Notas iniciais
Gente, parem de gostar tanto assim do Tyler '-' Devia ter feito ele homo e não bi, que odinho de vocês ahahahahahahaha XD Bem vindo leitores novos, espero que gostem do cara certo u.u Boa leitura ;)

Diana

O tempo passa voando e quando percebo já tenho que levantar e acender as luzes. Sinto-me tão relaxada agora, embora morrendo de fome. Só aquela maçã não foi uma boa ideia. Às vezes custa-me tempo a perceber outras coisas. Tipo, preciso comer.

Me estico, passei a tarde sentada na mesma posição. Meus dedos doem pela intensidade do trabalho e minha bexiga ameaça explodir.

Saio do escritório e sou invadida pelo cheiro gostoso. Tyler está cozinhando. Admito que pensei que ele já tinha ido embora. A casa estava silenciosa, nada típico de Tyler. Geralmente ele consegue fazer soar como se tivesse uma festa onde ele está.

Vou em direção à cozinha, mas passo reto, pro banheiro. Depois passo uma água no rosto e constato que não deveria ter me alimentado tão mal. Meu rosto está pálido e sinto-me um pouco fraca.

Enxugo as mãos e vou para cozinha. Assusto-me com a bagunça que toma conta do cômodo. Tyler está distraído na frente do fogão. Na mesa há de frutas cortadas e um cesto com morangos bem vermelhos e suculentos inteiros, um pão italiano, bem casquento, com algumas fatias espalhadas. No chão as cascas das frutas e alguns pedaços, bem como cascas do pão.

– O que você fez com a minha cozinha?

Ele para de mexer o que quer que esteja fazendo e olha-me com um sorriso largo e brilhoso nos lábios.

– Noite das garotas! — Ele diz com voz manhosa, quase feminina. Esse é seu jeito de levar-me ao limite. Eu amo Tyler. Ele é meu melhor amigo, indo contra todas as coisas do mundo. Mas, não existe pessoa no mundo, que me deixe mais maluca do que ele. Às vezes acho que ele faz de propósito, que sente algum prazer em cutucar-me dessa maneira. — Eu vou limpar, pensei que iria ficar mais um tempinho lá.

Ele se aproxima de mim com uma colher com um creme claro. Mas ele se engana se acha que vai comprar-me com comida, vai é ouvir agora, isso sim. Já passou do limite!

– Prova... — Não me deixa nem pensar no que está acontecendo, enfia de uma vez a colher na minha boca com o creme morno. O sabor suave e levemente salgado toma conta, deixando-me saber que tenho mais fome do que imagino.

– Fondue...– Digo de boca cheia.

– Aham – Ele sorri. — Noite das garotas com estilo, querida. — Me ajuda a cortar esse pão e então vou arrumar essa bagunça.

Bem, o que eu posso dizer? É Fondue! Eu adoro. Especialmente o de chocolate que ele faz. Posso deixar a briga que planejava para amanhã.

Lavo as mãos na pia, pego uma travessa de vidro. Pego o pão que está na mesa e vou pro balcão. Corto fatias grossas, deixando a parte casquenta de lado e depois picando as fatias em quadrados grandes. Meu amigo se aproxima, salpicando noz moscada e orégano no pão, então leva ao forno desligado e deixa guardado lá.

– Fez de chocolate? — Pergunto fazendo um biquinho, que ele aperta antes de concordar.

Limpo a bancada e coloco as travessas pequenas com frutas ali, e depois limpo a mesa. Então vou cuidar do chão.

Ele empilha as travessas menores em uma bandeja e sai da cozinha. Pelo jeito vai bagunçar a minha sala agora.

Quer saber, não vou ligar. Vou só aproveitar a noite e relaxar. Deixar a bagunça para amanhã...

Apesar do pensamento, não deixo de varrer. Tyler volta umas duas vezes ainda, pegando mais coisas. Nesse tempo eu passo pano no chão e depois álcool. Lavo a louça suja e guardo. Depois disso pergunto-me onde é que está a arrumação do Tyler, porque eu que a fiz sozinha.

Sinto-me suja por ter feito essa limpeza. É como se a sujeira do chão tivesse grudado em mim. Deixo os materiais de limpeza na lavanderia. A porta que dá pro jardim está aberta e a luz de fora acessa. Inclusive a que fica no meio do jardim, que queimou mês passado e eu não a troquei. Não foi descaso, só não fico muito no jardim. Muitos insetos e outros bichos e vizinhos curiando por cima do muro. Nada disso faz meu estilo, então, evito esse lugar. Mas, agora, com luz, reparo que as roupas que eu deixei no cesto mais cedo estão lavadas e estendidas. É muito fofo da parte de Tyler fazer isso, mas aposto que lavou tudo junto. O que vai fazer-me lavar tudo de novo quando ele for embora.

Mas não quero pensar nisso agora.

A noite está bem agradável, perfeita para uma corrida noturna, mas não estou com pique. Só quero tirar essa roupa suja e limpar-me. Entro na lavanderia e começo a tirar minha roupa ali mesmo. Espio para ver se Tyler está por perto. Não está. Retiro as peças íntimas também, deixando em um cesto separado e pego um roupão no armário, o vestindo rapidamente. Pego um par de chinelos e deixo as pantufas para lavar também. Então subo. Não encontro Tyler no caminho e temo que isso não signifique boa coisa.

Tomo um banho mais demorado dessa vez. Minha canela continua dando algumas fisgadas quando forço o pé no chão. Isso pode ser um problema em breve. Espero que não inche.

Após o banho, sentindo-me limpa e tranquila. Passo meus cremes, dou uma atenção especial aos meus cabelos. Os escovando e depois puxando com o secador, para perder um pouco dos cachos. Passo a chapinha em seguida, eles até ficam mais compridos. Passam uns cinco dedos, se não mais, do ombro assim. Me dá uma falsa sensação de que está comprido e bonito de novo. Depois de concluída essa parte, escolho um vestido branco com flores amarelas e rosas, é bem confortável. Tyler certamente vai incomodar se eu usar pijama na sua tal “festa de meninas”, mesmo que seja só nós dois. Ele tem essas coisas bobas.

Desço animada, inspirada pelo ar agradável e a fome que me consome. O cheiro é maravilhoso e dessa vez vem da sala. Caminho animada, mas paro na entrada, quase surtando...

Meus travesseiros bonitos, que deixo guardado no guarda-roupa do quarto de hóspedes, estão todos espalhados no chão, em volta da mesa de centro, que é comprida e está sendo feita de mesa de jantar.

Castiçais, que reconheço do apartamento do Tyler, estão dispostos na mesa, com velas acessas. No centro da mesa três aparelhos de fondue já ligados. Só um deles é meu. Vários potinhos de molho estão espalhados ao redor do prato de carne crua, que fica ao lado da cumbuca de óleo quente. As frutas e pão estão perto do de chocolate e queijo e tudo ali tem um cheiro ótimo. Seria perfeito se fosse na casa de Tyler e não na minha. Tudo que consigo pensar é em todos os germes que estão se instando nos meus travesseiros.

Reparo também nas duas garrafas de vinho e nas taças. Não só duas. Mais... Então a campainha toca. Não vou atender, ainda estou em choque. Como uma pessoa consegue bagunçar tanto a vida de outra?

– As visitas chegaram! — Ele diz de trás de mim, saindo da cozinha. Viro-me para ele, que dá alguns pratos e os garfos dos aparelhos.

– O que você fez? — Consigo dizer.

– Respira, Di. Vamos nos divertir sem pirar hoje, ok? Respira, linda. — O amigo da onça para a minha frente, segurando meu rosto entre suas mãos. — Respira.

A campainha toca mais uma vez. Ele de afasta, destrancando a porta e tira a chave, então some porta a fora. Levo as coisas que ele entregou para mesa de centro, que parece bem menor do realmente é, por todas as coisas que tampam a superfície. Escuto vozes na porta e caminho até o corredor, curiosa. Gelo ao perceber a Jane assustadora ali.

Não é que ela seja feia, ou coisa assim. Ela só... me dá arrepios.

Jane é alta, mais alta que eu, magra e com um estilo muito diferente das mulheres que Tyler costuma sair. Ele gosta de mulheres vulgares e Jane parece mais com uma do exército. Ela tem cabelos curtos. Bem curtos, às vezes parece um cara quando está de costas. Os olhos dela são de um castanho escuro e a maquiagem que ela usa nos olhos a deixa com um ar ainda mais sombrio. Ela não é muito de falar.

A mulher passa por mim e oferece apenas um aceno de cabeça. Ela usa uma calça de couro negra e um coturno. A parte de cima é uma camisa ou sei lá o que... É um tipo de regata que se parece com uma bata, mas tem pano demais esvoaçando por onde ela passa e tem vários botões espalhados. Tyler passa por mim, piscando, e vai para sala com ela, deixando a porta aberta. Começo a pensar que isso na verdade é apenas um encontro e eu estou sobrando, mas então, uma outra pessoa aparece na porta.

Theodor Blake sorri para mim, ele tem uma garrafa na mão. Vinho, eu acho. É que não presto muita atenção no que ele tem na mão. Ele está muito bem vestido... Uma camiseta branca e jeans. Ok, não é muito bem vestido. É bem normal... Mas nele... Parece diferente. Cai-lhe tão bem quanto os ternos que ele usa para trabalhar. O cabelo dele parece úmido e o perfume que emana é divino.

– Você está linda! — Ele diz galante, fazendo-me corar.

– Obrigada... — Digo sem saber como reagir realmente. — Como vai... — Começo, completamente sem noção do que falar, mas sou calada, da forma mais infame e inesperada.

Com um beijo.

Eu não tenho certeza quando foi a última vez que eu beijei alguém com mais de quatro anos.

Oh... não, eu não sou pedófila! É que meu sobrinho, Liam, de 4 anos adora cumprimentar com selinhos.

Bem, desligando o cérebro por um momento. Ou seria ligando em velocidade máxima? Porque tem um cara me beijando, sugando meus lábios, pressionando-me na porta e enfiando a língua na minha boca e estou pensando em absolutamente tudo, menos nele. Acho até que me lembrei de uma receita de pudim com queijo. Que tipo de pessoa faz isso?

Mas, se estou tão consciente, a ponto de pensar em coisas absurdas, por que é que não paro o beijo? Porque certo isso não é...

Eu não paro, até correspondo... Até seguro na sua camiseta, o puxando para mais perto. É vergonhoso isso. Nem conheço o cara. Não sei se ele tem um nome do meio, ou se é casado, noivo, viúvo, pai solteiro, ou coisa do tipo. Não sei nada. Mas continuo o beijando.

Até que ele interrompe, afasta seu rosto, encara-me. Estou tonta, as coisas parecem girar a minha volta.

– Boa-noite. Você está realmente... linda. — Isso é muito... estranho... Dizer que ele está indo com pressa é até gentil demais — Espero que tenha superado as expectativas.

O que há com esse homem?

– Posso entrar? — Pergunta-me.

Dou um passo pro lado, liberando espaço.

– Ou talvez não tenha nem mesmo atingido...

Fecho a porta e viro, vendo-me encurralada de novo. Ele tem o cenho franzido. O que não o deixa feio, só mais velho. Tem homens que parecem monstrinhos quando fazem isso. Não Theodor Blake. Acho que ele ficaria bonito até fazendo careta.

– Do... Do que está falando? — Eu tô lenta ou isso é um sonho? Porque até agora não entendi nada.

– Das suas expectativas, é claro. — Ele estende o vinho. — Pro jantar... ou para depois dele...

Pego a garrafa bonita com palavras em outra língua cobrindo o rótulo dourado.

– Obrigada... Mas... Que expectativas? — Agora, com ar circulando pelo cérebro, consigo raciocinar direito. — Por que você me beijou? Quem foi que disse que podia fazer isso? Você é maluco?

Digo a última parte alta demais e respiro fundo tentando controlar-me.

Ele volta a franzir o cenho ao me encarar. Até parece que está chamando-me de louca sem emitir sons. Como se tivesse algum direito! Quem atacou foi ele e não o contrário.

– Ah... Droga! — Ele leva as mãos ao rosto másculo. O queixo dele é quadrado, e tem furinho. Do jeito que Tyler e eu gostamos. — Diana, você me mandou alguma mensagem hoje?

Meu coração dispara com a compreensão da confusão.

Nego e ele fecha os olhos, depois os abre e respira fundo.

– Tyler! — Falamos ao mesmo tempo.

Notas finais
Tyler, Tyler, Tyler! u.u Bj bjs ;)