trust me
1 Paradise Coldplay
Notas iniciais
Meu nome mais usado é Vitória, e nesse momento estou jogada na cama como uma adolescente irresponsável e apaixonadinha , o problema é que já não sou mais adolescente e tenho responsabilidades, eu preciso sair dessa situação, mas o único caminho é me enfrentando e enfrentando o meu passado, já fiz tantas coisas, já enfrentei pessoas poderosas, já usei armas e o que mais corro é risco de morte, mas quando se trata do que eu sinto... eu não consigo, não consigo, NÃO CONSIGO! Essas palavras tinham que ter saído da minha mente a anos, e eu estava achando que tivessem saído, até reencontra-lo e a minha vida e a vida de TODOS que amo e protejo virarem de cabeça pra baixo. Pelas pessoas que eu amo, eu vou tentar, e que comecem as memórias!
Flash back on
2006
Era um sábado á tarde e como de costume eu estava na casa da minha amiga Leticia, brincando com ela, quando pude ouvir a doce voz de minha mãe, ela veio me chamar para irmos embora:
–Oi dona Elisabeth, vim buscar a Vit.
– Oh! Oi, Claire! Mas você já vai leva-la embora?
Disse a vovó Lizzi, ela era vó da Le, mas eu a chamava de vó e o apelido, eu e a Le que escolhemos.
– temos visitas, e querem vê-la, onde ela esta?
Lembro-me de ficar pensando quem poderia ser.
– nos fundos da casa, querida!
Olhei para Le, e percebi que ela também estava escutando a conversa, nos abraçamos, e quando minha mãe chegou onde estávamos, a Le a comprimentou,e foi nos levar até ao portão. Ao passarmos pela cozinha me despedi da vovó Lizzy:
– tchau vovó Lizzy!
– tchau pequenina.
Ela sempre me chamava assim, era um apelido carinhoso. Fomos para casa que era a do lado, já que éramos vizinhas.
Chegando lá
– filha!
Disse meu pai, já me abraçando, como se não nos vissemos a anos, e foram apenas horas, logo olhei atrás dele, e vi que Daniel e Diana, estavam lá, acompanhados dos seus filhos mais velhos Deise, e Diego. Ah Diego! Desde menininha aquele nome já soava como musica aos meus ouvidos. Ele sempre fora lindo, não tinha olhos azuis, mas, sim, cor de mel e o cabelo da mesma cor, eu me sentia segura e bem só de estar perto dele, ele tinha 6 anos, 2 anos mais velho que eu. Ao olhar para ele lembro de reparar seu rostinho avermelhado pensar ser de choro e perguntar:
– Dieguinho, o que aconteceu? Porque você esta com cara de choro?
– não é nada... (apelido que ele me chamava, não gosto de lembrar), eu estou bem.
Disse em meio aos soluços, foi então que minha mãe nos viu , reparou minha preocupação e disse:
– não se preocupe filha, ele só estava chorando pois ao chegar, viu que não estava aqui, ficou triste e se pôs a chorar, por isso que fui busca-la imediatamente. Ela virou as costas logo depois. Eu o olhei e ele parecia envergonhado, mas eu lembro de ter achado tão fofo, meigo, que eu o abracei, bem apertadinho, e ele me abraçou levemente, ainda surpreso.
flash back off
Isso já faz tanto tempo e ainda me lembro, como se tivesse acontecido ontem, tenho as cenas guardadas em minha memória. 15 anos se passaram, eu já estou com 19,ele com 21, e estamos no ano de 2021.
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