeita, mas a educação de Theodor era um fator que eu não contava. Ele gentilmente me ajudou a tirar o casaco ao irmos para mesa...

Pego a caixa e os papéis de seda e vou para a cozinha, vou até a geladeira. Há potes dentro do freezer, cada um com um dia da semana marcados. Como hoje já é quinta, não restam muitos. Todos os domingos, preparo minhas refeições e as congelo. Isso poupa muito tempo durante a semana. Retiro o com a tarja “quinta-feira” e o levo ao micro-ondas, marcando dez minutos.

Abro a porta que dá para lavanderia e em seguida a porta que dá para o jardim dos fundos. Está tudo escuro, nem me incomodo em acender a luz, caminho até onde sei que tem uma lixeira de recicláveis e deposito ali a caixa.

Volto pra dentro, mas antes que feche a porta escuto um barulho vindo do quintal. Não está longe. Estico a mão e tateio a parede até encontrar o interruptor. O aperto e a luz revela um gatinho negro de olhos brilhantes me encarando. Respiro aliviada e entro, trancando a porta e apagando a luz. Tiro a roupa que uso e deposito na máquina e a ligo. Abro o armário que deixo os roupões e pego um, o visto. Tiro o salto e os seguro, calço um chinelo rosa. Tranco a porta da lavanderia e então volto à sala.

Pego o meu celular e o pen-drive com o projeto do Hoen e coloco no bolso do roupão, deixo a bolsa e o casaco no aparador atrás do sofá e subo com o corpete e os saltos na mão. Ter esse sistema me acalma. Quando me mudei para cá, era uma garota assustada. Morar sozinha não é lá a melhor coisa do mundo, ainda mais quando se cresce em uma casa barulhenta e cheia. Mas eu tive que me adequar à solidão. Ser sistemática é o que me ajuda a manter a calma e lidar com tudo adequadamente.

Deixo o "presente" na cama, hora de tomar banho e logo mais começar a lidar no que trouxe para casa.

Primeira coisa que faço é ir ao banheiro e lavar as mãos. Tiro um algodão e álcool de uma gaveta e pego o celular e o pen-drive. Passo neles, os limpando e deixo sobre a pia. Não é que eu tenha necessidade de fazer essas coisas sabe. Limpeza excessiva. Nem faço isso sempre. Só algumas poucas vezes e sempre no piloto automático. Mas, não é como se eu tivesse TOC ou coisa do tipo. Eu subi direto da corrida hoje, não limpei o ipod. Não tirei os tênis. Nada disso. Vê? Sou normal.

Aproveito e tiro os brincos e relógio novo e passo o algodão neles também.

Tiro o roupão e as roupas íntimas e os coloco no cesto de roupa suja. Roupas de trabalho são lavadas quando chego. Roupões, toalhas e roupas íntimas aos sábados. Demais coisas que precisem ser lavadas, nos domingos. Isso tudo é só para ganhar tempo, é claro.

Entro no chuveiro e me lavo. Parece que todo aquele cheiro ruim do bar está impregnado em minha pele e a água os leva embora. É uma sensação tão boa. Lavo os cabelos. Dessa vez sem pressa. Tá, um pouco. Fiquei tempo demais fora. Não se sai numa quinta para vadiar.

Quando acabo o banho, me enrolo na toalha e pego o secador, dou uma passada de dois minutos no cabelo, apenas pra tirar o excesso de água. Ele começa a formar cachos e ficar menor do que realmente é. Que dó do meu cabelo cortado. Termino de me secar e jogo a toalha no cesto também. Passo o creme hidratante no meu corpo. Senti falta disso de manhã.

Pego o celular, pen-drive, relógio e os brincos e vou para o quarto. Antes de me trocar, abro a meu porta-joias e guardo meu relógio junto dos outros. Seis deles recebem o mais novo na coleção. Deixo os brincos no lugar e pego meu pijama já dobrado e pronto no guarda-roupa. O visto sem roupas íntimas. Não guardo o presente de Tyler, vou esfregar na cara dele e dizer o quanto é impróprio. Então, deixo na poltrona que há no cômodo.

Pego o celular e desço para jantar. Quando estou nas escadas, percebo que tem três mensagens e uma chamada perdida. A chamada é de Tyler. As duas primeiras mensagens também, a terceira é de um número desconhecido.

Abro as mensagens de Tyler.

“Theodor não voltou, ele tá te fodendo?”– Essa veio vinte minutos atrás e a outra a cinco.

“Vocês estão fodendo.

Eu sei que estão, ele não atende também. Não acredito.

Poderiam ter me convidado! #Chateado ='( ”

Rio e paro no pé da escada e digito para ele.

“Ninguém me fodeu. Ele nem entrou, me deixou na porta. Do que é que tem tanto ciúmes? Dele ou de mim?”– Envio.

Vou pra cozinha. Pego meu pote quente no micro-ondas e o abro, a fumaça e o bom cheiro tomam conta. Alcanço um prato no armário e despejo o macarrão com molho branco.

Me apoio na bancada e começo a comer. Escuto um barulho, é na porta da lavanderia. Olho para ela e vejo que está encostada. O vento do pequeno vitrô deve a ter movido.

Pensei que tinha trancado. Estou realmente cansada hoje, minha mente me prega peças. Vou até ela e tranco, antes de voltar a comer.

O celular apita.

“Quem sabe... ;)"

E então outra.

"Ótimo! Pega mal dar no primeiro encontro. Vou dormir na sua casa, tô muito podre. Só preciso convencer a Jane a me dar um boquete antes, aí estou pronto pra você ;)”

– Eca! — Deixo escapar em voz alta.

“Espero que ela morda teu pau e tire um pedaço, seu nojento!”– Envio.

Então me lembro da mensagem de número desconhecido. Abro-a e me surpreendo.

“Oi... Theo aqui...

Bem, esse é meu número e já que você o tem agora...

Que tal uma mensagem de boa noite?”

Sinto meu lábios se alargarem e o sorriso logo vira uma gargalhada animada e cheia de empolgação. Empolgação demais, talvez.

Suspiro e começo a digitar.

Notas finais
U.u O que acharam desse capítulo? Olha, cada vez minha opinião sobre a Diana fica pior. Meu diagnóstico mudou, agora acho que é caso de internação no manicômio u.U Bj bjs