À Três
2 One Shot 2 - Me Entretenha!
Notas iniciais
Sentado no sofá, o estudante e às do time de basquete da Escola Seirin, localizada na capital do Japão, Taiga Kagami, começava a se arrepender da ideia de ver um filme, em uma chuvosa madrugada no feriado. Nem tanto pelos companheiros de aventura caseira, compostos pelo melhor amigo, que considerava como um irmão, Tatusya Himuro e um dos membros da famosa “Geração dos Milagres” com quem tinha menos atritos, o às da Escola Kaijou e modelo nas horas vagas, Ryouta Kise, o problema era o filme mesmo. Kagami morria de medo de filmes de terror e odiava filmes gore e o que eles faziam naquele momento? Assistiam “Terror Sem Noção”, um filme gore mais do que polêmico, escolhido por Himuro.
Não dava para contar quantas vezes Taiga saiu da sala para vomitar no banheiro, de tão fortes que eram as cenas, ficou com muito medo, entretanto esse filme chegou a passar cenas tão cruéis, mas tão cruéis que nem o próprio Himuro e Kise, conhecidos por aguentar firmemente filmes de terror mais gore pesados, suportaram e foram ao banheiro. No final do filme, todos estavam chocados, porém de longe, Kagami era o mais afetado: ele tremia e chorava muito. Os dois rapazes, totalmente sem opção, tiveram que abraçar o às de Seirin para acalmá-lo. Depois de Kagami, um rapaz ruivo com partes do cabelo preta, se acalmar bem, Tatsuya e Ryouta pararam o abraço, levantaram-se do sofá, ajoelharam-se até o chão, se curvando em frente aos pés de Kagami e falaram em coro:
— Nos desculpe por ter feito você assistir um filme tão terrível. A gente não vai mais dar essa mancada.
Desculpas aceitas, a dupla sentou-se novamente ao lado de Kagami, um de cada lado do ruivo, e para compensar, assistiram à animação “O Bica Sal” na sua versão clássica, dublada em japonês.
Após rirem muito com o desenho animado, o trio sentiu vontade de assistir mais um filme, claro, sem ser de terror e gore, por isso disputaram no “jo-ken-po” quem ia escolher o filme e Kise ganhou. O às de Kaijou, de marcantes cabelos loiros, pediu para a dupla de amigos fechar os olhos e somente abrir quando ele avisar. Um tempo relativamente curto depois, Kise pediu para Taiga e Tatsuya abrirem os olhos, o filme começou mostrando a cena de um homem aguardando um amigo para tomar café, depois o homem propôs para o amigo ir até o apartamento dele e lá declaravam seu amor.
— Eu sabia que você gostava de comédias românticas, mas não imaginava que você também gostava de comédias românticas BL – comentou Kagami, enquanto no filme passava somente vários beijos e alguns amassos entre o casal.
— He, he, Kagamicchi, caso não saiba, eu sou como você. Eu também sou bissexual.
Apesar da bifobia e de toda a fortíssima hipocrisia no Japão, relacionada a direitos LGBTTIQA+, Kagami nunca aceitou esconder a própria sexualidade, afinal orientação ou condição sexual nunca definiu o caráter de ninguém. Por um outro lado, ele entendia o melhor amigo esconder a homossexualidade no Japão, mas ser totalmente assumido nos EUA, lugar onde ele passou a infância mais parte da adolescência, e Kise não se assumir publicamente – Himuro estudava, pela falta de opção de colégios internos, na época, em uma das escolas cristãs mais tradicionais do Japão e Ryouta tinha uma carreira de modelo em jogo.
O filme continuou, entretanto, naquele momento, o namorado do protagonista começou a passar a mão na intimidade do rapaz e a beijar a excitação por cima da calça... Kagami começou a achar aquilo “estranho” para uma comédia romântica BL, Tatsuya sacou na hora o que estava acontecendo. Prosseguiram com o filme e naquele instante, ele tinha cenas cada vez mais quentes, porém Taiga pensava que o filme escolhido por Kise era da linha de “LOVE”, um polêmico filme cult recheado de cenas com sexo explícito., até começar uma cena de sexo oral explícita, censurando o pênis do protagonista com “borrados”, típicos de filmes pornôs gay japoneses – os famosos JGV. Taiga finalmente entendeu que estava vendo um filme pornô e, detalhe, estava bem excitado com aquilo. Imediatamente pegou um travesseiro para esconder a excitação, reclamando:
— Kise, por um acaso eu tenho cara de Ahomine para ver esses bagulhos?
— Taiga... menos, tá! Kise, não conta para ninguém não, mas quando eu mostrei um filme pornô gay para o Taiga, quando a gente morava na América, pela primeira vez, ele gostou tanto que perdemos a virgindade juntos naquele dia.
— Tatsuya! – berrou Kagami todo envergonhado.
— Kagamicchi, para que tanto drama? Não tem nada que você já não tenha feito, relaxa e curte o filme. Vai ser bom para você! – exclamou Ryouta, dando uma piscadela com o olho direito, direcionada para Taiga. O às de Seirin ficou corado na hora, porém retribuiu com um tímido sorriso.
O trio continuou a ver o filme, que passava cenas explícitas de sexo. Tatsuya e Ryouta não faziam questão de esconder que estavam excitados, muito menos disfarçar os olhares sedutores que davam um ao outro.
“Melhor eu sair daqui e deixar eles à sós” – refletiu Taiga, entretanto foi impedido de sair, pois reparou na mão de Kise alisando sua coxa direita e Tatsuya alisando sua coxa esquerda. Em seguida, olhou para o rosto do modelo: era o desejo em pessoa, depois virou o olhar para Tatsuya e encontrou o mesmo olhar com segundas intenções, que ele não resistiu anos atrás... para ele e para Kise, que retribuía com o mesmo gesto.
Taiga estava totalmente envergonhado, nervoso, sem saber o que fazer. Uma parte dele dizia para pedir para os dois pararem, outra parte queria era que rolasse ménage mesmo. Ficou sem reação quando Himuro jogou longe o travesseiro que cobria sua excitação, colocou a mão por baixo da cueca de Kagami e Kise imitou seu melhor amigo.
Gemidos por parte do ruivo começaram, pois, a dupla começou a masturba-lo e puxá-lo para um insano beijo triplo, dando uma sensação única de prazer nova ao rapaz. Não sabia explicar como a situação foi parar ali, mas sabia que deveria aproveitar, portanto Kagami relaxou e deixou a dupla comandar seus desejos... quando menos percebeu, Taiga já estava nu, com Himuro e Kise também nus, chupando seu pênis com vigor, ora alternando uma boca ou outra, ora as duas desfrutando da intimidade do ruivo ao mesmo tempo, com direito a lambidas dos dois por toda a extensão do seu falo. Em seguida, a dupla voltou a subir, dando beijos, lambidas e mordidas pelo abdômen bem definido do ruivo, para depois Kagami gemer alto, pois os rapazes sugavam, lambiam, mordiscavam levemente com prazer os seus mamilos – Tatsuya, o esquerdo e Ryouta, o direito. Depois, os dois concentraram-se no pescoço de Kagami, para finalizar com eles de pé no sofá, passando seus pênis na boca do ruivo, se beijando entre si. Era demais para resistir... primeiro passou a chupar o pênis de Kise, após um tempo o pênis de Himuro, mais um tempo depois, ele arriscava-se a tentar chupar os dois ao mesmo tempo.
Repentinamente, a dupla parou o beijo, Tatsuya ajoelhou-se no sofá, aproximou, aos poucos, seu rosto no de Taiga até encontrar novamente os lábios do “Tigre” nos seus, iniciando-se assim um caloroso beijo de língua. Entretanto, o beijo de Tatsuya dava uma sensação insana de prazer, além de sentir seu pênis envolto por um calor muito gostoso. Quando Himuro parou o beijo, Kagami nem teve tempo de se assustar com Kise cavalgando no seu pênis, somente sentir, aproveitar e gemer muito com o prazer sentido naquele ato. Sem tempo para perguntas como aquilo ocorria, porque sua boca estava ocupada demais com o pênis de Tatsuya, já novamente de pé no sofá, fazendo ritmados movimentos de vai-e-vem.
Os gemidos constantes de “Kagamicchi”, ditos por Kise, mais os próprios gemidos de Himuro pelo seu nome eram uma sinfonia perfeitamente imperfeita para o ruivo, porém foi surpreendido por Tatsuya retirar o pênis da sua boca e não ter tempo nem de falar nada, pois Kise tomou a boca de Taiga com pegada, dando um beijo de dar água na boca e sentiu novamente seu pênis sendo envolto pelo calor da entrada de Himuro. Somente teve tempo de dar mais um gemido, pois Ryouta pôs-se de pé novamente no sofá e colocou seu pênis dentro da boca de Kagami com força moderada. Após um tempo, Kise estava, entre seus gemidos, pedindo para provar o pênis de Tatsuya; pedido atendido rapidamente, enquanto continuava a cavalgar no pênis de Kagami, ao mesmo tempo que o beijava de maneira voraz.
Um turbilhão de sensações boas, o cheiro inebriante de sexo, auxiliando Kise na posição, estocando com vigor a entrada alheia, ao mesmo tempo que o beijava... absolutamente todo o clímax de Kagami, Himuro e Kise foi digno de um filme: assim que Taiga teve um intenso orgasmo, Ryouta levantou-se, ficou novamente de pê no sofá, ao lado de Kagami, em seguida, ele e Himuro começaram a se beijar, masturbarem um ao outro até alcançarem seus prazeres máximos, jorrando todo seu líquido na cara de Kagami e aproveitando ao máximo todas as sensações de um orgasmo.
Tudo foi tão intenso que Tatsuya e Ryouta praticamente foram derrubados no sofá, onde naquele momento, repousados um de cada lado, abraçado em Kagami, ia explicar o ocorrido, mas o ruivo indagou primeiro:
— Vocês vieram até lubrificados, nem precisou de fazer preparação antes... confessem, vai! Vocês dois planejaram isso desde o início, não foi, seus tarados?!
Kise deu uma risada e respondeu:
— Ó quem fala... Sim, eu e o Himurocchi queríamos ficar com você, mas a vida é curta demais para alimentar rivalidades bobas e disputando homem com amigo seu, né não?! Aí entramos nesse acordo de dividirmos você, Kagamicchi, mesmo porque o Himurocchi me contou que uma das suas maiores fantasias sexuais era um ménage, uma fantasia que eu também tinha forte, então juntamos tudo e começamos. Então... gostou, Kagamicchi?
— Não há palavras para descrever o quanto eu amei! – respondeu o ruivo de forma totalmente eufórica.
— E então, Taiga, topa repetir? – provocou Himuro.
Kagami deu um selinho em Himuro, depois virou o rosto e deu outro em Kise, respondendo:
— Claro, mas antes querem ir para o meu quarto, tomar banho, descansar e depois... vocês sabem, né?!
Fale com o autor