Notas iniciais
olha... depois de TODOS os problemas que essa fic me deu, eu nem devia postá-la *apanha* te amo, Franci-chan omedetou sonhe, viu? sonhe sonhos lindos e continue essa pessoa maravilhosaboa leitura

Abri a porta de casa exausta e entrei, seguida de perto por Akiya. Eu não estava cansada por causa do dia de trabalho na gravadora, isso eu aguentava sem problemas. Não, o problema do meu dia era que hoje era treze de maio e eu não pude sair da gravadora no horário normal antes de ter uma festa para comemorar meu aniversário com todas as bandas e todos os staffs que trabalhavam comigo...

Joguei minha bolsa no sofá e cliquei o interruptor... Uma, duas, três vezes... E nada!

- Ah, que ótimo! – bufei exasperada.

- Estamos sem luz? – Akiya perguntou divertido e eu o fuzilei com os olhos.

- Pra coroar o dia! – desisti do interruptor e me joguei emburrada no nosso sofá.

- Não deixe estragar seu aniversário, koi! – ele se sentou ao meu lado e me puxou para seus braços. – Nós podemos fazer disso algo positivo...

- EU só quero dormir logo pro dia acabar... – choraminguei, escondendo o rosto na curva de seu pescoço.

Ele me olhou por um longo tempo na curva de seu pescoço pensativo no rosto redondo, contornando lentamente com as pontas dos dedos meus olhos, meu nariz e minha boca antes de unir seus lábios aos meus ainda mais devagar. Fechei meus olhos e tudo dentro de mim se incendiou por causa daquele beijo...

- O que você acha de jantarmos à luz de velas? – ele sugeriu depois de termos ficado longos minutos apenas naquela doce carícia que me enlouquecia, me fazendo suspirar e ofegar, ainda de olhos fechados, contra o seu rosto ainda tão próximo ao meu.

- Não existe mesmo alternativa... – dei de ombros e o guitarrista gargalhou.

- Você fica tão charmosa de mau humor, koi! – eu corei e ele apertou minha bochecha.

- Bobo... – murmurei, envergonhada e ele trouxe meu rosto até o seu de novo para deixar um selinho em meus lábios.

Fui até a cozinha, atrás de velas para iluminar o ambiente e tentar pensar em alguma coisa pra fazer... Sem o forno elétrico ou microondas, não me sobrava muito que fazer para comermos...

Acendi o fogo da maneira tradicional (nem sabia por que tinha fósforos em casa...) e coloquei água pra esquentar para fazer lamen... Precisaria de muita criatividade pra fazer de um jantar com lamen um jantar romântico de aniversário...

Cortei alguns legumes na bancada de mármore para incrementar o prato.

- Ah, isso está mesmo uma droga! – reclamei para a água fervendo.

Senti minha cintura ser agarrada por braços fortes e um beijo ser deixado em meu pescoço.

- Até mesmo água de esgoto parece algo bom se você colocar essas mãozinhas... – Akiya entrelaçou os dedos de nossas duas mãos, sussurrando em meu ouvido.

- Está dizendo que minha comida tem gosto de água de esgoto? – perguntei ofendida e ele gargalhou, me virando em seus braços para encará-lo. – Foi isso que você disse, Kazuhiko?

- É claro que não, Franciele! – ele me apertou ainda mais em seus braços, me impedindo de me afastar por mais que eu tentasse me soltar. – Koi, se acalma... – ele deu risada.

- Não ria de mim! – lágrimas de fúria brotaram de meus olhos.

- Eu não estou rindo, koi! Eu jamais riria de você... – Akiya me prensou na pia, segurou meu rosto e secou minhas lágrimas com os lábios. – Eu acho sempre lindo quando você fica brava... Eu disse que tudo o que você faz pra mim tem um gosto maravilhoso, Franci!

- E por que é que você não disse desse jeito desde o começo, baka?! – bati em seu ombro, mas ele só deu risada. – Onde você estava?

- Preparando uma surpresa pra minha garota favorita! – ele deu seu lindo sorriso que me fazia tremer as pernas desde a primeira vez que eu o vi quando o mais próximo dele que eu podia chegar eram as fotos e os vídeos do Agrra...

- Que surpresa? – perguntei, intrigada e meu tom de voz mais tranquilo o fez suspirar.

- Preparei um banho relaxante na banheira à luz de vela – ele deu um sorriso intrigante, daqueles que ele dava quando estava aprontando alguma coisa ou quando fazia a melodia de uma nova música e não me deixava escutar até estar completamente finalizada.

Mas eu estava exausta demais para me preocupar com o sorriso de Aki ou para recusar um banho quente de banheira...

- Eu me juntaria a você... – ele me conduziu para a porta, indo para a sala. – Mas eu vou terminar as coisas aqui embaixo – ele fez um gesto com a cabeça e eu sorri para a pequena decoração improvisada com algumas velas que agora enfeitavam nossa sala.

- É mesmo uma pena... – me virei em seus braços, passando os braços por sua cintura e selando nossos lábios, manhosa. – Você é uma companhia tão agradável... – ele deu risada. – Quem vai esfregar minhas costas? – fiz bico e ele mordeu o lábio inferior.

- Eu termino tudo aqui bem rápido... – dei risada, sacudindo os cabelos para trás.

- Seu pervertido! – ele puxou meu rosto, segurando minha nuca gentilmente, e uniu nossos lábios intensamente.

- Vai... Sobe e toma seu banho... – revirei os olhos, soltando minha cintura.

- Agora... Ele me dá ordens... – subi as escadas, dando risada e Akiya bufou, voltando para a cozinha de nossa casa.

Com a presença luminosa do meu guitarrista, eu até tinha me esquecido que estávamos sem luz... Mas me lembrei quando segui no escuro para nosso quarto atrás de uma troca de roupas limpas para tomar meu banho. Akiya tinha enfeitado o banheiro com velas e tudo estava tão iluminado que parecia dia... Eram as velas aromáticas do meu kit de banho que tinha ganhado de presente dos meninos do Agrra naquela mesma manhã que enfeitavam o aposento.

Entrei na banheira e deixei que a deliciosa temperatura morna da água relaxasse todos os meus músculos tensos. Fiquei longos minutos, de olhos fechados, apenas curtindo aquele momento sozinha... Eu adoraria que aquele banho se tornasse uma tradição no meu aniversário...

Eu me ensaboei lentamente, me sentindo uma diva em uma propaganda de televisão... Eu merecia aquele tipo de cuidados de mim mesma no dia do meu aniversário... Afundei a cabeça na água e molhei meus cabelos, massageando-os com xampu e, depois, enxaguando-os.

Saí da banheira e me enxuguei, vestindo a roupa que tinha separado e apaguei as velas que estavam iluminando o banheiro, ficando apenas com uma acesa para iluminar meu caminho de volta à sala.

Tinha mais algumas velas no cômodo, quando eu desci as escadas, iluminando os cantos da sala vazia. A pequena mesinha de centro estava posta, uma bela toalha amarela estendida, um vaso comprido e estreito contendo uma só rosa exuberante e as duas tigelas, uma de frente para a outra, com nossos hashis do lado. Não consegui conter o sorriso que se formou em meus lábios.

- Já saiu? – a voz do guitarrista veio um pouco distante do meu lado esquerdo e eu me virei para encarar sua expressão infeliz, carregando a panela com nosso jantar.

Esperei que ele colocasse o recipiente tão quente sobre a mesinha e passei os dois braços por sua cintura, beijando-lhe lentamente as costas e subindo até seu pescoço. Ele acariciou minhas mãos em sua barriga.

- Nós podemos cuidar de você depois... – eu sussurrei em seu ouvido e ele deu uma risada gostosa, virando-se em meus braços.

Eu poderia olhá-lo daquela maneira até que os dias de minha vida se esgotassem e talvez até além disso, houvesse o que fosse depois... Ele não só conseguia ser mais lindo ao vivo... Mas sua presença sempre fazia meu coração disparar loucamente, mesmo depois de já tê-lo conhecido, mesmo depois (e talvez, principalmente) dele ter dado um jeito de nos deixar sozinhos para roubar-me um beijo e confessar os sentimentos que nutria por mim... Por mim! Depois dos encontros mais perfeitos que eu poderia ter, depois do pedido mais lindo de namoro que eu poderia imaginar (mais lindo até mesmo do que a Ny-chan poderia escrever)... Depois de tanto tempo morando juntos, dormindo e acordando lado a lado... Ele ainda tinha o mesmo efeito sobre mim que teve a primeira vez, quando eu o vi na gravadora, logo que comecei a trabalhar lá com o Agrra... Ainda hoje, me pergunto por que foi que eu acreditei que não seria algo tão forte... Digo que foi por ter sido fácil conhecer Izumi, mas nem eu consigo acreditar mais nessa mentira...

Nós dois nos sentamos no chão e ele nos serviu do lamen incrementado que ele tinha nos preparado. Eu podia muito bem estar sendo influenciada pelo feitiço de seus olhos, mas aquele era o melhor lamen que eu comi a minha vida inteira!

- Não é alguma coisa que chegaria aos pés do que o Izumi faz... – ele justificou, como se fosse uma desculpa, mas eu o calei, pousando meus dedos sobre seus lábios.

- Está perfeito, koi! – afaguei seu rosto e ele se moveu em torno da mesa para ficar ao meu lado.

Seus lábios deslizaram sobre a minha pele, pelo meu pescoço, virando meu rosto até sua boca se colar a minha com carinho e volúpia.

- Foi o melhor aniversário da minha vida, Aki! Arigato! – lhe dei um selinho.

Ele sorriu, afagando meu rosto e se levantou. Segurei sua mão, impedindo-o de se afastar.

- Aonde você vai? – choraminguei.

- Buscar meu violão, koi, eu já volto... – deixei-o ir, com o coração apertado, terminando meu jantar esperando-o retornar. Por mais que eu tentasse não ser uma namorada possessiva, os segundos custavam demais a passar quando eu não o tinha ao meu lado... Eu me sentia sem ar, sem força, sem chão... Eu precisava dele cada dia mais... E isso podia muito bem se aplicar naquela situação... Na simples situação dele ir até nosso quarto no andar superior buscar seu violão e retornar para a sala em pouco mais de um minuto... Eu era exagerada mesmo!

Akiya sentou-se novamente ao meu lado no chão, com o instrumento no colo, dedilhando notas doces numa melodia calma e aconchegante, eu sorri, virando-me de lado para olhá-lo tocar sua composição tão lindamente.

- Aishiteru – ele disse num sussurro, afagando meu rosto e meus lábios com o polegar da mão que antes segurava o braço do violão. Eu sorri acanhada, me aproximando ainda mais dele.

- Aishiterumo, Aki! – eu puxei seu rosto para o meu gentilmente, tentando expressar naquele novo beijo tudo o que ele significava para mim. Porque, desde antes de Akiya entrar em minha vida, ele sempre foi tudo!


Notas finais
mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!