toxic

1 único


Notas iniciais
olá! é uma one bem simples e bem curta. faz tempo que tento escrever algo, tenho ideias pra várias fanfics, mas nada rende. assim, sigo na esperança de tomar gosto em publicar histórias novamente, mesmo que pequenas, para, então, conseguir criar coragem para um projeto mais longo. boa leitura!

you're toxic, I'm slipping under
with a taste of a poison I'm on paradise
I'm addicted to you
don't you know that you're toxic?
and I love what you do
don't you know that you're toxic?

toxic — britney spears

Sakura sentia vergonha de si mesma.

Mais um dia, mais uma recaída.

Perguntava-se se era dessa forma que os dependentes químicos pensavam. Conhecia os sintomas físicos e não estava distante de desenvolvê-los. Contudo, parecia que sua mente estava programada a elaborar qualquer maneira de encontrá-lo, indiferente ao lugar e ao horário, somente para que ele a fodesse como uma devassa.

Se sua mãe soubesse onde havia se metido, a repreenderia até o próximo século. Mas não conseguia evitar.

Desde a primeira vez que o viu, tinha sido capturada por aquele perfume inebriante.

Não houve escapatória.

Nem a aliança no anelar esquerdo a fez parar, muito menos o peso na consciência, tampouco o fato do homem ser casado com sua chefe, Karin.

Sasuke era um homem perigoso: sedutor e indomável, cheio de lábia, do jeito que fazia Sakura umedecer. Um cara como ele deveria ter um aviso.

Então, quando ele a chamou no chat de uma rede social, depois de uma confraternização de final de ano do hospital, tomado de segundas intenções, ela tentou evitar.

Contudo, ele estava em todo o lugar. Na academia, no mercado, fazendo questão de cumprimentá-la com aquele sorrisinho sacana e cortesias insinuantes e ela se sentia vulnerável.

Todavia, agarrava-se piamente a sua sanidade e bom senso, sabendo que seria guiada pelo caminho da prudência.

Mas seu freio social precisava urgentemente de conserto e logo, colidiu de frente com o marido de sua chefe.

De frente, de costas, de lado, de quatro…

Agora estava ficando tarde para desistir, já tinha tomado um gole do copo do demônio e estava lentamente tomando conta de sua mente.

Estava perdendo a cabeça, dando voltas e voltas.

E quando ele a chamou naquela tarde, não hesitou.

Estava de folga e sentia a abstinência dos lábios daquele homem.

Vestia sua lingerie mais bonita e perfumou o corpo.

Quando ele a buscou, foi sucinto. Não era um homem de muitas palavras. Disse o quanto estava bonita e que sentia sua falta. Nunca perguntava sobre seu trabalho ou sua família.

De resto, o trajeto era sempre silencioso. Seu corpo sempre agitava-se de antecipação, como uma criança que anseia por uma porção de seu doce favorito.

Sempre que atravessava o portal de entrada daquele motel de estrada, era onde sua consciência mais pesava. Onde sua prudência implorava para que se atirasse pra fora do carro e fugisse enquanto havia chance.

Mas não queria ter qualquer chance.

Vivia entorpecida, tão intoxicada pela paixão que sentia. Sua mente sempre tão sensata, nublava-se perante a diminuta possibilidade de afeição.

Sakura só queria um pouco de amor. E se Sasuke só podia oferecê-la aquela forma física de afeto, ela podia se contentar.

Tinha aprendido tanto sobre amor-próprio para, no final, se sujeitar à aquele homem rude e conquistador. Como uma garota boba e inocente.

Lamentava por Karin. Profundamente. Sentia-se a pior pessoa do mundo toda vez que Sasuke beijava seu pescoço e a chamava de amor.

Amor.

O que diabos ele queria dizer com aquilo, enquanto em seu dedo uma aliança dourada reluzia como uma maldição?

Desfaçatez tremenda era seduzi-la ao seu bel-prazer, sem ao menos desejá-la ao seu lado como mulher.

Entretanto, não podia evitar ansiar por seu carinho.

Quando ele a beijava, a tocava, via-se distante de seus princípios.

Quando conectavam-se e amavam-se, era o ápice de sua insensatez.

Não podia controlar, não conseguia.

Sasuke era tóxico, como uma droga.

E Sakura sabia que era completamente dependente, que necessitava encaminhar seu coração para reabilitação, mas tudo que queria agora era Sasuke a fodesse.

Que Deus e Karin possam perdoá-la por seus erros, pois, para ela, não havia mais salvação.

Notas finais
deixem suas opiniões e críticas!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!