Notas iniciais
Ah loko! Ó eu de novo! XD E sem 1º de Abril! Ou será que tem? Desculpem a demora em postar, tá pronto desde o dia 31 o capítulo, mas eu tinha que colocar as séries em dia u.U #DescanseEmPazDrWells Boa leitura!

Diana

Só volto para a cabana depois do jantar. E com um presente. O vestido que a Amy comprou. Eu não queria aceitar, mas ela insistiu. Eu até quis pagar, mas ela negou.

É estranho ganhar presentes em datas não comemorativas. Parece que a pessoa logo vai te pedir um favor e, por causa do presente, você tem que dizer sim!

Ao entrar no quarto, me surpreendo ao encontrar Theo... Dormindo. Ele está no sofá, camiseta branca, bermuda folgada, pés sobre a mesa de centro e vários papeis ao seu redor. A cabeça pende para trás, sobre o encosto. Ele usa óculos de grau, de aros pretos, que lhe dá um ar todo nerd. O cabelo está úmido e bagunçado. Não sei se eu devo acordá-lo...

Fico alguns minutos o estudando. Ele está tão bonito. Mas supero isso. Se ele acordar, parecerei uma maluca o encarando!

Deixo minhas muitas sacolas no chão e retiro meu biquíni novo, de um tamanho apropriado agora, o vestido, um shorts que me serve, e as calcinhas, comprei quatro delas. Uma mulher não pode ficar sem calcinhas! Ponto negativo para Amy por isso!

Vou para o banheiro. Darei algum tempo para o Theo.

Vou para o chuveiro e ali eu lavo as peças novas com sabonete líquido. Não tem área de serviço aqui. Suponho que pessoas ricas não lavem suas roupas...

Amy disse que o hotel tem um serviço de lavanderia, mas não acho que poderia usar roupas que estranhos andaram colocando as mãos...

Prefiro me dar esse trabalho.

Depois de ter as peças torcidas, as deixo de lado e tomo meu banho.

Me surpreendo ao me olhar no espelho depois do banho. Minhas marquinhas do biquíni ficaram bem fortes e bonitinhas. Embora nem parecesse que eu me queimei quando cheguei. Não chega a ser o dourado bonito da Amy... Está mais para um leve... Vermelho. Mas ainda sim fico feliz.

Seco meu cabelo e os bato para que fiquem com cachos. Prefiro-os lisos, mas na falta de uma chapinha, o jeito é abraçar o natural.

Saio do banheiro e vou direto para a varanda, com as minhas peças lavadas. Passo a toalha nas espreguiçadeiras, para limpar, e deixo minha roupa sobre elas. Então volto para o banheiro e coloco a toalha em um canto, para lavar depois.

Theo não está mais no sofá quando volto para o quarto. Agora ele está na porta, falando com alguém. Ele olha para trás, como se sentisse a minha presença. Ou escutou o piso ranger com meu peso... Provavelmente a segunda opção!

O sorriso que rasga seu rosto é tão bonito. Pena ele não estar mais de óculos, queria vê-lo agora, acordado, o usando.

– O que quer jantar, linda? — Pergunta, com os olhos passeando pelo meu corpo... Coloquei um vestido branco. Amy parece só ter pego vestidos... As outras peças consistem em coisas que não servem ou que são curtas demais.

– Eu já jantei... — Fico triste por isso. Deveria ter mentido para ter esse momento com ele.

Ele pisca para mim e fala com a pessoa da porta, que descubro ser um dos garçons.

Me sento na cama com lençóis novos, pelo menos parecem novos, o dossel está amarrado de lado.

Theo fecha a porta e se aproxima. Bem lentamente... Como um predador.

– Como foi seu dia? — Pergunta, cinco passos distante de mim.

– Ótimo. — Digo com sinceridade.

– Vejo que ganhou alguma cor... — Ele me estuda com muita atenção — Adorei seu vestido.

– Percebo... — Digo, ao notar seus olhos presos em meu decote.

Theo se afasta, fecha as cortinas e apaga a luz. Nos deixa na total escuridão. Fico ansiosa, à espera que ele se aproxime. Mas então o cômodo ganha alguma luz quando ele acende os abajures. Se aproxima de mim e solta o dossel. Depois vem para a cama, se deita do lado esquerdo e me estende a mão.

– Vem, linda...

Engatinho até ele sem pensar muito. Se eu fizer isso, é possível que saia correndo.

Me deito de lado, ficando de frente para ele.

– Você já jantou? — Pergunto um pouco nervosa, tentando acalmar meu corpo.

– Comi algo quando cheguei.

Olhos escuros... Cabelo escuro... Meu outro homem...

– Quando chegou? — Não quero parecer uma namorada ciumenta e controladora, mas não sei o que dizer. Tudo isso é muito novo. Tudo que eu sabia sobre me envolver com um cara foi por água abaixo. Nunca deixei alguém ir tão longe. Fosse com meu corpo ou com meu coração. Eu não gosto de esperar coisas do outros, mas minhas expectativas a respeito de Theodor, mesmo sem querer, estão bem altas. O que me causa um medo enorme. Quanto mais alto, maior é a queda.

– Cheguei meia hora antes de você. Estava te esperando, mas acabei cochilando.

Ele parece cansado.

– Você me colocou na cama... — Comento.

Sou recompensada com um movimento dele. Sua mão descansa em minha cintura e me agita toda por dentro.

– Eu voltei apenas de manhã e você estava roncando no sofá, parecia realmente desconfortável.

Me obrigo a deixar passar que ele voltou apenas de manhã.

– Eu não ronco, Theo!

– Mas você não tem como ter certeza, certo?

– Não vamos discutir isso, o Tyler nunca reclamou!

E depois de falar, é que eu percebo em como isso soou errado. Theo fecha os olhos, respira fundo e eu sei que estraguei tudo, mas quando ele volta a me olhar, não há raiva, ou julgamento. É só ele de novo, risonho e relaxado.

– Eu não quis dizer dessa forma... — Tento consertar.

– Eu tirei sua virgindade, Diana. — Suas palavras me constrangem. — Supor que vocês transaram é a última coisa que eu posso fazer.

Certo... Ele tem razão.

– Mas eu tenho algumas duvidas...

Meu coração dispara.

– Eu não tenho nada com o Tyler. — Afirmo, já esperando que ele me pergunte isso.

– Não é isso. Você já me disse e eu já entendi. — Theo soa um pouco irritado agora, não gosto desse lado dele. Ciumento e possessivo. Às vezes isso escorrega dele e tenho medo que esse seu lado seja algo com o qual eu não possa lidar.

– Diana... Isso é realmente pessoal e constrangedor. Você não tem que responder.

E por algum motivo, eu acho que já sei o que ele vai me perguntar.

– Alguém já te tocou...?

Me viro, ficando de barriga pra cima, e tampo meus olhos com o braço. Por que agora? Isso nem mesmo faz diferença, certo? Se teve alguém antes, foi justamente isso. Antes. Eu sei que sua pergunta não é como “Alguém já te beijou?”, ele quer saber se eu já fui tocada intimamente.

Eu não quero responder isso. Não parece certo. Qualquer resposta pode trazer uma impressão bem feia a meu respeito. A santinha ou a puta. Qual ele espera que eu seja?

– Eu não perguntei isso para te deixar assim...- Ele tira meu braço de cima dos meus olhos. Dobra o cotovelo, apoiando na cama, e descansa o queixo na mão.

– Theo... — Tão vergonhoso esse momento. — Eu não sei o que você quer que eu responda.

Com a mão livre, ele faz círculos sobre a minha barriga, deixando-me mais nervosa que antes.

Se você quiser responder, eu gostaria que fosse a verdade. Sempre a verdade, Dia.

Ele não parece chateado. Todo seu momento de descontrole parece ter ficado para trás, junto com o nome de Tyler.

– Não... Ninguém nunca me... Tocou. Sempre tive certos... Problemas em ser tocada.

– Você se sente desconfortável quando a toco.

Não foi uma pergunta...

– Não é dessa forma. Eu gosto. — Admitir isso me custa muito. — Mas, não sei o que fazer... Eu não sou ignorante, eu sei o que esperar, mas isso é diferente de saber como agir.

– Eu já disse o quanto você está linda, hoje? — Ele totalmente muda de assunto do nada.

Esse é o Theo que eu conheço! Eu sei que ele acabou de fazer isso para que eu relaxe, mas não sei se será possível. Eu acabei de revelar coisas demais e elas não podem ser desditas.

– Não estou lembrada...

– Bem, você está fantástica! Conseguiu ficar ainda mais maravilhosa com esse bronzeado.

Bronzeado? Rio com o seu comentário.

– Acho que ficar toda vermelha não pode ser chamado de bronzeado.

– Não está vermelha. Eu adorei e acho que minha opinião é a única que importa.

– Desde quando?

Ele se aproxima, toca meus lábios com os seus e faz um leve carinho.

– Desde que eu sou um dos donos desse lugar e minha opinião é a única que deve interessar.

Levo alguns minutos pra entender o que ele está realmente me contando.

– Oh, meu deus! — Me sento e me viro para ele, estudando o corpo totalmente relaxado. — Vocês fecharam negócio! Me desculpe, eu nem mesmo perguntei como foi sua reunião!

Eu me lembrei dela sim, é claro, estava ansiosa por perguntar, mas achei que seria intromissão demais e que poderia até parecer interesse do tipo ruim.

Ele se senta e me puxa para seu colo, se encosta na cabeceira e me mantém apertada ao seu peito.

– Eu só espero ter feito a coisa certa.

Me afasto dele o suficiente para olhar em seus olhos.

– Você fez, eu sinto isso! — Talvez seja muito ousado da minha parte, mas estou realmente animada por ele. — Eu estive na ilha principal hoje e foi uma experiência sensacional, só aquela feira já deve atrair pessoas do mundo inteiro. — O problema sobre me animar sobe alguma coisa, é que começo a despejar coisas, como uma torneirinha quebrada que não desliga. — Mas na volta, passamos perto de outras cabanas, você sabia que tem um Hilton aqui? Ele é lindo! Mas você precisa dar uma repaginada aqui se quiser concorrer! E... — Levo a mão à boca, me obrigando a ficar quieta.

Faz tanto tempo que não me sinto tão animada sobre algo. Teve um tempo que essa torneirinha interminável se abria pelo trabalho, pela animação de fazer coisas diferentes, práticas e bonitas. Mas já não há liberdade para isso. Não há mais graça.

– Uau! Como você consegue falar tão rápido? — Theo está sorrindo. — Talvez eu devesse te contratar, acho que faria algo muito melhor do que eu poderia sonhar.

Relaxo ao perceber que ele não se ofendeu.

Ficamos conversando por algum tempo. Ele me conta dos planos para o lugar, me fala sobre a construção de um restaurante mais amplo e de melhor aparência, restauração da ponte... São tantas coisas que precisam ser feitas e me vêm cada ideia à cabeça. E ele escuta pacientemente. Algumas ele diz não serem possíveis e me dá os motivos para isso, em outras seus olhos brilham de empolgação.

Eu posso dizer que esse, sem dúvida, é um dos melhores momentos que tive aqui.

Quando parece que passaram horas, ele se espreguiça e eu me lembro de algo.

– Espera aqui...

Saio da cama e ando, descalça, até minhas sacolas, encontro a que quero e retiro uma caixinha de tampa transparente. A minitorta estava mais bonita quando comprei, agora, depois de todo Sol que tomou, só espero que não tenha estragado.

Theo também levantou, ele me abraça pela cintura e beija meu pescoço.

– Isso é para você! — Digo.

Ele me solta e fica na minha frente.

Theodor estuda o doce, e de pouquinho em pouquinho o sorriso vai nascendo.

– Você quer me engordar, Srta. Weber?

– Como se você já não estivesse fazendo isso sozinho!

Theo levanta a camisa, deixando a barriga à mostra. E que barriga! Apesar da pouca iluminação do quarto, as sombras dos gominhos são visíveis.

– Não sei do que está falando! Está tudo devidamente em seu lugar!

– Está mesmo...– Sussurro e recebo um sorriso adorável.

Ele pega sua torta e vai até um armário de duas portas, que está no corredor que leva ao banheiro e a varanda. Se abaixa, abre uma porta e coloca a torta no frigobar que tem ali. Então se levanta com uma garrafa de champanhe em mãos.

– Estamos comemorando seu novo hotel? — Pergunto e me encosto na parede, ao lado do armário.

Theo abre a outra porta e tira uma taça e depois outra.

– Estamos comemorando muitas coisas. — Diz animado. — O hotel velho que compramos, meus amigo idiotas, meu ego, que é simplesmente a melhor coisa desse lugar, e à beleza.

Ele abre a garrafa com maestria, mandando a rolha para longe. Faz uma certa lambança, quando um pouco do líquido cai sobre si, mas ignora isso e enche nossas taças. Nós não brindamos. Ele deixa a garrafa em cima do armário e pega a minha mão livre, então me puxa em direção à cama.

Theo pega a minha taça quando estamos em frente do dossel.

– Sobe. — Diz autoritário e eu obedeço, me aconchego na cama, como antes. Ele se junta a mim em seguida e me passa a bebida

– À beleza... — Ele diz, erguendo a taça, mas seus olhos continuam firmes e fortes nos meus.

– À... Beleza...

Batemos nossas taças levemente, e então tomamos, e o simples gesto parece to sexual de repente... Será que vamos transar agora?

Não consigo tirar os olhos dos lábios molhados dele. Ele volta a taça uma vez, duas... E os lábios parecem implorar para que eu os toque...

Isso não parece bom. Se depois de um gole eu já sinto vontade de molestar a boca dele, imagina quando acabar a taça! Porque evidentemente sinto essas coisas pelo álcool!

– Você parece cansado.

– Estou, só que mais que cansado, estou ansioso para passar algum tempo com você.

Algum tempo = Sexo?

Desvio o olhar do dele.

– Não estou falando sobre sexo. — E ele liga seu lado telepata de novo.

Theo gosta da minha companhia, não posso esquecer disso. Ele já me disse várias vezes. Eu também gosto de estar com ele. Me sinto relaxada a maior parte do tempo.

– Mas se rolar... — Ele completa, sorrindo. Pega a minha taça e afasta o dossel, deixando a dele e a minha no criado-mudo. Então se deita e fica me olhando. Me estudando com uma certa... Paixão.

Me assustei ontem, quando cheguei a conclusão de que posso estar apaixonada por Theodor. E em nenhum momento pensei que o sentimento poderia ser reciproco. Mas não posso negar a intensidade com que ele me olha. Lembra o mesmo tipo de olhar que eu mantenho sobre ele.

Estudo seu corpo deitado e relaxado. Ele tem pés bonitos. Sempre achei que homens tinham pés feios. O Ty cuida muito dos dele, mas os acho muito estranhos. Ele diz que é porque tenho inveja. Vai saber...

Mas Theo... Pés bonitos. Ou talvez eu esteja romantizando tudo. Incluindo seus defeitos. Essa é outra coisa que Ty gosta de me lançar na cara. Fico cega quando gosto de alguém.

Talvez Theodor seja um cara todo errado e minha necessidade de que ele seja perfeito, o torne isso. Mas, não é como se eu me importasse com isso agora. Ele é perfeito nesse momento. As pernas dele me deixam animada. Um homem que consegue deixar uma mulher excitada apenas pelas suas coxas merece certo reconhecimento!

– Eu preciso que você me beije. Agora... — O pedido sai abafado. Sua voz é um gemido sexy e convidativo. Volto a olhar para seus olhos, que tem um brilho diferente.

Eu deveria sair daqui. Eu sei o que ele está fazendo. Está começando algo. E me colocando no controle, ou não... Não entendo se isso é ele se colocando em minhas mãos, o que não faz sentindo uma vez que não sei o que fazer, ou se ele está recuando apenas para não me assustar.

Mas eu quero beijá-lo...

Me inclino sobre ele, deixando uma mão ao lado de seu pescoço e a outra mantenho perto de sua cabeça, então alcanço seus lábios, criando uma pequena cortina de cabelo entre nossos rostos.

Ele tenta aprofundar o beijo logo que toco sua boca, mas me afasto e então volto a aproximar, apenas tocando de leve os dele. Da mesma forma que ele faz comigo. Do mesmo jeito que ele me tortura...

Sugo seu lábio inferior e então mordo de leve e isso parece ser o máximo que Theodor Blake é capaz de se sujeitar. Ele enrosca seus dedos na minha nuca e força um beijo totalmente diferente do que eu comecei. Sua língua tão ávida faz com que eu me atrapalhe e não consiga acompanha-lo, então o empurro, me afastando o bastante para respirar.

As mãos de Theo alcançam uma minha cintura e outra meu ombro e sou tombada para trás, recebendo ele sobre mim.

Uma mão passa a segurar seu peso e a outra acaricia meu rosto.

Deveria ter me maquiado para esconder os hematomas. Ele não deveria ter que olhar para isso agora. E de repente me sinto tão insegura e feia.

Eu adoraria dizer que isso é só com o Theo. Na maior parte do tempo eu sou uma mulher bem-sucedida e confiante. Mas não é verdade. Tyler diz que eu me apaixono fácil demais, intenso demais... E que entrego tudo muito rápido... Mal sabe ele que nunca entreguei nada... Mas ele está certo em alguns pontos.

– Relaxa amor... - Sussurra para mim.

Como se fosse possível...

Theo está me olhando de novo, mas não sei... Algo parece diferente. É como se fizesse muito tempo que não nos vemos e ele estivesse tentando gravar os detalhes do meu rosto de novo.

– Senti sua falta... — Sua voz sai grossa, cheia de desejo. — Como é possível... — Ele beija meu queixo – Que cada vez... — E alcança minha orelha, mordiscando de leve meu lóbulo — Que olho para você... — Desce para o pescoço. — Parece mais bonita. Sempre... — Se afasta e volta a me encarar. — Mais bonita...

Acho que essa percepção meio distorcida... É compartilhada por ambos. Me sinto da mesma forma cada vez que o olho.

Ele passa sua bochecha na minha. Bochecha lisa agora. Ele fez a barba quando tomou banho, aparentemente, e o cheiro de loção pós-barba é inebriante. Cheiro de homem!

– Já falei o quanto adorei seu vestido?

– É... Você já falou... Mas não me incomodo em ouvir de novo.

Amei o vestido...– E ele repete, quando tem o lóbulo da minha orelha em seus lábios, enquanto o suga de leve. — Mas prefiro você fora dele...

Sua boca encontra meu pescoço mais uma vez e tenho certeza que os chupões que estavam sumindo serão revalidados.

E ele continua descendo, até que seus lábios alcançam meus seios, por cima do tecido. Ele me lança um olhar antes de acariciar os bicos entumecidos com os polegares. A sensação é diferente. Uma cócega que pode ser sentida em minha barriga... É como se cada beijo, cada carícia, enviasse ondas para a parte de baixo do meu corpo. Como se tudo se concentrasse na preparação de uma única parte.

Na primeira vez, eu estava tão nervosa, tão preocupada se contaria ao Theo ou não sobre ser virgem, que acabei por ignorar demais certas coisas. Dessa vez é como e eu estivesse muito... Ligadona. Sensível demais, sentindo tudo e direcionando tudo.

Theo baixa sua boca e substituiu um dos polegares na caricia que me faz. Ele morde e suga levemente sobre o tecido meu mamilo. Tudo que consigo pensar é que desejo que ele tire esse maldito vestido de uma vez. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho esse medo de sentir dor quando a coisas ficarem mais intensas. Aquilo não foi agradável da primeira vez, e não vejo como pode ser da segunda. Mesmo que no fim tenha sido... Divertido.

O preço não se pagou...

Theo solta o laço entre meu decote comportado e afasta o tecido dos dois lados, expondo meus seios.

Ele já me viu nua, mais de uma vez e, no entanto, ainda me sinto envergonhada. Mas a vergonha consegue ficar no passado por alguns instantes, quando a boca dele encontra meu mamilo finalmente.

A sensação é boa, cócegas direcionadas, como antes. Mas então suga com força e a sensação agradável se torna dor.

– Ai! — Reclamo, erguendo as mãos e tentando afastá-lo, mas ele segura meus pulsos, me prendendo e continua. Em questão de segundos, sinto um certo formigamento que vai se tornando ondas agradáveis... Leves pontadas de cócegas, que parecem interagir justamente com a minha... Menina lá de baixo. Sinto-me partindo para lugares novos.

Então ele troca de mamilo, fazendo-me sentir dor de novo, até acostumar com a sensação de formigamento. E Theo fica ali, alternando entre um seio e outro. Cada vez que ele troca sinto uma pontada de decepção, então ele começa de novo, causando coisas boas, para cortar mais uma vez. E esses altos e baixos em meu corpo, me impulsionam contra ele. Theo coloca seus joelhos, um por vez, entre as minhas coxas e em um gesto totalmente automático, eu tenho minha perna enrolada em sua cintura, o vestido escorrega e uma mão boba acaricia minha coxa. E sobe, sobe, e sobe...

Me contorço quando seus dedos alcançam minha calcinha e acariciam o tecido e então me esfrego...

Minha vergonha por o desejar tanto está bem presente, mas é engraçado como meu corpo parece ter vida própria e ignorá-la. Me sinto uma safada me esfregando em sua mão... No entanto, não paro. Vergonha lutando contra necessidade e perdendo feio.

Theodor se afasta, firmando-se sobre seus joelhos e se erguendo. Ele tira seus dedos de perto da minha calcinha e usa as mãos para tirar a camiseta. E a visão é celestial. Sua tatuagem nasce no canto do seu corpo. E os gomos... Um V que segue até dentro de sua bermuda. Então Theo vai para longe, para fora da cama e quando volta está só de cueca. Cueca preta, sexy... Baixa... Eu quase... Quase... Posso ver o prêmio final.

Ergo-me em meus cotovelos para enxergá-lo melhor. Ele é tão lindo. Como eu consegui um cara desses? É inacreditável!

Theo segura meus joelhos separando-os. Seus olhos estão fixos nos meus, cheios de desejo. Sua mão volta para a minha calcinha, para as bordas dela e ele a puxa, bem lentamente, passa por um pé, depois pelo outro e então a descarta. E seus olhos ainda nos meus... Suas mãos, abertas, alcançam meus pés e vão subindo, muito lentamente pela minha pele. Panturrilhas, joelhos... Coxas... E a expectativa em sentir seus dedos entre elas é alta. Ele deixa os lábios curvarem em um leve sorriso, muito diabólico, e então sobe as mãos por baixo do vestido, alcançando minha barriga. E nisso me contorço, sentindo cócegas. E as mãos descem, para minha cintura e uma delas rodeia, alcançando minhas costas. Então sou içada e agarro seu pescoço no susto.

Sou levada para ele. Minha boca contra dele em um beijo apaixonado. Fecho os olhos e me deixo aproveitar toda a intensidade. Estou de joelhos à sua frente, com o vestido dançando nas minhas coxas. Isso é o quão curto ele é.

As mãos de Theo deixam de me segurar na cintura e ele volta a seguir o caminho das coxas, e a expectativa está de volta. Eu quero que ele me toque, mas não tenho coragem de pedir isso. Não parece algo decente a se pedir.

“Hey, Theo, você pode pegar na minha periquita?” — Definitivamente inapropriado!

Ou não? Ele iria gostar disso? Theo não fica falando coisas sujas, como nos livros, o que me faz imaginar que ele prefira o silêncio, o que é muito bom. Eu não saberia como receber frases... Sujas.

Sinto um arzinho penetrando em minha pele e nesse momento ele se afasta da minha boca, dando espaço para o vestido sair pela minha cabeça. Ergo os braços para ele tirar e quando o tecido é lançando para trás, quero cobrir-me, mas o olhar que ele me lança... Ele me estuda, cada cantinho... Com admiração.

– Ah, Diana... Você tomou Sol de biquíni...

Olho para meu corpo, estudando as marcas do biquíni que usei mais cedo.

– Me diga que você fez isso na varanda...

Meus lábios se abrem em um sorriso. Até mesmo nesse momento ele consegue ser ciumento.

– Na varanda da Amy... — Sinto-me um pouco confiante agora.

– Ótimo, você não pode, em hipótese alguma usar perto de outros homens. Só eu posso ver... Fui claro?

– Será que é porque eu fico bem?

– E não sei como fica com ele, mas sem ele... Incrível!

Dou-me conta que estou nua em sua frente, e conversando! Sinto-me perder um pouco da confiança. Mas eu não tenho tempo de pensar sobre isso, ele me inunda de sensações. Me beija a ponto de sentir os lábios formigarem. Me empurra devagar, até descansar minha cabeça no travesseiro. Se ajoelha e empurra meus joelho, se colocando entre minhas pernas. A única coisa que o impede de me penetrar é a cueca. Eu até poderia tomar a iniciativa e tentar tirar, mas confesso que a ansiedade e a duvida, sobre como vou me sentir dessa vez, me travam.

– Eu vou tocá-la, Diana. — Ele já não está tocando? — Você tem que ser mente aberta sobre isso, ok?

E sua mão vem para minha barriga e desce... Desce... E então sinto seu dedo passar sobre a minha fenda. E mas uma vez, até afastá-las.

Fecho os olhos por dois motivos. Primeiro porque é bom pra caralh... Caramba, e segundo porque eu estou envergonhada demais. Ele me acha tão inocente a ponto de me dizer para ser mente aberta sobre colocar seu dedo...

– Puta que pariu! — Grito, ao mesmo tempo em que abro os olhos e tento me afastar da cabeça de Theo enfiada entre minhas pernas, e sua boca nos lábios errados! Mas ele me segura. Tem os braços passados em volta das minhas coxas e me força a apoiar os pés em suas costas. Me puxa para ele com mais força, beijando-me lá embaixo, como se beijasse a minha boca. E é um beijo de língua!

E é intenso! As malditas sensações são tão contraditórias que não sei como reagir. Me causam cócegas, e prazer... É desagradável e... Gostoso.

Era isso que ele quis dizer com tocar... E eu imaginado que ele me perguntava se alguém tinha colocado a mão na minha calcinha!

O beijo íntimo muda, e sua língua se concentra em meu clítoris e me sinto tão sensível... E em fogo. E embora seja uma das melhores sensações que já tive, não posso não me contorcer e tentar escapar do aperto de seus braços. É demais, simplesmente demais...

Minhas pernas então tremendo, meu corpo todo está! E sem querer, ou não, meus dedos se entrelaçam nos cabelos dele. E empurro sua cabeça para baixo, mais profundo, quando meu corpo se contorce todo em desespero para se afastar. Uma contradição só! E tudo vai crescendo. Tudo vai ficando mais forte e perdido.

Eu não sei onde estou mais, só sei que preciso chegar em algum lugar, e preciso desesperadamente... E sinto que estou perto, e mais perto... E mais...

Então explodo...

Minha mente parece ter se estilhaçado em milhares de pedaços. Acho até que posso ver estrelas. E ouço alguém gritando. Mas quem se importa? Eu só quero aproveitar a maldita sensação boa, que dessa vez faz o caminho oposto. Invés de enviar ondas para um único ponto, é como se esse ponto tivesse explodido, e essa explosão mandasse tudo para todos os lugares. Eu me sinto tão bem...

Você é perfeita...– A voz do Theo diz. Ele está perto, tento enxergá-lo, mas não consigo. Então percebo que estou de olhos fechados. Pressionados com força e ainda me debatendo. E gritando... Mas não estou com medo, ou com dor, ou assustada. - Isso, amor... Tão linda...

Encontro os olhos de Theo ao abrir os meus. Ele está sentado ao meu lado, estudando meu corpo. Passando o dedo pela minha pele. Do meu umbigo até o meio dos meus seios e então voltando...

Eu não sei o que dizer para ele. Será que é demais um "obrigada"?

E ele? Ele não ganhou nada essa noite. O que provavelmente indica que não acabou. Mas eu posso sobreviver a mais de Theodor Blake?

Sinto meu corpo relaxar gradativamente, sinto minha parte íntima pulsar, como se ela estivesse viva. Aliás, ela está! Eu estou! Theodor faz isso comigo.

Me faz viver!

Notas finais
Quem quer mais um capítulo coloca a mão aqui o/ que já vai fechar XD Bj bjs